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          <title>PEBodyCount - Últimas Notícias do Blog - Blog</title>
          <link>http://www.pebodycount.com.br/</link>
          <description>Leia as últimas notícias do PEBodyCount - Blog</description>
		  <language>pt-br</language>
  
          <item>

            <title>Excesso de PMs, por incrível que pareça</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=932]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=932'>07.09.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Homic&iacute;dios n&atilde;o fazem parte do cotidiano dos&nbsp;abastados bairros do Recife. O assassinato de um casal, na noite de s&aacute;bado, no entento,&nbsp;interrompeu a rotina dos nobres&nbsp;moradores do Espinheiro. Adilson Gon&ccedil;alves da Silva, 34 anos, e Simone Alves da Silva, 31, foram mortos com v&aacute;rios tiros&nbsp;dentro de um ve&iacute;culo (Palio, de placa KIY-1606), no cruzamento das Ruas 48 e da Hora.</p>
<p>Mais do que agu&ccedil;ar a curiosidade dos habitantes locais, o crime parece ter despertado a aten&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia. A incomum ocorr&ecirc;ncia mobilizou nada menos do que seis viaturas e duas motos da Pol&iacute;cia Militar. Ou seja, um efetivo de, pelo menos, 14 PMs&nbsp;se prontificou&nbsp;a acompanhar o&nbsp;caso. Algo jamais visto na minha modesta cobertura policial, nem mesmo&nbsp;nas &aacute;reas&nbsp;consideradas mais perigosas.</p>
<p>Das duas, uma: ou h&aacute; excesso de contigente na Pol&iacute;cia Militar, ou o policiamento ostensivo de outras localidades&nbsp;da cidade ficou descoberto. O duplo assassinato ocorreu por volta das 22h30. A For&ccedil;a-Tarefa de homic&iacute;dios chegou ao local do crime, extamente, &agrave; 0h35 deste&nbsp;domingo.</p>
<p>A foto, confesso, &eacute; de p&eacute;ssima qualidade. Mas foi o que deu para fazer.&nbsp;&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>07.09.2008 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>"Silêncio do Governador"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=931]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=931'>04.09.2008 - violência,crime,polícia,segurança,governador,Maria Eduarda</a></b>
				<br><br>
				O <strong>PEbodycount</strong> mais uma vez abre espa&ccedil;o para o desabafo de familiares das v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia em Pernambuco. Reproduzo abaixo texto enviado pelas primas de Maria Eduarda Ramos de Barros, assassinada a tiros por PMs que tentavam evitar um assalto na Cidade Universit&aacute;ria, Zona Oeste do Recife.<br />
<br />
--------------------------------------------------------------------------------------------------------<br />
<br />
<strong>&quot;Sil&ecirc;ncio do Governador&quot;</strong> <br />
<br />
Por Paula Barros e Patr&iacute;cia Barros (primas de Maria Eduarda)<br />
<br />
18 de agosto de 2008... Familiares de Maria Eduarda Ramos de Barros, institui&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, cidad&atilde;os e cidad&atilde;s reuniam-se em frente ao Pal&aacute;cio do Governo, para manifestar a indigna&ccedil;&atilde;o frente &agrave; viol&ecirc;ncia e fazer a entrega da carta que contou com 14.140 assinaturas. O principal destinat&aacute;rio da carta n&atilde;o esteve presente.<br />
<br />
Nenhum retorno ao of&iacute;cio previamente protocolado. Somente a not&iacute;cia de que o Sr. Governador Eduardo Campos estava na entrega das novas viaturas da Pol&iacute;cia, cumprindo um dos objetivos do Pacto pela Vida. Em blog na Internet, l&ecirc;-se: &ldquo;Agendada inicialmente para a &uacute;ltima sexta-feira (15), a solenidade de entrega de 210 viaturas para a Pol&iacute;cia Militar de Pernambuco (PMPE) foi realizada, na tarde de hoje (18), no Quartel do Derby&rdquo;. <br />
<br />
Em frente ao Pal&aacute;cio, um grupo de policiais militares e de funcion&aacute;rios para garantir a paz do ato p&uacute;blico; o gentil convite para que nos retir&aacute;ssemos da pra&ccedil;a, ainda durante a concentra&ccedil;&atilde;o; o espa&ccedil;o reduzido &agrave; t&iacute;mida cal&ccedil;ada por detr&aacute;s dos cavaletes; a dificuldade de se conceder a aproxima&ccedil;&atilde;o do carro de som. &ldquo;S&atilde;o normas da casa!&rdquo;. S&atilde;o igualmente normas o direito de ir e vir, o direito &agrave; vida, &agrave; prote&ccedil;&atilde;o, &agrave; seguran&ccedil;a. L&aacute; est&aacute;vamos para apontar que esses direitos n&atilde;o nos t&ecirc;m sido assegurados.<br />
<br />
Durante o ato p&uacute;blico, o sil&ecirc;ncio como forma de gritar a indigna&ccedil;&atilde;o pelas pessoas assassinadas em Pernambuco e de exigir uma implica&ccedil;&atilde;o do Estado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s falhas na pol&iacute;tica de seguran&ccedil;a. Na aus&ecirc;ncia do Governador, o seu posicionamento diante das 14.140 pessoas que a ele se endere&ccedil;aram e dele esperavam uma fala em primeira pessoa.<br />
<br />
Ao inv&eacute;s dessa fala, no momento de entrega da carta, uma tentativa de &ldquo;presta&ccedil;&atilde;o de contas&rdquo; dos secret&aacute;rios, sobre o que a Pol&iacute;cia vem fazendo, o quantitativo de homens que v&ecirc;m sendo contratados, o inquestion&aacute;vel investimento que o Estado vem direcionando &agrave; seguran&ccedil;a p&uacute;blica. A entrega de viaturas equipadas naquela tarde atesta isso.<br />
<br />
Apesar da import&acirc;ncia do equipamento da pol&iacute;cia, torna-se ir&ocirc;nico que, no mesmo hor&aacute;rio, uma fam&iacute;lia reclamava por uma a&ccedil;&atilde;o advinda exatamente de uma viatura policial. Quem estar&aacute; apto a guiar essas viaturas? Que treinamento esses policiais ter&atilde;o para conduzi-las? Por qual processo de forma&ccedil;&atilde;o passar&atilde;o, que contato ter&atilde;o com o Pacto pela Vida para que, somente ent&atilde;o, munidos de um saber e de um suporte, possam enfrentar o &aacute;rduo trabalho nas ruas? S&atilde;o quest&otilde;es que se colocam e inquietam.<br />
<br />
Alegar que o combate &agrave; viol&ecirc;ncia &eacute; um processo &ndash; e realmente o &eacute; &ndash; n&atilde;o &eacute; um argumento que por si s&oacute; se sustente, principalmente porque nesse doloroso processo, vidas est&atilde;o sendo tiradas e, nesses casos, para as v&iacute;timas e suas fam&iacute;lias, o processo perde todo o seu sentido, na medida em que tem um fim s&uacute;bito, deixa de ser processo.<br />
<br />
O discurso que a sociedade espera n&atilde;o &eacute; o de uma mera presta&ccedil;&atilde;o de contas. Precisamos de uma fala que se implique nas muitas lacunas ainda existentes (a morte de Duda denuncia uma delas); um discurso que n&atilde;o fique apenas a jogar para outras gest&otilde;es os erros (que sabemos, s&atilde;o muitos) como uma forma de tamponar responsabilidades que lhe s&atilde;o concernentes. &Eacute; esse o posicionamento que esperamos.<br />
<br />
Se nossa resposta &agrave;quilo que nos aflige, ao nosso sentimento de desamparo perante o Estado, &agrave; dor pela perda de tantos pernambucanos e pernambucanas, veio no barulho de nosso sil&ecirc;ncio, a do Governador veio no sil&ecirc;ncio de sua aus&ecirc;ncia.
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>04.09.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência,crime,polícia,segurança,governador,Maria Eduarda</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Cuidado com o que você diz a desconhecidos</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=930]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=930'>03.09.2008 - crime</a></b>
				<br><br>
				<p>Um colega de reda&ccedil;&atilde;o caiu hoje no golpe do falso seq&uuml;estro. Por volta das 16h, ele recebeu um telefonema de um n&uacute;mero confidencial no qual uma mulher chorava desesperadamente. &quot;Ela solu&ccedil;ava e dizia: fui assaltada, fui assaltada&quot;. </p>
<p>Segundo o jornalista, a voz era muito parecida com a de uma amiga dele. Logo em seguida, um homem com sotaque carioca pega o telefone e diz que est&aacute; ajudando a mo&ccedil;a e pergunta se o colega sabe quem ela &eacute;. Acreditando ser a tal amiga, o jornalista diz que conhece e que o nome dela &eacute; fulana.</p>
<p>Na hora, o cara muda de tom e diz que se trata, na verdade, de um assalto que deu errado e que ele pegou a mo&ccedil;a como garantia na hora da fuga. Se o meu colega quiser ver a amiga&nbsp;viva de novo teria que colaborar. </p>
<p>&quot;Ele perguntou quanto eu tinha no banco, mandou eu sacar tudo e comprar cart&otilde;es de recarga de celular. A todo instante eu ouvia a voz da mo&ccedil;a chorando ao fundo e ele dizendo que se eu desligasse ou tentasse falar com algu&eacute;m matava ela&quot;. </p>
<p>O resultado &eacute; que o jornalista comprou R$ 400,00 em cart&otilde;es de telefone e carregou no n&uacute;mero (21) 7664-4234. O&nbsp;fato &eacute; que o bandido utilizou as informa&ccedil;&otilde;es que o meu colega deu para pression&aacute;-lo. Ele n&atilde;o sabia&nbsp;nomes, endere&ccedil;os, nem qualquer outro dado. Apenas esperou a v&iacute;tima&nbsp;dizer um nome e, a partir da&iacute;, fingiu que estava com aquela pessoa. </p>
<p>&Eacute; essencial manter a calma numa situa&ccedil;&atilde;o como essa, n&atilde;o fornecer informa&ccedil;&otilde;es pessoais&nbsp;e checar se a suposta v&iacute;tima est&aacute; bem, antes de ceder a qualquer press&atilde;o.</p>
<p>Casos como esse devem ser registrados na Delegacia de Repress&atilde;o ao Estelionato, na Rua Montevid&eacute;u, Boa Vista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>03.09.2008 -0300</pubDate>
			<category>crime</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Recursos, mais promessas e a violência contra a mulher continua</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=927]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=927'>03.09.2008 - </a></b>
				<br><br>
				&nbsp;Lembro que, em outubro de 2007, no Pal&aacute;cio do Campo das Princesas, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, lan&ccedil;ou plano de seguran&ccedil;a para erradicar no Estado a viol&ecirc;ncia contra a mulher. A meta era ousada dizia o governador. Assim como era ousada a meta do Pacto pela Vida. &quot;Em uma d&eacute;cada n&atilde;o vai mais existir viol&ecirc;ncia contra a mulher em Pernambuco&quot;, sentenciou a secret&aacute;ria Cristina Buarque.<br />
Pois bem.&nbsp; A meta ousada estava condicionada a v&aacute;rios pilares: reforma e constru&ccedil;&atilde;o de novas delegacias, refor&ccedil;o no n&uacute;mero de defensorias p&uacute;blicas, implanta&ccedil;&atilde;o de mais casas-abrigos, capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais e implementa&ccedil;&atilde;o de uma campanha permanente de enfrentamento aos abusos contra a mulher. Isso come&ccedil;aria a ser feito a partir daquela data.<br />
Quase um ano depois, quase nada saiu do papel. Muito pouco. Uma delegacia ali, outra reforma acol&aacute; e pronto. Seriam 10 novas delegacias em dois anos e meio. Um ano j&aacute; se passou. Prometeram ainda mais 13 defensorias p&uacute;blicas da mulher e implanta&ccedil;&atilde;o de seis casas-abrigo. Ontem, garantiu mais uma vez fazer as casas-abrigo. De concreto mesmo neste ano, temos 177 mulheres assassinadas em Pernambuco. Os n&uacute;meros s&atilde;o da semana passada. <br />
&nbsp;Em outubro do ano passado, Cristina n&atilde;o soube informar quanto Pernambuco receberia do governo federal para tocar os projetos. Disse que a previs&atilde;o era de que o plano teria um investimento em dez anos de 324 milh&otilde;es de reais. S&oacute; ontem, o Estado aderiu ao Pacto Nacional de Combate &agrave; Viol&ecirc;ncia contra as mulheres.&nbsp; Eduardo Campos e a Ministra da Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas para as Mulheres, Nilc&eacute;ia Freire, assinaram um conv&ecirc;nio que vai repassar cerca de R$ 3 milh&otilde;es. J&aacute; &eacute; um come&ccedil;o. E como veio dinheiro, veio mais promessa. O Estado se comprometeu a implantar um Plano Integrado de Enfrentamento da AIDS, combater a explora&ccedil;&atilde;o sexual e tr&aacute;fico de mulheres e promover direitos humanos das mulheres presas.
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>03.09.2008 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Estética da violência</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=926]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=926'>02.09.2008 - violência</a></b>
				<br><br>
				A cena acima foi captada pela lente do fot&oacute;grafo Alexandro Auler esta manh&atilde; em um cruzamento de Boa Viagem. O rapaz distribu&iacute;a panfletos na rua e brincava com um amigo mostrando a tatuagem de uma pistola. &Eacute; a viol&ecirc;ncia cada vez mais sedimentada no nosso cotidiano.
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>02.09.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Homicídios: luz vermelha acesa</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=925]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=925'>01.09.2008 - estatísticas</a></b>
				<br><br>
				<p>O segundo ano do Pacto pela Vida come&ccedil;ou no dia 1&ordm; de maio de 2008. Mais uma vez, o Governo do Estado prometeu reduzir em 12% a taxa de homic&iacute;dios. O comparativo ser&aacute; feito analisando dois per&iacute;odos: maio de 2008 a abril de 2009 e maio de 2007 a abril de 2008.</p>
<p>Com as taxas desses dois per&iacute;odos, o atual precisa ter uma redu&ccedil;&atilde;o de 12%. O problema &eacute; que nos quatro primeiros meses do per&iacute;odo atual, ou seja, de maio a agosto de 2008, tivemos mais homic&iacute;dios do que de maio a agosto de 2007. Especificamente dez casos a mais.</p>
<p>Em junho e agosto a viol&ecirc;ncia foi maior do que nos mesmos meses do ano passado. Se a SDS diz que vem conseguindo baixar o n&uacute;mero de homic&iacute;dios com a contrata&ccedil;&atilde;o de pessoal, mais viaturas nas ruas e combate aos grupos de exterm&iacute;nio, algo deve estar errado porque nesses dois meses todas essas estrat&eacute;gias estavam em desenvolvimento e as mortes voltaram a subir. Se algu&eacute;m se preocupasse em responder, gostar&iacute;amos de saber o que est&aacute; acontecendo.</p>
<p>* O gr&aacute;fico que ilustra esse post foi feito por Ana Carolina Soriano.</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>01.09.2008 -0300</pubDate>
			<category>estatísticas</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Um olhar sobre os invisíveis</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=924]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=924'>01.09.2008 - violência</a></b>
				<br><br>
				Reproduzimos aqui a mat&eacute;ria especial publicada ontem pelo Jornal do Commercio. Conte&uacute;do extra pode ser visto no <strong><em><a href="http://jc.uol.com.br/jornal/2008/08/31/not_297237.php">JC Online</a></em></strong> . Boa leitura.
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>01.09.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>PM une prevenção e repressão para combater o tráfico de drogas</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=923]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=923'>01.09.2008 - violência,crime,prevenção,Vitória,polícia,segurança</a></b>
				<br><br>
				<p>Pol&iacute;cia Militar &eacute; sin&ocirc;nimo de repress&atilde;o, certo? Errado. Pelo menos &eacute; isso que o 21&ordm; Batalh&atilde;o, sediado em Vit&oacute;ria de Santo Ant&atilde;o, na Zona da Mata, est&aacute; tentando provar: que a PM tamb&eacute;m pode trabalhar na preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia.</p>
<p>Desde a semana passada, o batalh&atilde;o deu in&iacute;cio&nbsp;&agrave; opera&ccedil;&atilde;o &quot;Vit&oacute;ria sem Drogas&quot;, em que chama a sociedade civil para discutir o uso e tr&aacute;fico de entorpecentes, com enfoque nos jovens. Mais de 30 escolas p&uacute;blicas e privadas da cidade, al&eacute;m de uma faculdade, receberam palestras de policiais, promotores, ju&iacute;zes e volunt&aacute;rios sobre o tema.</p>
<p>Cerca de 5 mil jovens tiveram acesso&nbsp;&agrave;s informa&ccedil;&otilde;es. Nos debates, os palestrantes alertaram crian&ccedil;as e adolescentes do perigo do uso de entorpecentes.</p>
<p>Na &uacute;ltima sexta-feira (29), representantes da sociedade civil e PMs realizaram um adesiva&ccedil;o no munic&iacute;pio (foto). Foram distribu&iacute;dos mais de 5 mil adesivos com a mensagem &quot;Vit&oacute;ria sem Drogas. Compartilho com essa id&eacute;ia&quot;.</p>
<p>De acordo com&nbsp;o comandante do 21&ordm; Batalh&atilde;o e idealizador das a&ccedil;&otilde;es, tenente-coronel Alexandre de Souza, a id&eacute;ia &eacute; expandir a opera&ccedil;&atilde;o para os munic&iacute;pios vizinhos. As a&ccedil;&otilde;es de repress&atilde;o, no entanto, n&atilde;o foram esquecidas. Nos &uacute;ltimos dias, a PM desarticulou mais de cinco quadrilhas de venda de drogas na Zona da Mata.</p>
<p>Acredito que esse tipo de a&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de colaborar com a preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia, tamb&eacute;m aproxima a pol&iacute;cia da comunidade, o que &eacute; important&iacute;ssimo. Aproveito para lembrar o que foi dito pelo professor americado&nbsp;e especialista em seguran&ccedil;a&nbsp;David Bayley no II Encontro Anual do F&oacute;rum Brasileiro de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, ocorrido em Recife no in&iacute;cio do ano.</p>
<p>Segundo Bayley, uma pol&iacute;cia &eacute; confi&aacute;vel quando um pai diz ao filho para ele procurar um policial quando estivar com problemas. Sabemos que aqui no Brasil isso n&atilde;o acontece, j&aacute; que os jovens, principalmente da periferia, t&ecirc;m medo da trucul&ecirc;ncia da pol&iacute;cia.</p>
<p>Que o exemplo do 21&ordm; Batalh&atilde;o seja seguido ent&atilde;o!!!!!</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>01.09.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência,crime,prevenção,Vitória,polícia,segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Dança das cadeiras na Polícia Civil</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=922]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=922'>29.08.2008 - polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>Recebi tr&ecirc;s telefonemas hoje pela manh&atilde; informando sobre mudan&ccedil;as na Pol&iacute;cia Civil. Nas tr&ecirc;s chamadas, dados em comum: Osvaldo Morais assume a Diretoria de Pol&iacute;cia Judici&aacute;ria (2&ordm; cargo mais importante da corpora&ccedil;&atilde;o), Joel Ven&acirc;ncio deixa o Departamento de Homic&iacute;dios e Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Pessoa para ser assessor do secret&aacute;rio Servilho Paiva, o delegado da seccional de Carpina, Joselito Amaral, ser&aacute; o novo gerente do DHPP.</p>
<p>As delegacias especializadas, seccionais e distritais tamb&eacute;m ter&atilde;o seus comandos alterados. Evaristo Ferreira Neto deve deixar a Delegacia de Boa Viagem. Em seu lugar, assume Jo&atilde;o Gustavo Ferraz.</p>
<p>Duas observa&ccedil;&otilde;es que podem ser feitas se&nbsp;as mudan&ccedil;as forem realidade: Osvaldo Morais est&aacute; cada vez mais perto da Chefia de Pol&iacute;cia Civil ou ser&aacute; que ele j&aacute; est&aacute; l&aacute;, na pr&aacute;tica? Joel Ven&acirc;ncio, ap&oacute;s avocar o inqu&eacute;rito da delegada&nbsp;Genezil Coelho (que iria indiciar os PMs que mataram a menina Maria Eduarda por homic&iacute;dio culposo), &nbsp;agora est&aacute; ainda mais pr&oacute;ximo do secret&aacute;rio, tanto que virou assessor direto. Em tempo: Ven&acirc;ncio indiciou os PMs por homic&iacute;dio doloso.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>29.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Mal-estar na Polícia Civil</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=921]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=921'>26.08.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Por Diogo Menezes</p>
<p>Uma atitude tomada na manh&atilde; desta ter&ccedil;a-feira causou grande mal-estar no Departamento de Homic&iacute;dios e Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Pessoa (DHPP) da Pol&iacute;cia Civil. Faltando tr&ecirc;s dias para a conclus&atilde;o&nbsp;do inqu&eacute;rito sobre o assassinato&nbsp;da crian&ccedil;a Maria Eduarda Barros, 9 anos, morte ocorrida ap&oacute;s policiais militares tentarem evitar assalto&nbsp;ao carro onde ela estava com familiares na Cidade Universit&aacute;ria, Zona Oeste do Recife, o gestor do DHPP, Joel Ven&acirc;ncio, assumiu as investiga&ccedil;&otilde;es no lugar da delegada Genezil Coelho, que desde o dia do homic&iacute;dio (18 de julho) investigava o caso.</p>
<p>A decis&atilde;o de Ven&acirc;ncio pegou Genezil de surpresa. &quot;Sinceramente, n&atilde;o esperava por isso. Estava muito pr&oacute;xima de finalizar tudo. J&aacute; sei de onde partiu o tiro que vitimou a menina, por exemplo.&nbsp;Na hora de mostrar o servi&ccedil;o, tive a decis&atilde;o tomada de mim&quot;, explicou Genezil, visivelmente constrangida.</p>
<p>Nas entrelinhas, a delegada deu a entender&nbsp;que Ven&acirc;ncio n&atilde;o estaria gostando da forma como o processo vinha&nbsp;sendo conduzido por ela. Genezil tamb&eacute;m deixou transparecer que o&nbsp;tiro que vitimou Maria Eduarda partiu mesmo da arma do policial militar.</p>
<p>&quot;N&atilde;o vou mostrar solu&ccedil;&otilde;es fantasiosas para agradar ningu&eacute;m. Tenho convic&ccedil;&atilde;o do que aconteceu. N&atilde;o houve dolo (inten&ccedil;&atilde;o) de matar ningu&eacute;m. Outra coisa: os policiais revidaram uma situa&ccedil;&atilde;o, porque os bandidos atiraram primeiro. Tenho certeza disso. Mas preciso ter obedi&ecirc;ncia hier&aacute;rquica&quot;, resignou-se.</p>
<p>Questionado sobre o motivo da mudan&ccedil;a, Joel Ven&acirc;ncio explicou ter tomado a decis&atilde;o para n&atilde;o sobrecarregar a delegada. &quot;Venho acompanhando o caso desde o in&iacute;cio. Como Genezil est&aacute; com outros casos, vou continuar as investiga&ccedil;&otilde;es&quot;. Ele confirmou que vai concluir o caso sexta-feira, dia 29, mesmo prazo previsto por Genezil. Ou seja: as investiga&ccedil;&otilde;es de Ven&acirc;ncio v&atilde;o durar tr&ecirc;s dias. &quot;J&aacute; sei quem matou a menina. Praticamente n&atilde;o h&aacute; mais o que fazer&quot;, disse a delegada.</p>
<p>Resta saber o motivo pelo qual apenas agora, faltando tr&ecirc;s dias para a conclus&atilde;o do inqu&eacute;rito, Ven&acirc;ncio descobriu que Genezil estava sobrecarregada e resolveu poup&aacute;-la de tanto trabalho.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>26.08.2008 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Ex-presidente do TJPE é nomeado assessor especial do Pacto pela Vida</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=920]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=920'>25.08.2008 - violência,crime,Segurança Pública,TJPE,Pacto pela Vida</a></b>
				<br><br>
				<p>Do <a href="http://pe360graus.globo.com/"><strong>PE360graus</strong></a></p>
<p>O desembargador do Estado e ex-presidente do Tribunal de Justi&ccedil;a de Pernambuco (TJPE), Fausto Freitas (foto), foi nomeado assessor especial do governador Eduardo Campos, nesta segunda-feira (25). O nome do mais novo integrante da equipe de trabalho do Governo foi publicado no Di&aacute;rio Oficial do Estado.</p>
<p>Ele ser&aacute; um dos quatro coordenadores das c&acirc;maras t&eacute;cnicas do Plano Estadual de Seguran&ccedil;a, Pacto pela Vida. A equipe &eacute; formada pelos secret&aacute;rios de Defesa Social, Servilho Paiva; de Articula&ccedil;&atilde;o Social, Waldemar Borges; e de Planejamento e Gest&atilde;o, Geraldo J&uacute;lio.</p>
<p>Durante o tempo em que esteve &agrave; frente do TJPE, Fausto Freitas promoveu encontros regionais entre o poder judici&aacute;rio e as pol&iacute;cias a fim de enfrentar a viol&ecirc;ncia. Ele ainda ampliou o Judici&aacute;rio Criminal com novas varas e c&acirc;maras.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>25.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência,crime,Segurança Pública,TJPE,Pacto pela Vida</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Palestra agora irá debater Pacto pela Vida</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=919]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=919'>25.08.2008 - violência,crime,segurança,Pacto pela Vida</a></b>
				<br><br>
				<p>Acabo de receber e-mail dos organizadores do ciclo de palestras &quot;Viol&ecirc;ncia: uma epidemia silenciosa&quot;, promovido pela Secretaria de Sa&uacute;de de Olinda com o apoio do governdo federal e do Pacto pela Vida, para fazer uma retifica&ccedil;&atilde;o na programa&ccedil;&atilde;o divulgada pelo blog.</p>
<p>A palestra que ser&aacute; ministrada pelo professor Jorge Zaverucha n&atilde;o ter&aacute; mais como t&iacute;tulo &ldquo;A viol&ecirc;ncia e as institui&ccedil;&otilde;es.&quot; A organiza&ccedil;&atilde;o informa que o tema do debate ser&aacute; &quot;Raz&otilde;es de minha discord&acirc;ncia do Pacto pela Vida.&quot;</p>
<p>O evento pretende discutir a viol&ecirc;ncia no Estado em debates realizados uma vez por m&ecirc;s. A primeira palestra aconteceu na &uacute;ltima quinta-feira (21/08) e teve o tema &ldquo;Homic&iacute;dios em Pernambuco e no Brasil: din&acirc;mica e rela&ccedil;&otilde;es de causalidade&rdquo;. Foi proferida pelo cientista pol&iacute;tico Jos&eacute; Maria N&oacute;brega J&uacute;nior.</p>
<p>Veja abaixo a programa&ccedil;&atilde;o completa, j&aacute; corrigida. As palestras acontecem no Audit&oacute;rio da Policl&iacute;nica Jo&atilde;o de Barros Barreto, no Carmo, sempre das 9h ao meio-dia.<br />
<br />
<strong>Programa&ccedil;&atilde;o:</strong></p>
<p><strong>18/09</strong> - &ldquo;Epidemiologia dos acidentes de tr&acirc;nsito&rdquo;<br />
Convidado: Msc. M&aacute;rio Moreira<br />
<br />
<strong>16/10 </strong>- &ldquo;Crime organizado no Brasil&rdquo;<br />
Convidado: Prof. Adriano Oliveira<br />
<br />
<strong>20/11</strong> - Raz&otilde;es de minha discord&acirc;ncia do Pacto pela Vida&quot;<br />
Convidado: Dr. Jorge Zaverucha</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>25.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência,crime,segurança,Pacto pela Vida</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>PEbodycount na Rádio Nederland</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=918]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=918'>22.08.2008 - </a></b>
				<br><br>
				O PEbodycount e a viol&ecirc;ncia em&nbsp;Pernambuco&nbsp;foram o&nbsp;tema de longa&nbsp;reportagem da R&aacute;dio Nederland.&nbsp;Reproduzo abaixo&nbsp;o texto original publicado no site da r&aacute;dio.&nbsp;O &aacute;udio pode ser conferido&nbsp;no link <a target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.informarn.nl/americas/brasil/act080821-pebodycount-homicidios">http://www.informarn.nl/americas/brasil/act080821-pebodycount-homicidios</a> . ______________________________________________________________ <br />
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>El estado brasile&ntilde;o de Pernambuco tiene los &iacute;ndices de homicidio m&aacute;s altos del pa&iacute;s. Pernambuco, en el noroeste de Brasil y su capital Recife, son conocidos por un creciente turismo, principalmente europeo. Para los turistas continua siendo un sitio relativamente seguro, ya que los homicidios se producen fundamentalmente entre la poblaci&oacute;n local de los barrios m&aacute;s pobres del estado.</strong> </p>
<p>Un grupo de periodistas ha querido hacer p&uacute;blico el costo humano del n&uacute;mero de v&iacute;ctimas de esa violencia, creando un sitio en Internet. </p>
<p>El sitio PEBODYCOUNT se lanz&oacute; el primero de mayo del 2007. Se trata de una p&aacute;gina en la que entre otras cosas lleva un registro de la cantidad de homicidios diarios. </p>
<p>Estos periodistas originalmente se dedicaban a reportar sobre los cr&iacute;menes para el peri&oacute;dico local O Jornal do Comercio, pero se dieron cuenta que el hecho mismo de informar sobre los homicidios y la violencia no ayudaba en nada. Entonces decidieron crear la p&aacute;gina web &quot;Contador de Cuerpos de Pernambuco&quot; para registrar todos los homicidios del Estado, publicar noticias sobre la violencia, y dar la oportunidad a la gente de comentarlas. </p>
<p>Para poder mantener actualizado el registro realizan cada d&iacute;a decenas de llamadas telef&oacute;nicas a estaciones de polic&iacute;a, hospitales e institutos forenses. Lo que ellos llaman una &quot;ronda telef&oacute;nica&quot; </p>
<p>El editor Eduardo Machado, uno de los fundadores de PEBODYCOUNT explic&oacute; a Radio Nederland que las razones de tan altos &iacute;ndices de homicidio en Pernambuco hay que buscarlas en el hecho que los pol&iacute;ticos todav&iacute;a est&aacute;n en la fase de tratar de aceptar que existe un problema de violencia, mientras que los acad&eacute;micos reci&eacute;n comienzan a analizarla. </p>
<p>&quot;Nuestros acad&eacute;micos reci&eacute;n est&aacute;n empezando a estudiar el fen&oacute;meno, por lo que no tenemos respuestas cient&iacute;ficas a la pregunta de porqu&eacute; tanta gente es asesinada. La polic&iacute;a dice que muchos de los cr&iacute;menes est&aacute;n relacionados con el narcotr&aacute;fico, el enfrentamiento entre bandas, pero lo que vemos en la calle es otra cosa. Mucha gente decide tomar por sus manos la justicia. Solos solucionan los problemas, por ejemplo las disputas entre los vecinos&quot; afirma Machado. </p>
<p>&quot;El perfil de la v&iacute;ctima es un hombre negro, joven, entre 15 y 24 a&ntilde;os, con domicilio en la periferia de las principales ciudades. Gente pobre y con escaso nivel educacional, con pocas oportunidades, y viviendo en las favelas de las ciudades de Pernambuco&quot; respondi&oacute; el periodista Eduardo Machado a la pregunta sobre qui&eacute;nes son las v&iacute;ctimas. </p>
En cuanto a s&iacute; los familiares de las victimas apreciaban o no la existencia de PEBODYCOUNT, Machado explic&oacute; que los familiares provienen de un mismo entorno pobre sin acceso a Internet. &nbsp; <a href="http://cgi.omroep.nl/cgi-bin/streams?/rnw/smac/cms/es__pernambuco_20080821.wma"></a><a href="http://download.omroep.nl/rnw/smac/cms/es__pernambuco_20080821_44_1kHz.mp3"></a>
<p align="center"><strong>Escuche el reportaje emitido en <a title="Articulo 1" target="_blank" href="http://www.informarn.nl/programas/programassemanales/articulo-uno/">Art&iacute;culo 1</a> </strong></p>
<p>&quot;Los familiares de las victimas tambi&eacute;n son gente pobre y no tienen acceso a Internet. Las clases pobres no est&aacute;n entre los asiduos visitantes de nuestra p&aacute;gina. Pero cuando mejora su situaci&oacute;n social, entonces vemos que nos visitan y se solidarizan con nuestro proyecto. Incluso utilizan el espacio que les brinda nuestra p&aacute;gina para exigirles a las autoridades el esclarecimiento de los hechos&quot; explic&oacute; Machado.. </p>
<p>PEBODYCOUNT, &quot;el contador de homicidios de Pernambuco&quot; recibe muchos correos electr&oacute;nicos y llamadas telef&oacute;nicas. Le piden al equipo del sitio que no se olviden de sus casos, y les dan animo para que contin&uacute;en presionando a las autoridades a tomar medidas adecuadas para acabar con la violencia en Pernambuco, el estado con mayor &iacute;ndice de homicidios de Brasil. </p>
<p>A foto &eacute; de Rodrigo Lobo/JCimagem</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>22.08.2008 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Ministério da Justiça lança campanha Registro Federal de Armas 2008</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=917]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=917'>22.08.2008 - violência,crime,segurança,armas,desarmamento</a></b>
				<br><br>
				<strong>Do <a href="http://www.diariodepernambuco.com.br">Di&aacute;rio de Pernambuco</a></strong><br />
<br />
Os portadores de armas de fogo em situa&ccedil;&atilde;o ilegal ganharam uma nova oportunidade para registrar seu armamento junto &agrave; Pol&iacute;cia Federal (PF). Em continuidade &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o pelo desarmamento no pa&iacute;s, o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a lan&ccedil;ou ontem (21/08) a campanha Registro Federal de Armas 2008. At&eacute; 31 de dezembro, o governo espera que os propriet&aacute;rios registrem ou entreguem mediante indeniza&ccedil;&atilde;o. A estimativa &eacute; que existam de 300 mil e 500 mil armas n&atilde;o registradas. As registradas no Brasil s&atilde;o algo em torno de 6,5 milh&otilde;es, sendo pouco mais de 17,2 mil em Pernambuco. J&aacute; o n&uacute;mero nacional de armas de fogo clandestinas est&aacute; projetado entre 800 mil e 1 milh&atilde;o. No estado, a Delegacia Regional da Pol&iacute;cia Federal prev&ecirc; a exist&ecirc;ncia de mais de 86,8 mil delas em situa&ccedil;&atilde;o irregular.<br />
<br />
O ministro da Justi&ccedil;a, Tarso Genro, disse que a terceira campanha do g&ecirc;nero lan&ccedil;ada no pa&iacute;s faz parte das estrat&eacute;gias do governo de estimular o desarmamento da popula&ccedil;&atilde;o de maneira n&atilde;o impositiva, permitindo n&atilde;o apenas o registro gratuito, mas o pagamento de indeniza&ccedil;&otilde;es &agrave;queles que entregarem suas armas espontaneamente. A primeira campanha ocorreu em 2003 e at&eacute; o momento foram repassadas &agrave; Pol&iacute;cia Federal pernambucana 27 mil rev&oacute;lveres, pistolas, rifles e fuzis, entre outros. Os valores das indeniza&ccedil;&otilde;es definidos pelo minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a variam de R$ 100 a R$ 300, dependendo do calibre. As espingardas soca-soca como n&atilde;o t&ecirc;m n&uacute;meros de s&eacute;rie, n&atilde;o s&atilde;o registradas.<br />
<br />
Segundo informa&ccedil;&otilde;es da PF, existem no estado algo em torno de 160 mil armas, 86,8 mil delas clandestinas. O volume de equipamentos roubados &eacute; da ordem de 28,8 mil. Apesar disso, o estado est&aacute; em 7&ordm; lugar no ranking dos estados onde mais ocorreram entregas espont&acirc;neas no pa&iacute;s de 2003 a 2008. <br />
<br />
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), Jaime Asfora, elogiou a iniciativa do ministro Tarso Genro e destacou que o foco da campanha deve evidenciar mais a entrega das armas do que o registro. Segundo ele, a retirada dos equipamentos de circula&ccedil;&atilde;o refletem diretamente na redu&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia e evitam o com&eacute;rcio clandestino das armas de fogo.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>22.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência,crime,segurança,armas,desarmamento</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Câmara aprova projeto que tipifica crimes de milícia e extermínio</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=916]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=916'>20.08.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p><strong>Da Ag&ecirc;ncia O Globo</strong></p>
<p>A Comiss&atilde;o de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica da C&acirc;mara aprovou agora h&aacute; pouco (20/08) o substitutivo do projeto que tipifica crimes de mil&iacute;cia e exterm&iacute;nio e aumenta pena para quem cometer esse tipo de delito. O projeto altera artigos do C&oacute;digo Penal.</p>
<p align="justify">A proposta pode gerar pol&ecirc;mica na vota&ccedil;&atilde;o no plen&aacute;rio prevista para ainda hoje. Isso porque o projeto descola a compet&ecirc;ncia de apura&ccedil;&atilde;o e julgamento destes tipos de crime para Pol&iacute;cia Federal, Minist&eacute;rio P&uacute;blico e Justi&ccedil;a Federal. O crime passa a ser considerado contra a Uni&atilde;o.</p>
<p align="justify">O deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) defendeu a medida. Para ele, s&oacute; desta maneira ser&aacute; poss&iacute;vel enfrentar o problema das mil&iacute;cias. &quot;&Eacute; uma quest&atilde;o pol&ecirc;mica, mas uma demonstra&ccedil;&atilde;o e evidente que se quer enfrentar as mil&iacute;cias&quot;.</p>
<p align="justify">O deputado Raul Jungmann (PPS-PE), um dos autores do projeto agrupado, comentou que a quest&atilde;o das mil&iacute;cias &eacute; nacional e &ldquo;particularmente sens&iacute;vel&rdquo; no Rio de Janeiro.</p>
<p align="justify">&quot;Hoje, de 500 mil a 1 milh&atilde;o de cariocas se encontram impedidos de sua livre manifesta&ccedil;&atilde;o. Em algumas regi&otilde;es do Rio temos situa&ccedil;&otilde;es de exce&ccedil;&atilde;o em que eleitores n&atilde;o podem escolher livremente seus candidatos e s&atilde;o ref&eacute;ns da mil&iacute;cia e do tr&aacute;fico. Essa Comiss&atilde;o ( Seguran&ccedil;a P&uacute;blica) da uma resposta a isso&quot;.</p>
<p align="justify">O deputado Laerte Bessa (PMDB-DF) discordou da proposta apresentada: &quot;N&atilde;o concordo que seja um crime especial. Acho que &eacute; um crime comum&quot;, afirmou.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>20.08.2008 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Começa amanhã ciclo de debates sobre criminalidade em Pernambuco</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=915]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=915'>20.08.2008 - crime,violência,segurança</a></b>
				<br><br>
				&ldquo;Homic&iacute;dios em Pernambuco e no Brasil: din&acirc;mica e rela&ccedil;&otilde;es de causalidade.&rdquo; Esse &eacute; o tema da primeira exposi&ccedil;&atilde;o do ciclo de debates que come&ccedil;a amanh&atilde; (21/08) em Olinda com o objetivo de discutir a criminalidade em Pernambuco. O palestrante ser&aacute; o mestre em ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica e&nbsp; pesquisador do N&uacute;cleo de Estudo de Institui&ccedil;&otilde;es Coercitivas e Criminalidade (NICC) da UFPE, Jos&eacute; Maria N&oacute;brega J&uacute;nior.<br />
<br />
Intitulado &quot;Viol&ecirc;ncia: uma epidemia silenciosa&quot;, o evento, que contar&aacute; com uma palstra por m&ecirc;s at&eacute; novembro (veja programa&ccedil;&atilde;o completa abaixo), ser&aacute; realizado no Audit&oacute;rio da Policl&iacute;nica Jo&atilde;o de Barros Barreto, no Carmo, sempre das 9h ao meio-dia.<br />
<br />
O ciclo de debates est&aacute; sendo realizado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Prefeitura de Olinda, Secretaria de Sa&uacute;de de Olinda e Pacto pela Vida. Recebe o apoio ainda do NICC e do Laborat&oacute;rio de Estudo da Viol&ecirc;ncia em Sa&uacute;de..<br />
<br />
<strong>Programa&ccedil;&atilde;o:</strong><br />
<br />
<strong>21/08</strong> - &ldquo;Homic&iacute;dios em Pernambuco e no Brasil: din&acirc;mica e rela&ccedil;&otilde;es de causalidade.&rdquo;<br />
Convidado: Msc. Jos&eacute; Maria N&oacute;brega J&uacute;nior<br />
<br />
<strong>18/09</strong> - &ldquo;Epidemiologia dos acidentes de tr&acirc;nsito.&rdquo;<br />
Convidado: Msc. M&aacute;rio Moreira<br />
<br />
<strong>16/10 </strong>- &ldquo;Crime organizado no Brasil.&rdquo;<br />
Convidado: Prof. Adriano Oliveira<br />
<br />
<strong>20/11</strong> - &ldquo;A viol&ecirc;ncia e as institui&ccedil;&otilde;es.&quot;<br />
Convidado: Dr. Jorge Zaverucha
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>20.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>crime,violência,segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Iace também entrega carta ao governador cobrando resultados do Pacto pela Vida</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=914]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=914'>19.08.2008 - violência,crime,polícia,segurança</a></b>
				<br><br>
				<p>Recebi no in&iacute;cio da semana, a carta que o Instituto Ant&ocirc;nio Carlos Escobar (Iace) junto com outras entidades da sociedade civil enviou ao governador cobrando resultados sobre o Pacto pela Vida.</p>
<p>Al&eacute;m do Iace,&nbsp;o N&uacute;cleo de Institui&ccedil;&otilde;es Coercitivas (NIC) da Universidade Federal de Pernambuco e a OAB-PE j&aacute; solicitaram informa&ccedil;&otilde;es sobre o programa de seguran&ccedil;a p&uacute;blica do governo e at&eacute; agora nada.</p>
<p>Continuamos esperando...</p>
<p>Segue abaixo a &iacute;ntegra da carta.</p>
------------------------------------------------------------------------------------------------------------<br />
<br />
<p align="center" class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: center;"><strong style="">CARTA ABERTA AO GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO</strong></p>
<p align="center" class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: center;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;">As entidades abaixo relacionadas v&ecirc;m a p&uacute;blico manifestar a sua indigna&ccedil;&atilde;o e preocupa&ccedil;&atilde;o com o fato de, passado um ano da implanta&ccedil;&atilde;o do programa de seguran&ccedil;a p&uacute;blica &ldquo;Pacto pela Vida&rdquo;, a sociedade pernambucana n&atilde;o identificar resultados concretos na diminui&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia e da criminalidade que amea&ccedil;am e vitimizam nossa popula&ccedil;&atilde;o.</p>
<p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;">Senhor Governador, em 365 dias de funcionamento do Pacto pela Vida, 4.457 seres humanos morreram de forma violenta em nosso Estado. Este foi o total de vidas ceifadas e cada uma delas precisa ser considerada individualmente e n&atilde;o apenas como parte de uma estat&iacute;stica. </p>
<p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;">N&atilde;o &eacute; admiss&iacute;vel, no atual n&iacute;vel de viol&ecirc;ncia contra o cidad&atilde;o e em face de t&atilde;o elevado n&uacute;mero de assassinatos, que se comemore como um sucesso qualquer resultado obtido. N&atilde;o podemos continuar convivendo com as mortes como meros &iacute;ndices.&nbsp; </p>
<p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;">Reconhecemos que seu governo tem tratado de forma diferenciada o triste fen&ocirc;meno da viol&ecirc;ncia, por&eacute;m, Senhor Governador, tais esfor&ccedil;os s&atilde;o insuficientes diante da imensa trag&eacute;dia que vive nossa popula&ccedil;&atilde;o. Os n&uacute;meros apresentados da viol&ecirc;ncia em nosso Estado s&atilde;o imorais, inaceit&aacute;veis e envergonham o povo pernambucano. </p>
<p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;">Nesse sentido, vimos exigir do seu governo maior empenho, responsabilidade e compet&ecirc;ncia no cuidado com a seguran&ccedil;a do cidad&atilde;o pernambucano. N&atilde;o podemos deixar que a seguran&ccedil;a p&uacute;blica e a defesa social sejam, outra vez, transformadas em um jogo de marketing pol&iacute;tico e muito menos permitir que vidas humanas perdidas sejam tratadas como &iacute;ndices estat&iacute;sticos de uma farsa institucional. </p>
<p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm; text-align: justify; line-height: 150%;">IACE, OAB-PE, ADECON, CREMEPE,SIMEPE,ESCOBAR ADVOCACIA, ALOSHOP-PE, SAG ENGENHARIA, INSTITUTO RAID, ESCOLA RECANTO, DENTAL SORRISO, UNU SOLU&Ccedil;&Otilde;ES</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>19.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência,crime,polícia,segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Um protesto silencioso pela vida</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=913]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=913'>19.08.2008 - violência,crime,polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>Do<a href="http://www.jc.com.br"><strong>Jornal do Commercio</strong></a></p>
<p>Um protesto pela vida mudou a rotina de quem passou ontem &agrave; tarde pelas proximidades do Pal&aacute;cio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Ant&ocirc;nio, Centro do Recife. Uma manifesta&ccedil;&atilde;o silenciosa. Sil&ecirc;ncio causado pela dor. Com faixas estendidas e um abaixo-assinado contendo mais de 14 mil assinaturas, parentes de Maria Eduarda Ramos de Barros, 9 anos, morta ap&oacute;s a&ccedil;&atilde;o policial no dia 18 de julho, na Cidade Universit&aacute;ria, Zona Oeste da capital, clamavam por justi&ccedil;a e por um Estado menos violento. </p>
<p>&ldquo;Sei que a vida de Duda n&atilde;o vai voltar. Mas n&atilde;o podemos cruzar os bra&ccedil;os. A viol&ecirc;ncia &eacute; um assunto que incomoda em Pernambuco. Com essa manifesta&ccedil;&atilde;o, queremos preservar outras vidas, evitar que mais pessoas sejam assassinadas de forma t&atilde;o dolorosa&rdquo;, desabafou o aposentado Francisco Albuquerque Barros, pai de Maria Eduarda. </p>
<p>Barros afirmou ter riscado de seu vocabul&aacute;rio a palavra revolta. &ldquo;N&atilde;o estou revoltado, mesmo com o fato de os policiais que mataram minha filha estarem soltos (desde o epis&oacute;dio, foram retirados das ruas e realizam trabalhos administrativos). Est&atilde;o soltos porque a lei permite que seja assim. Em vez de revolta, existe descren&ccedil;a com o poder p&uacute;blico&rdquo;, completou. </p>
<p>Os manifestantes fizeram 12 minutos de sil&ecirc;ncio em homenagem &agrave;s pessoas assassinadas no Estado este ano. De acordo com o site PEbodycount, que contabiliza o n&uacute;mero de homic&iacute;dios em Pernambuco, 2.729 pessoas foram mortas at&eacute; ontem. &ldquo;Doze minutos representa menos de meio segundo de sil&ecirc;ncio por cada vida&rdquo;, completou o pai de Maria Eduarda. V&aacute;rias faixas estendidas tomaram conta da paisagem de quem passava pelo local. &ldquo;Acho o protesto v&aacute;lido. Infelizmente, muitas vezes s&oacute; nos manifestamos sobre determinado caso quando acontece conosco&rdquo;, disse o aut&ocirc;nomo Paulo Santiago da Silva, que passou pelo Pal&aacute;cio e se deparou com a mobiliza&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Uma comiss&atilde;o que organizou o protesto foi recebida pelos secret&aacute;rios de Defesa Social, Servilho Paiva, da Casa Civil, Ricardo Leit&atilde;o, da Casa Militar, coronel M&aacute;rio Cavalcante e pelo secret&aacute;rio-executivo de Direitos Humanos, Rodrigo Pelegrino. O governador Eduardo Campos n&atilde;o esteve presente. &ldquo;Fico triste porque, ao ser eleito, o governador puxou para si a responsabilidade da seguran&ccedil;a no Estado. Queria propor a ele que os policiais que fazem a seguran&ccedil;a dele fossem para as ruas e que os policiais que mataram Maria Eduarda partissem para assessor&aacute;-lo&rdquo;, afirmou Ana Virg&iacute;nia Barros, irm&atilde; de Maria Eduarda. <strong></strong>Segundo Servilho Paiva, um resultado concreto sobre o caso deve ser mostrado &agrave; popula&ccedil;&atilde;o no pr&oacute;ximo dia 29. A delegada Genezil Coelho, do Departamento de Homic&iacute;dios e Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Pessoa (DHPP), est&aacute; respons&aacute;vel pela apura&ccedil;&atilde;o dos fatos. &ldquo;As investiga&ccedil;&otilde;es n&atilde;o acabaram porque estamos detalhando bem o caso. A Pol&iacute;cia Cient&iacute;fica ainda n&atilde;o entregou laudo com o resultado dos exames feitos nas pistolas apreendidas dos PMs&rdquo;, explicou Paiva.&nbsp;</p>
<p><strong>*</strong> <strong>A foto acima foi cedida gentilmente por Alexandro Auler/JC Imagem</strong>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>19.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência,crime,polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Família de Maria Eduarda protesta em frente ao Palácio</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=912]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=912'>18.08.2008 - violência,segurança</a></b>
				<br><br>
				Hoje (18/08) completa um m&ecirc;s do assassinato da garota Maria Eduarda Ramos de Barros, 9 anos, durante uma a&ccedil;&atilde;o policial no bairro da Cidade Universit&aacute;ria, Zona Oeste do Recife.&nbsp;Com o objetivo de pedir Justi&ccedil;a e protestar contra a viol&ecirc;ncia em Pernambuco, a fam&iacute;lia da menina convoca a popula&ccedil;&atilde;o para realizar um protesto na Pra&ccedil;a da Rep&uacute;blica, em frente ao Pal&aacute;cio do Campo das Princesas, no Centro. A manifesta&ccedil;&atilde;o tem concentra&ccedil;&atilde;o &agrave;s 15h. &Agrave;s 16h,&nbsp;parentes da crian&ccedil;a pretendem entregar uma carta aberta ao governador Eduardo Campos e um abaixo-assinado. Os organizadores da a&ccedil;&atilde;o pedem para que as pessoas usem roupas brancas. <br />
Os manifestantes pretendem ainda realizar um segundo de sil&ecirc;ncio para cada uma das 2.689 pessoas assassindas esse ano em Pernambuca. O protesto est&aacute; recebendo o apoio de diversas entidades que lutam pela diminui&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia no Estado como o Instituto Ant&ocirc;nio Carlos Escobar (Iace), F&oacute;rum de Mulheres de Pernambuco, Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa da Cidadania e do Consumidor (Adecon), Centro Josu&eacute; de Castro, Instituto das Inf&acirc;ncias e Juventudes, Au&ccedil;uba, Centro de Cultura Luiz Freire, F&oacute;rum dos Direitos da Crian&ccedil;a e do Adolescente de Pernambuco, Centro Dom Helder C&acirc;mara (Cendhec), Espa&ccedil;o Vida e o&nbsp;<strong>PEBodyCount</strong>. <br />
Essa ser&aacute; a primeira grande manifesta&ccedil;&atilde;o contra a viol&ecirc;ncia realizada em frente &agrave; sede do governo estadual durante essa gest&atilde;o. Os dois policiais militares que participaram da a&ccedil;&atilde;o que terminou na morte de Maria Eduarda, est&atilde;o afastados das ruas, realizando trabalhos administrativos. O homic&iacute;dio ocorreu durante um confronto com assaltantes, quando a fam&iacute;lia da menina entrava no carro. O inqu&eacute;rito da Pol&iacute;cia Militar que apura o assassinato da garota deve ficar pronto at&eacute; o pr&oacute;ximo dia 21. A Pol&iacute;cia Civil tamb&eacute;m est&aacute; investigando o caso.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>18.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência,segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Sem estrutura, PM segue no improviso</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=911]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=911'>17.08.2008 - </a></b>
				<br><br>
				Do <strong>JC</strong><br />
<br />
Vidros quebrados, goteiras e armamento inadequado. Para ir ao banheiro, &eacute; preciso contar com a boa vontade de moradores e comerciantes da &aacute;rea. Essa &eacute; a estrutura de trabalho e a rotina dos policiais militares lotados nos Postos de Policiamento Ostensivo (PPO) do Grande Recife. Diante das reclama&ccedil;&otilde;es dos PMs que enfrentam esses problemas no dia-a-dia, a Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos e Soldados (ACS-PE) est&aacute; realizando, a pedido do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Pernambuco (MPPE), um levantamento da situa&ccedil;&atilde;o dos postos de policiamento da Regi&atilde;o Metropolitana.
<p>A iniciativa, no entanto, n&atilde;o acontece pela primeira vez. Em 2006, a associa&ccedil;&atilde;o fez o mesmo levantamento. O relat&oacute;rio foi entregue ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico que, s&oacute; agora, decidiu, considerando o teor da den&uacute;ncia, determinar a realiza&ccedil;&atilde;o de uma nova pesquisa. Para um dos diretores da ACS-PE soldado Luiz de Melo, a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o mudou nos &uacute;ltimos dois anos.</p>
<p>&ldquo;S&atilde;o unidades de fibra que n&atilde;o d&atilde;o prote&ccedil;&atilde;o nem mesmo ao policial. A qualidade do ambiente de trabalho &eacute; p&eacute;ssimo&rdquo;, atestou Melo. O novo levantamento teve in&iacute;cio h&aacute; 20 dias. Nesse per&iacute;odo, 21 postos j&aacute; foram visitados. Durante essa semana, os diretores da associa&ccedil;&atilde;o pretendem ir aos N&uacute;cleos de Seguran&ccedil;a Comunit&aacute;ria. O Minist&eacute;rio P&uacute;blico determinou que o relat&oacute;rio seja entregue at&eacute; o fim do m&ecirc;s.</p>
<p>O JC acompanhou durante um dia o trabalho da associa&ccedil;&atilde;o e ouviu os policiais lotados nos postos. Em Peixinhos, Zona Norte do Recife, PMs de servi&ccedil;o no PPO, na comunidade do Areal, utilizam um fiteiro como sombra.</p>
<p>&ldquo;O dia da gente &eacute; assim. O tempo todo aqui sentado. Esse posto s&oacute; serve para solicitar viatura. Porque n&atilde;o podemos sair daqui. Quando chove, molha mais dentro do que fora. Para usar o banheiro, precisamos pedir &agrave; vizinhan&ccedil;a&rdquo;, afirmou um policial, que preferiu n&atilde;o ser identificado.</p>
<p>L&aacute;, o PPO &eacute; improvisado em uma viatura que n&atilde;o sai do lugar, j&aacute; que as portas s&atilde;o fechadas e as chaves n&atilde;o s&atilde;o entregues aos PMs, que utilizam cadeiras de pl&aacute;stico pr&oacute;prias. Segundo o relat&oacute;rio parcial, os policiais militares do 1&ordm; BPM est&atilde;o utilizando rev&oacute;lveres com balas pinadas, ou seja, reutilizadas.</p>
<p>Durante as visitas aos postos, a associa&ccedil;&atilde;o descobriu que todos os PMs dos postos localizados na &aacute;rea do 16&ordm; Batalh&atilde;o, Centro do Recife, s&atilde;o do interior do Estado. Al&eacute;m disso, seriam rec&eacute;m-formados. De acordo com a ACS-PE, isso contraria &ldquo;os princ&iacute;pios do policiamento comunit&aacute;rio, segundo os quais o profissional de seguran&ccedil;a deve conhecer bem a &aacute;rea onde est&aacute; atuando&rdquo;.</p>
<p>A Secretaria de Defesa Social informou, atrav&eacute;s da assessoria de comunica&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o iria se pronunciar sobre o assunto, porque n&atilde;o foi comunicada oficialmente da den&uacute;ncia pelo MPPE nem pela Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos e Soldados. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>17.08.2008 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Supremo aprova novas regras para uso de algemas</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=910]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=910'>13.08.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL722829-5601,00-STF+APROVA+SUMULA+VINCULANTE+QUE+REGULA+O+USO+DE+ALGEMAS.html">Do G1</a></p>
<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou&nbsp;nesta quarta-feira (13), por unanimidade, a s&uacute;mula vinculante que ir&aacute; regular o uso de algemas no pa&iacute;s. A medida pro&iacute;be a utiliza&ccedil;&atilde;o das algemas durante opera&ccedil;&otilde;es policiais e julgamentos.</p>
<p>A regra ter&aacute; que ser respeitada tanto por juizes quanto pelas pol&iacute;cias.&nbsp;Segundo o presidente do STF, Gilmar Mendes, a s&uacute;mula vinculante vale para qualquer a&ccedil;&atilde;o que envolva o uso de algemas. A exce&ccedil;&atilde;o fica somente para casos espec&iacute;ficos, em que um suspeito represente risco &agrave; sociedade. <br />
<br />
&ldquo;S&oacute;&nbsp;&eacute; l&iacute;cito o uso de algemas em caso de resist&ecirc;ncia e de fundado receio de fuga ou de perigo &agrave; integridade f&iacute;sica pr&oacute;pria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade, e a nulidade da pris&atilde;o ou do ato processual a que se refere, sem preju&iacute;zo da responsabilidade civil do estado&rdquo;, destaca a reda&ccedil;&atilde;o da s&uacute;mula vinculante.&nbsp;<br />
<br />
No &uacute;ltimo dia 7, os ministros do Supremo anularam por unanimidade uma decis&atilde;o judicial que condenou um r&eacute;u usando algemas durante julgamento. Ant&ocirc;nio S&eacute;rgio da Silva foi condenado pelo Tribunal do J&uacute;ri de Laranjal Paulista (SP) a 13 anos de pris&atilde;o pelo crime de homic&iacute;dio triplamente qualificado. Os advogados haviam alegado que o r&eacute;u ficou algemado durante o julgamento, o que teria prejudicado sua defesa. <br />
<br />
Todos os ministros do STF seguiram o voto do relator da mat&eacute;ria, Marco Aur&eacute;lio Mello, que se posicionou favoravelmente a realiza&ccedil;&atilde;o de um novo julgamento para Ant&ocirc;nio Silva, dessa vez sem o uso de algemas no acusado. Embora o Supremo tenha analisado um caso isolado, os ministros decidiram estender a decis&atilde;o para os demais tribunais brasileiros.</p>
<p>O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, considera que a aprova&ccedil;&atilde;o da s&uacute;mula vinculante honra o Estado Democr&aacute;tico de Direito no Brasil. &ldquo;A decis&atilde;o do Supremo Tribunal Federal de aprovar uma s&uacute;mula vinculante disciplinando em definitivo o uso de algema durante as opera&ccedil;&otilde;es policiais, o que a partir de agora somente ocorrer&aacute; em casos excepcionais, p&otilde;e um ponto final na sua utiliza&ccedil;&atilde;o apenas com intuito de constranger, condenar moralmente ou espetacularizar o ato de pris&atilde;o&rdquo;, afirmou Britto.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>13.08.2008 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>AOSS também quer informações sobre plano de segurança</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=909]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=909'>13.08.2008 - Segurança Pública,Pacto pela Vida</a></b>
				<br><br>
				<p>Primeiro foi o N&uacute;cleo de Institui&ccedil;&otilde;es Coercitivas (NIC) da Universidade Federal de Pernambuco, depois a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE).&nbsp;Agora, a Associa&ccedil;&atilde;o dos Oficiais, Subtenentes e Sargentos da Pol&iacute;cia e Bombeiro Militar de Pernambuco (AOSS) tamb&eacute;m&nbsp;solicita ao governo do Estado informa&ccedil;&otilde;es sobre os resultados do programa Pacto pela Vida.</p>
<p>De acordo com a associa&ccedil;&atilde;o, o acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es &quot;&eacute; fundamental para que a entidade possa avaliar, de forma t&eacute;cnica, juntamente com os profissionais de seguran&ccedil;a p&uacute;blica e comunidade acad&ecirc;mica, os resultados obtidos na primeira fase de realiza&ccedil;&atilde;o das 138 a&ccedil;&otilde;es do programa.&quot;</p>
<p>A AOSS quer saber, ainda, quais foram os custos para a confec&ccedil;&atilde;o do Pacto, as respectivas fontes or&ccedil;ament&aacute;rias (estadual, federal, privada ou outra), as a&ccedil;&otilde;es implantadas e cronogramas de execu&ccedil;&atilde;o, com as respectivas dota&ccedil;&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias e gastos executados. A entidade pediu, tamb&eacute;m, atas das reuni&otilde;es do Pacto e o n&uacute;mero de v&iacute;timas de crimes violentos no Estado.</p>
<p>Mais uma vez, com a palavra o governo!!!!!!!!!!<br />
</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>13.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>Segurança Pública,Pacto pela Vida</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Inquérito que apura desvio de taxas da DRFV completa um ano e meio sem conclusão</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=908]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=908'>12.08.2008 - polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>O esquema milion&aacute;rio de n&atilde;o-recolhimento de taxas existente na Delegacia de Roubos e Furtos de Ve&iacute;culos at&eacute; janeiro de 2007 permanece sem puni&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Um ano e meio ap&oacute;s ser instaurado, o inqu&eacute;rito que investiga duas dezenas de delegados, al&eacute;m de agentes e peritos, est&aacute; parado. Segundo a delegada Cl&aacute;udia Freitas, respons&aacute;vel pela apura&ccedil;&atilde;o, o caso s&oacute; ser&aacute; fechado quando a Pol&iacute;cia Civil enviar os dados da arrecada&ccedil;&atilde;o da DRFV. O problema &eacute; que esses dados&nbsp;simplesmente nunca chegam. Por que ser&aacute;?</p>
<p>A&nbsp;DRFV &nbsp;era conhecida nos meios policiais como uma delegacia que &quot;fazia dinheiro&quot;. Para transferir um ve&iacute;culo &eacute; preciso que ele seja vistoriado na delegacia antes de ter a documenta&ccedil;&atilde;o alterada no Detran.&nbsp;Para que a vistoria fosse feita, era necess&aacute;rio o recolhimento de uma taxa para a conta &uacute;nica do Estado.&nbsp;S&oacute; que a diferen&ccedil;a entre o que devia ter sido recolhido e o n&uacute;mero de vistorias realizadas, segundo os dados do Detran, somam um rombo de R$ 3,7 milh&otilde;es nos cofres p&uacute;blicos apenas&nbsp;entre 2001 e 2006.</p>
<p>No ano passado, ap&oacute;s o delegado Zanelli Alencar assumir a DRFV e s&oacute; passar a autorizar o servi&ccedil;o mediante recolhimento da taxa no Banco do Brasil, a delegacia saltou de&nbsp;R$ 70 mil arrecadados em 2006, para R$ 1 milh&atilde;o em 2007.</p>
<p>No que se refere &agrave; conduta individual (do delegado Zanelli Alencar) a moraliza&ccedil;&atilde;o&nbsp;na DRFV foi&nbsp;realizada. No entanto, no que se refere &agrave; institui&ccedil;&atilde;o (Pol&iacute;cia Civil) a n&atilde;o-libera&ccedil;&atilde;o dos dados para a conclus&atilde;o do inqu&eacute;rito, demonstra que n&atilde;o h&aacute; interesse em ver os respons&aacute;veis&nbsp;pelas irregularidades punidos.&nbsp;&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>12.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Editor do PEbodycount promove oficina de jornalismo investigativo</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=907]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=907'>08.08.2008 - pebodycount</a></b>
				<br><br>
				<p>Eduardo Machado, um dos editores do <strong>PEbodycount</strong>&nbsp; ministra, a partir da pr&oacute;xima segunda-feira (11/08), a I Oficina de Jornalismo Investigativo promovida pela Conte&uacute;do Criativo.</p>
<p>A oficina ter&aacute; 15 horas-aula e ao t&eacute;rmino do curso, os participantes receber&atilde;o certificados. A iniciativa &eacute; voltada para estudantes de jornalismo.</p>
<p>Inscri&ccedil;&otilde;es e maiores informa&ccedil;&otilde;es pelos telefones: 30760380, 96660688 e 96860446 ou pelo email: <a href="mailto:oficina@conteudocriativo.com.br">oficina@conteudocriativo.com.br</a>.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>08.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>pebodycount</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Ócio nem um pouco criativo</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=906]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=906'>07.08.2008 - Fundac</a></b>
				<br><br>
				Estive semana passada em uma unidade de semi-liberdade da Funda&ccedil;&atilde;o da Crian&ccedil;a e do Adolescente (Fundac). Fui entrevistar internos sobre o Programa&nbsp; Emprego Social, do governo do Estado (veja <strong><a href="http://www.pebodycount.com.br/post/comentarios.php?post=904#ancora">aqui</a></strong>). Chegando l&aacute;, me deparei com dezenas de jovens deitados no terra&ccedil;o da casa, assistindo televis&atilde;o. Alguns cochilavam (no ch&atilde;o mesmo) e os que estavam acordados fumavam.<br />
<br />
Muitos com 12, 13 anos e cigarro na m&atilde;o. No sistema de semi-liberdade, os internos passam a semana na unidade e os fins de semana em casa. Mas por que n&atilde;o arranjar atividades para esses garotos? Os que t&ecirc;m mais de 16 anos est&atilde;o participando durante a manh&atilde; do Emprego Social, por sinal uma iniciativa excelente do governo. Mas e o restante?<br />
<br />
Ali estavam meninos detidos por tr&aacute;fico de drogas, furto e at&eacute; assalto &agrave; m&atilde;o armada. Acredito que quanto mais jovem, mas f&aacute;cil de se recuperar um pequeno infrator. Que tal ent&atilde;o arranjar ocupa&ccedil;&atilde;o para os menores de 15 anos ent&atilde;o? Desenho animado e cigarro &eacute; que n&atilde;o v&atilde;o recupera-los mesmo.<br />
<br />
Em breve, mais not&iacute;cias e imagens da Fundac.<br />
<br />
A foto acima foi cedida gentilmente por <a href="http://www.flickr.com/photos/alxauler/"><strong>Alexandro Auler/JC Imagem</strong></a>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>07.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>Fundac</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>PEbodycount é o grande vencedor do Tim Lopes</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=905]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=905'>05.08.2008 - prêmio</a></b>
				<br><br>
				<p>O <strong>PEbodycount </strong>&eacute; o grande vencedor do VII Pr&ecirc;mio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, promovido pelo Movimento Rio contra o Crime. Al&eacute;m de vencer a categoria internet do pr&ecirc;mio, nosso blog foi escolhido pela comiss&atilde;o&nbsp; julgadora como melhor trabalho entre os ganhadores de cada m&iacute;dia (jornal impresso, televis&atilde;o e fotografia).</p>
<p>Todos que fazemos parte do <strong>PEbodycount</strong> agradecemos o reconhecimento e dividimos com os amigos e leitores, que ajudam o nosso blog a melhorar diariamente, esse pr&ecirc;mio.</p>
<p>Nossa equipe&nbsp;retratada por&nbsp;Marcos Michael (da esquerda para a direita): Rodrigo Carvalho, Jo&atilde;o Valadares, Diogo Menezes, Eduardo Machado, Andr&eacute;a Aguiar e Carlos Eduardo Santos.</p>
<p>Segue o comunicado da organiza&ccedil;&atilde;o do&nbsp;Tim Lopes&nbsp;com a lista completa de ganhadores:</p>
<strong><strong><strong>Ano 2008</strong></strong></strong>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><strong>VII </strong><strong>Pr&ecirc;mio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><strong>&nbsp;</strong></p>
<strong><strong>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>O MOVRIO - Movimento Rio de Combate ao Crime tem&nbsp;o prazer de divulgar, &nbsp;o resultado do Pr&ecirc;mio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, que selecionou os melhores trabalhos jornal&iacute;sticos produzidos&nbsp;para televis&atilde;o, r&aacute;dio&nbsp;e jornal impresso&nbsp;durante o ano de 2007. </strong><strong></strong>&nbsp; </p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Pr&ecirc;mio Tim Lopes Nacional</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">Blog PE Body Count (Carlos Eduardo Santos, Eduardo Machado, Jo&atilde;o Valadares, Rodrigo Carvalho).</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">O PEBODYCOUNT (Contador de homic&iacute;dios de Pernambuco) &eacute; um projeto de comunica&ccedil;&atilde;o iniciado em 1&ordm; de maio de 2007 pelos jornalistas pernambucanos Eduardo Machado, Carlos Eduardo Santos, Jo&atilde;o Valadares e Rodrigo Carvalho. Trata-se de um blog onde diariamente ao meio-dia, s&atilde;o contabilizados todos os assassinatos registrados em Pernambuco e onde qualquer pessoa pode comentar os principais acontecimentos sobre Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. Ver anexo.</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Jornal Impresso</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Primeiro Pr&ecirc;mio</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>O Dia</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Reportagem: Jo&atilde;o H&eacute;lio: Um anjo pela Paz</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&quot;A morte brutal do pequeno Jo&atilde;o H&eacute;lio, de 6 anos, chocou todo o Pa&iacute;s e o transformou em s&iacute;mbolo da luta contra a viol&ecirc;ncia no Rio de Janeiro&quot;.</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><strong>Por Paula Sarapu</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><strong>Televis&atilde;o</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Primeiro Pr&ecirc;mio</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>TV Globo</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Reportagem: </strong><strong>Rodovia do Medo</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">O Fant&aacute;stico mostra cenas impressionantes de flagrantes de assaltos a &ocirc;nibus nas estradas do Brasil. </p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&quot;Qualquer carro que se aproxima do seu &ocirc;nibus, voc&ecirc; j&aacute; imagina. Fala: ser&aacute; que &eacute;? Ser&aacute; que n&atilde;o &eacute;? Voc&ecirc; j&aacute; fica aflito&quot;, conta um motorista de &ocirc;nibus.</p>
<strong>Por Francisco Regueira e Vin&iacute;cius D&ocirc;nola </strong><strong></strong><strong>TV Globo</strong>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">Reportagem: M&iacute;licias</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&quot;Confronto das mil&iacute;cias com o tr&aacute;fico na favela&nbsp;Kelsons&quot;</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">Por Tyndaro, Ahmed, Eduardo Tchao e Jo&atilde;o Pinheiro.&nbsp;</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Pr&ecirc;mios Especiais</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>O Globo</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Reportagem: Mulheres no Tr&aacute;fico</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&quot;Mulheres j&aacute; assumem postos de comando no tr&aacute;fico do Rio. As mulheres est&atilde;o cada vez mais ocupando posi&ccedil;&otilde;es antes exclusivas dos homens na hierarquia do tr&aacute;fico&quot;. </p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><strong>Por Ana Claudia Guimar&atilde;es e Eduardo Auler</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>&nbsp;</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Jornal do Comm&eacute;rcio de Pernambuco</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Reportagem: Tiros na Esperan&ccedil;a</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&quot;1/3 das armas apreendidas na capital em 2004, 2005 e 2006 estava nas m&atilde;os de adolescentes&quot;.</p>
<strong>Por Eduardo Machado e Jo&atilde;o Valadares</strong>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>&nbsp;</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>O Extra</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Reportagem: Saga dos Cubanos</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&quot;O sonho de riqueza dos boxeadores cubanos teria sido frustrado por uma desaven&ccedil;a entre os empres&aacute;rios alem&atilde;es que os aliciaram na Vila Pan-Americana, na Barra da Tijuca&quot;. </p>
<strong>Por Camilo Coelho e Gabriela Moreira</strong>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>&nbsp;</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Record</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><strong>Reportagem: Estouro de Cativeiro</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&quot;A quadrilha era formada por porteiros e empregados de um edif&iacute;cio de classe m&eacute;dia alta da Barra da Tijuca. A v&iacute;tima &ndash; um estudante de Direito de 21 anos &ndash; ficou quase duas semanas em poder dos criminosos com a cabe&ccedil;a coberta por um capuz al&eacute;m dos olhos vedados por uma fita adesiva&quot;.</p>
<strong>Por Hilton Oliveira e El&iacute;zio Jo&atilde;o Gon&ccedil;alves</strong>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp; Internet </p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>PE Body Count (</strong><strong>Carlos Eduardo Santos, </strong><strong>Eduardo Machado, </strong><strong>Jo&atilde;o Valadares, Rodrigo Carvalho).</strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</p>
Fotografia Jornal Meia Hora &ndash; Editora O Dia Foto: Desespero dentro da Kombi em S&atilde;o Gon&ccedil;alo
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Policial Militar que estava no ve&iacute;culo reagiu e dois bandidos morreram no tiroteio.</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><strong>Por Carlos Mesquita</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>&nbsp;</strong><strong></strong></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><strong>Este pr&ecirc;mio &eacute; uma iniciativa da Central Disque-Den&uacute;ncia e do MOVRIO&nbsp;com o objetivo de reconhecer trabalhos jornal&iacute;sticos investigativos e incentivar a atividade que mais dava satisfa&ccedil;&atilde;o&nbsp;a Tim Lopes, estimulando assim a publica&ccedil;&atilde;o de reportagens sobre temas de interesse da sociedade.</strong></p>
&nbsp;</strong></strong>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>05.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>prêmio</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Dias melhores estão por vir</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=904]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=904'>05.08.2008 - Fundac,violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Do <a href="http://www.jc.com.br"><strong>Jornal do Commercio</strong></a></p>
<p>Rafael* tem 18 anos. Ontem, pela primeira vez na vida, conversou com algu&eacute;m sobre cidadania. No mundo em que vivia, essa palavra n&atilde;o existe. Morador de uma comunidade pobre da Zona Oeste do Recife, tomou uma decis&atilde;o que se tornou comum entre os jovens da periferia. Trocou a escola pelo tr&aacute;fico. Terminou em uma unidade da Funda&ccedil;&atilde;o da Crian&ccedil;a e do Adolescente (Fundac) ainda quando era menor de idade. Permanece l&aacute; cumprindo medida socioeducativa. Agora, quer mudar de vida. Deu o primeiro passo ontem pela manh&atilde;, na primeira aula do Programa Emprego Social, da Secretaria da Juventude e Emprego, que oferece cursos profissionalizantes a 1.013 internos da Fundac. O tema do primeiro encontro? Cidadania. </p>
<p>O curso escolhido por Rafael foi pintura predial, mas ele vai receber orienta&ccedil;&otilde;es sobre rela&ccedil;&otilde;es sociais, inclus&atilde;o digital, al&eacute;m de receber alimenta&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Conversamos muito sobre cidadania. Quero me tornar um cidad&atilde;o. Ganhar respeito onde eu moro.&rdquo; Ele diz ter entrado no tr&aacute;fico por falta de oportunidade. &ldquo;O dinheiro era f&aacute;cil. Estava sempre de roupa nova, mas terminei aqui dentro. Agora quero mesmo &eacute; um emprego, largar essa vida de crime&rdquo;, garantiu. </p>
<p>Para a coordenadora dos projetos de profissionaliza&ccedil;&atilde;o da Fundac, a soci&oacute;loga Lourdes Tomaz, os cursos abrem novos horizontes para os jovens. &ldquo;A forma&ccedil;&atilde;o para o mercado de trabalho &eacute; uma das prioridades na reinser&ccedil;&atilde;o social dos adolescentes. A aprendizagem adquirida no mundo trabalhista se diferencia da escolar, preparando o indiv&iacute;duo para se tornar produtivo e apto a conviver em qualquer ambiente&rdquo;, explica a soci&oacute;loga. </p>
<p>Essa &eacute; a meta de Henrique, 17 anos. Detido por assalto &agrave; m&atilde;o armada no ano passado e recentemente por furto &ndash; ao ser flagrado dentro de um apartamento em Boa Viagem, na Zona Sul da capital &ndash; o adolescente pretende reconquistar a fam&iacute;lia. &ldquo;Entrei nesse mundo e ningu&eacute;m mais quis saber de mim. Escolhi servi&ccedil;os gerais porque sou disposto, n&atilde;o tenho pregui&ccedil;a de trabalhar&rdquo;, afirmou Henrique, que antes de come&ccedil;ar o curso fazia artesanato para passar o tempo. </p>
<p>Os cursos t&ecirc;m carga hor&aacute;ria de 528 horas, com conclus&atilde;o prevista para janeiro de 2009. No fim deste ano, no entanto, Cl&aacute;udio, 18, ap&oacute;s quatro meses na Fundac por tr&aacute;fico, deve ser liberado pela Justi&ccedil;a. Mas j&aacute; decidiu. &ldquo;Mesmo se eu estiver fora daqui, vou continuar estudando. Uma oportunidade dessa n&atilde;o aparece duas vezes na vida da gente. Vou aproveitar para dar um salto na minha vida&rdquo;, garantiu ele, que j&aacute; tem um filho de 1 ano para sustentar. </p>
<p>E Cl&aacute;udio vai poder fazer isso. Mesmo fora do sistema, os jovens que participarem das atividades receber&atilde;o o dinheiro da passagem para continuar freq&uuml;entando as aulas. Entre os 1.013 estudantes da Fundac, 36 s&atilde;o do sexo feminino. A capacita&ccedil;&atilde;o est&aacute; sendo realizada nas unidades ou, no caso daqueles que cumprem medida em regime semi-aberto ou dos que j&aacute; sa&iacute;ram do sistema, em espa&ccedil;os mantidos pelas entidades escolhidas para ministrar os cursos. </p>
<p>Est&atilde;o sendo oferecidas forma&ccedil;&otilde;es para corte e costura, eletricista, horticultura, pintura predial, servente de jardineiro, auxiliar de escrit&oacute;rio, cozinheiro, pedreiro, auxiliar de cozinheiro, camareiro, gar&ccedil;om e auxiliar de servi&ccedil;os gerais. A sele&ccedil;&atilde;o seguiu como crit&eacute;rios a idade &ndash; acima de 16 anos &ndash; e o interesse pelo curso. </p>
<p>* Os nomes utilizados na reportagem s&atilde;o fict&iacute;cios para preservar a identidade dos jovens </p>
<p><strong>A foto acima foi cedida gentilmente por Alexandro Auler / JC Imagem</strong></p>
<p>Ps: Em breve publicaremos novas fotos e an&aacute;lises sobre a participa&ccedil;&atilde;o de&nbsp;crian&ccedil;as e adolescentes&nbsp;em crimes.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>05.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>Fundac,violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>SDS expulsa 25 PMs e dois bombeiros</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=903]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=903'>04.08.2008 - violência,Segurança Pública,PM</a></b>
				<br><br>
				Da <a href="http://www.folhape.com.br"><strong>Folha de Pernambuco</strong></a><br />
<br />
A credibilidade policial passa por um momento delicado em todo o Brasil. Em Pernambuco, um caso ocorrido no &uacute;ltimo dia 18 de julho chocou a popula&ccedil;&atilde;o. A morte da garota Maria Eduarda Ramos Barros, de 9 anos, assassinada durante uma abordagem policial, na Cidade Universit&aacute;ria, ainda est&aacute; sob investiga&ccedil;&atilde;o. Em meio &agrave;s turbul&ecirc;ncias, a Secretaria de Defesa Social (SDS), por meio da Corregedoria Geral, excluiu 27 militares de suas corpora&ccedil;&otilde;es - 25 policiais e dois bombeiros. A maioria deles pela pr&aacute;tica ou tentativa de homic&iacute;dio e roubo. Os atos foram publicados nos dias 31 de julho e 1&ordm; de agosto, no Di&aacute;rio Oficial do Estado. Este ano, 46 militares e quatro policiais civis foram expulsos. Amanh&atilde;, a exclus&atilde;o de mais sete civis deve ser anunciada.<br />
<br />
A diferen&ccedil;a da quantidade de puni&ccedil;&otilde;es entre as duas corpora&ccedil;&otilde;es &eacute; explicada a partir de seus contigentes. Enquanto a Pol&iacute;cia Militar (PM) tem um quadro de 18 mil homens, a Pol&iacute;cia Civil (PC) tem cerca de 4,5 mil. &quot;A incid&ecirc;ncia de infra&ccedil;&otilde;es da Civil &eacute; proporcionalmente maior &agrave;s da PM&quot;, explica o corregedor auxiliar Paulo Jean Barros. No pr&oacute;ximo dia 19, a Pol&iacute;cia Civil deve ganhar o refor&ccedil;o de 1,5 mil funcion&aacute;rios, entre delegados, escriv&atilde;es e agentes. A nomea&ccedil;&atilde;o representa quase 40% do atual contigente.<br />
<br />
O aumento dos procedimentos julgados - e a diminui&ccedil;&atilde;o dos engavetados -, a partir de 2006, &eacute; considerado motivo de comemora&ccedil;&atilde;o para a Corregedoria Geral. H&aacute; pouco tempo, esperava-se a decis&atilde;o da Justi&ccedil;a para punir um policial. A situa&ccedil;&atilde;o mudou. &quot;Entendemos que s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es independentes, uma judicial e uma administrativa&quot;, comenta o corregedor geral da SDS, Raymundo Silvany. No ano passado, 88 funcion&aacute;rios foram afastados pelo artigo 14 da lei estadual 11.929, de 2001. Isso significa que eles foram deslocados para outras &aacute;reas, n&atilde;o destinadas ao combate &agrave; viol&ecirc;ncia, at&eacute; que tivessem os inqu&eacute;ritos julgados.<br />
<br />
H&aacute; casos em que a decis&atilde;o judicial perdura por tr&ecirc;s anos e, durante esse tempo, o policial fica trabalhando em um local diferente, geralmente em uma fun&ccedil;&atilde;o administrativa, como um dos policiais civis que ser&aacute; expulso amanh&atilde; por tentativa de homic&iacute;dio. Um processo administrativo na Corregedoria dura, em m&eacute;dia, 90 dias. O n&uacute;mero de funcion&aacute;rios afastados, por exemplo, caiu, este ano, para 20.<br />
<br />
Para os servidores de seguran&ccedil;a com mais de dez anos de servi&ccedil;o, os inqu&eacute;ritos correm na Corregedoria, enquanto para os que trabalham na &aacute;rea h&aacute; menos de dez anos, os processos s&atilde;o instaurados no pr&oacute;prio batalh&atilde;o em que trabalham. As den&uacute;ncias contra os militares e civis podem ser feitas na Secretaria de Defesa Social de tr&ecirc;s formas: presencialmente, por telefone ou por e-mail.<br />
<br />
<strong>Fiscaliza&ccedil;&atilde;o ir&aacute; &agrave;s delegacias</strong><br />
<br />
A expuls&atilde;o dos 27 policiais militares e a prov&aacute;vel demiss&atilde;o de sete policiais civis promete ser apenas o in&iacute;cio das a&ccedil;&otilde;es da Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) para coibir as infra&ccedil;&otilde;es internas. A partir do pr&oacute;ximo dia 11, novas formas de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, que fazem parte do programa Pacto Pela Vida, do Governo do Estado, dever&atilde;o inibir policiais considerados com potencialidade a se envolverem em atos il&iacute;citos. O Sistema de Correi&ccedil;&atilde;o (conserto de erro) tem o objetivo de vistoriar os inqu&eacute;ritos e o que possa existir de irregular nas delegacias do Estado. Em fun&ccedil;&atilde;o do alto &iacute;ndice de viol&ecirc;ncia onde est&atilde;o localizadas, tr&ecirc;s delas foram definidas para as primeiras fiscaliza&ccedil;&otilde;es: V&aacute;rzea, Mustardinha e Jardim S&atilde;o Paulo, todas no Recife.<br />
<br />
De in&iacute;cio, tr&ecirc;s unidades de correi&ccedil;&atilde;o, com tr&ecirc;s pessoas em cada em equipe, ser&atilde;o instauradas. H&aacute; cada 20 dias haver&aacute; a troca das delegacias visitadas. A expectativa &eacute; de que, ao total, duas sejam institu&iacute;das para a Pol&iacute;cia Militar, uma para o Corpo de Bombeiros e tr&ecirc;s para a Pol&iacute;cia Civil. No final de setembro as fiscaliza&ccedil;&otilde;es devem chegar &agrave;s delegacias especializadas. &quot;N&atilde;o t&iacute;nhamos nada nesse sentido, os inqu&eacute;ritos eram instaurados quando bem entendiam&quot;, comemora o corregedor geral da SDS, Raymundo Silvany.<br />
<br />
A iniciativa do sistema &eacute; dividida em tr&ecirc;s momentos. Primeiro, s&atilde;o repassadas recomenda&ccedil;&otilde;es da Corregedoria Geral, assim como esclarecimentos pedag&oacute;gicos de car&aacute;ter preventivo, a fim de orientar os membros dos &oacute;rg&atilde;os operativos da SDS. Depois, o &acirc;mbito administrativo &eacute; verificado. E, por fim, vem a apura&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;veis irregularidades, para que se houver necessidade, o procedimento disciplinar recomendado ao caso seja instaurado.<br />
<br />
De acordo com a portaria do dia 14 de maio, as a&ccedil;&otilde;es do Sistema de Correi&ccedil;&atilde;o realizadas nas Organiza&ccedil;&otilde;es Militares Estaduais dever&atilde;o priorizar inqu&eacute;ritos policiais militares, autos de pris&atilde;o em flagrante delito militar, processos de licenciamento e exclus&atilde;o, sindic&acirc;ncias, inqu&eacute;ritos t&eacute;cnicos e processos administrativo disciplinares. O projeto &eacute; pioneiro em Pernambuco na &aacute;rea de seguran&ccedil;a p&uacute;blica. VE&Iacute;CULOS<br />
<br />
Mas a fiscaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ficar&aacute; apenas nas delegacias. Tr&ecirc;s viaturas j&aacute; est&atilde;o prontas para vigiar tamb&eacute;m os ve&iacute;culos policiais. &Eacute; o projeto chamado de Corregedoria nas Ruas. Comiss&aacute;rios e corregedores auxiliares chegar&atilde;o, de surpresa, para observar como est&atilde;o as abordagens dos militares. As viaturas policiais t&ecirc;m um trajeto a seguir e devem parar por alguns minutos em cada ponto pr&eacute;-determinado. Por&eacute;m, os policiais acabam desviando a rota destinada para tirar um cochilo, comer algo ou, simplesmente, conversar. Os batalh&otilde;es afirmam que n&atilde;o t&ecirc;m condi&ccedil;&otilde;es de efetuar uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o. Segundo o corregedor geral Raymundo Silvany, os autom&oacute;veis da Corregedoria ainda n&atilde;o entraram em a&ccedil;&atilde;o porque faltam coletes para os agentes, o que deve ser resolvido at&eacute; o dia 11, data prevista para estarem nas ruas.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>04.08.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência,Segurança Pública,PM</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Tribunal do tráfico é ágil... Polícia nem tanto...</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=902]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=902'>31.07.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Na segunda-feira, assim como ocorre&nbsp;no Rio de Janeiro, o tr&aacute;fico, dessa vez em Santo Amaro, no Recife,&nbsp; sentenciou um adolescente de 13 anos. A pena imposta pelos traficantes: quatro&nbsp;tiros. Dois nas m&atilde;os e outros dois&nbsp;nos&nbsp;p&eacute;s.&nbsp; Antes de balear o garoto, os quatro bandidos o jogaram no canal Derby-Tacaruna, na Avenida Agamenon Magalh&atilde;es.&nbsp; Quando capturaram o adolescente, os criminosos ligaram para o celular do chefe do tr&aacute;fico na &aacute;rea e, prontamente, como um magistrado, ele&nbsp;ordenou o castigo. Segundo as Pol&iacute;cias Civil e Militar trata-se de um homem conhecido como J&uacute;nior Box.</p>
O que chama a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; que hoje, tr&ecirc;s dias depois do ocorrido, a pol&iacute;cia n&atilde;o come&ccedil;ou a investigar o caso. A delegada Josineide Confessor, designada para presidir a investiga&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o recebeu sequer a ocorr&ecirc;ncia registrada pelo Departamento de Homic&iacute;dio e Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Pessoa (DHPP). O tr&aacute;fico &eacute; r&aacute;pido.&nbsp; N&atilde;o podemos dizer o mesmo da pol&iacute;cia.&nbsp;
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>31.07.2008 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Recuo da violência em São Paulo foi de 11.3% no primeiro semestre de 2008</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=901]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=901'>31.07.2008 - estatísticas</a></b>
				<br><br>
				<p>Depois de registrar uma taxa de homic&iacute;dios (considerando os mesmos par&acirc;metros pernambucanos) de 14,8 por 100 mil habitantes em 2007, o Estado de S&atilde;o Paulo volta a registrar diminui&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia. </p>
<p>Comparando o primeiro semestre de 2008 com o mesmo per&iacute;odo de 2007, a queda &eacute; de 11,3%. Foram 3031 crimes no ano passado, contra 2.686 este ano. </p>
<p>Vale ressaltar que S&atilde;o Paulo, com 41 milh&otilde;es de habitantes est&aacute; quase empatando em n&uacute;mero absoluto de v&iacute;timas com Pernambuco (9 milh&otilde;es de habitantes), que anotou 2.289 pessoas assassinadas neste primeiro semestre.</p>
<p>P.S.: Considerei o total de crimes em S&atilde;o Paulo somando o n&uacute;mero de v&iacute;timas de homic&iacute;dios dolosos, o n&uacute;mero de v&iacute;timas de latroc&iacute;nios, o total de pessoas mortas por policiais e de policiais assassinados. A taxa de homic&iacute;dios considerada oficial pelo governo paulista contabiliza apenas os CASOS de homic&iacute;dios dolosos. Em Pernambuco o Governo do Estado adotou a termina&ccedil;&atilde;o CVLI (crimes violentos letais intencionais) que abrangem as v&iacute;timas de homic&iacute;dios dolosos, de latroc&iacute;nios e de les&otilde;es corporais seguidas de morte. Para ver as estat&iacute;sticas paulistas acesse: <a href="http://www.ssp.sp.gov.br">www.ssp.sp.gov.br</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>31.07.2008 -0300</pubDate>
			<category>estatísticas</category>

          </item>
  
          <item>

            <title> 1º semestre menos violento, mas homicídios voltaram a crescer em junho</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=900]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=900'>30.07.2008 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>A Ag&ecirc;ncia Condepe/Fidem acaba de me repassar os dados de homic&iacute;dios do primeiro semestre de 2008. No comparativo com o primeiro semestre de 2007, os n&uacute;meros mostram uma queda de 5,5% nos crimes violentos letais intencionais (soma dos homic&iacute;dios dolosos, latroc&iacute;nios e les&otilde;es corporais seguidas de morte). Foram 2.423 de janeiro a junho de 2007 contra 2.289, este ano.</p>
<p>A tabela acima tem alguns pontos interessantes. O primeiro &eacute; o absurdo n&uacute;mero de homic&iacute;dios de janeiro de 2007: 459.&nbsp; Ap&oacute;s janeiro, os CVLI caem significativamente.</p>
<p>Em 2008, temos dois meses onde o n&uacute;mero de homic&iacute;dios &eacute; superior ao do ano passado: abril e junho.&nbsp; Enquanto que no primeiro semestre de 2007, de mar&ccedil;o em diante, a curva foi descendente. Este ano, o n&uacute;mero mensal de mortes oscila.</p>
<p>Cabe a pergunta, temos uma s&oacute;lida pol&iacute;tica de seguran&ccedil;a que est&aacute; fazendo com que a viol&ecirc;ncia recue ou h&aacute; uma varia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de homic&iacute;dios em patamares elevados? </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>30.07.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Estado anuncia 5 mil vagas para Polícia Militar e Corpo de Bombeiros</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=899]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=899'>29.07.2008 - violência,polícia,segurança,PM</a></b>
				<br><br>
				O governo do Estado anunciou, ontem (28), mais uma medida para tentar diminuir a viol&ecirc;ncia.                             Depois da entregar 460 viaturas &agrave; Secretaria de Defesa Social e de dar in&iacute;cio &agrave;s aulas do curso de forma&ccedil;&atilde;o para 563 soldados, o executivo abriu concurso para 5 mil vagas na Pol&iacute;cia Militar (4 mil) e Corpo de Bombeiros (mil). <br />
<br />
A expectativa &eacute; que 2,5 mil novos militares sejam efetivados no pr&oacute;ximo ano e os outros 2,5 mil at&eacute; o fim de 2010. O edital com informa&ccedil;&otilde;es sobre a disputa ser&aacute; divulgado at&eacute; outubro.<br />
<br />
Falta agora investir na quailifica&ccedil;&atilde;o do efetivo e na recomposi&ccedil;&atilde;o salarial, j&aacute; que o policial militar pernambucano &eacute; um dos mais mal pagos do Pa&iacute;s.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>29.07.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência,polícia,segurança,PM</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Mal paga e despreparada</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=898]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=898'>28.07.2008 - violência,crime,polícia,segurança</a></b>
				<br><br>
				<p>Do <strong><a href="http://www.jc.com.br">Jornal do Commercio</a></strong></p>
<p><strong>Por Diogo Menezes</strong></p>
<p>O policial militar Marcos (nome fict&iacute;cio), 42 anos, lotado em um batalh&atilde;o de &aacute;rea localizado na Regi&atilde;o Metropolitana do Recife, n&atilde;o sabe o que &eacute; um curso de reciclagem promovido pela Pol&iacute;cia Militar de Pernambuco (PMPE) h&aacute; quase dez anos. Policial h&aacute; 22, ele conta que s&oacute; passou por tr&ecirc;s cursos de aperfei&ccedil;oamento durante esse per&iacute;odo, sendo um deles antes de trabalhar como soldado nas ruas do Grande Recife. Al&eacute;m disso, quando fez capacita&ccedil;&atilde;o, cursou disciplinas como ordem unida I e II e instru&ccedil;&atilde;o geral I e II, que ensinam a marchar e se portar diante de oficiais. Somadas, essas quatro cadeiras totalizam 84 horas/aula, contra 54 horas de t&eacute;cnicas de abordagem. O sal&aacute;rio, de R$ 1.040, tamb&eacute;m &eacute; um fator de desest&iacute;mulo. </p>
<p>&ldquo;Quando entrei na PM, fiz um curso apenas com o b&aacute;sico, como abordagem e aprender a marchar, e fui para a rua. Depois, s&oacute; me aperfei&ccedil;oei mais duas vezes. Cada curso teve dura&ccedil;&atilde;o aproximada de quatro meses. Enquanto os bandidos est&atilde;o renovando as t&eacute;cnicas de assalto, a pol&iacute;cia est&aacute; estacionada&rdquo;, relata Marcos. </p>
<p>A capacita&ccedil;&atilde;o de policiais militares, respons&aacute;veis pela patrulha ostensiva nas ruas das cidades, entrou em xeque no Pa&iacute;s ap&oacute;s as &uacute;ltimas falhas cometidas por quem deveria dar seguran&ccedil;a &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. No Rio de Janeiro, o menino Jo&atilde;o Roberto, 3, morreu depois que PMs confundiram o carro onde o garoto estava com o ve&iacute;culo de bandidos e atiraram. No &uacute;ltimo dia 18 de julho, na Cidade Universit&aacute;ria, Zona Oeste do Recife, Maria Eduarda Ramos Barros, 9, morreu com um tiro no peito. PMs da Companhia Independente de Policiamento com Motos (CIPMotos) tentaram evitar um assalto ao carro onde a menina estava. Maria Eduarda foi atingida e morreu. </p>
<p>Ainda est&aacute; sendo apurado se o tiro que vitimou Maria Eduarda partiu da arma dos policiais ou dos bandidos. Os PMs, um sargento e um soldado, foram afastados das ruas e est&atilde;o realizando trabalhos administrativos. Duas pessoas, entre elas um adolescente de 14 anos, foram detidas por participa&ccedil;&atilde;o no crime. O proj&eacute;til achado no corpo de Maria Eduarda &eacute; de pistola ponto 40, utilizada por policias militares como os da CIPMotos. </p>
<p>&ldquo;O que aconteceu foi um fato isolado. Nossos policiais s&atilde;o treinados de acordo com a determina&ccedil;&atilde;o da Secretaria Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (Senasp). Todos os Estados da federa&ccedil;&atilde;o usam essa matriz curricular. S&atilde;o 800 horas/aula com v&aacute;rias disciplinas, sendo 54 horas de t&eacute;cnicas de abordagem e 125 horas de aula pr&aacute;tica&rdquo;, afirma Servilho Paiva, secret&aacute;rio de Defesa Social do Estado. Questionado sobre o per&iacute;odo do curso, Paiva disse que isso n&atilde;o &eacute; o mais importante. &ldquo;Podemos realizar o curso em quatro meses, desde que complete as horas/aula necess&aacute;rias. Para isso, os policiais podem ter aulas em mais de um per&iacute;odo do dia.&rdquo; </p>
<p>Segundo Paulo Luiz Melo, diretor da Associa&ccedil;&atilde;o de Cabos, Soldados e Sargentos da Pol&iacute;cia Militar, as disciplinas essenciais s&atilde;o mal utilizadas nos cursos de capacita&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Disciplinas como ordem unida e instru&ccedil;&atilde;o geral s&atilde;o importantes, mas a popula&ccedil;&atilde;o quer pol&iacute;cia na rua, combatendo bandido de forma eficiente. Al&eacute;m do pouco tempo de forma&ccedil;&atilde;o, os policiais n&atilde;o s&atilde;o preparados como profissionais que far&atilde;o a ronda na rua, mas como militares. Pelo menos, 40% do tempo do curso de forma&ccedil;&atilde;o &eacute; dedicado &agrave;s normas militares. O problema n&atilde;o &eacute; s&oacute; de Pernambuco, mas de todo o Brasil&rdquo;, critica. Ele, por exemplo, no processo de treinamento, fez apenas dez disparos durante o curso. Para a associa&ccedil;&atilde;o, o curso de forma&ccedil;&atilde;o de pra&ccedil;as deveria ter, no m&iacute;nimo, nove meses de dura&ccedil;&atilde;o e ser totalmente voltado para preparar o homem para o policiamento de rua. </p>
<p>O PM Andr&eacute; (nome fict&iacute;cio) afirma que n&atilde;o completou as 800 horas/aulas necess&aacute;rias antes de trabalhar nas ruas do Recife. Aprovado em um concurso da corpora&ccedil;&atilde;o e lotado em um batalh&atilde;o de &aacute;rea do Grande Recife, ele diz que s&oacute; fez tr&ecirc;s meses de curso de aperfei&ccedil;oamento antes de trabalhar fazendo policiamento ostensivo. </p>
<p>&ldquo;O que o secret&aacute;rio falou n&atilde;o existiu. Fiz apenas tr&ecirc;s meses de curso, no per&iacute;odo da manh&atilde;, e fui colocado para fazer policiamento na rua por causa da Opera&ccedil;&atilde;o Papai Noel (que refor&ccedil;a o policiamento ostensivo no fim do ano). Tenho consci&ecirc;ncia de que n&atilde;o estava totalmente pronto, por n&atilde;o ter completado as 800 horas/aula, e tive que aprender muita coisa no dia-a-dia. Muitas vezes isso n&atilde;o &eacute; bom, porque n&atilde;o temos treinamento e experi&ecirc;ncia necess&aacute;ria para lidar com determinadas situa&ccedil;&otilde;es&rdquo;, lamenta. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>28.07.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência,crime,polícia,segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>PEbodycount veicula anúncios Google</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=897]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=897'>26.07.2008 - pebodycount</a></b>
				<br><br>
				Desde a &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira, o PEbodycount passou a veicular an&uacute;ncios do Google. Assim como v&aacute;rios outros blogs e sites colocamos as propagandas do Google em nossa p&aacute;gina como forma de gerar receita.<br />
<br />
Como j&aacute; foi explicado aqui anteriormente, n&atilde;o contamos com patrocinadores e aderir aos an&uacute;ncios Google&nbsp; &eacute; uma tentativa de conseguirmos dinheiro para manter a iniciativa.<br />
<br />
Caso voc&ecirc; queira contribuir, n&atilde;o custa nada. Basta clicar em algum dos an&uacute;ncios ao longo da p&aacute;gina. <br />
<br />
Equipe do PEbodycount.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>26.07.2008 -0300</pubDate>
			<category>pebodycount</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Família de Maria Eduarda faz cobrança contundente em carta ao governador</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=896]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=896'>26.07.2008 - Maria Eduarda,carta,governador</a></b>
				<br><br>
				<p>Mais uma vez, o <strong>PEbodycount</strong> abre espa&ccedil;o para o desabafo de um fam&iacute;lia v&iacute;tima da viol&ecirc;ncia em nosso Estado. Na Missa de S&eacute;timo Dia da menina Maria Eduarda, 9 anos, - assassinada durante a&ccedil;&atilde;o da PM na Cidade Universit&aacute;ria, Zona Oeste do Recife - parentes da garota entregaram uma carta aberta ao governador, ao secret&aacute;rio de Defesa Social e &agrave; sociedade pernambucana.</p>
<p>No texto, de tr&ecirc;s p&aacute;ginas, a fam&iacute;lia de Maria Eduarda cobra puni&ccedil;&atilde;o aos culpados. Citando trechos do Pacto pela Vida, a carta faz uma cobran&ccedil;a contundente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia no Estado. Familiares da garota aproveitaram a celebra&ccedil;&atilde;o, realizada sexta-feira &agrave; noite em Carpina, para recolher assinaturas, que tamb&eacute;m ser&atilde;o entregues ao governador Eduardo Campos. O objetivo, segundo a irm&atilde; da v&iacute;tima, a advogada Ana Virg&iacute;nia Barros (foto), &eacute; que a carta chegue &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. </p>
<p>Segue abaixo a carta, na &iacute;ntegra.</p>
<p><em><strong>A foto foi gentilmente cedida por Helia Scheppa/JC Imagem</strong></em></p>
<p>--------------------------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>CARTA ABERTA AO GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO, AO SECRET&Aacute;RIO DE DEFESA SOCIAL E &Agrave; SOCIEDADE PERNAMBUCANA<br />
<br />
&rdquo;Vimos, atrav&eacute;s desta, expressar nosso sentimento de revolta, indigna&ccedil;&atilde;o e dor, diante da perda de nossa querida Duda, Maria Eduarda Ramos de Barros, assassinada na sexta-feira, 18 de julho. De um lado, um sofrimento que nos paralisa frente &agrave; crueza dos fatos e &agrave; impossibilidade de desfazer uma&nbsp;conduta policial n&atilde;o apenas equivocada, mas violenta e irrepar&aacute;vel. De outro lado, o sentimento de revolta que nos impulsiona a gritar, a exigir justi&ccedil;a, a mobilizar a for&ccedil;a que &eacute; poss&iacute;vel para n&atilde;o permitir que Duda seja apenas mais um n&uacute;mero a se contabilizar nos &iacute;ndices de viol&ecirc;ncia. <br />
<br />
A morte de Duda n&atilde;o foi apenas uma fatalidade, um acidente. Sua morte foi um assassinato provocado pelo despreparo e incompet&ecirc;ncia da Pol&iacute;cia que, tomando a farda como escudo protetor, resolveu atirar arbitrariamente contra uma fam&iacute;lia e um adolescente, que, igualmente armado, n&atilde;o atirou, jogando-se no carro das v&iacute;timas e abra&ccedil;ando-se com uma crian&ccedil;a, tamanha a atrocidade policial. Duda teve seus sonhos, seus projetos, sua vida arrancada e os demais que ali estavam passaram por momentos que n&atilde;o deveriam existir. A que ponto chegamos e a que caminho essa situa&ccedil;&atilde;o de barb&aacute;rie vai nos levar? O medo &eacute; intenso, a revolta diante de um sistema falho &eacute; significativa, a dor frente &agrave; perda &eacute; inomin&aacute;vel. A consterna&ccedil;&atilde;o diante da faixa estampada no vel&oacute;rio &eacute; absurda! &quot;Tirem a PM das ruas. Os bandidos MATAM menos&quot;. <br />
<br />
O art. 13&ordm; da Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos, promovida pela ONU e adotada, desde o princ&iacute;pio, pelo Brasil, enuncia que &quot;Toda pessoa tem o direito de livremente circular&quot;. Ainda, nossa Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 reza, no art. 5&ordm;, XV, que &quot;&eacute; livre a locomo&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio nacional em <br />
tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, <br />
permanecer ou dele sair com seus bens&quot;. Curioso que, em plenos anivers&aacute;rios da Declara&ccedil;&atilde;o e da nossa Constitui&ccedil;&atilde;o, respectivamente com 60 e 20 anos, este direito esteja sendo cada vez mais arrancado dos seus cidad&atilde;os, que deixam de sair para confraternizar com amigos, que mudam hor&aacute;rios e roteiros, que impedem seus filhos de viver uma vida normal por causa do pavor de ultrapassar os port&otilde;es de casa.<br />
<br />
Recorremos, nesse momento, a quem podemos recorrer, ao Estado de Pernambuco, &agrave; Secretaria de Defesa Social, em busca de uma resposta, de um posicionamento, da seguran&ccedil;a de uma postura que transmita confian&ccedil;a e, sobretudo, imparcialidade frente &agrave;s investiga&ccedil;&otilde;es do dano causado n&atilde;o apenas &agrave; nossa fam&iacute;lia, mas aos brasileiros, que se sentem acuados, amedrontados, inseguros e que se solidarizam e compartilham de nosso sofrimento. N&atilde;o podemos deixar de citar nossas crian&ccedil;as brasileiras que se apresentam confusas e assustadas. Que referencial de seguran&ccedil;a p&uacute;blica podemos apresentar-lhes?<br />
<br />
O epis&oacute;dio ocorrido, em poucos dias, sair&aacute; das manchetes dos jornais e das redes televisivas, mas permanecer&aacute; como uma marca na vida de toda uma fam&iacute;lia e na mem&oacute;ria dos brasileiros que, cada vez mais, amedrontam-se diante de uma Lei e de uma institui&ccedil;&atilde;o policial enfraquecidas.<br />
<br />
Uma trag&eacute;dia que vem a refletir, n&atilde;o apenas o ato inconseq&uuml;ente de dois <br />
cidad&atilde;os, armados e autorizados pelo Estado a garantir a seguran&ccedil;a da <br />
popula&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m um furo e um equ&iacute;voco do sistema de seguran&ccedil;a de nosso Pa&iacute;s. E, uma vez tendo ocorrido em Recife, denuncia e corrobora o elevado &iacute;ndice de viol&ecirc;ncia que n&oacute;s, pernambucanos, temos enfrentado, exigindo, para tanto, a responsabiliza&ccedil;&atilde;o e a puni&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o apenas dos dois policiais, mas a implica&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o como um todo. Uma interven&ccedil;&atilde;o para que outras Dudas e outras fam&iacute;lias n&atilde;o venham a pagar por faltas, incompet&ecirc;ncias e irresponsabilidades que n&atilde;o lhes s&atilde;o concernentes. <br />
<br />
Em contato com o Plano Estadual de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (PESP-PE), elaborado em 2007, deparamo-nos com o Projeto Pacto pela Vida, um projeto muito bem redigido e articulado entre v&aacute;rios atores sociais - a Pol&iacute;cia &eacute; um deles - engajados com a quest&atilde;o da seguran&ccedil;a &agrave; popula&ccedil;&atilde;o pernambucana. &quot;Reduzir a viol&ecirc;ncia, com &ecirc;nfase na diminui&ccedil;&atilde;o dos crimes contra a vida&quot; &eacute; seu objetivo fundamental. O direito &agrave; vida &eacute; apontado como principal meta, al&eacute;m de outros valores, dos quais citamos: a qualifica&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o repressiva e coercitiva com uma forte &ecirc;nfase sobre os aspectos de preven&ccedil;&atilde;o social e espec&iacute;fica da criminalidade violenta; e a transversalidade e integralidade das a&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a p&uacute;blica a serem executadas por todas as Secretarias de Estado de forma n&atilde;o fragmentada. <br />
<br />
Na p&aacute;gina 63, &eacute; destacado que &quot;[...] a coercitividade est&aacute; incorporada como <br />
eixo central do PESP-PE e est&aacute; diretamente relacionada &agrave; garantia da <br />
realiza&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos, especialmente dos direitos &agrave; vida e &agrave; <br />
liberdade. Contudo, a repress&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es da criminalidade moderna e sofisticada n&atilde;o deve ser reativa, mas pr&oacute;-ativa [...] o efeito resultante &eacute; a <br />
obten&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a como um bem p&uacute;blico universalizado. [...]&quot; Acrescenta abaixo que essa efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia contribuem para a &quot;altera&ccedil;&atilde;o positiva da percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o sobre a capacidade de resposta estatal ao problema da viol&ecirc;ncia&quot;. (p.63) <br />
<br />
Constatamos a &ecirc;nfase, na p&aacute;gina 90, na melhoria da percep&ccedil;&atilde;o da sociedade a respeito dos policiais militares como objetivo do Projeto Comunica&ccedil;&atilde;o Social PMPE; e, mais adiante, na p&aacute;gina 94, o estabelecimento de procedimentos operacionais padr&atilde;o para orientar o exerc&iacute;cio das fun&ccedil;&otilde;es da PMPE, levando em considera&ccedil;&atilde;o o respeito aos Direitos Humanos, como objetivo do Projeto Procedimento Operacional Padr&atilde;o (POP).<br />
<br />
De posse desse material, que, assim o esperamos, deve estar trazendo <br />
resultados para a popula&ccedil;&atilde;o pernambucana, &eacute; inconceb&iacute;vel pensar que, mais de um ano ap&oacute;s sua implementa&ccedil;&atilde;o, tenhamos que enfrentar trag&eacute;dias como a morte de Duda e, n&atilde;o esque&ccedil;amos, o profundo ferimento f&iacute;sico e psicol&oacute;gico &agrave;s demais pessoas tamb&eacute;m atingidas. Uma atua&ccedil;&atilde;o que fere a conduta humana de um policial e transgride os princ&iacute;pios do referido documento, passando a ser questionado o uso que vem sendo dele feito nas v&aacute;rias inst&acirc;ncias do governo. <br />
</p>
<p>A Pol&iacute;cia, nesses casos, aumenta o &iacute;ndice de viol&ecirc;ncia, ao inv&eacute;s de trabalhar a favor de sua redu&ccedil;&atilde;o e do direito &agrave; vida, como t&atilde;o claramente apregoa o Plano Estadual. Que percep&ccedil;&atilde;o esperam de n&oacute;s a esse respeito?<br />
<br />
O que cantar, agora, em gl&oacute;ria e louvor a Pernambuco? Terra linda, com <br />
certeza! Temos uma riqueza cultural incr&iacute;vel que o Senhor, Governador, est&aacute; sabiamente conduzindo propostas de uma maior atra&ccedil;&atilde;o para o turismo <br />
pernambucano. Todavia, pensamos que turista n&atilde;o busca apenas a &quot;terra dos altos coqueiros de beleza estendal!&quot;, conforme descreve Oscar Brand&atilde;o, no Hino de Pernambuco. O que pensar de uma terra que est&aacute; no &iacute;ndice de uma das regi&otilde;es mais violentas do pa&iacute;s? A trag&eacute;dia surgiu n&atilde;o daqueles que comp&otilde;em esse &iacute;ndice, numa perspectiva epidemiol&oacute;gica, mas da institui&ccedil;&atilde;o que, supostamente, existe para proteger a popula&ccedil;&atilde;o. &quot;Nova Roma de bravos guerreiros&quot;? Talvez verdadeiros guerreiros lutassem, sim, pela imortalidade de Pernambuco, como sugere seu hino. Os atuais &quot;guerreiros-policiais&quot; parecem buscar o seu oposto. <br />
<br />
Em site da Internet l&ecirc;-se: &quot;Maria Eduarda foi apenas mais uma v&iacute;tima de <br />
sucessivos equ&iacute;vocos (ou &quot;cagada&quot;, na palavra de um PM) da pol&iacute;cia nas <br />
&uacute;ltimas semanas&quot;. G&iacute;ria infeliz essa; mais infelizes os PMs que dela se <br />
utilizam para se referirem ao assassinato de uma crian&ccedil;a. Lament&aacute;vel... Fica o desejo de que Duda, assim como Jo&atilde;o Roberto, Rafaeli e Luiz Carlos, entre outros, n&atilde;o sejam &quot;apenas&quot; mais uma v&iacute;tima, mas que representem o urgente processo que d&ecirc; um basta &agrave; viol&ecirc;ncia em nosso Pa&iacute;s. <br />
<br />
Ratificamos aqui a necessidade e a exig&ecirc;ncia de que a justi&ccedil;a diante da <br />
injusti&ccedil;a cometida pelos (ir)respons&aacute;veis pela morte de Duda seja feita.<br />
<br />
Recife, 25 de Julho de 2008.<br />
<br />
Fam&iacute;lia indignada de DUDA e seus amigos.<br />
Pernambucanos igualmente indignados&rdquo;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>26.07.2008 -0300</pubDate>
			<category>Maria Eduarda,carta,governador</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Eduardo:"80% da ações do Pacto já estão em andamento." Queremos divulgá-las aqui</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=895]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=895'>24.07.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p>O governador Eduardo Campos voltou a declarar, na manh&atilde; de hoje (24),&nbsp;durante cerim&ocirc;nia de entrega de 345 novas viaturas para as Pol&iacute;cias Civil e Militar, que 80% das a&ccedil;&otilde;es do Pacto&nbsp;pela Vida j&aacute; est&atilde;o em andamento.</p>
<p>Mais uma vez, a declara&ccedil;&atilde;o veio de forma&nbsp;incompleta. O governo precisa informar quais das 138 a&ccedil;&otilde;es contempladas no plano sa&iacute;ram realmente do papel.&nbsp; &Eacute; muito&nbsp;simples. Se 80%&nbsp;est&atilde;o em andamento, nada melhor do que informar que a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o essas.&nbsp;</p>
<p>H&aacute; um ano, quando o governador Eduardo Campos lan&ccedil;ou o programa, todos os projetos e subprojetos foram divulgados de maneira extremamente detalhada. Agora, quando, conforme o governo, as a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o postas em pr&aacute;tica, o sil&ecirc;ncio. Dif&iacute;cil de entender. </p>
<p>Lembro bem que, no dia 8 de maio deste ano, durante coletiva para apresenta&ccedil;&atilde;o do balan&ccedil;o do primeiro ano do Pacto pela Vida, o assessor especial Jos&eacute; Luiz Ratton tamb&eacute;m n&atilde;o soube informar o que j&aacute; havia sido posto em pr&aacute;tica. No mesmo dia, &agrave; tarde, Ratton&nbsp;alegou&nbsp;que n&atilde;o tinha as a&ccedil;&otilde;es compiladas. No entanto, ficou de repass&aacute;-las com a maior agilidade poss&iacute;vel. Prometeu at&eacute; repassar a lista no dia seguinte. At&eacute; agora, Pernambuco espera. </p>
<p>Mais uma vez, o blog est&aacute; aberto para o governo se pronunciar. </p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>24.07.2008 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Profissão Repórter mostra cotidiano de violência do Recife</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=894]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=894'>23.07.2008 - violência</a></b>
				<br><br>
				Para quem n&atilde;o assistiu ontem &agrave; noite o Profiss&atilde;o Rep&oacute;rter, veja <strong><a href="http://especiais.profissaoreporter.globo.com/programa/">aqui</a></strong>.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>23.07.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>TJPE anuncia medida para combater a violência, mas sem data para sair do papel</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=893]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=893'>22.07.2008 - violência,crime,TJPE,Jones Figueirêdo</a></b>
				<br><br>
				Refor&ccedil;ar o efetivo e a infra-estrutura das comarcas dos 30 munic&iacute;pios com as maiores taxas de homic&iacute;dios. Essa &eacute; a principal estrat&eacute;gia do novo presidente do Tribunal de Justi&ccedil;a de Pernambuco (TJPE), desembargador Jones Figueir&ecirc;do, para combater a viol&ecirc;ncia no Estado.<br />
<br />
A medida foi anunciada pouco antes da cerim&ocirc;nia de posse, ocorrida ontem (21), no Teatro Santa Isabel. O desembargador, no entanto, n&atilde;o soube dizer quando o projeto ser&aacute; colocado em pr&aacute;tica. Isso porque, segundo ele, o or&ccedil;amento para contrata&ccedil;&atilde;o de pessoal e compra de equipamentos ainda ser&aacute; discutido.<br />
<br />
Sem d&uacute;vida, a estrat&eacute;gia &eacute; bastante v&aacute;lida. A impunidade &eacute; uma das principais ra&iacute;zes da viol&ecirc;ncia no nosso Estado. Mas espero que n&atilde;o seja mais uma promessa, j&aacute; que a id&eacute;ia foi anunciada sem or&ccedil;amento e sem previs&atilde;o para ser colocada em pr&aacute;tica. Estamos de olho.<br />
<br />
Abaixo, segue a lista dos 30 munic&iacute;pios mais violentos do Estado. Ou seja, essas s&atilde;o as cidades que ser&atilde;o beneficiadas com a medida. A rela&ccedil;&atilde;o foi divulgada pelo desembargador Jones Figueir&ecirc;do. De acordo com o magistrado, a listagem foi fornecida pelo governo do Estado atrav&eacute;s do Pacto pela Vida e &eacute; baseada na taxa de homic&iacute;dios por habitantes.<br />
<p class="MsoNormal"><strong>As 30 cidades mais violentas do Estado</strong><strong> </strong><br />
</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Com mais de 100 mil habitantes:</strong><strong> </strong><br />
</p>
<p class="MsoNormal">Olinda<br />
Jaboat&atilde;o dos Guararapes<br />
Cabo de Santo Agostinho<br />
Recife<br />
Vit&oacute;ria de Santo Ant&atilde;o<br />
Petrolina<br />
Caruaru<br />
Camaragibe<br />
Paulista</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Entre 50 mil e 100 mil habitantes:</strong><strong> </strong><br />
</p>
<p class="MsoNormal">Limoeiro<br />
S&atilde;o Louren&ccedil;o da Mata<br />
Ipojuca<br />
Abreu e Lima<br />
Bezerros<br />
Escada<br />
Palmares</p>
<strong>Com menos de 50 mil habitantes:</strong><strong> </strong><br />
<p class="MsoNormal">Ribeir&atilde;o<br />
Amaraji<br />
Cort&ecirc;s<br />
Sirinha&eacute;m<br />
Floresta<br />
Itapissuma<br />
Itamarac&aacute;<br />
Agrestina<br />
Trindade<br />
Bel&eacute;m do S&atilde;o Francisco<br />
Itacuruba<br />
Oroc&oacute;<br />
Lagoa Grande<br />
Santa Maria da Boa Vista</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>22.07.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência,crime,TJPE,Jones Figueirêdo</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Violência do Recife no Profissão Repórter</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=892]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=892'>22.07.2008 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Esta noite, &agrave;s 23h20, Caco Barcellos mostra a viol&ecirc;ncia do Recife no programa &quot;Profiss&atilde;o Rep&oacute;rter&quot;. A reportagem vai mostrar o contador de homic&iacute;dios do <strong>PEbodycount </strong>e a hist&oacute;ria por tr&aacute;s de um dos crimes ocorridos.</p>
<p>Fomos entrevistados por Caco Barcellos na semana passada e ele ficou impressionado com a quantidade de homic&iacute;dios registrada todos os dias em Pernambuco.</p>
<p>Al&eacute;m da capital pernambucana, hist&oacute;rias de pessoas na linha de tiro no Rio de Janeiro e&nbsp;&nbsp;no Mato Grosso ser&atilde;o focalizadas.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>22.07.2008 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>"Os homicídios não são todos farinha do mesmo saco"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=891]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=891'>21.07.2008 - violência,segurança,homicídios,lei seca,Gláucio Ary Soares</a></b>
				<br><br>
				<strong>Do portal </strong><a href="http://www.comunidadesegura.org"><strong>Comunidade Segura</strong></a><br />
<br />
A queda de 63% no n&uacute;mero de v&iacute;timas de acidentes de tr&acirc;nsito na cidade de S&atilde;o Paulo em um m&ecirc;s n&atilde;o deixa d&uacute;vida: as leis secas salvam vidas. Os n&uacute;meros da Secretaria Estadual de Sa&uacute;de estimularam a Secretaria de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica de S&atilde;o Paulo a anunciar a compra de mais de 400 baf&ocirc;metros para identificar motoristas alcoolizados.&nbsp;
<p>Conhecendo pesquisas de diversos pa&iacute;ses que mostram que o controle do &aacute;lcool leva &agrave; redu&ccedil;&atilde;o significativa n&atilde;o s&oacute; dos acidentes de tr&acirc;nsito, como tamb&eacute;m de homic&iacute;dios e suic&iacute;dios, entre outras formas de viol&ecirc;ncia, o soci&oacute;logo <strong>Gl&aacute;ucio Ary Dillon Soares</strong> defende essa e outras pol&iacute;ticas p&uacute;blicas estruturadas a partir do estudo de dados gerados por diferentes fontes, sobre diversas vari&aacute;veis. <br />
</p>
<p>Soares est&aacute; lan&ccedil;ando o livro <em>N&atilde;o Matar&aacute;s</em> (editora FGV), em que analisa o homic&iacute;dio em diferentes &eacute;pocas e pa&iacute;ses levando em conta indicadores como desenvolvimento econ&ocirc;mico e social, urbaniza&ccedil;&atilde;o e migra&ccedil;&otilde;es. &ldquo;O livro lida com o modo de explica&ccedil;&atilde;o favorito dos intelectuais: pobreza, mis&eacute;ria e desigualdade, isto &eacute;, as macro vari&aacute;veis. Mas at&eacute; onde vai isso?&rdquo;, questiona. <br />
</p>
<p>Ele defende a realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas sobre in&uacute;meros fatores, muitos emp&iacute;ricos, que possam&nbsp;ter&nbsp;rela&ccedil;&atilde;o com a viol&ecirc;ncia e aposta na participa&ccedil;&atilde;o da sociedade no desenvolvimento de programas de preven&ccedil;&atilde;o eficazes. &quot;Fiquei viciado na id&eacute;ia que pol&iacute;ticas p&uacute;blicas salvam vidas&quot;,&nbsp;garante, com a experi&ecirc;ncia de quem idealizou, em Bras&iacute;lia, o movimento Paz no Tr&acirc;nsito, que, transformado em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas,&nbsp;levou &agrave; queda pela metade do n&uacute;mero de mortes em acidentes em quatro anos. <br />
</p>
<p>Nesta entrevista ao <strong>Comunidade Segura</strong>,&nbsp;Gl&aacute;ucio Soares&nbsp;fala de pesquisas que relacionam &aacute;lcool e mortes e explica por que &eacute; importante se pesquisar muito mais para se construir teorias do crime e do homic&iacute;dio que n&atilde;o sejam simplesmente embasadas em teorias da sociedade e da economia. E enfatiza: &quot;os n&uacute;meros n&atilde;o s&atilde;o apenas n&uacute;meros para mim. Eles t&ecirc;m rosto.&quot; <br />
</p>
<p><strong>Em poucos dias, a chamada lei seca para motoristas j&aacute; deu bons resultados, de acordo com pesquisas feitas em emerg&ecirc;ncias de hospitais nas principais capitais do pa&iacute;s. O que acha disso?</strong> <br />
</p>
<p>As restri&ccedil;&otilde;es ao consumo do &aacute;lcool t&ecirc;m assumido duas formas: a punitiva, depois do fato, e a preventiva, com a lei seca para motoristas e a proibi&ccedil;&atilde;o da venda em lugares com altos &iacute;ndices de acidentes e criminalidade. Pesquisas cartogr&aacute;ficas feitas em lugares como Diadema, em S&atilde;o Paulo, mostram que h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o muito clara entre o consumo de &aacute;lcool e drogas e o encontro de corpos. </p>
<p>&nbsp;Em locais onde leis secas foram usadas, houve resultados muito positivos, n&atilde;o s&oacute; com a redu&ccedil;&atilde;o de n&uacute;mero de acidentes, mas tamb&eacute;m com o decr&eacute;scimo acentuado de homic&iacute;dios e suic&iacute;dios, como no caso dos pa&iacute;ses do Leste europeu. E quando estas pol&iacute;ticas s&atilde;o abandonadas, em trocas de governo, observa-se um novo crescimento de todos os &iacute;ndices. <br />
</p>
<p><strong>Poderia dar exemplos?</strong> <br />
</p>
<p>Na R&uacute;ssia, existe o h&aacute;bito de se beber at&eacute; ficar de porre. Quando Gorbatchov instituiu a lei seca, todos os &iacute;ndices baixaram, inclusive os problemas de sa&uacute;de, principalmente a cirrose hep&aacute;tica. Quando Boris Yeltsin assumiu e acabou com a pol&iacute;tica, porque ele mesmo era adepto das bebedeiras, houve crescimento de todos estes &iacute;ndices. O mesmo aconteceu em Bras&iacute;lia.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;<strong>O que aconteceu em Bras&iacute;lia?</strong> <br />
</p>
<p>Em meados da d&eacute;cada de&nbsp;90, o&nbsp;governo Crist&oacute;vam Buarque apoiou o movimento Paz no Tr&acirc;nsito, que nasceu com&nbsp;volunt&aacute;rios que recrutei na UnB, e o&nbsp;transformou em programa de governo. A medida mais importante e debatida foi a instala&ccedil;&atilde;o de pardais para o controle da velocidade. A velocidade m&eacute;dia caiu de 85 para 60 km/h, e a taxa de acidentes despencou. A taxa de mortalidade por 10 mil ve&iacute;culos caiu pela metade em quatro anos: era acima de 11, caiu para menos de 5,5. <br />
</p>
<p><strong>O que&nbsp;o senhor aprendeu com essa experi&ecirc;ncia?</strong> <br />
</p>
<p>Com o Paz no Tr&acirc;nsito, as virtudes da mobiliza&ccedil;&atilde;o civil come&ccedil;aram a aparecer. Virei um adepto da mobiliza&ccedil;&atilde;o da sociedade, porque deu certo. Fiquei viciado na id&eacute;ia que pol&iacute;ticas p&uacute;blicas salvam vidas. Os n&uacute;meros n&atilde;o s&atilde;o n&uacute;meros para mim. Eles t&ecirc;m rosto. Para as campanhas, procuro buscar imagens que transmitam esse significado. <br />
</p>
<p><strong>&Eacute; dif&iacute;cil mobilizar pessoas?</strong> <br />
</p>
<p>&Agrave;s vezes d&aacute; um cansa&ccedil;o da falta de resultados, principalmente em comunidades pobres. &Eacute; complicado mobilizar pessoas que t&ecirc;m pouco tempo para dar. <br />
</p>
<p><strong>No seu novo livro, <em>N&atilde;o Matar&aacute;s</em>,&nbsp;o senhor&nbsp;discute a rela&ccedil;&atilde;o dos homic&iacute;dios com&nbsp;&nbsp;indicadores como desenvolvimento econ&ocirc;mico e social, urbaniza&ccedil;&atilde;o e migra&ccedil;&otilde;es.</strong> <strong>Como as mortes violentas se relacionam (ou n&atilde;o) com indicadores s&oacute;cio-econ&ocirc;micos?</strong> <br />
</p>
<p>Essas rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o apresentam um&nbsp;padr&atilde;o &uacute;nico. Elas variam de indicadores que entram na equa&ccedil;&atilde;o