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          <title>PEBodyCount - Últimas Notícias do Blog - Blog</title>
          <link>http://www.pebodycount.com.br/</link>
          <description>Leia as últimas notícias do PEBodyCount - Blog</description>
		  <language>pt-br</language>
  
          <item>

            <title>Recife envergonhado</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1143]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1143'>08.02.2010 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Alcides n&atilde;o acontece todos os dias. &Eacute;&nbsp;s&iacute;mbolo. Desses que n&atilde;o s&atilde;o inventados. Daqueles que orgulha, que faz todo mundo repensar a vida, as oportunidades, os acertos, os erros. Alcides &eacute; hist&oacute;ria boa,&nbsp;daquelas&nbsp;que enche um livro inteiro, que faz a gente querer contar todos os&nbsp;detalhes para o taxista, o porteiro, os colegas de trabalho, para todo o mundo. </p>
<p>Morador da Vila Santa Luzia, na Torre, filho de uma&nbsp;ex-carroceira, tirou&nbsp;fino da mis&eacute;ria e passou no vestibular&nbsp;de Biomedicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Passou bem. Foi primeiro lugar entre os alunos das escolas p&uacute;blicas. N&atilde;o fazia outra coisa.&nbsp;S&oacute; estudava e&nbsp;frequentava o grupo jovem da Igreja da Torre.&nbsp;Deixou a m&atilde;e louca de felicidade. E a Vila Santa Luzia tamb&eacute;m. As m&atilde;es de l&aacute;&nbsp;ganharam um rosto para mostrar&nbsp;aos filhos. &quot;T&aacute; vendo aquele ali. Passou no vestibular.&quot;</p>
<p>Aos 22 anos, Alcides ganharia o diploma&nbsp;em setembro. Iria fazer mestrado e depois doutorado. Mas ele&nbsp;morava no Recife. Foi o bastante para levar dois tiros na cabe&ccedil;a. Estava estudando &agrave; 1h da sexta-feira.&nbsp;Arrastado de casa por dois homens numa moto. Morreu na frente da m&atilde;e e das tr&ecirc;s irm&atilde;s.&nbsp;Queriam matar outro.</p>
<p>Encontrei com a m&atilde;e dele, dona Maria Luiza,&nbsp;hoje pela manh&atilde;.&nbsp;Ainda estava&nbsp;vestida de orgulho, com o jaleco branco&nbsp;do filho.&nbsp;Faltava bem pouquinho para ela dizer ao mundo que era m&atilde;e de um biom&eacute;dico. Pouquinho para dizer que n&atilde;o era mais uma.&nbsp;Contou todo o sofrimento. Disse&nbsp;que ainda&nbsp;se agarrou com os assassinos. Mas n&atilde;o teve jeito. Conseguiu evitar apenas&nbsp;o terceiro tiro. Os dois primeiros j&aacute;&nbsp;haviam interrompido o seu maior sonho.&nbsp;Maria Luiza voltou a ser&nbsp;mais uma.&nbsp;Hoje &eacute; 8 de fevereiro e 386 m&atilde;es&nbsp;choraram, apenas neste ano, a morte de um filho.</p>
<p>A foto &eacute; de&nbsp;Alexandre Gondim/JCimagem&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 16:35:29 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Serra muda nome da PMSP para Força Pública de São Paulo</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1142]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1142'>03.02.2010 - polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>O governador Jos&eacute; Serra enviou &agrave; Assembleia Legislativa de S&atilde;o Paulo um projeto de lei que altera o nome da Pol&iacute;cia Miiltar para For&ccedil;a P&uacute;blica de S&atilde;o Paulo. A altera&ccedil;&atilde;o de nome &eacute; uma ideia de autoria do atual comandante da PMSP, coronel &Aacute;lvaro Batista Camilo.</p>
<p>A ideia &eacute; aproximar a corpora&ccedil;&atilde;o da comunidade com um nome que represente uma pol&iacute;cia em defesa da popula&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o do Estado.</p>
<p>Leia mais <strong><em><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100203/not_imp505440,0.php">aqui.</a></em></strong></p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 16:50:39 -0200</pubDate>
			<category>polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Sete pessoas vivem em quatro metros quadrados</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1141]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1141'>01.02.2010 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Do JC</p>
<p>Por Jo&atilde;o Valadares<br />
</p>
<p>Parece mentira. Sete pessoas, dois adultos e cinco crian&ccedil;as, moram num barraco de quatro metros quadrados na comunidade Dorothy Stang, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife. S&atilde;o quatro metros quadrados mesmo. Nada mais. &Eacute; casa menor do que muitos banheiros. Uma caixa de madeira sem janela. S&oacute; cabe cama, televis&atilde;o e toda a vergonha do mundo. Do lado de fora, &eacute; imposs&iacute;vel acreditar na hist&oacute;ria contada pelo coordenador da ocupa&ccedil;&atilde;o sobre os meninos do pequeno quadrado. &ldquo;Vamos l&aacute;. Voc&ecirc;s v&atilde;o olhar e comprovar o que estou dizendo&rdquo;, conta Marciano Manoel da Silva, 37. </p>
<p>Ao chegar ao local, Marciano grita pelo pai das crian&ccedil;as, o zelador Wellington de Souza Santos. Bate palma, chama mais uma vez e nada. Quem aparece &eacute; o menino mais velho, 9 anos. &ldquo;Papai foi trabalhar. A gente t&aacute; sozinho.&rdquo; No barraco, cinco crian&ccedil;as grudadas veem TV. Um ventilador velho sopra um bafo quente no rosto dos meninos. O menor dorme com o pai e a m&atilde;e numa cama de solteiro, que se encaixa perfeitamente tocando as duas paredes. Os outros quatro ficam no ch&atilde;o mesmo. </p>
<p>A Irm&atilde; Dorothy &eacute; um amontoado de mis&eacute;ria que impressiona. Para onde se olha, um susto. &Eacute; crian&ccedil;a correndo no meio do esgoto, mulher reclamando dos espancamentos cometidos pela pol&iacute;cia, m&atilde;es exibindo os corpos manchados e ferido dos filhos. &Agrave;s 12h30 em ponto, sai gente de tudo quanto &eacute; canto. &Eacute; a hora da sopa. As crian&ccedil;as chegam batendo panela. Quando a Kombi do Instituto de Assist&ecirc;ncia Social e Cidadania (Iasc) da Prefeitura do Recife chega para entregar o balde, a fila j&aacute; est&aacute; sendo formada. </p>
<p>Cada um espera sua vez e recebe uma concha. Volta para casa e divide com os outros. Alguns reclamam que s&oacute; tem caldo. &ldquo;N&atilde;o tem um peda&ccedil;o de carne aqui&rdquo; &eacute; uma das frases mais ouvidas. Jos&eacute; Geraldo Viana, 51, havia juntado algumas latas de alum&iacute;nio para tentar ganhar R$ 3 e comprar alguma coisa para os quatro filhos e a mulher. Mais tarde, a mulher de Jos&eacute; estava na fila. Volta para casa com um pequeno balde do alimento. &ldquo;Tem dia que n&atilde;o tem para todo o mundo. &Eacute; confus&atilde;o&rdquo;, diz Marciano. </p>
<p>A foto &eacute; de Chico Porto/JCimagem</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 11:29:20 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Nossos Haitis</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1140]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1140'>31.01.2010 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Do JC</p>
<p>Por Jo&atilde;o Valadares</p>
<p>Eleni Costa Souza &eacute; mulher de 40 anos. Mora na areia. N&atilde;o levanta porque a for&ccedil;a sumiu. Arrasta-se quando precisa de alguma coisa. Dif&iacute;cil mesmo &eacute; perceber sua exist&ecirc;ncia. Pode chover ou fazer sol. Ela est&aacute; l&aacute;, embrulhada, no mesmo lugar. Descascada de tudo, carrega um filho na barriga. N&atilde;o sabe se &eacute; menino ou menina. Nunca foi ao hospital. Acha que est&aacute; gr&aacute;vida de nove meses e h&aacute; oito dias n&atilde;o consegue comer. N&atilde;o tem for&ccedil;a para mastigar o que nem existe. Toma s&oacute; &aacute;gua ou o caldo de osso de sempre, catado pelo marido nos restos de Bras&iacute;lia Teimosa. N&ecirc;ga, a vira-lata, lambe a mesma sobra, mas desdenha da comida. &Eacute; o desespero que n&atilde;o faz barulho bem embaixo do nosso nariz, ao lado das quadras de t&ecirc;nis da Avenida Boa Viagem. Eleni &eacute; o nosso terremoto. Prova viva que aquele Pa&iacute;s devastado no Caribe n&atilde;o &eacute; visto apenas quando trocamos o canal da televis&atilde;o. Est&aacute; na vista da nossa varanda, na janela do carro, na esquina da gente, &agrave; espera do nosso lixo. Bem pertinho. N&atilde;o sentimos, sequer percebemos. A terra por aqui nem chacoalhou, mas h&aacute; sofrimento empilhado por todos os lados. Vida que j&aacute; nem pode desabar. S&oacute; h&aacute; ch&atilde;o no Haiti recifense. O reino do n&atilde;o. Dos que n&atilde;o comem, dos que n&atilde;o podem adoecer, dos que n&atilde;o recebem cartas porque n&atilde;o h&aacute; endere&ccedil;o. Como l&aacute;, gente aqui virou entulho. Sobrevive por teimosia mesmo.</p>
<p>O tremor da gente &eacute; lento. Mata aos poucos, silenciosamente, como um cochicho de vergonha. Erivaldo Braz dos Santos, 27, &eacute; pai do filho que Eleni espera. Acorda quando o sol avisa que a pele est&aacute; queimando. Feito bicho, sai, com dois amigos, para catar o que comer. Todo dia &eacute; a mesma coisa. Revira tudo. Toma cacha&ccedil;a de gole grande para esconder a vergonha e estender a m&atilde;o aberta de humilha&ccedil;&atilde;o para quem passa fazendo cooper. &ldquo;Vergonha &eacute; roubar n&eacute; n&atilde;o?&rdquo; Dia desses, na sua miss&atilde;o di&aacute;ria para tentar se manter de p&eacute;, levantar a mulher e garantir o nascimento do filho, viu uma barraca do ex&eacute;rcito montada no 2&ordm; Jardim da Avenida Boa Viagem. Nem acreditou. Dentro, sacolas de comida enfileiradas e uma faixa enorme com alguma coisa escrita. N&atilde;o entendeu, mas foi l&aacute;. &ldquo;Disse que precisava comer. N&atilde;o deram nada. Parece que &eacute; para aquele estado onde as pessoas est&atilde;o passando fome. N&atilde;o fiquei brabo n&atilde;o. Tenho fome, mas eles est&atilde;o certos. O povo de l&aacute; t&aacute; precisando n&eacute; n&atilde;o?&rdquo; Na faixa estava escrito &ldquo;Doa&ccedil;&otilde;es para o Haiti&rdquo;. Mas era o Haiti de l&aacute;, Erivaldo. Uma das volunt&aacute;rias da campanha confirmou a visita. &ldquo;Duas pessoas vieram aqui, mas n&atilde;o damos comida de jeito nenhum. Esta campanha &eacute; s&oacute; para o Haiti.&rdquo;</p>
<p>Al&eacute;m do casal, moram no nada, na mesma areia, em frente ao Hotel Marante, Pedro Pereira da Silva, 62, Cl&aacute;udio Jos&eacute; de Santana, 29, e Edvaldo Oliveira. Pedro, que j&aacute; foi mec&acirc;nico, tem nas m&atilde;os um encarte de uma grande rede de supermercados, uma esp&eacute;cie de passaporte para sonhar. Passa devagar p&aacute;gina por p&aacute;gina, aponta as comidas mais bonitas, e sempre solta uma piadinha. Ele para numa p&aacute;gina dupla da revistinha recheada de queijo, presunto, p&atilde;o, camar&atilde;o e u&iacute;sque. &Eacute; a divers&atilde;o do dia. &ldquo;O barato &eacute; aqui&rdquo;, debocha do slogan multinacional que o provoca. Passa mais uma folha e solta outra. &ldquo;O cart&atilde;o ideal para equilibrar o seu or&ccedil;amento.&rdquo; N&atilde;o aguenta, explode numa gargalhada b&ecirc;bada e repete o slogan da salva&ccedil;&atilde;o para o amigo. &ldquo;Olha, o cart&atilde;o ideal para equilibrar o seu or&ccedil;amento.&rdquo; Cl&aacute;udio n&atilde;o entende nada.</p>
<p>Pedro se preocupa com Eleni. Ningu&eacute;m sabe que doen&ccedil;a a mulher tem. Parece queimadura. &Eacute; carne viva. Ela mesma chuta a doen&ccedil;a. &ldquo;&Eacute; o &aacute;lcool que fez isso com minha pele. N&atilde;o tenho for&ccedil;a para nada. Tenho fam&iacute;lia, mas n&atilde;o tenho for&ccedil;a nem para me levantar e procurar nada. Um dia um pessoal da prefeitura veio aqui, mas fiquei.&rdquo; Erivaldo, que j&aacute; foi dependente de crack, disse que ligou para o Servi&ccedil;o de Atendimento M&oacute;vel de Urg&ecirc;ncia (Samu). &ldquo;Expliquei o caso. Liguei do orelh&atilde;o a cobrar para o 192. Pediram o endere&ccedil;o, disse que morava aqui na areia, mas ningu&eacute;m apareceu.&rdquo;</p>
<p>O CARD&Aacute;PIO DO LIXO</p>
<p>No Centro de Abastecimento Alimentar de Pernambuco (Ceasa-PE), a feira que sustenta muitas fam&iacute;lias &eacute; retirada do lixo. &Eacute; comum olhos apressados para o ch&atilde;o, tentando buscar o que &ldquo;n&atilde;o serve&rdquo;. Parece bicho, com cabe&ccedil;a dentro dos lixeiros, farejando comida para as bocas que esperam em casa. E do lixo sai tomate, mam&atilde;o, melancia, verduras e muito mais. Alberto Borges mora na Favela do Chi&eacute;, no Recife. Pega dois &ocirc;nibus para chegar &agrave; Ceasa. &ldquo;N&atilde;o tenho vergonha. Preciso e venho pegar comida baleada aqui no lixo. Tem coisa boa&rdquo;, diz.</p>
<p>&Agrave;s 9h, come&ccedil;a a sess&atilde;o de humilha&ccedil;&atilde;o. Mulheres, crian&ccedil;as e velhas se aglomeram em frente ao local onde vai ser despejado o lixo da central de distribui&ccedil;&atilde;o chamada Cantu. &Eacute; aquele olhar pid&atilde;o, uma s&uacute;plica coletiva. A sobra de frutas podres ou amassadas &eacute; separada por apenas uma grade, mas os funcion&aacute;rios jogam com muita rapidez tudo para dentro do caminh&atilde;o de lixo. N&atilde;o d&atilde;o chance para as pessoas aproveitarem o lixo que vai virar comida mais tarde. Ningu&eacute;m quer perder a m&atilde;o. O jeito &eacute; tentar pegar o que pode.</p>
<p>&ldquo;Moro no Ibura. Venho para c&aacute;, mas &eacute; muita briga para pegar comida. J&aacute; levei at&eacute; pancada na cabe&ccedil;a tentando pegar algumas ma&ccedil;&atilde;s podres&rdquo;, diz Marluce Luiza da Silva, 62 anos. Tereza de Oliveira, 38, esperou, esperou e desistiu. &ldquo;Vou embora, eles est&atilde;o de marca&ccedil;&atilde;o hoje.&rdquo; Romildo Jos&eacute; da Silva acorda &agrave;s 5h. Vem de bicicleta da Favela Chico Mendes, no Ca&ccedil;ote, na Zona Oeste do Recife. &ldquo;Tenho dois filhos me esperando em casa&rdquo;, diz depois de pescar um mel&atilde;o da lixeira. Romildo s&oacute; volta para casa quando consegue encher todos os sacos. &ldquo;T&ocirc; sem comida em casa. Vivo do que pego aqui pelo ch&atilde;o ou no lixo. Puxo carro&ccedil;a e, &agrave;s vezes, ganho R$ 3 por dia. Essa &eacute; a vida.&rdquo;</p>
<p>Amanh&atilde;, posto a outra parte da reportagem. </p>
<p>&nbsp;A foto &eacute; de Chico Porto.</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 14:48:35 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>PE Body Count participa do Campus Party</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1139]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1139'>27.01.2010 - pebodycount,Campus Party,jornalismo,internet,violência</a></b>
				<br><br>
				<p><strong>Postado &agrave;s 15h10</strong></p>
<p>O jornalista Eduardo Machado, um dos editores desse blog, participa nesse momento do maior&nbsp;encontro de pessoas conectadas &agrave; rede do Brasil,&nbsp;o Campus Party. O evento est&aacute; sendo realizado em S&atilde;o Paulo.</p>
<p>Nesse momento, Machado participa de uma mesa sobre jornalismo na internet. Para&nbsp;acompanhar a discuss&atilde;o ao vivo, entre no site do Campus Party (<a href="http://www.campus-party.com.br">www.campus-party.com.br</a>)</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 16:14:03 -0200</pubDate>
			<category>pebodycount,Campus Party,jornalismo,internet,violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>E você? Vai votar em quem?</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1138]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1138'>21.01.2010 - polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>Os policiais civis lotados no Departamento de Repress&atilde;o aos Crimes Patrimoniais (Depatri) foram surpreendidos com uma circular, na semana passada solicitando que eles informassem &agrave; dire&ccedil;&atilde;o se ir&atilde;o ser candidatos nas elei&ccedil;&otilde;es deste ano ou se v&atilde;o apoiar algum candidato. A circular interna &eacute; assinada pela chefe do n&uacute;cleo de intelig&ecirc;ncia do Depatri, delegada Pollyana Ferreira de Lima. Qual seria a inten&ccedil;&atilde;o da delegada com isso?</p>
<p>Mais detalhes na mat&eacute;ria publicada hoje pela <strong>FOLHA DE PERNAMBUCO</strong>:</p>
<p>ARTHUR CUNHA &nbsp;&nbsp; O Departamento de Repress&atilde;o aos Crimes Patrimoniais (Depatri), da Pol&iacute;cia Civil de Pernambuco, enviou Circular Interna (CI) &agrave;s quatro delegacias que integram a diretoria solicitando os nomes dos policiais que pretendem disputar mandato eletivo em outubro. O procedimento tem como objetivo auxiliar no planejamento de trabalho, j&aacute; que os futuros postulantes ter&atilde;o de se afastar da Pol&iacute;cia no per&iacute;odo de campanha. O inusitado &eacute; que, no mesmo documento, o Depatri tamb&eacute;m solicitou os nomes dos candidatos e partidos a serem apoiados pelos policiais, fato que poderia servir para identificar e punir com medidas administrativas os oficiais que pretendem votar na oposi&ccedil;&atilde;o. <br />
</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A postura, vale salientar, tamb&eacute;m &eacute; inconstitucional, porque desrespeita o direito do cidad&atilde;o de ter seu voto preservado. De n&uacute;mero 008/2010, a CI foi enviada na &uacute;ltima sexta-feira, dia 15 de janeiro, &agrave;s delegacias de Roubos e Furtos, Roubos e Furtos de Ve&iacute;culos, Roubos e Furtos de Cargas e Repress&atilde;o ao Estelionato. Cerca de 160 policiais est&atilde;o lotados nessas seccionais. A delegada Pollyana Ferreira de Lima Barros, chefe do N&uacute;cleo de Intelig&ecirc;ncia (NI) do Depatri, &eacute; quem assina a CI. No documento, ela pede que as listas sejam entregues at&eacute; hoje.<br />
</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;Por meio da presente, solicito que Vossas Senhorias informem a esse N&uacute;cleo de Intelig&ecirc;ncia at&eacute; o dia 21 de janeiro de 2010 sobre a exist&ecirc;ncia de policiais civis lotados em suas unidades, candidatos ao pleito eleitoral de 2010 ou que estejam apoiando algum candidato. Em havendo, o nome do candidato e o partido pol&iacute;tico a que pertence&rdquo;, diz a CI, assinada por Pollyana Barros.<br />
</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A medida revoltou o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o dos Comiss&aacute;rios de Pol&iacute;cia Civil do Estado de Pernambuco (Acomp/PE), George Neves, que acusou o Depatri de estar promovendo uma &ldquo;ca&ccedil;a &agrave;s bruxas&rdquo; na Pol&iacute;cia Civil. &ldquo;At&eacute; perguntar sobre os que ser&atilde;o candidatos tudo bem, afinal o departamento precisa se planejar. Mas querer saber em quem os policiais votar&atilde;o &eacute; um absurdo! A delegada foi infeliz em sua formula&ccedil;&atilde;o, Isso n&atilde;o se justifica&rdquo;, disparou o dirigente sindical, que apresentou &agrave; Folha, uma das circulares enviadas.<br />
</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&Agrave; tarde, depois de ter recebido mais de 15 telefonemas de policiais perguntando sobre o assunto, o presidente da Ascom/PE enviou um of&iacute;cio cobrando explica&ccedil;&otilde;es do chefe de Pol&iacute;cia Civil do Estado, Manoel Carneiro. &ldquo;Se n&atilde;o obtiver nenhum esclarecimento, procurarei o secret&aacute;rio Servilho Paiva (Defesa Social) e o Tribunal Regional Eleitoral&rdquo;, avisou George Neves.<br />
</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&ldquo;O servidor p&uacute;blico, al&eacute;m de policial, &eacute; um cidad&atilde;o brasileiro que tem direitos constitucionais e ao exercer esse direito, pode, de acordo com a Carta Magna, exercer seus direitos pol&iacute;ticos. Como entender, ent&atilde;o, que a delegada que assinou a referida Circular Interna venha solicitar que os delegados sigam de encontro aos direitos constitucionais dos cidad&atilde;os policiais?&rdquo;, questionou George Neves, no of&iacute;cio. <br />
</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O diretor-geral de Opera&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;cia Civil, Osvaldo Morais, reconheceu, ontem, que o Departamento de Repress&atilde;o aos Crimes Patrimoniais (Depatri) errou em solicitar das delegacias vinculadas o envio dos nomes dos candidatos e dos partidos nos quais os cerca de 160 policiais lotados nas seccionais pretendem votar. O diretor-geral assegurou que a Circular Interna (CI) ser&aacute; suspensa hoje e botou a culpa pelo equ&iacute;voco na delegada Pollyana Ferreira de Lima Barros, chefe do N&uacute;cleo de Intelig&ecirc;ncia do Depatri, que assinou o documento. &ldquo;&Eacute; uma delegada inexperiente, que acabou metendo os &lsquo;p&eacute;s pelas m&atilde;os&rsquo;&rdquo;, lamentou.<br />
</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com Osvaldo Morais, Pollyana Barros agiu por conta pr&oacute;pria sem consultar seus superiores. Os dois se reuniram durante boa parte da tarde de ontem para tratar do assunto, depois que a reportagem contactou a Secretaria de Defesa Social (SDS) para saber se a circular seria estendida &agrave;s outras delegacias de Pol&iacute;cia. &ldquo;A delegada agiu por conta pr&oacute;pria porque queria se antecipar e fazer seu planejamento. N&atilde;o queremos que os policiais informem em quem eles votar&atilde;o&rdquo;, garantiu Osvaldo Morais.<br />
</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Questionado quando a Pol&iacute;cia Civil vai requisitar das delegacias as listas dos policiais que ser&atilde;o candidatos - procedimento padr&atilde;o em todo ano eleitoral -, o diretor-geral afirmou que &ldquo;ainda &eacute; cedo&rdquo; para tomar tal atitude. &ldquo;Isso s&oacute; deve acontecer perto do in&iacute;cio do per&iacute;odo de campanha (em julho)&rdquo;, salientou Morais.<br />
</p>
<p>&nbsp;A reportagem tentou entrar em contato com a delegada Pollyana Ferreira de Lima Barros, mas ela n&atilde;o foi encontrada. </p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 12:47:10 -0200</pubDate>
			<category>polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>PM pernambucano conta sua experiência no resgate à vítimas do terremoto no Haiti</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1137]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1137'>19.01.2010 - polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>Do Blog de Jamildo,</p>
<p>O oficial da PM Ricardo Couto, que sobreviveu ao terremoto no Haiti, deixou novo texto dispon&iacute;vel em sua p&aacute;gina no orkut: Veja abaixo:</p>
<p><em><br />
Meus caros amigos e compatriotas Brasileiros, um dia no Haiti vale cem dias em qualquer outro canto do mundo, o tempo aqui simplesmente nao passa. <br />
<br />
Nas ruas a dor estampada em cada rosto, em cada esquina, alguem no minimo reclama de um parente perdido, o caos foi instalado e agora reclama seu premio. <br />
<br />
A fome, a miseria, a violencia, tornam os haitianos aqui, cada vez menos humanos e mais animais. <br />
<br />
As ruas nao estao seguras em lugar nenhum, valas comunitarias sao cavadas, corpos as centenas sao simplesmente depositados, apos serem queimados, lembrando cenas do holocausto da segunda guerra mundial. <br />
<br />
Em menos de um mes meus olhos viram, o meu corpo sentiu e minha ainda, sa(san) Consciencia, tenta esquecer o verdadeiro inferno na terra. Eh Horrivel.<br />
<br />
O Haiti, hoje, pode-se resumir em duas palavras: morte e decadencia, porem por outro lado vi aqui tambem, de uma parte pequena desse povo: Solidariedade, compromisso, afeto e amor ao proximo, pois em diferentes locais por onde passei, vi Haitianos arrancando pedras, escombros com as proprias maos na tentativa de encontrar algum sobrevivente nos diversos locais que foram atingidos pela catastofre que assolou esta pequena nacao.<br />
<br />
Hospitais improvisados foram construidos em casas normais que tiveram a sorte de nao terem sido afetadas e faixas em branco onde li, sem acreditar no que via: &ldquo;Please, Help Us&rdquo; (Por favor, nos ajudem) estavam estampadas numa tentativa desesperada de obter alguma assistencia. <br />
<br />
As equipes de buscas que aqui chegam, montam suas estacoes e tentam ajudar no que eh possivel, porem acreditem, nem se o mundo todo mandasse gente pra ca, seriamos capazes de ajudar a todos os necessitados, ao mesmo tempo.</em></p>
<p><em>Apos seis dias de buscas incessantes, o odor putrido da morte se instala em todos os lugares, obrigando a qualquer um ficar enauseado, as ruas sao bloqueadas com corpos pelos habitants que estao revoltados pela situacao, protestos se instalao, grupos de marginais que fugiram da cadeia publica haitiana se aproveitam da situacao e perpetram o medo, inclusive em nos que aqui estamos, pois chegara a hora que entraremos em combate armado com eles, os animais nas ruas se deleitam com a carne queimada dos corpos que jazem em todos os diferentes lugares.<br />
<br />
E como se nao bastasse tudo isso, ainda temos que aguentar o tremors subsequentes, que acreditem nao sao nada confortaveis, especialmente para quem ja eh, de certa forma um sobrevivente aqui. <br />
<br />
A missao fica cada vez mais dificil, estamos cansados, estressados, tirstes pelos corpos de companheiros que foram soterrados, frustrados pelos que ainda nao encontramos, enfim dormindo nada, comendo pouco e trabalhando muito, mas nao pensem que isso eh uma reclamacao formal, nao longe de mim, pois nossos problemas nao sao , literalmente nada comparados aqueles que passam tudo isso, as familias que aguardam com esperanca noticias de quem ainda nao foi achado, nao, nao temos do que reclamar, sabem? <br />
<br />
Pelo contrario rogo todo dia a Deus que este seja misericordioso e que nos de mais uma vez a oportunidade de ajudar a quem precisa, pois o que seria deles sem a nossa presenca aqui? <br />
<br />
Nao me considero nada mais do que um Oficial militar Brasileiro que esta tentando ajudar da maneira que pode, mas tenham em mente que todos nostemos nossos limites e ja passei do meu faz tempo, por isso queria aqui me desculpar com todos os Brasileiros por nao ter podido fazer mais e melhor, nao tenho desculpas, apenas me concentro no que podera ainda ser feito, porem, agora, com o devido tempo. <br />
<br />
Que Deus me perdoe por nao ter ajudado o suficiente e que me de forcas pra tentar de novo a cada dia. <br />
<br />
Mae ainda to por aqui, nao se preocupe e siga com suas preces, a minha familia e meus amigos nao tenho palavras para descrever o quanto vcs me ajudaram e ainda me ajudam, pois parece que cada vez que venho pra frente de um computador que vejo suas mensagens de apoio, solidariedade, carinho, forca e afeto, eh como se minha bateria interna fosse recarregada e meu corpo tomasse uma dose nova de energia<br />
<br />
Eh simplesmente impactante. <br />
<br />
A voces, meu muito obrigado. <br />
<br />
Boina Azul BR.</em><br />
</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 16:33:12 -0200</pubDate>
			<category>polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Governador também participou de projeto do PEbodycount</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1136]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1136'>05.01.2010 - homicídios,Bosque da Esperança,pebodycount,Memorial Arcoverde</a></b>
				<br><br>
				O governador Eduardo Campos tamb&eacute;m esteve no Bosque da Esperan&ccedil;a, projeto do <strong>PEbodycount</strong> e Pastoral da Sa&uacute;de da Arquidiocese de Olinda e Recife. Em companhia da primeira-dama, Renata Campos, o chefe do executivo estadual tamb&eacute;m plantou uma &aacute;rvore simbolizando as 508 vidas poupadas em 2009.<br />
<br />
Na foto, logo atr&aacute;s, o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, o secret&aacute;rio de Defesa Social, Servilho Paiva, o comandante da PM, coronel Jos&eacute; Lopes, e o presidente do TJPE, desembargador Jones Figueir&ecirc;do. Dezenas de policiais e outras autoridades tamb&eacute;m compareceram ao evento.<br />
<br />
A presen&ccedil;a das mais diversas autoridades na cria&ccedil;&atilde;o do bosque s&oacute; reitera que a luta do <strong>PEbodycount</strong> n&atilde;o &eacute; e nunca foi partid&aacute;ria. &Eacute; muito maior. J&aacute; pintamos corpos em locais de homic&iacute;dios, fincamos cruzes na praia, instalamos o primeiro contador fixo de homic&iacute;dios do mundo e choramos nossos mortos com len&ccedil;os, representando o mar de l&aacute;grimas. Isso se chama controle social.<br />
<br />
E n&atilde;o poder&iacute;amos deixar de registrar esse momento importante, de redu&ccedil;&atilde;o significativa no n&uacute;mero de pernambucanos mortos. Lembrar para que continue assim, diminuindo.<br />
<br />
Desde que come&ccedil;amos a contar homic&iacute;dios, em 2007, at&eacute; hoje, o ideal permanece o mesmo. Como descrevemos no nosso primeiro dia de contagem no Quem Somos, l&aacute; em cima, &quot;O <strong>PEbodycount </strong>nasce da inquieta&ccedil;&atilde;o. Surge para transformar a perplexidade passiva, de um Estado de vidas abreviadas &agrave; bala, em sentimento de que &eacute; poss&iacute;vel construir sa&iacute;das coletivas.&quot;<br />
<br />
Por isso, continuamos contando homic&iacute;dios e continuamos achando que Pernambuco &eacute; um Estado violento. 2009 terminou com mais de 4 mil mortes, n&uacute;meros ainda de guerra. 2010 come&ccedil;ou violento, com 60 homic&iacute;dios em quatro dias.<br />
<br />
Esperamos que o Bosque da Esperan&ccedil;a e esse n&uacute;mero no contador a&iacute; do lado fa&ccedil;a com que todos os pernambucanos reflitam sobre a quest&atilde;o da seguran&ccedil;a p&uacute;blica em nosso Estado. Esse &eacute; o objetivo do <strong>PEbodycount</strong>.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 23:10:45 -0200</pubDate>
			<category>homicídios,Bosque da Esperança,pebodycount,Memorial Arcoverde</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>2010 começa violento em Pernambuco</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1135]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1135'>05.01.2010 - violência,crime,segurança,homicídios</a></b>
				<br><br>
				<p>O ano come&ccedil;ou violento em Pernambuco. O governo ainda comemora a redu&ccedil;&atilde;o de 12,2% na taxa de homic&iacute;dios em 2009, mas nos quatro primeiros dias de 2010, j&aacute; s&atilde;o 60 assassinatos, uma m&eacute;dia de 15 ocorr&ecirc;ncias por dia.</p>
<p>S&oacute; no primeiro dia do ano foram 27 ocorr&ecirc;ncias. Se continuar nesse ritmo, vai ser dif&iacute;cil terminar o ano com nova redu&ccedil;&atilde;o significativa nos &iacute;ndices de viol&ecirc;ncia. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 13:47:22 -0200</pubDate>
			<category>violência,crime,segurança,homicídios</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Taxa de homicídios em 2009 caiu 12,2%</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1134]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1134'>04.01.2010 - crime,violência,segurança,estatísticas,números</a></b>
				<br><br>
				<p><strong>Do Jornal do Commercio</strong></p>
<p>O assessor especial do governador para a &aacute;rea de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, Jos&eacute; Luiz Ratton, retificou na manh&atilde; de ontem os dados sobre homic&iacute;dios, em 2009, que tinha postado no Twitter. No s&aacute;bado, Ratton afirmou que no ano passado ocorreram 577 assassinatos a menos do que em 2006, quando Estado bateu recorde de crimes deste tipo, desde o in&iacute;cio da contagem mensal, em 2003. Isso daria 4.061 execu&ccedil;&otilde;es em 2009. Na manh&atilde; de ontem, corrigiu a informa&ccedil;&atilde;o, dizendo que foram 623 a menos do que em 2006, o que resultou em 4.015 homic&iacute;dios no ano passado. Com esse n&uacute;mero, Pernambuco atingiu a meta de redu&ccedil;&atilde;o na taxa de homic&iacute;dios, com queda de 12,2%. No balan&ccedil;o 2008/2009, Pernambuco contou 508 assassinatos a menos. </p>
<p>O c&aacute;lculo da meta leva em considera&ccedil;&atilde;o a taxa de homic&iacute;dios e n&atilde;o o n&uacute;mero absoluto de mortes. Em 2008, o &iacute;ndice era de 52,59 assassinatos para cada 100 mil habitantes. Em 2009, caiu para 46,18. Uma redu&ccedil;&atilde;o de, aproximadamente, 12,2%. A redu&ccedil;&atilde;o de 508 homic&iacute;dios de um ano para o outro &eacute; a maior j&aacute; registrada no Estado. Anteriormente, a queda mais expressiva foi anotada em 2001, quando aconteceram 419 assassinatos a menos do que no ano anterior. </p>
<p>Apesar de os n&uacute;meros do ano passado mostrarem certo avan&ccedil;o, 2010 come&ccedil;ou com muita viol&ecirc;ncia. At&eacute; a manh&atilde; de ontem, 37 pessoas haviam sido executadas em Pernambuco, de acordo com o blog contador de homic&iacute;dios PEbodycount (www.pebodycount.com.br). </p>
<p>Em Surubim, Agreste, a pol&iacute;cia localizou os corpos de dois jovens na zona rural. Bruno Silva de Lima, 21 anos, e Tiago da Concei&ccedil;&atilde;o de Lima, 16, estavam apenas de bermudas em uma estrada de terra e com marcas de tiros na cabe&ccedil;a e t&oacute;rax. As irm&atilde;s das v&iacute;timas estiveram, ontem, no Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro, &aacute;rea central da capital, e relataram que os dois eram amigos. </p>
<p>&ldquo;N&atilde;o fa&ccedil;o a menor ideia do motivo que levou algu&eacute;m a matar o meu irm&atilde;o. Ele e o amigo trabalhavam na ro&ccedil;a e nunca tiveram sequer uma briga com um vizinho. Tamb&eacute;m nem tinham o que roubar deles, porque os dois foram tomar banho m uma barragem e estavam sem camisa e descal&ccedil;os&rdquo;, contou a dona de casa Ana Joelma da Concei&ccedil;&atilde;o, irm&atilde; de Tiago. </p>
<p>Em &Aacute;gua Fria, Zona Norte do Recife, desconhecidos atiraram em dois jovens na noite do s&aacute;bado. Wellington Paix&atilde;o, 20, morreu na hora. Populares socorreram Jamerson Jos&eacute; da Silva, 19, atingido por um disparo na barriga. Ele permanece internado no Hospital da Restaura&ccedil;&atilde;o (HR), no Derby, &aacute;rea central, sem previs&atilde;o de alta. Al&eacute;m de Wellington, outras oito pessoas foram assassinadas na capital, nos tr&ecirc;s primeiros dias do ano.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 21:09:36 -0200</pubDate>
			<category>crime,violência,segurança,estatísticas,números</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Pequenos cidadãos</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1133]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1133'>04.01.2010 - Bosque da Esperança,Memorial Arcoverde,segurança,homicídios</a></b>
				<br><br>
				Muitas crian&ccedil;as estiveram no parque. Na foto,&nbsp;a pequena Maria, com apenas 3 anos,&nbsp;ajudando&nbsp;a criar o bosque.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 19:44:22 -0200</pubDate>
			<category>Bosque da Esperança,Memorial Arcoverde,segurança,homicídios</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Tenente-coronel levou toda a família no ato que simbolizou queda de homicídios</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1132]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1132'>04.01.2010 - Bosque da Esperança,Memorial Arcoverde,manifestação,homicídios,PM</a></b>
				<br><br>
				O Tenente-coronel Chusa J&uacute;nior, comandante do 10&ordm; Batalh&atilde;o, fez quest&atilde;o de levar toda a fam&iacute;lia para participar do Bosque da Esperan&ccedil;a. Na foto, a chegada dele no Parque Memorial Arcoverde com a esposa, filhos e sobrinhos.<br />
<br />
Essa foi uma imagem constante na tarde deste domingo. Fam&iacute;lias inteiras participaram do projeto.<br />
<br />
Em breve mais imagens do Bosque da Esperan&ccedil;a.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 11:16:36 -0200</pubDate>
			<category>Bosque da Esperança,Memorial Arcoverde,manifestação,homicídios,PM</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Bosque da Esperança marca redução de homicídios em Pernambuco</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1131]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1131'>03.01.2010 - Bosque da Esperança,Memorial Arcoverde,manifestação,violência,homicídios,pebodycount</a></b>
				<br><br>
				<p>O Bosque da Esperan&ccedil;a agora &eacute; uma realidade. Na tarde deste domingo, mais de 200 pessoas compareceram ao Parque Memorial Arcoverde para nos ajudar a tirar o projeto do papel. Em conjunto com a Pastoral da Sa&uacute;de da Arquidiocese de Olinda e Recife, plantamos 500 mudas de &aacute;rvores para simbolizar a redu&ccedil;&atilde;o de cerca de 500 homic&iacute;dios em 2009, se comparado com o ano passado. Uma &aacute;rvore para cada vida poupada.</p>
<p>O evento, sem d&uacute;vida, serviu n&atilde;o para comemorar, mas sim para refletir. O ano terminou com 4.015 assassinatos no Estado, Quantidade ainda absurda. Esperamos que nos pr&oacute;ximos anos possamos criar novos bosques da esperan&ccedil;a, com ainda mais &aacute;rvores.</p>
<p>Fam&iacute;lias inteiras foram ao parque plantar uma &aacute;rvore. Diversas autoridades tamb&eacute;m estiveram l&aacute;, entre eles o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido (foto), o governador Eduardo Campos, o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, o prefeito em exerc&iacute;cio do Recife, Milton Coelho, e o presidente do Tribunal de Justi&ccedil;a de Pernambuco (TJPE), Jones Figueiredo.</p>
<p>Esperamos que todos reflitam que ainda h&aacute; muito o que ser feito.&nbsp;Agradecemos a todos que&nbsp;participaram de mais uma a&ccedil;&atilde;o pela paz em Pernambuco promovida pelo <strong>PEbodycount.</strong>&nbsp;</p>
<p>Em breve mais fotos.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 21:09:04 -0200</pubDate>
			<category>Bosque da Esperança,Memorial Arcoverde,manifestação,violência,homicídios,pebodycount</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Blog planta árvores para simbolizar vidas poupadas em 2009 no Estado</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1130]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1130'>02.01.2010 - Bosque da Esperança,Memorial Arcoverde,manifestação,homicídios</a></b>
				<br><br>
				<p>Depois de pintar corpos em locais de assassinatos, fincar cruzes na praia e instalar o primeiro contador de homic&iacute;dios fixo do mundo, o <strong>PEbodycount</strong> realiza mais uma a&ccedil;&atilde;o contra a viol&ecirc;ncia neste domingo.</p>
<p>Para simbolizar a redu&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 500 assassinatos em 2009, se comparado com o ano anterior, o blog, em parceria com a Postoral da Sa&uacute;de da Arquidiocese de Olinda e Recife, planta 500 mudas de &aacute;rvores da Mata Atl&acirc;ntica, no prejeto batizado de Bosque da Esperan&ccedil;a: Mais vida, Menos Viol&ecirc;ncia. Para cada vida poupada, uma &aacute;rvore.</p>
<p>A a&ccedil;&atilde;o ser&aacute; realizada no Parque Memorial Arcoverde, na divisa de Recife e Olinda. O espa&ccedil;o foi cedido pelo Governo do Estado e as mudas doadas pela Prefeitura do Recife, atrav&eacute;s da sementeira da cidade.</p>
<p>Al&eacute;m de marcar a redu&ccedil;&atilde;o sigificativa no n&uacute;mero de homic&iacute;dios no Estado desde que o <strong>PEbodycount</strong> surgiu como instrumento de controle social em Pernambuco, em 2007, queremos tamb&eacute;m fazer desse projeto um momento de reflex&atilde;o.</p>
<p>Apesar da diminui&ccedil;&atilde;o na viol&ecirc;ncia, o ano de 2009 terminou com cerca de 4 mil homic&iacute;dios, n&uacute;meros ainda de guerra. Ent&atilde;o, que os respons&aacute;veis pela seguran&ccedil;a p&uacute;blica no Estado n&atilde;o achem que o trabalho terminou. Ainda h&aacute; muito o que ser feito. Esperamos que a cada ano possamos plantar ainda mais &aacute;rvores. </p>
<p>Aproveitamos para convidar toda a popula&ccedil;&atilde;o a participar da a&ccedil;&atilde;o, que acontece a partir das 15h30, no Memorial Arcoverde. O Bosque da Esperan&ccedil;a tamb&eacute;m &eacute; apoiado pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Pernambuco (OAB-PE), Instituto Ant&ocirc;nio Carlos Escobar (Iace) e Associa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico (AMPPE).</p>
<p>O qu&ecirc;: Projeto Bosque da Esperan&ccedil;a<br />
Onde: Parque Memorial Arcoverde<br />
Quando: Domingo, 3 de janeiro de 2010, &agrave;s 15h30</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 09:41:54 -0200</pubDate>
			<category>Bosque da Esperança,Memorial Arcoverde,manifestação,homicídios</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>De qual lado da cerca você está?</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1129]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1129'>26.12.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				Um bom filme sempre traz uma boa reflexão. Assisti nesta noite de Natal o "Menino do pijama listrado". Versa sobre a II Guerra Mundial e os campos de concentração nazistas do ponto de vista do filho de oito anos do oficial da SS que comanda um dos campos.


É uma boa oportunidade para pensarmos nas cercas que persistem até hoje entre os homens, em pleno século XXI. Brancos X Negros, Ricos X Pobres. Nós da classe média pernambucana e os milhares que continuam sendo mortos nesse estado todos os anos.


Estamos terminando um ano com avanços na segurança, mas 4 mil (isso mesmo, é só olhar o contador aí do lado) pessoas assassinadas permanece sendo uma calamidade. Talvez pra vc isso seja apenas um número, afinal, eles estão do outro lado da cerca...
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 01:57:24 -0200</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Cenas de uma inauguração</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1128]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1128'>23.12.2009 - polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>Algumas informa&ccedil;&otilde;es breves sobre a cerim&ocirc;nia de inaugura&ccedil;&atilde;o da nova GPCA, nesta quarta-feira(23), na Rua Fernandes Vieira.</p>
<p>1- As novas instala&ccedil;&otilde;es ficam dentro do Centro Integrado da Crian&ccedil;a e do Adolescente, onde j&aacute; funcionam as varas e promotorias da Inf&acirc;ncia. A velha delegacia (na mesma rua), &eacute; uma casa em ru&iacute;nas. S&oacute; para se ter uma id&eacute;ia, um dos cart&oacute;rios funcionava em uma cozinha. Os policiais e a popula&ccedil;&atilde;o agradecem.</p>
<p>2- Em seu discurso, o secret&aacute;rio Servilho Paiva felicitou o gestor da GPCA delegado Zanelli Alencar e lembrou de sua atua&ccedil;&atilde;o na Roubos e Furtos de Ve&iacute;culos, quando acabou com a roubalheira naquela especializada. S&oacute; faltou dizer que at&eacute; hoje (tr&ecirc;s anos depois) o inqu&eacute;rito que investigou os delegados que antecederam Zanelli n&atilde;o foi conclu&iacute;do.</p>
<p>3- O governador Eduardo Campos assinou decreto instituindo a promo&ccedil;&atilde;o por m&eacute;rito baseado na redu&ccedil;&atilde;o da criminalidade. Medida importante tendo em vista que no passado tinha gente sendo promovida na base do elogio. At&eacute; quem dava carona a alguma autoridade ganhava pontos nesse esquema.</p>
<p>4- A nova delegacia foi inaugurada sem computadores. O delegado Zanelli Alencar garantiu que as m&aacute;quinas viriam da delegacia antiga.</p>
<p>5- Um grupo de delegados deu um presente ao governador. Em 2010, eles esperam a equipara&ccedil;&atilde;o salarial com ju&iacute;zes e promotores em retribui&ccedil;&atilde;o...</p>
<p>6- O comandante da PM, coronel Jos&eacute; Lopes, usava um bon&ecirc; novo. Faz parte do uniforme que a Pol&iacute;cia Militar vai envergar em 2010.</p>
<p>* A equipe do <strong>PEbodycount</strong> deseja um Feliz Natal a todos.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 17:14:54 -0200</pubDate>
			<category>polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Natal magro para os beneficiários do bolsa-formação</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1127]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1127'>17.12.2009 - polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>Acabo de receber um email de um policial militar benefici&aacute;rio da bolsa-forma&ccedil;&atilde;o. O soldado, que n&atilde;o vou identificar aqui, verificou seu saldo ontem e viu que n&atilde;o havia sido depositado o valor referente &agrave; bolsa</p>
<p>O PM entrou em contato com o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a e foi informado que &quot;no momento, n&atilde;o h&aacute; recurso dispon&iacute;vel para o pagamento&quot;, nem prazo para que este seja retomado.</p>
<p>A bolsa &eacute; uma esp&eacute;cie de ajuda de custo, em torno de R$ 400 e&nbsp;paga pelo Governo Federal aos policiais que fazem algum curso oferecido pelo Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a.</p>
<p>Quem j&aacute; havia incorporado&nbsp;o valor ao sal&aacute;rio vai ter um Natal mais magro em 2009.&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 19:20:31 -0200</pubDate>
			<category>polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Polícia indicia capitão e irmão dele por roubo de armas no Sertão do Estado</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1126]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1126'>16.12.2009 - capitão,farsa,crime,PM,armas</a></b>
				<br><br>
				<p class="MsoNormal">Dois meses depois do roubo de 62 armas de unidades da PM no Sert&atilde;o, a Pol&iacute;cia Civil indicia o capit&atilde;o Marcos Vin&iacute;cius Barros dos Santos, o irm&atilde;o dele, Carlos Henrique, e outros tr&ecirc;s homens que est&atilde;o foragidos. O arsenal, no entanto, continua desaparecido.<br />
<br />
Ap&oacute;s ser preso, Carlos Henrique confessou o crime e deu detalhes sobre a a&ccedil;&atilde;o. Segundo ele, o irm&atilde;o arquitetou o plano para vender as armas. Os dois j&aacute; tinham at&eacute; aberto uma empresa para lavar o dinheiro que iriam receber da negocia&ccedil;&atilde;o do armamento.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">O que mais me impressiona &eacute; o capit&atilde;o envolver a fam&iacute;lia nisso tudo. Isso porque, a esposa e a filha dele, uma crian&ccedil;a de 8 anos, passaram toda a madrugada amarradas e amorda&ccedil;adas pelos supostos sequestradores de Marcos Vin&iacute;cius. Segundo o delegado Claudio Castro, &quot;a fam&iacute;lia do capit&atilde;o &eacute; t&atilde;o v&iacute;tima quanto o Estado.&quot;<br />
</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">A farsa foi descoberta. Agora cabe &agrave; Pol&iacute;cia encontrar as armas.<br />
</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 23:38:50 -0200</pubDate>
			<category>capitão,farsa,crime,PM,armas</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Superlotação do Aníbal Bruno chega a 3.872 presos</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1125]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1125'>15.12.2009 - crime</a></b>
				<br><br>
				<p>O Pres&iacute;dio An&iacute;bal Bruno, no Sancho, Zona Oeste do Recife,&nbsp;atingiu ontem o n&uacute;mero de&nbsp;3.872 detentos.&nbsp; &Eacute; o segundo mais lotado do pa&iacute;s, perdendo apenas para o Pres&iacute;dio Central de Porto Alegre que abrigava ontem 4.699.</p>
<p>A diferen&ccedil;a &eacute; que o An&iacute;bal Bruno foi projetado para 540 presos (depois com algumas reformas aumentou essa capacidade para 1.400 pessoas) e o pres&iacute;dio ga&uacute;cho foi constru&iacute;do para 2.086 detentos.</p>
<p>A quest&atilde;o &eacute;: ser&aacute; que o governo do Estado deveria realmente desativar as unidades de Itamarac&aacute;, com a inaugura&ccedil;&atilde;o do complexo de Itaquitinga? Num sistema totalmente superlotado abrir m&atilde;o de tr&ecirc;s unidades &eacute; racional?</p>
<p>O turismo em Itamarac&aacute; s&oacute; &eacute; prejudicado pelas unidades l&aacute; existentes porque o governo n&atilde;o cuida como deveria da seguran&ccedil;a penitenci&aacute;ria. Todo o avan&ccedil;o obtido no trabalho das pol&iacute;cia des&aacute;gua no sistema carcer&aacute;rio e sem novas vagas, apenas se desloca o problema de lugar.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 11:59:22 -0200</pubDate>
			<category>crime</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Polícia nem tão amiga assim...</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1124]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1124'>09.12.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<strong>Do JC</strong>

Um momento de confraterniza&ccedil;&atilde;o entre a popula&ccedil;&atilde;o de Santo Amaro e a Pol&iacute;cia Militar (PM), pelo sucesso do Programa Governo Presente na comunidade, acabou em tumulto e pancadaria, no fim da tarde de ontem. Segundo testemunhas, um menor de 14 anos foi agredido por um grupo de PMs, durante uma partida de futebol entre os Miser&aacute;veis de Jo&atilde;o de Barros e a equipe do Pol&iacute;cia Amiga. Com uma fratura no nariz e uma concuss&atilde;o, o adolescente foi levado para o Hospital da Restaura&ccedil;&atilde;o, na &aacute;rea central da cidade, onde recebia atendimento at&eacute; o fechamento desta edi&ccedil;&atilde;o, &agrave;s 23h30.
<p>De acordo com pessoas pr&oacute;ximas ao garoto, que preferiram n&atilde;o se identificar, a confus&atilde;o teria come&ccedil;ado por uma discuss&atilde;o banal entre o jovem e um PM. &ldquo;Os policiais estavam perdendo o jogo e a bola correu at&eacute; o menino. Quando o PM chegou, ele chutou a bola para longe e os dois come&ccedil;aram a bater boca. Nesse momento, o policial agrediu o adolescente e outros se aproximaram tamb&eacute;m para bater nele. Quando ele se desvencilhou, pegou um tijolo e jogou no PM. &Eacute; um absurdo esse abuso de autoridade. Est&aacute;vamos comemorando um projeto que estava dando certo e agora n&atilde;o sabemos se podemos confiar na pol&iacute;cia&rdquo;, comentou o morador. </p>
<p>De acordo com a assessoria da Pol&iacute;cia Militar, o tumulto teria sido iniciado pelo jovem, que &eacute; da regi&atilde;o do Campo do Onze e teria tentado atingir algum desafeto da comunidade Jo&atilde;o de Barros, que participava do jogo. &ldquo;O jovem lan&ccedil;ou um tijolo no campo que acabou acertando um policial na perna e a&iacute; iniciou todo o tumulto. Na confus&atilde;o ele deve ter sido atingido por algu&eacute;m. A PM realizou o procedimento padr&atilde;o de lev&aacute;-lo para um hospital, para depois encaminh&aacute;-lo para a Ger&ecirc;ncia de Pol&iacute;cia da Crian&ccedil;a e do Adolescente (GPCA), onde responder&aacute; pelo ato infracional&rdquo;, comentou o capit&atilde;o J&uacute;lio Arag&atilde;o. O oficial acrescentou que o adolescente encontra-se em liberdade assistida, pois j&aacute; responde por tr&aacute;fico de drogas. </p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 11:00:04 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Secretaria de Segurança de Minas Gerais coloca na internet locais de homicídios</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1123]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1123'>07.12.2009 - segurança</a></b>
				<br><br>
				<p>De janeiro a setembro deste ano, a Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte registrou 550 assassinatos. Desse total, o local de ocorr&ecirc;ncia de 513 deles pode ser visualizado via internet com o programa google maps.</p>
<p>O servi&ccedil;o est&aacute; dispon&iacute;vel na <em><strong><a href="http://geo.defesasocial.mg.gov.br">p&aacute;gina</a></strong></em> da SSP/MG. Ferramentas semelhantes existem em Vit&oacute;ria(ES) e Los Angeles (EUA). A grande diferen&ccedil;a &eacute; que em Minas Gerais, &eacute; o governo do Estado quem alimenta o banco de dados e disponibiliza ao p&uacute;blico.</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 11:34:23 -0200</pubDate>
			<category>segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>A violência diminuiu mesmo?</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1122]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1122'>07.12.2009 - crime,violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Caros leitores, nosso blog enfrentou problemas t&eacute;cnicos nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s semanas, mas voltou ao normal hoje. Pela paralisa&ccedil;&atilde;o pedimos desculpas. </p>
<p>Nos &uacute;ltimos meses, nosso contador de homic&iacute;dios andou mais lentamente. As not&iacute;cias relacionadas a isso dominaram os posts. Avaliar a queda &eacute; t&atilde;o importante quanto denunciar o aumento.</p>
<p>Pra come&ccedil;ar, vamos perguntar sobre a queda na viol&ecirc;ncia &agrave; pessoa que mais entende de homic&iacute;dios em Pernambuco:&nbsp;o rep&oacute;rter do <strong>PEbodycount</strong>, Diogo Menezes.</p>
<p><strong>- Desde quando voc&ecirc; conta os homic&iacute;dios em Pernambuco?</strong></p>
<p><strong>DIOGO -</strong> Desde julho de 2007.</p>
<p><strong>- Como &eacute; a sua rotina de trabalho?</strong></p>
<p><strong>DIOGO -</strong> Acordo por volta das 6h e come&ccedil;o a ouvir os programas policiais do r&aacute;dio e a telefonar para as delegacias. Depois confiro meus emails e entro em contato com algumas fontes do interior do Estado. A&iacute; entro na p&aacute;gina de administra&ccedil;&atilde;o do <strong>PEbodycount</strong> e atualizo a contagem.</p>
<p><strong>- O n&uacute;mero de assassinatos diminuiu realmente?</strong></p>
<p><strong>DIOGO -</strong>&nbsp;Caiu bastante. Era muito dif&iacute;cil&nbsp;ter uma segunda-feira com menos de 23, 25 homic&iacute;dios. Hoje, por exemplo, esse total ficou em 14.</p>
<p><strong>- A que voc&ecirc; atribui essa queda?</strong></p>
<p><strong>DIOGO -</strong> N&atilde;o sei. Agora, tenho notado que as mortes relacionadas a tentativas de assalto, as chacinas, quase que pararam. Continua tendo muito crime banal e relacionado com o tr&aacute;fico.&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 10:41:15 -0200</pubDate>
			<category>crime,violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Policiais espancam operários em Petrolina</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1119]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1119'>13.11.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Desde que come&ccedil;amos o PEbodycount &eacute; dif&iacute;cil passar um m&ecirc;s sem que recebamos uma den&uacute;ncia de viol&ecirc;ncia policial no Sert&atilde;o pernambucano. Os relatos s&atilde;o de pessoas sem qualquer hist&oacute;rico criminoso v&iacute;timas ou parentes de v&iacute;timas da brutalidade de agentes do estado.&nbsp;</p>
<p>O fato mais recente ocorreu no &uacute;ltimo fim de semana em Petrolina. Catorze funcion&aacute;rios da empresa Majestosa Engenharia teriam sido espancados, humilhados e torturados por policiais militares e federais que participavam de um festa de confraterniza&ccedil;&atilde;o na casa de um delegado federal.</p>
<p>Na festa estavam policiais federais e militares da Bahia e de Pernambuco. O carro de um PM baiano foi arrombado durante a confraterniza&ccedil;&atilde;o e os colegas partiram em &quot;dilig&ecirc;ncias&quot; para localizar o aparelho de som roubado.</p>
<p>Acharam que o CD player&nbsp;estaria&nbsp;no alojamento da Majestosa Engenharia, local onde descansavam os 14 oper&aacute;rios. O pr&eacute;dio foi invadido e a partir da&iacute; come&ccedil;ou a tortura.</p>
<p>&quot;Cheguei no&nbsp;local e encontrei tr&ecirc;s&nbsp;policiais chutando um funcion&aacute;rio nosso no ch&atilde;o.&nbsp;&nbsp;A pancadaria, as ame&ccedil;as e o terror duraram&nbsp;mais de duas&nbsp;horas. N&atilde;o acharam nada no alojamento e tivemos que levar tr&ecirc;s empregados para o hospital&quot;, disse uma testemunha das agress&otilde;es.</p>
<p>&nbsp;Isso tudo ocorreu no &uacute;ltimo s&aacute;bado. Apesar das r&aacute;dios e televis&otilde;es da regi&atilde;o de Petrolina terem divulgado amplamente o caso, nenhuma investiga&ccedil;&atilde;o foi iniciada.</p>
<p>No papel mesmo, s&oacute; o pedido de demiss&atilde;o conjunta dos 14 oper&aacute;rios que deixaram Petrolina para nunca mais voltar.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 11:09:44 -0200</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Coque dá um passo na luta pela paz</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1118]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1118'>12.11.2009 - </a></b>
				<br><br>
				Do Jornal do Commercio<strong></strong><br />
<br />
Duas localidades do Recife sempre foram estigmatizadas pela viol&ecirc;ncia. Uma delas, Santo Amaro, &aacute;rea central da cidade, vem mudando de cara ap&oacute;s completar um ano no projeto Governo Presente, do Executivo estadual. A outra, o Coque, na Ilha Joana Bezerra, mesma regi&atilde;o, entra no caminho da cultura de paz a partir de amanh&atilde;.
<p>O projeto ser&aacute; lan&ccedil;ado no campo de futebol da comunidade. Ao serem inseridos no Governo Presente &ndash; a&ccedil;&atilde;o que conseguiu reduzir em 71% o &iacute;ndice de viol&ecirc;ncia em Santo Amaro em um ano &ndash; os moradores do Coque se enchem de esperan&ccedil;a.</p>
<p>Um exemplo de expectativa &eacute; Greice Maria, 21 anos, que nasceu e se criou no Coque. &ldquo;O governo nunca fez um trabalho grande aqui no Coque. Acho que vai ser &oacute;timo para todos n&oacute;s&rdquo;, afirma.</p>
<p>A moradora, no entanto, d&aacute; um aviso. &ldquo;&Eacute; importante que eles vejam que falta saneamento e cal&ccedil;amento. N&atilde;o adianta chegar aqui s&oacute; com esportes e lazer. Precisamos de muito mais&rdquo;, sentencia.</p>
<p>Para L&uacute;cia Ferreira, diretora da ONG N&uacute;cleo Educacional Irm&atilde;os Menores de Francisco de Assis (Neimfa), que atua na &aacute;rea, a implementa&ccedil;&atilde;o do projeto na comunidade &eacute; o come&ccedil;o para uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as que podem ser implantadas na &aacute;rea. &ldquo;Tudo que venha para somar &eacute; importante para o Coque&rdquo;, destaca.</p>
<p>O Governo Presente consiste em mais de 30 iniciativas de nove secretarias nas &aacute;reas de educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, esportes, cultura, preven&ccedil;&atilde;o &agrave;s drogas, forma&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, cultura de paz, acesso &agrave; documenta&ccedil;&atilde;o, qualifica&ccedil;&atilde;o profissional e inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho. </p>
<p>Atualmente, o projeto funciona em nove pontos do Recife, Olinda e Jaboat&atilde;o. O secret&aacute;rio de Articula&ccedil;&atilde;o Social, Waldemar Borges, espera terminar o ano com o projeto implantado em 14 locais.</p>
<p>&ldquo;Estamos percebendo um avan&ccedil;o em todas as &aacute;reas e com o Coque n&atilde;o vai ser diferente. &Eacute; uma comunidade que tem um hist&oacute;rico de organiza&ccedil;&atilde;o, de luta popular&rdquo;, ressalta. </p>
<p>Em evento realizado no &uacute;ltimo domingo, na comemora&ccedil;&atilde;o de um ano do projeto em Santo Amaro, o governador Eduardo Campos afirmou que o Governo Presente tem ajudado na diminui&ccedil;&atilde;o dos homic&iacute;dios no Estado. Ele espera que o ano termine com uma redu&ccedil;&atilde;o de mais de 12% na quantidade de assassinatos. Esse &eacute; o melhor resultado no combate aos homic&iacute;dios desde 2003, quando uma nova metodologia de contagem de homic&iacute;dios come&ccedil;ou a ser implantada em Pernambuco. </p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 10:01:31 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Governo leva pacote de ações sociais para a Zona Sul</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1117]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1117'>24.10.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Do JC</p>
<p>A Zona Sul do Recife vai ganhar um cintur&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es sociais. Comunidades pobres dos bairros de Boa Viagem e Pina, na Zona Sul do Recife, a exemplo do Bode, Xuxa, Pantanal e Entrapulso, v&atilde;o conhecer a&ccedil;&otilde;es integradas de cidadania e preven&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia. S&atilde;o 17 &aacute;reas beneficiadas e mais de 30 programas em cada bairro. O Governo Presente j&aacute; funciona nos bairros de Santo Amaro, Ibura (Zona Sul), Peixinhos, em Olinda, Prazeres, em Jaboat&atilde;o dos Guararapes. Santo Amaro, um dos bairros mais violentos da cidade, colhe bons frutos. A estrat&eacute;gia de ordenar as a&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rias pastas sob a coordena&ccedil;&atilde;o da Secretaria de Articula&ccedil;&atilde;o Social fez com que a diminui&ccedil;&atilde;o na taxa de assassinatos no local chegasse a 47,8%, comparando de janeiro a agosto de 2009 com o mesmo per&iacute;odo do ano passado. Em todo o Estado, a Secretaria de Defesa Social divulgou que, em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado, houve registro de redu&ccedil;&atilde;o de pouco mais de 12% no n&uacute;mero de assassinatos, meta estabelecida no Pacto pela Vida. De janeiro a setembro de 2008, o governo registrou 3.898 assassinatos. No mesmo per&iacute;odo deste ano, a quantidade ficou em 3.027. Este &eacute; o melhor resultado no combate aos homic&iacute;dios desde 2003, quando uma nova metodologia de contagem de CVLIs come&ccedil;ou a ser implantada. </p>
<p>As iniciativas de preven&ccedil;&atilde;o s&atilde;o nas &aacute;reas de educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, esportes, cultura, preven&ccedil;&atilde;o &agrave;s drogas, forma&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, cultura de paz, acesso &agrave; documenta&ccedil;&atilde;o, qualifica&ccedil;&atilde;o profissional e inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho. Um dos principais trunfos do Governo Presente &eacute; o Pol&iacute;cia Amiga, programa de palestras e apresenta&ccedil;&otilde;es de unidades da corpora&ccedil;&atilde;o com o objetivo de aproximar e melhorar a rela&ccedil;&atilde;o de conviv&ecirc;ncia entre a Pol&iacute;cia Militar e o moradores. </p>
<p>Na manh&atilde; de ontem, durante solenidade de apresenta&ccedil;&atilde;o do projeto, numa tenda montada na Avenida Boa Viagem, o secret&aacute;rio de Articula&ccedil;&atilde;o Social, Waldemar Borges, salientou a import&acirc;ncia do mecanismo de monitoramento e cobran&ccedil;a implantado pelo governo. &ldquo;Temos tr&ecirc;s n&iacute;veis de monitoramento. O primeiro &eacute; o controle interno. Toda segunda-feira &agrave; tarde, nos reunimos e avaliamos todos os pontos. O que deveria ser feito e n&atilde;o foi, por exemplo, fica com a cor vermelha. Existe tamb&eacute;m um ente externo. Uma ONG monitora a&ccedil;&atilde;o por a&ccedil;&atilde;o e nos encaminha um relat&oacute;rio quinzenal. E ainda tem a avalia&ccedil;&atilde;o da comunidade. Uma vez por m&ecirc;s vamos l&aacute; para saber o que est&aacute; andando e o que n&atilde;o foi feito&rdquo;, explicou. </p>
<p>A presidente da Associa&ccedil;&atilde;o dos Moradores do Pina, Boa Viagem e Set&uacute;bal, Cristina Henriques, comemorou a chegada do Governo Presente. Ela aproveitou a oportunidade para cobrar uma maior participa&ccedil;&atilde;o da classe m&eacute;dia. &ldquo;&Eacute; quem mais reclama. Mas a passividade &eacute; muito grande. Nas &aacute;reas carentes, o engajamento &eacute; muito maior&rdquo;, cobrou. Nos dois bairros, a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; de aproximadamente 130 mil pessoas. Em Boa Viagem, com mais de 100 mil habitantes, 14 mil, um percentual de 13,95%, moram em Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) e &aacute;reas pobres. </p>
<p>Na pr&oacute;xima ter&ccedil;a-feira, 15 comunidades do bairro da Imbiribeira, tamb&eacute;m na Zona Sul, v&atilde;o ser inclu&iacute;das no programa. Em novembro, &eacute; a vez do Coque, na Ilha Joana Bezerra, Ponte dos Carvalhos, no Cabo de Santo Agostinho, Arthur Lundgren I e II, em Paulista, e Nova Descoberta e V&aacute;rzea, nas Zonas Norte e Oeste do Recife. </p>
<p>Um dos crit&eacute;rios para implanta&ccedil;&atilde;o do programa &eacute; o elevado registro de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), indicador composto pela soma do n&uacute;mero de homic&iacute;dios dolosos, les&atilde;o corporal seguida de morte e latroc&iacute;nio para cada grupo de 100 mil habitantes. </p>
<p>O estudante de Letras Carlos Zeferino da Silva, 22 anos, morador do Bode, perdeu seis amigos assassinados. &ldquo;Sou nascido e criado no Bode. A viol&ecirc;ncia ainda existe e assusta. Quero acreditar que estas a&ccedil;&otilde;es sejam de verdade. Quero acreditar que n&atilde;o &eacute; apenas propaganda por causa da elei&ccedil;&atilde;o. Na minha opini&atilde;o, a comunidade tem um papel muito importante nesse processo. Se as coisas n&atilde;o andarem, vamos cobrar mesmo&rdquo;, declarou. </p>
<p>Est&atilde;o envolvidas no Governo Presente as Secretarias de Articula&ccedil;&atilde;o Social, Defesa Social e Direitos Humanos, Mulher, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o (Fundarpe com a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas), Juventude e Emprego, Cidades, Esportes e Defensoria P&uacute;blica. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 10:35:33 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Estrutura precária de segurança favoreceu roubo de armas no Sertão</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1116]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1116'>16.10.2009 - </a></b>
				<br><br>
				
<em>
<p>Por Adriana Guarda, do JC</p>
<p>SALGUEIRO &ndash; Um dia depois do roubo do arsenal em quart&eacute;is da Pol&iacute;cia Militar, o JC refez o circuito de quase 180 quil&ocirc;metros percorrido pelo capit&atilde;o do 8&ordm; Batalh&atilde;o Marcos Vin&iacute;cius Barros dos Santos. Ele foi obrigado por sequestradores a recolher 58 armas em unidades de Terra Nova, Verdejante, Parnamirim, Serrita e Salgueiro, provocando um preju&iacute;zo de cerca de R$ 250 mil aos cofres p&uacute;blicos. Nesses locais, o cen&aacute;rio &eacute; desolador. Destacamentos com estrutura prec&aacute;ria, sem seguran&ccedil;a e, agora, com quantidade menor de equipamentos para combater o crime. </p>
<p>No destacamento de Verdejante, onde o capit&atilde;o passou por volta de 1h30 da madrugada da quarta-feira recolhendo o arsenal, restaram apenas duas pistolas para os quatro PMs. &ldquo;O policiamento est&aacute; sendo feito com armamento dos militares&rdquo;, conta um PM que preferiu n&atilde;o ser identificado. Do quartel foram levados fuzil, submetralhadora e duas pistolas. O chefe do Estado-Maior da PM, tenente-coronel Tavares Lira, no entanto, negou a falta de armamento na unidade. </p>
<p>Em Terra Nova, a perda do arsenal s&oacute; n&atilde;o foi maior porque uma equipe levou as armas para opera&ccedil;&atilde;o de erradica&ccedil;&atilde;o de maconha. Do destacamento, foram roubados dois fuzis e duas pistolas, restando dez pistolas e duas metralhadoras (que est&atilde;o no conserto). O local &eacute; uma demonstra&ccedil;&atilde;o de que nem a PM est&aacute; segura. O port&atilde;o &eacute; fechado com um cadeado e a &uacute;nica viatura fica do lado de fora. Os quatro policiais trabalham nos dias de folga para n&atilde;o comprometer o efetivo. </p>
<p>Na 3&ordf; Companhia Militar de Serrita, a situa&ccedil;&atilde;o do armamento &eacute; um pouco melhor. No dia do roubo, a reserva contava com oito fuzis, quinze pistolas e quatro metralhadoras. A a&ccedil;&atilde;o dos bandidos desfalcou o arsenal em dois fuzis, tr&ecirc;s pistolas e uma submetralhadora, al&eacute;m de 87 proj&eacute;teis. Os munic&iacute;pios de Salgueiro e Parnamirim foram os que mais sofreram baixa no arsenal. Foram 33 armas no primeiro e 11 no segundo.</p>
</em>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 10:02:13 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Na visita de Lula, roubo de armas no Sertão constrange governador</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1115]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1115'>15.10.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p><em>Por Artur Rodrigues, do <strong>JC</strong></em>
<p>&nbsp;</p>
</p>

<p>Horas antes da chegada do presidente Lula ao Sert&atilde;o de Pernambuco, criminosos fizeram ref&eacute;m a fam&iacute;lia de um capit&atilde;o da Pol&iacute;cia Militar de Salgueiro e obrigaram o oficial a recolher um arsenal nos quart&eacute;is de cinco cidades da regi&atilde;o. Ap&oacute;s a a&ccedil;&atilde;o ocorrida entre a noite de ter&ccedil;a-feira e a madrugada de ontem, os bandidos fugiram levando 58 armas de grande poder de fogo, como fuzis FAL 7,62 e submetralhadoras ponto 40. </p>
<p>O alvo escolhido pelo bando foi o capit&atilde;o Marcos Vin&iacute;cius Barros dos Santos, chefe do setor de intelig&ecirc;ncia do 8&ordm; Batalh&atilde;o da PM, respons&aacute;vel pelo policiamento de v&aacute;rios munic&iacute;pios do Sert&atilde;o Central. Por volta das 20h de anteontem, dois homens encapuzados renderam o policial na cozinha da casa dele, no bairro Nova Olinda, Salgueiro, de acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS). A mulher e duas filhas do policial tamb&eacute;m foram feitas ref&eacute;ns. </p>
<p>A condi&ccedil;&atilde;o imposta pelos criminosos para n&atilde;o matar a fam&iacute;lia inteira era que o oficial recolhesse armamentos no batalh&atilde;o de Salgueiro e em destacamentos de munic&iacute;pios vizinhos. Um telefone celular foi entregue ao PM para que ele recebesse instru&ccedil;&otilde;es dos bandidos durante a opera&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Marcos Vin&iacute;cius saiu em seu Polo Sedan rumo ao 8&ordm; Batalh&atilde;o de Salgueiro, na Avenida Coronel Veremundo Soares, no bairro Nossa Senhora das Gra&ccedil;as. A pol&iacute;cia ainda apura se criminosos seguiam o capit&atilde;o em outro ve&iacute;culo, enquanto davam ordens a ele pelo celular. </p>
<p>No 8&ordm; Batalh&atilde;o, o oficial recrutou dois soldados, um armeiro e outro do setor de intelig&ecirc;ncia, para ajud&aacute;-lo a levar as armas. Os tr&ecirc;s policiais transportaram pistolas, submetralhadoras e fuzis para o Polo. </p>
<p>O capit&atilde;o e os dois soldados come&ccedil;aram, ent&atilde;o, um arrast&atilde;o, levando armas de v&aacute;rios destacamentos de munic&iacute;pios da regi&atilde;o. Primeiro, teriam ido para Verdejante, seguindo para Serrita, Parnamirim e Terra Nova. A viagem terminou em Salgueiro, novamente no 8&ordm; Batalh&atilde;o. &ldquo;Os bandidos marcaram com ele um hor&aacute;rio e um local para entregar as armas. Ent&atilde;o, o capit&atilde;o disse aos policiais do batalh&atilde;o para invadirem a casa dele &agrave;s 4h&rdquo;, revelou o delegado seccional de Salgueiro, Marlon Frota. Os subordinados que seguiam com o capit&atilde;o ficaram incumbidos de cumprir essa ordem. </p>
<p>Na hora determinada pelo oficial, de acordo com o delegado Marlon Frota, policiais invadiram a casa e encontraram a mulher e as duas filhas do capit&atilde;o amarradas em um quarto. Segundo a pol&iacute;cia, a fam&iacute;lia do capit&atilde;o n&atilde;o foi agredida. Os criminosos, no entanto, j&aacute; haviam fugido da resid&ecirc;ncia. </p>
<p>A pol&iacute;cia ainda n&atilde;o sabe o local onde o oficial entregou as armas aos bandidos. No total, os ladr&otilde;es levaram 15 fuzis FAL, cinco submetralhadoras ponto 40 e 38 pistolas ponto 40. </p>
<p>Pelo celular, o capit&atilde;o continuou recebendo ordens. Primeiro, teria de dirigir rumo a Juazeiro do Norte (CE). Depois, os criminosos mudaram o plano. Marcos Vin&iacute;cius deveria seguir na dire&ccedil;&atilde;o de Cabrob&oacute;, em Pernambuco. Em uma &aacute;rea de mata, na divisa do munic&iacute;pio sertanejo com Oroc&oacute;, ele parou o ve&iacute;culo. Os criminosos se apoderaram do carro do policial, deixando-o s&oacute; no meio do matagal. </p>
<p>Ontem de manh&atilde;, o policial conseguiu uma carona at&eacute; Salgueiro, onde chegou com ferimentos leves, supostamente causados pelos bandidos. O ve&iacute;culo dele foi abandonado na cidade de Santa Maria da Boa Vista, perto da divisa com a Bahia. </p>
<p>INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O </p>
<p>&ldquo;Foi uma a&ccedil;&atilde;o ousada&rdquo;, definiu o secret&aacute;rio-executivo de Defesa Social, Cl&aacute;udio Lima, durante coletiva convocada no fim da tarde de ontem. Naquele momento, Marcos Vin&iacute;cius j&aacute; havia prestado depoimento durante v&aacute;rias horas &agrave; PM e relatava o caso novamente a policiais civis de Salgueiro. Todos os PMs que participaram ou presenciaram o recolhimento das armas tamb&eacute;m passaram a ser ouvidos. Ningu&eacute;m &eacute; suspeito por enquanto. Por&eacute;m, as vers&otilde;es dos policiais ser&atilde;o apuradas. &ldquo;A Pol&iacute;cia Civil investiga o crime. J&aacute; a PM abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta dos policiais&rdquo;, afirmou Cl&aacute;udio Lima. </p>
<p>O secret&aacute;rio negou que haja frouxid&atilde;o no controle das armas nos quart&eacute;is. &ldquo;A pol&iacute;cia &eacute; baseada em hierarquia. O capit&atilde;o, um oficial da intelig&ecirc;ncia da PM, tem sob sua hierarquia todos os pra&ccedil;as, que obedeceram &agrave; ordem de entregar as armas. Mas tudo ser&aacute; apurado, n&atilde;o podemos fazer ju&iacute;zo de valor&rdquo;, disse Cl&aacute;udio Lima. De acordo com ele, esse tipo de crime &eacute; in&eacute;dito no Estado. A SDS informou que vai utilizar todos os meios para prender os culpados. </p>
<p>A secretaria descarta qualquer liga&ccedil;&atilde;o entre a a&ccedil;&atilde;o criminosa e a chegada do presidente Lula &agrave; regi&atilde;o, que passaria ontem e hoje por v&aacute;rias cidades do Sert&atilde;o at&eacute; voar de helic&oacute;ptero rumo a Salgueiro, na sexta-feira, com objetivo de visitar a vila produtiva de junco em um canteiro de obras. &ldquo;N&atilde;o se pode afirmar que o fato ocorrido em Salgueiro tenha qualquer liga&ccedil;&atilde;o com a vinda do presidente&rdquo;, afirmou o secret&aacute;rio-executivo. </p>
<p>Cl&aacute;udio Lima n&atilde;o quis comentar a hip&oacute;tese de que os criminosos planejassem roubar as armas para libertar detentos de unidades prisionais. O JC apurou que, h&aacute; 40 dias, um informe foi enviado &agrave; pol&iacute;cia de Salgueiro, alertando para um poss&iacute;vel resgate no pres&iacute;dio da cidade. </p>
<p>Policiais afirmam, extraoficialmente, que a maior suspeita &eacute; que o bando tenha fugido pela Bahia. Apesar de a SDS afirmar que o capit&atilde;o s&oacute; viu tr&ecirc;s homens, &eacute; investigada a possibilidade de que pelo menos dez bandidos tenham participado da a&ccedil;&atilde;o, utilizando dois ve&iacute;culos, um Golf e um Corolla. </p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 10:58:16 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Secretário fala sobre verba ameaçada e critica ministro</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1114]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1114'>06.10.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<strong>Do Jornal do Commercio</strong>

Por Artur Rodrigues
<p>O Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a (MJ)amea&ccedil;a cortar os recursos de Pernambuco destinados aos projetos do Programa Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica com Cidadania (Pronasci) em 2009. No ano passado, a verba repassada ao governo estadual foi de R$ 29 milh&otilde;es. O ultimato do governo federal foi dado a Pernambuco e outros 19 Estados que prestaram contas de quantia &iacute;nfima do valor repassado em 2008. </p>
<p>De acordo com a assessoria de imprensa do MJ, Pernambuco s&oacute; declarou ter gasto R$ 480 mil de toda a quantia que seria destinada a projetos de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. O minist&eacute;rio chefiado por Tarso Genro afirma que, caso os Estados n&atilde;o prestem contas nos pr&oacute;ximos 30 dias, n&atilde;o repassar&aacute; no fim de 2009 o dinheiro referente a novos projetos e continua&ccedil;&atilde;o de programas em andamento. O &uacute;nico Estado que declarou 100% da verba foi Mato Grosso do Sul, que recebeu apenas R$ 100 mil. O Rio Grande do Sul n&atilde;o prestou contas de nenhum centavo dos R$ 27 milh&otilde;es que recebeu. </p>
<p>O secret&aacute;rio de Defesa Social de Pernambuco, Servilho Paiva, respons&aacute;vel pela pasta que recebeu a maioria da quantia repassada ao Estado, criticou a atitude do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, classificando o ultimato como precipitado e o prazo dado como irreal. De acordo com ele, todos os programas da SDS est&atilde;o em andamento. &ldquo;O banco de dados deles n&atilde;o analisa progressivamente o est&aacute;gio dos projetos&rdquo;, disse. Planilha apresentada pela secretaria mostra que, dos nove projetos, dois foram conclu&iacute;dos, outros dois terminaram a fase de licita&ccedil;&atilde;o e cinco est&atilde;o em est&aacute;gio licitat&oacute;rio. Os programas s&atilde;o, em sua maioria, para estrutura&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia e forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais. </p>
<p>O secret&aacute;rio afirma que o dinheiro s&oacute; foi repassado em dezembro de 2008. &ldquo;O prazo para a presta&ccedil;&atilde;o de contas &eacute; de um ano, prorrog&aacute;vel por mais um ano&rdquo;, afirma o secret&aacute;rio. Com isso, segundo ele, o governo estadual teria at&eacute; o fim deste ano para declarar o que foi gasto. </p>
<p>T&eacute;cnicos da SDS explicaram que mandam planilhas informando o minist&eacute;rio sobre o est&aacute;gio das obras. No entanto, segundo eles, s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel prestar contas depois que os projetos terminam. </p>
<p>Outras duas secretarias estaduais, a da Juventude e Emprego e a da Mulher, informaram que os projetos envolvendo verbas do Pronasci est&atilde;o em andamento. </p>
<p>Criado em 2007 pelo ministro Tarso Genro, o Pronasci foi apelidado de PAC da Seguran&ccedil;a. At&eacute; 2011, est&aacute; previsto o gasto de R$ 6,1 bilh&otilde;es, destinados a projetos de todos os Estados do Pa&iacute;s. </p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 19:40:19 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Governo federal suspende Pronasci em 20 estados, entre eles Pernambuco</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1113]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1113'>30.09.2009 - combate à violência,prevenção,violência,Pronasci</a></b>
				<br><br>
				<a href="javascript:void(0);/*1254355626916*/"><strong>Do Jornal do Commercio</strong></a><br />
<br />
BRAS&Iacute;LIA &ndash; O Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a decidiu suspender o repasse de verbas do Programa Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica com Cidadania (Pronasci) para 20 Estados. Os punidos deixaram de gastar a verba do ano passado ou n&atilde;o prestaram conta dos valores repassados. A lista inclui seis Estados (Goi&aacute;s, Bahia, Par&aacute;, Alagoas, Esp&iacute;rito Santo e Pernambuco) que gastaram menos de 30% do valor dispon&iacute;vel em 2008.
<p>Somente Mato Grosso do Sul aplicou 100% do que recebeu do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a para combater problemas de seguran&ccedil;a. Acre, Rio de Janeiro, Sergipe, Cear&aacute; e Distrito Federal ter&atilde;o os recursos do Pronasci deste ano garantidos porque conseguiram aplicar mais de 30% da verba do ano passado. Goi&aacute;s foi o Estado que mais recebeu: R$ 58,4 milh&otilde;es, mas s&oacute; gastou R$ 13,6 milh&otilde;es (23,4%) e est&aacute; fora da destina&ccedil;&atilde;o que ainda falta ser feita este ano. </p>
<p>Os Estados que n&atilde;o cumpriram a meta ter&atilde;o 30 dias para justificar o mal uso dos recursos e apresentar informa&ccedil;&otilde;es adicionais. Catorze Estados n&atilde;o informaram um n&uacute;mero sequer sobre como gastaram o dinheiro. Das 27 unidades da federa&ccedil;&atilde;o, s&oacute; Rond&ocirc;nia n&atilde;o fechou conv&ecirc;nios na &aacute;rea de seguran&ccedil;a com a Uni&atilde;o. Em 2008, o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a investiu R$ 1,4 bilh&atilde;o no Pronasci. </p>
<p>&ldquo;Os Estados n&atilde;o est&atilde;o muito acostumados a prestar informa&ccedil;&otilde;es. Agora acabou, fechou a torneira. No final do ano vamos priorizar os Estados que est&atilde;o fazendo direitinho. Ou os Estados est&atilde;o muito firmes nessa pol&iacute;tica conosco ou n&atilde;o v&atilde;o receber. Se eles querem manter a tradicional pol&iacute;tica de seguran&ccedil;a p&uacute;blica ultrapassada, fa&ccedil;am com seus recursos pr&oacute;prios. Se eles querem uma nova cultura de seguran&ccedil;a p&uacute;blica, v&atilde;o ter que seguir nossas regras. Os que n&atilde;o est&atilde;o dando presta&ccedil;&atilde;o de contas or&ccedil;ament&aacute;ria do sistema v&atilde;o cair fora e n&atilde;o recebem mais em 2009&rdquo;, explicou Luiz Paulo Barreto (foto), secret&aacute;rio-executivo do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. </p>
<p>Entre os 70 munic&iacute;pios cadastrados no Pronasci, quatro executaram tudo o que receberam em recursos: Cidade Ocidental (GO), Esteio (RS), Gua&iacute;ba (RS) e Itapevi (SP). Outros 17 ter&atilde;o direito de receber dinheiro este ano. Para as prefeituras, o crit&eacute;rio de gasto exigido &eacute; um mais brando: os que tiverem investido ao menos 25% do que receberam est&atilde;o aptos a continuar obtendo repasses. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 21:13:19 -0300</pubDate>
			<category>combate à violência,prevenção,violência,Pronasci</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Estado é condenado a pagar indenização a familiares de Antônio Carlos Escobar</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1112]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1112'>28.09.2009 - Escobar,indenização,crime,homicídios</a></b>
				<br><br>
				O juiz Jos&eacute; Viana Ulisses Filho, da 7&ordf; Vara da Fazenda P&uacute;blica, condenou o governo do Estado a pagar indeniza&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia do psicanalista Ant&ocirc;nio Carlos Escobar, assassinado em dezembro de 2005, no Pina, Zona Sul do Recife. De acordo com o magistrado, o Estado foi omisso, j&aacute; que o jovem que atirou na v&iacute;tima era foragido da antiga Funda&ccedil;&atilde;o da Crian&ccedil;a e do Adolescente (Fundac).<br />
<br />
Sem d&uacute;vida, a decis&atilde;o, baseada em uma tese in&eacute;dita utilizada recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que vincula o crime &agrave; omiss&atilde;o do Estado, abre precedente em Pernambuco.<br />
<br />
Na senten&ccedil;a, o juiz justifica que &quot;se o estado de Pernambuco, atrav&eacute;s do &oacute;rg&atilde;o competente, tivesse aplicado corretamente o Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente, o menor autor da infra&ccedil;&atilde;o estaria internado sob a tutela estatal, e n&atilde;o teria a oportunidade de cometer o ato infracional que ceifou a vida do m&eacute;dico Ant&ocirc;nio Carlos Escobar.&quot;<br />
<br />
O magistrado estipula o pagamento de R$ 300 mil mais uma pens&atilde;o de R$ 3.255,00. Essa pens&atilde;o deve ser paga mensalmente &agrave; vi&uacute;va, a contar a partir do dia do crime at&eacute; a data em que a v&iacute;tima completaria 72 anos e meio. O mesmo valor dever&aacute; ser calculado para a filha mais nova de Escobar, tamb&eacute;m da data do crime at&eacute; quando ela completar 24 anos. O total da pens&atilde;o deve ultrapssar os R$ 600 mil.<br />
<br />
O Estado ainda n&atilde;o disse se vai recorrer da decis&atilde;o.<br />
<br />
<strong>Em tempo</strong><br />
<br />
Ap&oacute;s a morte do psicanalista, que ocorreu durante assalto em um sinal de tr&acirc;nsito, parentes da v&iacute;tima criaram o Instituto Ant&ocirc;nio Carlos Escobar (Iace), que surgiu para discutir a seguran&ccedil;a p&uacute;blica em Pernambuco.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 21:47:08 -0300</pubDate>
			<category>Escobar,indenização,crime,homicídios</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>"Em Pernambuco, iríamos estender mais a negociação"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1111]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1111'>28.09.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Na &uacute;ltima sexta-feira, a Pol&iacute;cia Militar do Rio de Janeiro resolveu uma situa&ccedil;&atilde;o de crise com um disparo de atirador de elite. Um bandido em fuga fez uma comerciante ref&eacute;m e amea&ccedil;ava matar a mulher e se matar detonando uma granada.</p>
<p>O atirador da PM aproveitou um momento em que a ref&eacute;m se abaixou e acertou a cabe&ccedil;a do ladr&atilde;o com um tiro de fuzil. Morte imediata do assaltante, ref&eacute;m libertada.</p>
<p>Para o capit&atilde;o Cezar Moraes, comandante da Companhia Independente de Opera&ccedil;&otilde;es Especiais da Pol&iacute;cia Militar de Pernambuco, a postura local seria de estender mais a negocia&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, o disparo contra o bandido poderia ser de uma arma n&atilde;o-letal.</p>
<p>&quot;Primeiro de tudo estou falando com base no que vi na imprensa. Numa situa&ccedil;&atilde;o de crise como aquela s&oacute; quem estava l&aacute; pode ter certeza do que fazer. Outro fator importante &eacute; que a realidade do Rio de Janeiro &eacute; diferente da de Pernambuco. Considerando esses pontos, o que posso afirmar &eacute; que nossa postura seria de negociar um pouco mais. Depois dessa etapa poder&iacute;amos ver a possibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o de uma arma n&atilde;o-letal, antes do tiro de comprometimento&quot;, avaliou o comandante da CIOE.</p>
<p>O capit&atilde;o Cezar explicou ainda que em Pernambuco, ao se deflagrar uma situa&ccedil;&atilde;o com aquela &eacute; instalado automaticamente um gabinete de crise, presidido pelo secret&aacute;rio de Defesa Social, que, em conjunto com o gerenciador da crise no local, decide que passos devem ser dados.</p>
<p>A CIOE &eacute; o equivalente ao Bope do Rio. Em Pernambuco h&aacute; cinco atiradores de elite treinados para situa&ccedil;&otilde;es em que sejam necess&aacute;rios os chamados tiros de comprometimento.</p>
<p>E voc&ecirc;? Acha que a PM do Rio de Janeiro agiu de maneira correta?</p>
<p>* Na foto, o momento em que a cabe&ccedil;a do assaltante &eacute; atingida pelo disparo do atirador de elite.</p>
<p>Veja <strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=3Ate6-AUATI&amp;feature=youtube_gdata">aqui</a></em></strong> a a&ccedil;&atilde;o.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 11:17:21 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Redução de homicídios, assaltos em Casa Amarela e sensação de segurança</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1110]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1110'>25.09.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				Nos &uacute;ltimos meses tivemos not&iacute;cias positivas sobre o n&uacute;mero de homic&iacute;dios em Pernambuco. Caso a redu&ccedil;&atilde;o anotada desde dezembro de 2008 se mantenha, poderemos inclusive superar a meta de -12% na taxa de crimes violentos letais intencionais (soma dos homic&iacute;dios dolosos, latroc&iacute;nios e les&otilde;es corporais seguidas de morte).
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm">Esta semana gerou muita repercuss&atilde;o a s&eacute;rie de invas&otilde;es &agrave; resid&ecirc;ncias em Casa Amarela (sem contar o vergonhoso comportamento de um policial plantonista no momento em que a v&iacute;tima tentava pedir ajuda na delegacia). Com a divulga&ccedil;&atilde;o das primeiras ocorr&ecirc;ncias, v&aacute;rios casos semelhantes ganharam notoriedade.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm">E a&iacute; muita gente pergunta, a viol&ecirc;ncia est&aacute; diminuindo como &eacute; que podem estar acontecendo situa&ccedil;&otilde;es como essa de Casa Amarela?</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm">No ano passado, estive em S&atilde;o Paulo para conhecer de perto a redu&ccedil;&atilde;o de homic&iacute;dios naquele Estado. Em dez anos, os paulistas sa&iacute;ram de 5&ordm; mais violentos, para a lista dos quatro estados brasileiros com menor taxa de homic&iacute;dios. Nem por isso, a popula&ccedil;&atilde;o teve uma melhora proporcional em sua sensa&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm">A conclus&atilde;o &eacute; que as boas not&iacute;cias no campo da seguran&ccedil;a apontam para o in&iacute;cio de um processo. N&atilde;o chegamos em lugar nenhum ainda, mas &eacute; realmente muito importante saber que os primeiros passos consistentes est&atilde;o sendo dados. Prud&ecirc;ncia e parcim&ocirc;nia nesse tema nunca &eacute; demais, principalmente em respeito &agrave;s fam&iacute;lias das mais de tr&ecirc;s mil pessoas assassinadas em Pernambuco este ano.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 15:07:11 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Advogados presos após discussão com juiz</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1109]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1109'>23.09.2009 - TJPE</a></b>
				<br><br>
				<p>Do site consultor jur&iacute;dico,</p>
<p>Uma discuss&atilde;o entre advogados e um juiz em Pernambuco acabou na delegacia.&nbsp;Afr&acirc;nio Gomes de Ara&uacute;jo Lopez Diniz e H&eacute;lcio de Oliveira Fran&ccedil;a receberam voz de pris&atilde;o do juiz Carlos Eduardo das Neves Mathias,&nbsp;titular da Vara de Tacaratu e substituto na Vara &Uacute;nica de Inaj&aacute;, depois de insistirem para ter acesso aos autos de inqu&eacute;rito policial contra cliente deles.&nbsp;O epis&oacute;dio aconteceu na ter&ccedil;a-feira (15/9). Na segunda-feira (21/9), a seccional pernambucana da OAB levou o caso ao conhecimento da Corregedoria do Tribunal de Justi&ccedil;a de Pernambuco e tamb&eacute;m ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico.&nbsp;</p>
<p>De acordo com relato dos advogados e de funcion&aacute;rios do tribunal, os advogados foram ao F&oacute;rum de Tacaratu para poder ver o decreto de pris&atilde;o tempor&aacute;ria contra os clientes deles, presos desde 10 de setembro. O juiz Neves Mathias informou aos advogados que n&atilde;o estava com o decreto. Este estaria na sua casa ou na delegacia de Pol&iacute;cia, disse, segundo conversa gravada pelos advogados. A partir da&iacute;, come&ccedil;ou uma discuss&atilde;o entre eles e o juiz pediu que os advogados se retirassem. Diante da recusa, deu voz de pris&atilde;o, alegando desacato, e chamou a Pol&iacute;cia.</p>
<p>Afr&acirc;nio Gomes de Ara&uacute;jo Lopez Diniz e H&eacute;lcio de Oliveira Fran&ccedil;a foram conduzidos &agrave; delegacia local. Eles foram ouvidos, assim como o juiz Carlos Eduardo das Neves Mathias. Um Termo Circunstancial de Ocorr&ecirc;ncia (TCO) foi aberto contra os advogados. Os defensores tamb&eacute;m registraram dois Boletins de Ocorr&ecirc;ncia contra o juiz por abuso de autoridade. Os advogados foram liberados ap&oacute;s dez horas na delegacia.</p>
<p>Nessa segunda-feira (21/9), a OAB enviou uma&nbsp;<a href="http://s.conjur.com.br/dl/representacao-administrativa-oab.pdf">Representa&ccedil;&atilde;o Administrativa</a>&nbsp;para a Corregedoria-Geral de Justi&ccedil;a de Pernambuco e uma&nbsp;<a href="http://s.conjur.com.br/dl/representacao-criminal-oab-pe.pdf">Representa&ccedil;&atilde;o Criminal</a>&nbsp;para a Procuradoria-Geral de Justi&ccedil;a, ambas solicitando a apura&ccedil;&atilde;o do caso e puni&ccedil;&atilde;o ao juiz Carlos Eduardo das Neves. Os documentos s&atilde;o assinados pelo presidente seccional da OAB de Pernambuco, Jayme Jemil Asfora Filho. Nos mesmo dia da deten&ccedil;&atilde;o, Jayme Jemil enviou um&nbsp;<a href="http://s.conjur.com.br/dl/representacao-oab-pe-solicitando.pdf">pedido</a>&nbsp;&agrave; Corregedoria-Geral de Pernambuco solicitando &ldquo;en&eacute;rgicas provid&ecirc;ncias&rdquo; em rela&ccedil;&atilde;o ao caso. Uma c&oacute;pia da grava&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi enviada.</p>
<p>Procurado pela revista <strong>Consultor Jur&iacute;dico</strong>, o juiz Carlos Eduardo das Neves Mathias informou, por meio da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justi&ccedil;a de Pernambuco, que s&oacute; se pronunciaria quando acionado oficialmente pela Corregedoria-Geral de Pernambuco.</p>
<p>Veja trechos da conversa gravada pelo advogado H&eacute;lcio de Oliveira Fran&ccedil;a <em></em></p>
<p><em>Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; O principal pra gente, pelo menos para mim, o principal de tudo &eacute; o decreto. Eu n&atilde;o posso fazer nada sem o decreto. N&atilde;o tem como eu ir ao tribunal, nem discutir com o senhor se eu n&atilde;o sei o decreto. Eu n&atilde;o posso pedir nem para revogar a tempor&aacute;ria se eu n&atilde;o sei o motivo que o senhor colocou na tempor&aacute;ria [referindo-se &agrave; pris&atilde;o tempor&aacute;ria de seu cliente]. <br />
Juiz Carlos Eduardo &mdash; Certo. Voc&ecirc; tem raz&atilde;o. Eu vou localizar. Tem que t&aacute; (sic) l&aacute; em casa. Se n&atilde;o estiver l&aacute; em casa, tem que estar com a Pol&iacute;cia Civil. Isso eu posso lhe afirmar.<br />
Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; Mas o senhor acabou de falar que n&atilde;o est&aacute; com a Pol&iacute;cia Civil.<br />
Juiz Carlos Eduardo &mdash; Mas eu n&atilde;o enviei para o delegado. Mas eu posso ter encaminhado...o Mandato de Pris&atilde;o que eu encaminhei esse processo, eu posso ter encaminhado o calhama&ccedil;o junto...</em></p>
<p>O advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a ent&atilde;o argumenta sobre a dificuldade do trabalho sem o devido acesso ao Inqu&eacute;rito Policial, al&eacute;m de comentar que poderiam ter ocorrido &ldquo;pris&otilde;es arbitr&aacute;rias, sem investiga&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Diante disso, o juiz pede que os advogados entrem com um Habeas Corpus:</p>
<p><em>Juiz Carlos Eduardo &mdash; Vamos fazer o seguinte. Entrem com um Habeas Corpus no tribunal dizendo que o juiz est&aacute; se negando a entregar a representa&ccedil;&atilde;o. Pronto. Fa&ccedil;am isso.<br />
Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; Eu posso fazer, excel&ecirc;ncia.<br />
Juiz Carlos Eduardo &mdash; Porque voc&ecirc;s est&atilde;o afrontando a minha idoneidade aqui.<br />
Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; N&atilde;o, jamais...<br />
Juiz Carlos Eduardo &mdash; T&aacute; faltando com o respeito comigo...<br />
Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; N&atilde;o, a&iacute; eu vou pra Corregedoria...<br />
Juiz Carlos Eduardo &mdash; Est&atilde;o querendo me igualar &agrave; Pol&iacute;cia. Eu n&atilde;o vou aceitar isso, n&atilde;o.<br />
Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; Eu tamb&eacute;m n&atilde;o vou aceitar n&atilde;o ter acesso [&agrave; documenta&ccedil;&atilde;o].<br />
Juiz Carlos Eduardo &mdash; Ent&atilde;o entrem com um HC contra mim.<br />
Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; Eu vou entrar e vou entrar na Corregedoria tamb&eacute;m.<br />
Juiz Carlos Eduardo &mdash; Ent&atilde;o pode sair da sala.<br />
Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; N&atilde;o, calma, n&atilde;o &eacute; assim n&atilde;o.<br />
Juiz Carlos Eduardo &mdash; Pode sair da sala, meu amigo! Saia da sala! Saia da sala!<br />
Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; Tenha respeito.<br />
Juiz Carlos Eduardo &mdash; A Pol&iacute;cia! <br />
Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; Tenha respeito. Chame a Pol&iacute;cia.</em></p>
<p>Nesse momento, segundo &aacute;udio e advogado, o juiz chama um soldado e ordena a pris&atilde;o.</p>
<p><em>Juiz Carlos Eduardo &mdash; Pode prender! O senhor (H&eacute;lcio Fran&ccedil;a) e o senhor (Afr&acirc;nio Gomes de Ara&uacute;jo) por me desacatar! Est&atilde;o insinuando que eu n&atilde;o quero dar acesso aos documentos. Os dois est&atilde;o me desrespeitando.<br />
Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; Eu s&oacute; saio preso daqui com um representante da OAB. Eu lhe tratei sem respeito?<br />
Juiz Carlos Eduardo &mdash; Eu disse, se o processo estiver l&aacute; em casa eu vou trazer amanh&atilde;. O &uacute;nico que n&atilde;o me tratou sem respeito aqui foi o doutor Marllos [Marllos Hip&oacute;lito, terceiro advogado presente na sala e que tamb&eacute;m tentava obter acesso ao mesmo processo em quest&atilde;o] e est&atilde;o insinuando que estou agindo de forma ilegal.<br />
Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; Eu disse que o senhor, at&eacute; agora, n&atilde;o nos deu acesso &agrave; nada.<br />
Juiz Carlos Eduardo &mdash; Voc&ecirc;s est&atilde;o presos. V&atilde;o ser liberados. Vai ser lavrado um TCO (termo circunstancial de ocorr&ecirc;ncia).<br />
Advogado H&eacute;lcio Fran&ccedil;a &mdash; Eu n&atilde;o vou ser preso, n&atilde;o.<br />
Juiz Carlos Eduardo &mdash; Isso &eacute; desacato!</em></p>
<p><em>* No site original &eacute; poss&iacute;vel ver c&oacute;pias das representa&ccedil;&otilde;es contra o juiz e o &aacute;udio da discuss&atilde;o. Clique <strong><a href="http://www.conjur.com.br">aqui.</a></strong></em></p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 08:42:03 -0300</pubDate>
			<category>TJPE</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Placar da violência volta para a praia</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1108]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1108'>18.09.2009 - violência,crime,homicídios,estatísticas</a></b>
				<br><br>
				<p><strong>Do site <a href="http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime/">Rep&oacute;rter de Crime</a></strong></p>
<p>Depois de ter sido expulso da Praia de Copacabana, pela prefeitura do Rio, o&nbsp;Placar da Viol&ecirc;ncia, do movimento Rio de Paz, estar&aacute; de volta &agrave; orla, no pr&oacute;ximo s&aacute;bado, na Praia de Ipanema, esquina com a Visconde de Moraes. N&atilde;o se trata em hip&oacute;tese alguma de um ato de desobedi&ecirc;ncia civil. O painel - que traz os n&uacute;meros mais recentes das mais&nbsp;19 mil&nbsp;mortes violentas no Rio, em dois anos e sete meses&nbsp;-&nbsp;n&atilde;o ser&aacute; fixado na praia, mas exibido por volunt&aacute;rios do Rio de Paz que ficar&atilde;o em escadas de quatro metros de altura, vendo as coisas de cima.</p>
<p>O Rio de Paz foi convidado a participar de protesto contra a viol&ecirc;ncia, organizado por moradores de Ipanema, mobilizados por causa da morte do t&eacute;cnico judici&aacute;rio do TRT <strong>Ricardo Wagner L&eacute;lis Silva</strong>, que foi covardemente assassinado por ladr&otilde;es de motos, na ter&ccedil;a-feira passada,&nbsp;na Rua Alberto de Campos com Vin&iacute;cius de Moraes, num dos bairros mais charmosos da cidade, duas estrelas do Guia Michelin. Uma das organizadoras do protesto &eacute; <strong>Daniela Duque</strong>, moradora de Ipanema e m&atilde;e do estudante <strong>Daniel Duque</strong>, morto por um PM em confus&atilde;o numa boate na Barra. O protesto est&aacute; marcado para 15h de amanh&atilde;, s&aacute;bado. Os manifestantes v&atilde;o caminhar&nbsp;da Alberto de Campos at&eacute; a Praia de Ipanema, pela Vin&iacute;cius, pelo meio da rua. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; parar o tr&acirc;nsito. O ideal a meu ver&nbsp;&eacute; que eles circulem por uma das pistas sem fechar completamente as vias.</p>
<p>A expertise do Rio de Paz em manifesta&ccedil;&otilde;es cresceu tanto que o movimento tamb&eacute;m foi convidado a participar de outro protesto na orla, &agrave;s 11h do pr&oacute;ximo domingo, na Rep&uacute;blica do Peru com a Atl&acirc;ntica. Ali perto morava o PM que foi assassinado por engano por um homem que j&aacute; foi preso e teria confessado o crime.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 17:03:38 -0300</pubDate>
			<category>violência,crime,homicídios,estatísticas</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Um relato de otimismo</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1107]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1107'>16.09.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Na cabeceira da mesa, o governador Eduardo Campos.&nbsp; Ao seu redor, secret&aacute;rios, representantes da Justi&ccedil;a,&nbsp;oficiais, policiais respons&aacute;veis por &aacute;reas espec&iacute;ficas do Estado, chefe de Pol&iacute;cia Civil e muitos outros. </p>
<p>Em p&eacute;,&nbsp;o secret&aacute;rio de Planejamento, Geraldo J&uacute;lio, mostra, num tel&atilde;o, os &iacute;ndices estat&iacute;sticos de homic&iacute;dio no Estado. &Eacute; o balan&ccedil;o semana a semana.&nbsp;&Aacute;rea por &aacute;rea. As fotos do&nbsp;comandante&nbsp;respons&aacute;vel pela &aacute;rea espec&iacute;fica&nbsp;e do respectivo&nbsp;delegado aparecem no tel&atilde;o.&nbsp;Naquele momento, eles est&atilde;o sendo cobrados e tendo os resultados avaliados diretamente pelo governador.&nbsp;</p>
<p>Geraldo J&uacute;lio continua a explana&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Aponta quem atingiu a meta, onde precisa melhorar, onde caiu muito, onde caiu menos. A que pode se&nbsp;atribuir o aumento ou a diminui&ccedil;&atilde;o dos assassinatos.&nbsp;E assim segue com&nbsp;todas as &aacute;reas.&nbsp;&Eacute; a face vis&iacute;vel do Pacto pela Vida. A&nbsp;face que mostra um&nbsp;plano andando efetivamente.&nbsp;O fato que precisa ser dito &eacute; que&nbsp;um mecanismo de cobran&ccedil;a eficiente&nbsp;das pol&iacute;cias&nbsp;est&aacute; funcionando pela primeira vez no nosso Estado. &nbsp;</p>
<p>Voltemos &agrave; reuni&atilde;o. &nbsp;O&nbsp;governador quer saber dos m&iacute;nimos detalhes. Pede para voltar a explica&ccedil;&atilde;o em alguns casos, procura entender porque os homic&iacute;dios ca&iacute;ram naquela regi&atilde;o. Com uma caneta luminosa, mostra o n&uacute;mero de inqu&eacute;ritos com autoria remetidos &agrave; Justi&ccedil;a e faz uma pondera&ccedil;&atilde;o de que aquele ponto pode ter sido respons&aacute;vel pela diminui&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia naquele determinado local. Faz v&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es para entender melhor o problema daquela &aacute;rea.</p>
<p>Oficiais, respons&aacute;veis pelas &aacute;reas, v&atilde;o&nbsp;l&aacute; na&nbsp;frente e explicam onde acertaram, onde poderiam ter melhorado e assim vai. Tudo mostrado no mapa, com dados, numa base cient&iacute;fica. &nbsp;Reportam-se ao governador.&nbsp;Justificam-se ao governador do Estado.</p>
<p>Um diagn&oacute;stico cir&uacute;rgico, acompanhado passo a passo. Acompanhado no detalhe do detalhe. E o melhor: monitorado&nbsp;de perto pelo chefe m&aacute;ximo do executivo estadual. Esta &eacute; a grande&nbsp;diferen&ccedil;a. N&atilde;o &eacute; o secret&aacute;rio quem responde. N&atilde;o &eacute; o secret&aacute;rio quem&nbsp;apenas repassa informa&ccedil;&otilde;es ao governador.&nbsp;&Eacute; o governador quem abra&ccedil;a o tema e fiscaliza tudo&nbsp;de perto. Sem d&uacute;vida, um dos maiores avan&ccedil;os no trato da seguran&ccedil;a p&uacute;blica em Pernambuco. &Eacute; muito simples. Come&ccedil;amos a ter um mecanismo de gest&atilde;o eficiente, como acontece nas empresas privadas. Quem n&atilde;o atingiu sua meta, leva pux&atilde;o de orelha do patr&atilde;o. Quem conseguiu chegar l&aacute;, precisa explicar o que fez e mostrar o exemplo para os colegas. Simples assim.</p>
<p>Passei apenas 30 minutos na sala, mas deixei o pr&eacute;dio onde funciona&nbsp;a Ag&ecirc;ncia de Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o de Pernambuco (ATI) com um sentimento de que as coisas come&ccedil;am a fazer sentido na condu&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a p&uacute;blica no nosso Estado.&nbsp; Os &iacute;ndices ainda n&atilde;o s&atilde;o animadores, muito pelo contr&aacute;rio, assustadores,&nbsp;mas a mudan&ccedil;a de postura enche at&eacute;&nbsp;um poste de esperan&ccedil;a.</p>
<p>Pode parecer exagero, mas o gesto &eacute; representativo.&nbsp;O gesto esperan&ccedil;a.&nbsp;Todo m&ecirc;s, a cena se repete.&nbsp; Imposs&iacute;vel n&atilde;o fazer uma compara&ccedil;&atilde;o com as&nbsp;reuni&otilde;es do Conselho da Paz, comandadas pelo secret&aacute;rio de Defesa Social&nbsp;da &eacute;poca, Jo&atilde;o Braga. A diferen&ccedil;a &eacute; enorme.&nbsp;</p>
<p>As reuni&otilde;es do Conselho da Paz serviam muito mais para reclama&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de falta de policiamento em determinada &aacute;rea. Um encontro para reclamar que a&nbsp;viatura estava demorando a passar na sua rua, que a delegacia estava sem computador. H&aacute; outros canais para isso. Sem falar que o governador Jarbas Vasconcelos&nbsp;nunca foi visto por l&aacute;. Nunca. Seguran&ccedil;a era um assunto intoc&aacute;vel no Pal&aacute;cio.&nbsp;Um assunto proibido. A orienta&ccedil;&atilde;o era n&atilde;o mexer com isso. Se tocasse no assunto, a viol&ecirc;ncia&nbsp;iria respingar no seu palet&oacute;. Melhor era ficar calado, orientavam os marqueteiros. E assim seguimos.</p>
<p>Mas o fato representativo de agora&nbsp;&eacute; que&nbsp;o monitoramento de desempenho da &aacute;rea de seguran&ccedil;a em Pernambuco&nbsp; foi implementado de fato. Pego uma carona no que escreveu, h&aacute;&nbsp;duas semanas, Eduardo Machado para explicar que o controle&nbsp;funciona da seguinte forma: o Estado foi dividido em 217 circunscri&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Na capital, uma circunscri&ccedil;&atilde;o corresponde a um agrupamento de bairros. No interior, elas podem corresponder at&eacute; a um munic&iacute;pio inteiro. Cada uma das circunscri&ccedil;&otilde;es tem um delegado e um oficial da PM como gestores. Esses policiais precisam prestar conta semanalmente sobre os &iacute;ndices de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) em suas jurisdi&ccedil;&otilde;es. </p>
<p>Acima dos gestores de circunscri&ccedil;&otilde;es est&atilde;o os gestores de 26 &aacute;reas, que, por sua vez, respondem a gerentes de cinco territ&oacute;rios, subordinados diretamente ao chefe de Pol&iacute;cia Civil e ao comandante da Pol&iacute;cia Militar. Os dois comandantes se reportam ao secret&aacute;rio de Defesa Social, que responde ao governador. </p>
<p>Uma vez por m&ecirc;s, o governador Eduardo Campos comanda uma reuni&atilde;o onde os dados de CVLI de todo o Estado s&atilde;o monitorados. As &aacute;reas que atingem as metas ganham a cor verde. As que registram aumento da viol&ecirc;ncia ficam vermelhas. </p>
<p>Outro diferencial do novo modelo de gest&atilde;o &eacute; que um programa de computador permite que o secret&aacute;rio tenha informa&ccedil;&otilde;es atualizadas semanalmente sobre cada &aacute;rea. As telas mostram a foto dos gestores, o mapa de sua jurisdi&ccedil;&atilde;o, o n&uacute;mero de CVLI no per&iacute;odo anterior, a meta pretendida e o n&uacute;mero obtido. </p>
<p>&Eacute; isso. Que continue assim.&nbsp;E que este mecanismo n&atilde;o seja apenas desse governo e sim de Pernambuco. <br />
</p>
<p>* A foto &eacute; de Robert Fabisak/JCimagem<br />
<br />
</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 19:41:30 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>O que você está lendo?</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1104]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1104'>11.09.2009 - segurança</a></b>
				<br><br>
				<p>Em homenagem &agrave; Bienal do Livro, que vai acontecer no come&ccedil;o de outubro no Centro de Conven&ccedil;&otilde;es, vamos publicar algumas dicas de leitura no <strong>PEbodycount.</strong></p>
<p>Come&ccedil;o pelo livro que estou lendo. Esp&iacute;rito Santo (Ed. objetiva, R$ 36) escrito pelo ex-secret&aacute;rio Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, Lu&iacute;s Eduardo Soares, pelo juiz Carlos Eduardo Ribeiro Miranda e pelo ex-secret&aacute;rio de Defesa Social de Pernambuco, Rodney Miranda.</p>
<p>A obra utiliza a hist&oacute;ria do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, ocorrido em mar&ccedil;o de 2003 na capital capixaba, &nbsp;para dissecar as entranhas de um estado controlado pela corrup&ccedil;&atilde;o, viol&ecirc;ncia e pistolagem.</p>
<p>S&oacute; para se ter uma id&eacute;ia do grau de comprometimento das autoridades com o crime no Esp&iacute;rito Santo, os mandantes do assassinato do juiz Alexandre foram&nbsp;o juiz da Vara de Execu&ccedil;&otilde;es Penais e um&nbsp;coronel da Pol&iacute;cia Militar.</p>
<p>Recomendo a leitura. &nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 12:10:42 -0300</pubDate>
			<category>segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>O retorno</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1103]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1103'>03.09.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Recebi v&aacute;rias fotos da visita que os soldados da PM, aqueles do post anterior, fizeram &agrave; fam&iacute;lia dos albinos hoje pela manh&atilde;. Nenhuma me deixou mais feliz do que essa que publico aqui.</p>
<p>Kauan, o menino que usa o quepe da pol&iacute;cia, &eacute; o mesmo que recebeu os policiais, na primeira visita, com medo. &quot;Pol&iacute;cia &eacute; malvada. Mata as pessoas.&quot; Pois &eacute;. Olha a diferen&ccedil;a.&nbsp;</p>
<p>Os soldados conseguiram fornecimento de p&atilde;o de gra&ccedil;a por um ano para a fam&iacute;lia de albinos.&nbsp;Mas a maior conquista &eacute; outra. Conseguiram se aproximar da comunidade, mudar a imagem que havia na cabe&ccedil;a de um menino de cinco anos.</p>
<p>&nbsp;Os policiais foram chamados pelo comandante da Pol&iacute;cia Militar, Jos&eacute; Lopes, e tiveram a postura elogiada. &Eacute; isso a&iacute;. &Eacute; preciso estimular boas atitudes. Principalmente quando parte de soldados da PM. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 18:26:10 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>A polícia do bem</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1102]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1102'>31.08.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>S&atilde;o&nbsp;tr&ecirc;s soldados. Fa&ccedil;o quest&atilde;o de escrever o nome dos tr&ecirc;s. F&aacute;bio Santos e&nbsp;Silva, Jos&eacute; Ronaldo do Nascimento e Jorge Wendel Lins de Souza. Encontrei os tr&ecirc;s, na manh&atilde; de domingo,&nbsp; na V-9, em Olinda.&nbsp; Um exemplo. A hist&oacute;ria &eacute; a seguinte.&nbsp;O&nbsp;JC publicou uma mat&eacute;ria chamada&nbsp;&Agrave;&nbsp;Flor da Pele.&nbsp;&Eacute; um relato&nbsp;triste de tr&ecirc;s irm&atilde;os albinos nascidos numa fam&iacute;lia negra. Vivem trancados em casa porque n&atilde;o t&ecirc;m protetor solar. Tamb&eacute;m n&atilde;o t&ecirc;m&nbsp;&oacute;culos.</p>
<p>Ontem, estava na casa da m&atilde;e deles, Rosemere, 27 anos. &quot;Ai meu deus. Jo&atilde;o, o que &eacute; isso? Tem pol&iacute;cia l&aacute; fora. Meu deus. O que foi?&nbsp;N&atilde;o gosto disso. N&atilde;o gosto.&quot; As crian&ccedil;as tamb&eacute;m ficaram assustadas. J&aacute; viram o tio ser assassinado. Faz um m&ecirc;s.&nbsp;Depois de acalm&aacute;-la, fomos at&eacute; a porta. Com o jornal na m&atilde;o, o soldado F&aacute;bio Santos e Silva se apresentou. &quot;Vim conhecer voc&ecirc;s. A gente &eacute; respons&aacute;vel pelo policiamento aqui na &aacute;rea&quot; Foi o cart&atilde;o de visita.</p>
<p>Foram convidados a entrar. Os soldados disseram que estavam abastecendo a viatura e viram a foto &nbsp;da fam&iacute;lia na capa do jornal, assinada por Alexandre Severo. Acharam interessante e resolveram comprar. Descobriram que era uma fam&iacute;lia da V-9. Sa&iacute;ram do posto e foram procurar a casa. Encontraram pouco tempo depois. &quot;Ficamos sensibilizados com a comovente hist&oacute;ria. Estamos aqui para conversar um pouco e ajud&aacute;-los. Conhecemos muitos comerciantes e donos de farm&aacute;cia. Vamos entrar em contato com todos eles para ajudar a fam&iacute;lia.&quot;</p>
<p>Os tr&ecirc;s n&atilde;o estavam ali a mando de ningu&eacute;m. N&atilde;o era uma cena produzida pela assessoria de imprensa oficial para apresentar o programa Pol&iacute;cia Amiga. Eram apenas policiais, soldados,&nbsp;fazendo trabalho de pol&iacute;cia.&nbsp; S&oacute; isso. Aproxima&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria com a comunidade. Afeto n&atilde;o faz mal a ningu&eacute;m. Essa &eacute; a pol&iacute;cia do bem.</p>
<p>Mas o menino mais novo, Kauan, 5 anos,&nbsp;n&atilde;o perdeu tempo. Deu um cruzado no soldado.&nbsp; &quot;Pol&iacute;cia &eacute; malvada. A pol&iacute;cia mata. Mata muito&quot; O soldado F&aacute;bio, com o menino no bra&ccedil;o,&nbsp; mostrou um lado da pol&iacute;cia que a periferia n&atilde;o conhece. Uma pol&iacute;cia feita por gente de bem. &quot;Kauan, a pol&iacute;cia &eacute; do bem. Estamos aqui para proteg&ecirc;-los.&nbsp;&Eacute; isso que a gente faz.&quot; O menino continuou o di&aacute;logo com o policial. Um tempo depois, estava perguntando sobre o fardamento do policial, sobre o colete &agrave; prova de bala. &Eacute; isso. &nbsp;Minutos depois, os tr&ecirc;s foram embora. &quot;Vamos voltar com ajuda.&quot;</p>
<p>* a foto &eacute; de Rodrigo Lobo/JCimagem</p>
<p>Reproduzo abaixo o texto que os policiais leram no posto de gasolina.</p>
<p>-------------------------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>Jo&atilde;o Valadares</p>
<p>Nasceram sem cor, numa fam&iacute;lia de pretos. Tr&ecirc;s irm&atilde;os que sobrevivem fugindo da luz, procurando alegria no escuro. O mais novo diz que &eacute; branco vira-lata. Os insultos do col&eacute;gio viraram identidade. A m&atilde;e cochicha que s&atilde;o anjinhos. Eles t&ecirc;m ra&ccedil;a sim. S&atilde;o filhos de m&atilde;e negra. O pai &eacute; moreno. Estiraram l&iacute;ngua para as estat&iacute;sticas e, por um defeito gen&eacute;tico, nasceram albinos. Negros de pele branca. A chance dos tr&ecirc;s nascerem assim na mesma fam&iacute;lia era de uma em um milh&atilde;o. Nasceram. Dos cinco irm&atilde;os, apenas a mais nova &eacute; filha de outro pai. Esta &eacute; a hist&oacute;ria do contr&aacute;rio. Os dedos cruzados s&atilde;o sempre para chover. &Eacute; o convite para o banho de mar na Praia Del Chifre, em Olinda. Rezam para espantar o domingo de sol. S&oacute; assim, com o c&eacute;u pintado de preto, s&atilde;o crian&ccedil;as. Kauan, 5 anos, Ruth Caroline, 10, e Esthefany Caroline, 8, t&ecirc;m a liberdade controlada pelo fator do protetor solar. N&atilde;o &eacute; s&oacute; isso. S&atilde;o pobres e feridos. N&atilde;o h&aacute; dinheiro para parcelar a prote&ccedil;&atilde;o. O PhotoDerm 100 &eacute; o maior sonho dos &ldquo;galeguinhos&rdquo; da V-9, favela de Olinda. Custa R$ 96 e s&oacute; dura tr&ecirc;s semanas. O jeito &eacute; se esconder em casa mesmo. Televis&atilde;o grudada no rosto. Vez por outra, Kauan, num estouro de crian&ccedil;a, desafia o maior inimigo. Fecha os olhos e corre feito louco no meio da rua. Grita para o sol e escuta outro grito maior l&aacute; de dentro. &Eacute; a m&atilde;e, Rosemere Fernandes de Andrade, 27, tentando evitar mais uma noite de ardor e ventilador ligado no m&aacute;ximo.<br />
<br />
Sem protetor, ir para a escola, distante 200 metros de casa, &eacute; um mart&iacute;rio. A menina mais velha se veste de menino. &ldquo;Tem que colocar camis&atilde;o. N&atilde;o ligo. Tenho orgulho de ser assim.&rdquo; Os dias de vaidade s&atilde;o tamb&eacute;m os dias de ferida. O sol n&atilde;o quer saber da teimosia. Queima onde n&atilde;o tem pano. Moraram um tempo no meio da rua, na Avenida Presidente Kennedy. Era bem pior. &ldquo;Hoje, as feridas diminu&iacute;ram muito. Ainda aparecem. Tenho medo do c&acirc;ncer de pele porque n&atilde;o tenho dinheiro para o protetor. H&aacute; dois meses, eles n&atilde;o usam. Ficam em casa. &Eacute; tudo para comida. Entreguei a mais nova ao pai porque n&atilde;o tinha como comprar leite. Passamos um tempo na rua e, de manh&atilde;, era sol na cara e feridas enormes&rdquo;, conta Rosemere.</p>
<p>H&aacute; uma ferida pior, maior ainda, daquelas que n&atilde;o vira casca nunca. A m&atilde;e quer ser chamada de m&atilde;e. N&atilde;o tem rem&eacute;dio que d&ecirc; jeito. &ldquo;S&oacute; me chamam de bab&aacute;.&rdquo; Lembra uma vez que foi passear no shopping com os meninos e o av&ocirc;, tamb&eacute;m negro. &ldquo;Os seguran&ccedil;as nos abordaram porque est&aacute;vamos com os meninos brancos. Fomos revistados. N&atilde;o acreditavam que eu era m&atilde;e dos meus filhos.&rdquo; Mas, na maternidade, nem ela mesmo acreditou. Teve certeza de que Ruth havia sido trocada. &ldquo;N&atilde;o havia como ela ser assim. A gente era escuro.&rdquo; Depois veio Jo&atilde;o, da sua cor. Mesmo com as explica&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas de que era poss&iacute;vel, na cabe&ccedil;a de Rosemere, Jo&atilde;o era a confirma&ccedil;&atilde;o de que havia algo errado com Ruth, a primeira. &ldquo;Ele era da minha cor e Ruth daquele jeito.&rdquo; S&oacute; com o nascimento de Esthefany e Kauan, albinos, o cora&ccedil;&atilde;o de m&atilde;e deu voto de confian&ccedil;a &agrave; natureza.</p>
<p>Rosemere conta que um bandido j&aacute; tentou sequestrar um dos meninos. &ldquo;Estava passando por uma casa de rico, muito bonita, com muro alto. O homem, na certa, pensou que eu era bab&aacute; e estava passeando com a crian&ccedil;a, a dona da casa. Tentou lev&aacute;-la, mas me agarrei com ele e acabou fugindo.&rdquo; Hoje, a preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; outra. &ldquo;Ficaria feliz se pudesse cuidar bem deles, comprar os protetores. T&ocirc; usando pasta d&rsquo;&aacute;gua.&rdquo; A conta &eacute; simples. Rosemere ganha R$ 122 de um programa social. O pai ajuda com R$ 200. &ldquo;Tive que coloc&aacute;-lo na Justi&ccedil;a para comprar os &oacute;culos dos tr&ecirc;s.&rdquo; O albinismo afeta o desenvolvimento do olho ainda no processo embrion&aacute;rio. A vis&atilde;o &eacute; comprometida, mas os tr&ecirc;s &oacute;culos est&atilde;o quebrados. As feridas aumentaram porque os olhos ficam fechados. As quedas s&atilde;o frequentes. Jo&atilde;o &eacute; o olho dos tr&ecirc;s. Para o col&eacute;gio, seguem todos de m&atilde;os dadas. &ldquo;Preste aten&ccedil;&atilde;o, Jo&atilde;o. Voc&ecirc; sabe que &eacute; o olho dele&rdquo;, alerta a m&atilde;e.</p>
<p>Logo quando chegaram ao col&eacute;gio, todas as outras crian&ccedil;as, grande maioria negra, tinham medo. Muito medo. A brincadeira principal do recreio era correr das louras. Um esconde-esconde diferente. Ningu&eacute;m poderia toc&aacute;-las. At&eacute; que a professora Ang&eacute;lica Caldas teve uma ideia. Antes da aula, fazia uma grande roda. Todos tinham que dar as m&atilde;os. O medo foi sumindo, sumindo e sumiu. A professora conta que Kauan sempre fecha a janela da sala. &ldquo;A m&iacute;nima luz o incomoda.&rdquo; Sem os &oacute;culos, o aprendizado &eacute; comprometido. Mas seguem. A prima deles, Tain&aacute; (foto da capa do JC), 2 anos, virou irm&atilde;. O pai e a m&atilde;e foram assassinados a tiros. O pai faz um m&ecirc;s, na frente dos meninos. &ldquo;Ele comprava sempre que podia o protetor. Mas mataram. Eu vi. Quando tiver um filho, vou colocar o nome de tio Glebson&rdquo;, diz Ruth. Ela quer ser policial, Kauan, bombeiro ou dentista, e Esthefany, modelo.</p>
<p>O professor do Departamento de Gen&eacute;tica da Universidade Federal de Pernambuco Valdir Balbino rabisca um c&aacute;lculo r&aacute;pido. Os dois s&atilde;o heterozigotos, possuem pares de genes que apresentam um gene diferente do outro. O pai e a m&atilde;e t&ecirc;m um gene dominante e outro recessivo. Cada filho herda metade de carga gen&eacute;tica do pai e a outra metade da m&atilde;e. &ldquo;Com dois pais heterozigotos, a chance de cada filho ser albino &eacute; de 25%.&rdquo; H&aacute; outra conta. A chance de os pais das crian&ccedil;as, entre os quatro primeiros filhos, terem produzidos tr&ecirc;s deles albinos era de 1,5%. O gene recessivo, que apresenta o defeito, ocasiona um problema na enzima tirosinase, respons&aacute;vel pela s&iacute;ntese de produ&ccedil;&atilde;o de melanina, pigmento respons&aacute;vel pela colora&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o de olhos, cabelos e pele. &ldquo;Pelo caso apresentado, se os pais s&atilde;o negros, os meninos s&atilde;o t&atilde;o negros quanto eles. Etnicamente e geneticamente. S&oacute; n&atilde;o produzem melanina.&rdquo;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 20:36:20 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Maceió, Recife e Vitória são as capitais mais violentas em homicídios</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1101]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1101'>31.08.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				Por Jos&eacute; Maria N&oacute;brega*&nbsp;
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify">Os dados acima s&atilde;o importantes para avaliarmos o real impacto da viol&ecirc;ncia em diversos contextos. Aqui observo o impacto dos homic&iacute;dios, Proxy para viol&ecirc;ncia (quando os homic&iacute;dios s&atilde;o altos, geralmente os outros tipos de agress&atilde;o tamb&eacute;m o s&atilde;o), nas capitais brasileiras. Macei&oacute; aparece com o maior indicador em termos de taxas do pa&iacute;s com 88,1 homic&iacute;dios por cem mil habitantes residentes na capital alagoana. Em segundo lugar aparece Recife, com 67,7 hpcmh, e em terceiro lugar Vit&oacute;ria, com 58. </p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify">O que impressiona &eacute; o impacto positivo frequente de Macei&oacute; que sai de uma taxa de 26 hpcmh em 1999 para 88,1 em 2007, sem anos de queda. Ou seja, quase dez anos de crescimento, com impacto percentual de 236% nas suas taxas.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify">Recife e Vit&oacute;ria se apresentam com uma maior estabilidade, logicamente que pelo alto, sempre estando entre as primeiras capitais mais violentas desde o in&iacute;cio da s&eacute;rie hist&oacute;rica em 1996 (ano da &uacute;ltima revis&atilde;o da CID &ndash; Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as).</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify">J&aacute; S&atilde;o Paulo, que era uma das mais violentas em in&iacute;cio da d&eacute;cada, hoje se mostra como uma das tr&ecirc;s capitais menos violentas do pa&iacute;s. Est&aacute; mais que provado a import&acirc;ncia dos munic&iacute;pios no confronto e controle da viol&ecirc;ncia.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify">* Cientista pol&iacute;tico.</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 14:40:46 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Educação é maior aposta contra a violência</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1100]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1100'>28.08.2009 - educação,ONU,violência</a></b>
				<br><br>
				<p><strong>Do site da <a href="http://www.pnud.org.br/home/">ONU</a></strong></p>
<p>Melhorar a educa&ccedil;&atilde;o como forma de prevenir a viol&ecirc;ncia &eacute; a medida mais defendida pelos que enviaram propostas &agrave; <a class="textolinkbold" target="blank_" href="http://www.conseg.gov.br/">I CONSEG (Confer&ecirc;ncia Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica)</a>. O projeto que inclui a cria&ccedil;&atilde;o de mais creches, escolas de per&iacute;odo integral e a melhoria do policiamento nas escolas foi tema de proposta de 70% dos eventos regionais que antecederam a discuss&atilde;o na capital. Com outras propostas, a ideia ser&aacute; votada na confer&ecirc;ncia, que come&ccedil;a nesta segunda-feira em Bras&iacute;lia. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A I CONSEG re&uacute;ne membros do governo, de ONGs e policiais para debater a cria&ccedil;&atilde;o de um Plano Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. Desde o in&iacute;cio do ano, foram promovidas confer&ecirc;ncias menores: municipais, estaduais e as chamadas confer&ecirc;ncias livres, que podiam ser realizadas em comunidades, por qualquer grupo de pessoas. Ao todo, 1.359 desses eventos foram realizados e enviaram propostas para serem debatidas em Bras&iacute;lia. As sugest&otilde;es est&atilde;o reunidas no <a class="textolinkbold" target="blank_" href="http://www.conseg.gov.br/images/itensEditorDeConteudo/documentos/pdfs/caderno_propostas.pdf">Caderno de Propostas da CONSEG </a>. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As mudan&ccedil;as na educa&ccedil;&atilde;o foram propostas em 956 desses encontros regionais. Dentro dessas mudan&ccedil;as foram reunidas sugest&otilde;es como a integra&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia em a&ccedil;&otilde;es educativas, a cria&ccedil;&atilde;o de mais espa&ccedil;os para cultura e lazer, a abertura das escolas p&uacute;blicas aos finais de semana e a amplia&ccedil;&atilde;o do acesso a bibliotecas e laborat&oacute;rios de inform&aacute;tica. As id&eacute;ias educacionais foram inclu&iacute;das no quinto eixo tem&aacute;tico da confer&ecirc;ncia, que trata de &ldquo;preven&ccedil;&atilde;o social do crime e das viol&ecirc;ncias e constru&ccedil;&atilde;o da cultura de paz&rdquo;. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A segunda proposta mais presente trata da remunera&ccedil;&atilde;o dos policiais. A ideia, descrita como &ldquo;criar um piso salarial, digno, justo e igualit&aacute;rio para os pro&#64257;ssionais de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica&rdquo; esteve em 611 (44,5%) dos encontros. A terceira ideia mais lembrada, presente em 409 (30,1%) das reuni&otilde;es &eacute; a de aprimorar a rede de informa&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a p&uacute;blica, com melhorias no sistema de gerenciamento de armas. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao todo, as propostas foram reunidas em sete eixos tem&aacute;ticos, que incluem ainda propostas sobre conselhos comunit&aacute;rios de seguran&ccedil;a, financiamento de a&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea, condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dos policiais, repress&atilde;o ao crime, melhorias em pres&iacute;dios e preven&ccedil;&atilde;o de acidentes. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato de uma proposta ter sido defendida por muitos nas etapas anteriores n&atilde;o significa que ela tenha mais chances de ser aprovada, pois todas as propostas chegam &agrave; etapa nacional com o mesmo peso. Apesar disso, &eacute; poss&iacute;vel que os representantes que est&atilde;o em Bras&iacute;lia reflitam a prefer&ecirc;ncia expressa em eventos regionais. L&aacute;, as medidas ser&atilde;o votadas por mais de 2.000 representantes: 40% s&atilde;o da sociedade civil; 30% s&atilde;o do poder p&uacute;blico federal, estadual e municipal e 30% s&atilde;o trabalhadores de seguran&ccedil;a. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outra das propostas mais votadas nas etapas anteriores tamb&eacute;m envolve educa&ccedil;&atilde;o e prev&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o de cursos sobre preven&ccedil;&atilde;o ao crime em escolas e dentro de movimentos sociais, al&eacute;m de maior apoio a policiais comunit&aacute;rios. Al&eacute;m disso, a humaniza&ccedil;&atilde;o do tratamento aos detentos em pres&iacute;dios tamb&eacute;m se destacou. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 17:44:57 -0300</pubDate>
			<category>educação,ONU,violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Sargento sergipano dá lição de moral em associações de Pernambuco</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1099]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1099'>26.08.2009 - PEC 300,polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>Estive ontem cobrindo a passeata dos policiais militares pernambucanos pelo projeto de emenda constitucional que cria piso salarial para todos os PMs do Brasil, o chamado PEC 300. Me surpreendi com a grande ades&atilde;o de policiais e familiares &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o. Segundo a organiza&ccedil;&atilde;o do evento, cerca de 7 mil pessoas tomaram as ruas do Centro do Recife na caminhada.</p>
<p>Um outro fato me chamou a aten&ccedil;&atilde;o. Na verdade, n&atilde;o s&oacute; a minha. Enquanto na rua, pra&ccedil;as e oficiais caminhavam juntos pela PEC 300, as associa&ccedil;&otilde;es que representam cada um desses setores da corpora&ccedil;&atilde;o pareciam n&atilde;o se entender.</p>
<p>Enquanto a diretoria da Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos e Soldados se encontrava em um mini trio el&eacute;trico, os diretores da Associa&ccedil;&atilde;o dos Oficiais (AOSS) estavam em um trio el&eacute;trico bem maior logo atr&aacute;s (detalhe: ao lado do trio havia uma faixa enorme com as fotos do presidente da AOSS, capit&atilde;o Assis, e do deputado Eduardo da Fonte).</p>
<p>No fim da caminhada, em frente &agrave; Assembleia Legislativa, convidados discursavam ao mesmo tempo nos dois trios el&eacute;tricos. Houve at&eacute; um princ&iacute;pio de discuss&atilde;o. Quando as diretorias desceram dos ve&iacute;culos para entregar um documento aos deputados que aguardavam em frente &agrave; Alepe, eis que entra em cena um sargento da PM de Sergipe.</p>
<p>De microfone em punho e com o dedo em riste, o sargento Edgar Menezes deu um li&ccedil;&atilde;o de moral nas duas associa&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Voc&ecirc;s precisam lutar juntos. L&aacute; em Sergipe, n&atilde;o esperamos a aprova&ccedil;&atilde;o da PEC 300. Brigamos e recebemos reajuste de mais de 200%. Se a PM &eacute; grande, &eacute; do tamanho da import&acirc;ncia dela&rdquo;, desabafou. N&atilde;o precisa nem dizer que o sargento foi ovacionado.</p>
<p>J&aacute; depois de descer do trio, o sergipano disse ter percebido desde o dia anterior a falta de sintonia entre as associa&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Desde ontem (segunda), quando cheguei aqui em Recife, que percebi a briga entre as duas associa&ccedil;&otilde;es. Isso n&atilde;o pode acontecer. Desse jeito, n&atilde;o v&atilde;o chegar a lugar nenhum.&rdquo;</p>
<p>Fica a li&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><strong>A foto foi gentilmente cedida por Chico Porto/JC Imagem</strong></p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 16:15:38 -0300</pubDate>
			<category>PEC 300,polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Pesquisador lança livro sobre instituições coercitivas</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1098]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1098'>23.08.2009 - pesquisa</a></b>
				<br><br>
				<p>O cientista pol&iacute;tico Jos&eacute; Maria N&oacute;brega pesquisador da din&acirc;mica da viol&ecirc;ncia em Pernambuco e no Brasil lan&ccedil;a nesta segunda-feira, no Instituto Teot&ocirc;nio Vilela, no Derby, o livro &quot;Semidemocracia brasileira: institui&ccedil;&otilde;es coercitivas e pr&aacute;ticas sociais&quot;.</p>
<p>No evento, que ser&aacute; iniciado &agrave;s 19h, Jos&eacute; Maria N&oacute;brega vai debater o tema com os participantes. O livro tem pref&aacute;cio do cientista pol&iacute;tico Jorge Zaverucha.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 21:47:30 -0300</pubDate>
			<category>pesquisa</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Coronéis criam nova associação</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1097]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1097'>22.08.2009 - polícia</a></b>
				<br><br>
				&nbsp;Na &uacute;ltima quinta-feira, um grupo de coron&eacute;is da Pol&iacute;cia Militar criou a Associa&ccedil;&atilde;o dos Oficiais da PMPE. Segue abaixo uma entrevista com o presidente da entidade, coronel El&iacute;sio Viana, e o 1&ordm; vice-presidente, coronel Eduardo Fonseca.
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- J&aacute; existe uma associa&ccedil;&atilde;o de oficiais em Pernambuco, o que levou o senhor e o seu grupo a criar uma nova associa&ccedil;&atilde;o?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>VIANA -</strong> A associa&ccedil;&atilde;o que j&aacute; existe &eacute; de oficiais, subtenentes e sargentos e n&oacute;s entendemos que ningu&eacute;m pode servir a dois senhores. Respeitamos os subtenentes e sargentos, mas tanto eles entendem isso que j&aacute; formaram uma associa&ccedil;&atilde;o s&oacute; dessas duas patentes. Por isso formamos uma entidade s&oacute; de oficiais.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- Quais s&atilde;o as propostas da nova associa&ccedil;&atilde;o?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>VIANA -</strong> O objetivo &eacute; de buscarmos os direitos dos oficiais. Irmos atr&aacute;s do que temos direito e que &agrave;s vezes s&atilde;o negados ou dificultados. Trabalhar em prol da oficialidade da Pol&iacute;cia Militar.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- O senhor poderia dar exemplo de um direito que vem sendo negado?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>VIANA -</strong> Atualmente quando um oficial tem um problema na Justi&ccedil;a, ele precisa rever seus direitos de maneira individual. N&oacute;s queremos dar condi&ccedil;&otilde;es para que a nossa categoria possa ter seus direitos protegidos de maneira coletiva.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- Como o senhor avalia o modo como a SDS trata os oficiais?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>VIANA -</strong> &Eacute; uma quest&atilde;o complexa e a gente pretende analisar isso na &eacute;poca necess&aacute;ria. Isso n&atilde;o quer dizer que estamos parados. H&aacute; um projeto de lei na Alepe que pretende transformar a promo&ccedil;&atilde;o de tenentes que era exclusivamente por antiguidade, para antiguidade e merecimento, alternadamente. A maioria dos tenentes n&atilde;o aceita isso e estamos solicitando ao Governo do Estado que a mensagem seja discutida com o p&uacute;blico-alvo. Fui convocado para na pr&oacute;xima ter&ccedil;a-feira participar de uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica que ir&aacute; debater esse tema na assembleia.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- Quando a associa&ccedil;&atilde;o foi constitu&iacute;da e onde fica a sede?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>VIANA -</strong> Fizemos nossa assembleia inicial no dia 10 de Agosto com a presen&ccedil;a de mais de 100 oficiais. A nossa sede provis&oacute;ria funciona na sede dos oficiais da reserva, na Ilha do Retiro.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- O Governo do Estado alterou o modo de gest&atilde;o das pol&iacute;cias estabelecendo metas e prazos. Como os oficiais avaliam trabalhar nesse novo sistema?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>VIANA -</strong> O Pacto pela Vida, o estabelecimento de metas, n&oacute;s n&atilde;o temos nada o que cobrar. Administrar, cada um faz da sua forma, ou pelo menos da forma que a lei permitir. De uma forma ou de outra, os resultados atuais est&atilde;o sendo positivos. N&oacute;s queremos &eacute; que ningu&eacute;m queira mexer ou modificar em nossas tradi&ccedil;&otilde;es, a cultura do oficialato.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- H&aacute; uma discuss&atilde;o em torno de uma poss&iacute;vel redu&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de tempo do Curso de Forma&ccedil;&atilde;o de Oficiais, o que o senhor acha dessa proposta?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>VIANA -</strong> As academias policiais militares da maioria dos estados brasileiros mant&eacute;m a forma&ccedil;&atilde;o em tr&ecirc;s anos. H&aacute; ainda alguns casos que diminu&iacute;ram e depois retornaram ao per&iacute;odo normal. Acredito que o bom senso v&aacute; fazer com que permane&ccedil;am os tr&ecirc;s anos. Quanto &agrave; exig&ecirc;ncia de curso superior, acredito que deveria ser o curso superior de direito e n&atilde;o qualquer curso superior.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- O que o senhor achou da posi&ccedil;&atilde;o do promotor da Cidadania, Westey Conde, que entrou com uma a&ccedil;&atilde;o para que a Justi&ccedil;a n&atilde;o permitisse a efetiva&ccedil;&atilde;o dos novos PMs que est&atilde;o atualmente em per&iacute;odo de est&aacute;gio?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>VIANA -</strong> Bem. Parece que o promotor tocou em dois pontos. O primeiro, sobre a n&atilde;o-realiza&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o criminal dos candidatos n&atilde;o vou emitir opini&atilde;o porque n&atilde;o sei se foi ou n&atilde;o feita. Quanto &agrave; carga hor&aacute;ria reduzida, o que posso afirmar &eacute; que antes se formava um soldado em um curso de seis meses, chegando at&eacute; a nove meses, em dois per&iacute;odos. Hoje est&aacute; se formando em tr&ecirc;s meses, com meio expediente. Tem que ser discutido, conversado e provavelmente mudado.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>FONSECA -</strong> Eram nove meses, em tempo integral. Agora foram tr&ecirc;s meses, dia sim, dia n&atilde;o e mesmo assim meio expediente. Conhe&ccedil;o o promotor, &eacute; um homem s&eacute;rio e ele tem raz&atilde;o no questionamento.&Eacute; totalmente pertinente a a&ccedil;&atilde;o dele.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- O senhor (coronel Eduardo Fonseca) ocupava at&eacute; bem pouco tempo a ger&ecirc;ncia do territ&oacute;rio do Sert&atilde;o na PM e agora est&aacute; na Diretoria de Finan&ccedil;as. Tornar-se vice-presidente de uma associa&ccedil;&atilde;o de oficiais pode ser visto como um ato de insubordina&ccedil;&atilde;o?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>FONSECA -</strong> De maneira nenhuma. Como o nosso presidente falou, a associa&ccedil;&atilde;o est&aacute; sendo criada para brigar, no bom sentido, pelos nossos direitos, nossas vantagens e nossas perdas. Al&eacute;m disso, o que falo como vice-presidente s&atilde;o opini&otilde;es que marcam a minha hist&oacute;ria. Desde a &eacute;poca da academia.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- O senhor j&aacute; passou pela diretoria-geral de Opera&ccedil;&otilde;es da PM, depois pela ger&ecirc;ncia do territ&oacute;rio do Sert&atilde;o e agora est&aacute; na Diretoria de Finan&ccedil;as, uma &aacute;rea mais burocr&aacute;tica. O senhor tem perdido espa&ccedil;o na corpora&ccedil;&atilde;o?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>FONSECA -</strong> Eu era comandante de territ&oacute;rio que &eacute; um cargo comissionado. Sou agora diretor de Finan&ccedil;as. Movimenta&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&atilde;o &eacute; uma atividade normal de comando. N&atilde;o cabe a mim julgar. Agora a minha hist&oacute;ria sempre foi ligada &agrave; &aacute;rea operacional. De repente, fui colocado na Diretoria de Finan&ccedil;as. Certamente tem uma raz&atilde;o, n&atilde;o cabe a mim no momento emitir ju&iacute;zo de valor, muito menos pela imprensa.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- O senhor acha que tem a ver com a forma&ccedil;&atilde;o da nova associa&ccedil;&atilde;o?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>FONSECA -</strong> Acho que n&atilde;o. At&eacute; porque a minha exonera&ccedil;&atilde;o foi bem antes do surgimento da associa&ccedil;&atilde;o. Mas nada me impediria de criar essa associa&ccedil;&atilde;o onde quer que eu estivesse.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>VIANA -</strong> Queremos ressaltar que a associa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem nenhum cunho de revolta, de insubordina&ccedil;&atilde;o. Ela foi criada para defender os direitos de seus participantes. N&atilde;o queremos nada de pol&iacute;tica.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- Apesar dessa sua afirma&ccedil;&atilde;o, duas lideran&ccedil;as de associa&ccedil;&otilde;es militares (major Feitosa e soldado Mois&eacute;s) tornaram-se deputados estaduais...</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>FONSECA -</strong> De maneira nenhuma. Eu leio, pesquiso, estudo a ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, acompanho o notici&aacute;rio, mas entrar em pol&iacute;tica partid&aacute;ria eu n&atilde;o iria dormir direito. N&atilde;o ficaria bem comigo mesmo, com a minha fam&iacute;lia e com os meus amigos. Eu tenho ojeriza &agrave; pol&iacute;tica partid&aacute;ria. Principalmente essa nojenta que existe em nosso pa&iacute;s. Jamais teria cara para ser um parlamentar. O meu perfil e o do coronel El&iacute;sio n&atilde;o admitem isso. Ali&aacute;s, a postula&ccedil;&atilde;o de cargo eletivo &eacute; motivo para afastamento sum&aacute;rio da nossa associa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- Quantos oficiais j&aacute; manifestaram apoio &agrave; associa&ccedil;&atilde;o?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>FONSECA -</strong> Recebemos dezenas de telefonemas, emails, mensagens. No dia em que fizemos nossa assembleia tivemos mais de cem presentes. Al&eacute;m disso, demos ci&ecirc;ncia da cria&ccedil;&atilde;o da entidade ao comandante-geral. Fomos muito bem recebidos e deixamos claro que estamos organizados para lutar apenas pelos nossos direitos. At&eacute; porque eu deixo bem claro pra quem quiser que n&atilde;o gosto de baderna. Fui treinado para combater marginal, baderna e vandalismo. Se vai ser dura, se vai ser jornalista a&iacute; vai depender da situa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>- O senhor tem um perfil de presidente porque o senhor &eacute; o vice?</strong></p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><strong>FONSECA</strong> - (Risos) El&iacute;sio &eacute; mais polido, &eacute; mais competente. Acho que est&aacute; bem escolhido.</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
<p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm" align="justify"><br />
</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 17:25:32 -0300</pubDate>
			<category>polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Promotor quer evitar formatura de PMs</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1096]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1096'>20.08.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Reproduzo abaixo mat&eacute;ria de Diogo Menezes, publicada na edi&ccedil;&atilde;o de hoje do JC.</p>
<p>--------------------------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>Alegando que os 3.100 alunos do Curso de Forma&ccedil;&atilde;o de Soldados (CFSd) n&atilde;o re&uacute;nem condi&ccedil;&otilde;es de se tornarem policiais militares, por n&atilde;o terem cumprido toda a carga hor&aacute;ria do curso, o promotor Westei Conde, da 7&ordf; Promotoria de Justi&ccedil;a de Defesa da Cidadania da Capital, entrou, ontem, com uma a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica contra o Estado de Pernambuco pedindo a suspens&atilde;o da formatura da turma, que est&aacute; prevista para acontecer no pr&oacute;ximo dia 25 de agosto, Dia do Soldado. Al&eacute;m de afirmar que a carga hor&aacute;ria n&atilde;o foi cumprida, o promotor denuncia que a Secretaria de Defesa Social n&atilde;o fez o levantamento para saber se os alunos possuem antecedentes criminais. </p>
<p>&ldquo;Houve um caso, por exemplo, de um aluno que cumpria est&aacute;gio supervisionado nas ruas de Petrolina (Sert&atilde;o do Estado) e foi reconhecido por uma pessoa que passava como sendo um criminoso. O estudante foi denunciado &agrave; pol&iacute;cia e, ap&oacute;s pesquisa dos antecedentes, ficou constatado que o aluno tinha dois mandados de pris&atilde;o por tentativa de homic&iacute;dio e um por porte ilegal de armas. J&aacute; est&aacute; no Centro de Reeduca&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;cia Militar (Creed)&rdquo;, explicou Conde. &ldquo;Essa pesquisa &eacute; fundamental e n&atilde;o foi feita. Ele estava fardado na rua e iria se tornar uma autoridade&rdquo;, completou o promotor. </p>
<p>Conde entrou com a a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica na 1&ordf; Vara da Fazenda P&uacute;blica da Capital e deve ser julgada pelo juiz Vagner Ramalho Proc&oacute;pio. </p>
<p>Outro motivo alegado pela promotoria foi o encurtamento da carga hor&aacute;ria de algumas disciplinas, tais como M&eacute;todo Giraldi e Defesa Pessoal. Um curso de forma&ccedil;&atilde;o de soldados deve ter 800 horas/aula. &ldquo;Dessas 800 horas, 140 s&atilde;o de est&aacute;gio supervisionado nas ruas. S&oacute; que, segundo os pr&oacute;prios alunos, os organizadores do curso subtra&iacute;ram 44 horas do patrulhamento nas ruas. Muitos atiraram menos que um vigilante. Como um aluno desses pode se tornar um policial militar?&rdquo;, indagou. </p>
<p>O promotor lembrou casos em que PMs cometeram erros e acabaram causando transtornos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O mais grave com certeza, foi o caso dos alunos que, durante pr&eacute;via carnavalesca no bairro dos Torr&otilde;es (Zona Oeste do Recife), deram uma gravata em um adolescente de 15 anos que acabou morrendo. At&eacute; para dar uma gravata &eacute; preciso de t&eacute;cnica e muito treinamento&rdquo;, finalizou. </p>
<p>Se o juiz entender que as argumenta&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio P&uacute;blico s&atilde;o v&aacute;lidas e determinar a suspens&atilde;o da formatura, os alunos do Curso de Forma&ccedil;&atilde;o de Soldados devem ser retirados imediatamente das ruas sob amea&ccedil;a de o Estado pagar multa di&aacute;ria de R$ 10 mil em caso descumprimento. </p>
<p>A reportagem do Jornal do Commercio entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Defesa Social. Em nota, o &oacute;rg&atilde;o afirmou que s&oacute; vai se pronunciar sobre o assunto quando foi notificado oficialmente da a&ccedil;&atilde;o movida pelo promotor Westei Conde. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 14:58:21 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Prefeitura do Rio retira placar da violência da praia de Copabacana</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1095]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1095'>18.08.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>No &uacute;ltimo s&aacute;bado, a ONG Rio de Paz instalou na praia de Copacabana um &quot;placar da viol&ecirc;ncia&quot;. O cartaz mostrava o n&uacute;mero de pessoas assassinadas no Rio de Janeiro nos &uacute;ltimos 2 anos e seis meses.</p>
<p>Ainda no s&aacute;bado, a Prefeitura do Rio retirou o placar sob a alega&ccedil;&atilde;o de que o cartaz atrapalharia o turismo na cidade.</p>
<p>Reproduzo aqui a avalia&ccedil;&atilde;o do coordenador do Rio de Paz, Ant&ocirc;nio carlos Costa, sobre o ocorrido:</p>
&quot;O Movimento <strong>Rio de Paz</strong> tem duas metas: reduzir a letalidade no Brasil, a come&ccedil;ar pelo estado do Rio de Janeiro, e criar uma cultura de participa&ccedil;&atilde;o popular pac&iacute;fica. Em suma, diminuir o n&uacute;mero de homic&iacute;dios e mostrar que conquistas sociais podem ser obtidas pelo sociedade civil mediante o uso das armas da paz, da raz&atilde;o, da lei e do di&aacute;logo. N&atilde;o queremos construir com uma das m&atilde;os e destruir com a outra. N&atilde;o anelamos reduzir a viol&ecirc;ncia deixando a entender que a &uacute;nica forma de o fazer &eacute; usando a mesma viol&ecirc;ncia que tanto deploramos.
Em raz&atilde;o de valores inegoci&aacute;veis que regem as a&ccedil;&otilde;es do <strong>Rio de Paz</strong>, entre os quais, o respeito &agrave; autoridade p&uacute;blica, muito nos afligiu a poss&iacute;vel interpreta&ccedil;&atilde;o de que ao instalarmos o Painel da Viol&ecirc;ncia na Praia de Copacabana est&aacute;vamos deliberadamente infringindo uma determina&ccedil;&atilde;o da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. 
A hist&oacute;ria do painel come&ccedil;a quando no dia 26 de Julho &uacute;ltimo realizamos um ato p&uacute;blico em Copacabana em solidariedade a duas fam&iacute;lias que haviam acabado de perder parentes assassinados. Naquela ocasi&atilde;o decidimos por fixar um painel com a estat&iacute;stica oficial referente &agrave;s mortes violentas, casos de pessoas desaparecidas e les&otilde;es corporais dolosas, ocorridos entre Janeiro de 2007 e Maio de 2009. Como sab&iacute;amos de antem&atilde;o que o material seria retirado, levamos um painel descart&aacute;vel e de f&aacute;cil manuseio.
Foi o que aconteceu, o painel foi retirado e na mesma semana entramos com um pedido na prefeitura de cess&atilde;o de uma &aacute;rea na Praia de Copacabana (em frente &agrave; Avenida Princesa Isabel), para a fixa&ccedil;&atilde;o de um outro painel por um per&iacute;odo de uma semana. Aguardamos alguns dias, at&eacute; que veio a resposta no dia 3 de Agosto atrav&eacute;s de um telefonema. Nesse mesmo dia a assessoria de comunica&ccedil;&atilde;o da subprefeitura da Zona Sul fez contato a coluna do <strong>Joaquim Ferreira dos Santos</strong> &ndash; conhecida como <strong>Gente Boa</strong> &ndash; passando a informa&ccedil;&atilde;o de que a licen&ccedil;a fora concedida. No dia seguinte a nota referente ao inusitado da decis&atilde;o da subprefeitura da Zona Sul (muitos n&atilde;o acreditavam que a prefeitura fosse capaz de liberar o local) saiu no jornal <strong>O Globo</strong>, no alto da referida coluna &agrave; esquerda.
Tomado de alegria,&nbsp;exaltando a vit&oacute;ria da democracia nas minhas entrevistas e de uma certa forma, constrangido por n&atilde;o ter acreditado que tal fosse poss&iacute;vel, mobilizei todos os volunt&aacute;rios do movimento, mandei fazer a arte do painel e na v&eacute;spera da inaugura&ccedil;&atilde;o do Placar da Viol&ecirc;ncia emitimos nota, atrav&eacute;s da nossa assessoria de imprensa, para toda a m&iacute;dia nacional e ag&ecirc;ncias internacionais. Tudo pronto.
No dia anterior ao evento de inaugura&ccedil;&atilde;o, contudo, recebemos a not&iacute;cia de que a subprefeitura da Zona Sul n&atilde;o liberaria a licen&ccedil;a, porque julgara que uma manifesta&ccedil;&atilde;o como aquela na praia prejudicaria o turismo da cidade. Foi uma decep&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o vou contar a hist&oacute;ria toda porque n&atilde;o me sinto livre para defender o movimento que presido e ao mesmo tempo expor a vida de pessoas. Posso garantir que, da minha parte, sinto-me livre para contar o todo da hist&oacute;ria para os meus filhos sem me envergonhar.
N&atilde;o tivemos alternativa sen&atilde;o realizar a manifesta&ccedil;&atilde;o. Toda a imprensa avisada, volunt&aacute;rios mobilizados e investimento feito na confec&ccedil;&atilde;o do painel &ndash; porque acreditamos na palavra de agentes do poder p&uacute;blico com ampla evid&ecirc;ncia de que estavam falando s&eacute;rio. Decidimos, por&eacute;m, realizar o ato p&uacute;blico por um &uacute;nico dia, prontos para retirar o painel assim que a prefeitura o solicitasse. Nunca passou pelo nossa cabe&ccedil;a fazer resist&ecirc;ncia &agrave; determina&ccedil;&atilde;o daquele a quem devemos sujei&ccedil;&atilde;o. Sabemos que &eacute; tarefa dif&iacute;cil zelar pela ordem p&uacute;blica de uma cidade t&atilde;o complexa como o Rio de Janeiro. 
O dia da manifesta&ccedil;&atilde;o transcorreu de modo maravilhoso. Tivemos o apoio de todos os &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o, que apresentaram mat&eacute;rias favor&aacute;veis ao ato p&uacute;blico, e contamos com&nbsp;alt&iacute;ssimo grau de aprova&ccedil;&atilde;o por parte da pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o. Est&aacute;vamos prontos para retirar o painel a partir das 19h do s&aacute;bado, tendo j&aacute; contratado de &uacute;ltima hora um caminh&atilde;o para levar o material, quando para a nossa surpresa a Comlurb na companhia da Guarda Municipal fez a retirada do painel &ndash; para tristeza de quem presenciou a cena. N&atilde;o houve a m&iacute;nima resist&ecirc;ncia da nossa parte nem falta de respeito por parte da Comlurb e da Guarda Municipal. S&oacute; a l&aacute;grima derramada por uma das nossas volunt&aacute;rias. 
Nossa inten&ccedil;&atilde;o &eacute; apenas chamar a aten&ccedil;&atilde;o da sociedade e do poder p&uacute;blico para um massacre de vidas humanas que hoje ocorre no estado do Rio de Janeiro. Em breve o <strong>Rio de Paz</strong> voltar&aacute; &agrave;s ruas para anunciar a marca de 20 000 mortes violentas em apenas 2 anos e 8 meses. Milhares de pais e m&atilde;es de cabelos grisalhos antes do tempo, devido a dor da saudade do filho querido assassinado. 
Numa democracia a transpar&ecirc;ncia &eacute; a regra, o segredo, a exce&ccedil;&atilde;o. &nbsp;A sociedade conhecer os n&uacute;meros da viol&ecirc;ncia representa o contato com um dado objetivo que nos ajuda a avaliar de forma igualmente objetiva, os sucessos e fracassos das pol&iacute;ticas de seguran&ccedil;a p&uacute;blica.&nbsp;
O <strong>Rio de Paz</strong> usou o espa&ccedil;o da praia de Copacabana para chamar a aten&ccedil;&atilde;o para um problema que atinge o todo da popula&ccedil;&atilde;o. Nao se trata de uma causa insignificante e isolada de um grupo qualquer, mas a busca pela restaura&ccedil;&atilde;o no estado do Rio de Janeiro do direito de todo ser humano &agrave; vida.
O painel da viol&ecirc;ncia saiu da areias da praia de Copacabana e nao voltar&aacute; para l&aacute; enquanto o poder p&uacute;blico n&atilde;o o quiser. O que nunca poder&aacute; ser removido, contudo, &eacute; sonho de nossos cora&ccedil;&otilde;es de nunca mais ver cidad&atilde;os fluminenses e cariocas serem assassinados todos os dias na extens&atilde;o em que tamanha afronta &agrave; dignidade humana ocorre no estado do Rio de Janeiro, e isso perante o sil&ecirc;ncio de grande parte da sociedade.&quot;
&nbsp;
<strong>Ant&ocirc;nio Carlos Costa</strong>
<strong>Presidente do Rio de Paz</strong>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 18:58:58 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Unicef discute direitos das crianças e adolescentes</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1094]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1094'>17.08.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Nos primeiros seis meses de 2009, Pernambuco registrou 177 homic&iacute;dios de crian&ccedil;as e adolescentes. Uma m&eacute;dia de quase um crime por dia. Em 80% dos casos, as v&iacute;timas foram mortas a tiros.</p>
<p>S&atilde;o n&uacute;meros de uma trag&eacute;dia que se concentra na juventude. A viol&ecirc;ncia homicida tem mais da metade de suas v&iacute;timas entre pessoas at&eacute; os 30 anos de idade em Pernambuco.</p>
<p>De hoje at&eacute; a pr&oacute;xima quarta-feira, o Unicef&nbsp; discute o sistema de garantias de direitos infantis no Recife Praia Hotel (Avenida Boa Viagem, 9, Pina). O monitoramento das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e a situa&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia ser&atilde;o focalizados no encontro.</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 19:37:01 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Policiais militares no limite</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1093]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1093'>13.08.2009 - polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>Reproduzo mat&eacute;ria publicada no Jornal do Commercio de hoje:</p>
<p>Alto grau de ansiedade, sobrepeso, cansa&ccedil;o e problemas de vis&atilde;o. Uma pesquisa desenvolvida na Fiocruz Pernambuco revela a situa&ccedil;&atilde;o preocupante da sa&uacute;de dos policiais militares lotados em unidades da capital pernambucana. O estudo, feito para o doutorado em Sa&uacute;de P&uacute;blica da professora de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica Daniela Karina Ferreira, levou em conta as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, o modo de vida e os cuidados com o bem-estar de 288 soldados do sexo masculino. </p>
<p>Entre os problemas identificados, os que mais impressionaram a pesquisadora foram o baixo n&iacute;vel de atividade f&iacute;sica e o sobrepeso. Para coletar as informa&ccedil;&otilde;es dos policiais, Daniela Karina utilizou um question&aacute;rio padr&atilde;o, adotado em todo o mundo. Os dados foram obtidos em 2007. </p>
<p>A professora explica que decidiu investigar a sa&uacute;de dos policiais por se tratar de um p&uacute;blico pouco lembrado em estudos desse tipo. &ldquo;&Eacute; um grupo que &eacute; pouco investigado na &aacute;rea de sa&uacute;de e que, ao mesmo tempo, tem uma participa&ccedil;&atilde;o muito importante na sociedade, combatendo a criminalidade nos grandes centros urbanos&rdquo;, afirma. </p>
<p>Policial militar h&aacute; quase duas d&eacute;cadas, um soldado de 43 que preferiu n&atilde;o ser identificado, tomou conhecimento da pesquisa atrav&eacute;s da reportagem do JC. &ldquo;Realmente estou acima do peso, mas tamb&eacute;m n&atilde;o tenho tempo de fazer exerc&iacute;cio.&rdquo; </p>
<p>Segundo o PM, al&eacute;m da escala normal de servi&ccedil;o, ele tamb&eacute;m participa do sistema de pluriemprego, programa da corpora&ccedil;&atilde;o que possibilita aos policiais trabalhar no hor&aacute;rio de folga e ganhar mais. </p>
<p>A declara&ccedil;&atilde;o do soldado confirma uma das poss&iacute;veis causas de problemas de sa&uacute;de identificados na pesquisa. Quando questionados sobre o que fazem nas horas de folga, a maioria prefere assistir televis&atilde;o ou dormir. Ou seja, atividades que gastam pouca energia. </p>
<p>O presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Cabos e Soldados, Ren&iacute;lson Bezerra, afirma que o resultado da pesquisa n&atilde;o surpreende. &ldquo;Essa ansiedade e estresse &eacute; por causa da alta carga de trabalho. Os baixos sal&aacute;rios levam os PMs a utilizar o tempo de folga para outros trabalhos e terminam deixando a sa&uacute;de de lado.&rdquo; </p>
<p>Respons&aacute;vel pelo Centro de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica da PM, o tenente-coronel Jonas Barbosa explica que, desde o fim do ano passado, a corpora&ccedil;&atilde;o deu in&iacute;cio a programas para estimular a pr&aacute;tica de atividades f&iacute;sicas. Segundo ele, a primeira turma do projeto Entrando em Forma, que contou com 80 PMs, foi um sucesso. &ldquo;Juntos, eles perderam cerca de 500 quilos (uma m&eacute;dia de 6 quilos por pessoa).&rdquo; O tenente-coronel afirmou que todos os batalh&otilde;es contam com aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e est&aacute; sendo implantado um programa de gin&aacute;stica laboral, al&eacute;m de campeonatos de futebol e caminhadas ecol&oacute;gicas. </p>
<p><strong>PROTESTO </strong>Uma das principais reclama&ccedil;&otilde;es dos policiais militares, os baixos sal&aacute;rios, ser&aacute; motivo de uma manifesta&ccedil;&atilde;o no pr&oacute;ximo dia 25. Uma caminhada organizada pela Associa&ccedil;&atilde;o dos Cabos e Soldados sair&aacute; pelas ruas do Centro do Recife com objetivo chamar a aten&ccedil;&atilde;o da sociedade para a necessidade de implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de valoriza&ccedil;&atilde;o da tropa. </p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 10:17:18 -0300</pubDate>
			<category>polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Mais uma tentativa de desafogar os presídios</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1092]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1092'>12.08.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Hoje,&nbsp;tem in&iacute;cio&nbsp;mais uma tentativa de realizar um diagn&oacute;stico das unidades prisionais pernambucanas. Ao t&eacute;rmino do trabalho, que deve durar 120 dias, espera-se&nbsp;tamb&eacute;m&nbsp;que todos que j&aacute; cumpriram pena ganhem a liberdade. Inicialmente,&nbsp;os esfor&ccedil;os s&atilde;o para detalhar a situa&ccedil;&atilde;o&nbsp;dos presos provis&oacute;rios, aqueles que sequer foram julgados, um percentual absurdo de 66,5%. No An&iacute;bal Bruno (foto), por exemplo, de 3.610 detentos, 3.568 s&atilde;o provis&oacute;rios. Lembro que j&aacute; fiz in&uacute;meras mat&eacute;rias sobre mutir&otilde;es. A primeira delas ainda quando era estagi&aacute;rio da Folha de Pernambuco. Faz muito tempo.&nbsp;Ap&oacute;s os mutir&otilde;es, sem assist&ecirc;ncia jur&iacute;dica&nbsp;cont&iacute;nua, tudo volta ao normal e o mofo cobre mais uma vez as unidades prisionais. Reproduzo abaixo mat&eacute;ria que fiz, ontem, publicada na edi&ccedil;&atilde;o de hoje do Jornal do Commercio.</p>
<p>-------------------------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>A hist&oacute;ria de Marcela Giancipoli do Nascimento, 24 anos, presa h&aacute; mais de um ano por furto, traduz o dep&oacute;sito enferrujado em que se transformaram as unidades penitenci&aacute;rias de Pernambuco. Ela aguarda at&eacute; hoje uma audi&ecirc;ncia com o juiz. Os n&uacute;meros impressionam, mas o relato por tr&aacute;s deles assustam mais ainda. Marcela foi presa quando fazia um programa. &ldquo;Cobrei R$ 20 e o cliente s&oacute; quis pagar R$ 5. Vi um bolo de dinheiro no carro dele, peguei e corri&rdquo;, conta. &Eacute; apenas uma hist&oacute;ria. Relat&oacute;rio da Corregedoria-Geral de Justi&ccedil;a do Estado (CGJ-PE) aponta que a maioria dos presos mofa na cadeia. Dos 19.525 detentos do sistema prisional, 12.992 s&atilde;o provis&oacute;rios, nem sequer foram julgados. Um percentutal de 66,5%. H&aacute; casos em que a a&ccedil;&atilde;o penal n&atilde;o foi nem iniciada. Hoje, mais uma vez, ap&oacute;s tentativas fracassadas no passado, um mutir&atilde;o carcer&aacute;rio vai ser iniciado para tentar corrigir as velhas distor&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>O juiz-titular da Vara de Execu&ccedil;&otilde;es Penais, Adeildo Nunes, acredita que agora vai funcionar. &ldquo;O mutir&atilde;o vai ser feito com uma estrutura muito melhor. S&atilde;o 25 defensores p&uacute;blicos, 10 promotores de Justi&ccedil;a e 10 ju&iacute;zes s&oacute; cuidando disso. &Eacute; bem diferente de outros mutir&otilde;es realizados&rdquo;, assegurou.</p>
<p>Desde o in&iacute;cio de julho, a CGJ-PE planeja o mutir&atilde;o, que envolve esfor&ccedil;os n&atilde;o s&oacute; do Tribunal de Justi&ccedil;a, como tamb&eacute;m do Minist&eacute;rio P&uacute;blico e governo estadual. A a&ccedil;&atilde;o, j&aacute; realizada em dez Estados pelo Conselho Nacional de Justi&ccedil;a (CNJ), deve durar tr&ecirc;s meses e come&ccedil;a por Caruaru, no Agreste, e pela Col&ocirc;nia Penal Feminina do Recife, na Zona Oeste. Ser&aacute; estendida a todas as 17 unidades prisionais, mais as cadeias p&uacute;blicas do interior.</p>
<p>Marcela Giancipoli est&aacute; presa na Col&ocirc;nia Penal Feminina. &ldquo;Meu processo est&aacute; parado e minha vida tamb&eacute;m. Quero ser sentenciada logo. Como sou sumariada (presa provis&oacute;ria), n&atilde;o posso trabalhar aqui dentro.&rdquo; O mutir&atilde;o carcer&aacute;rio &eacute; a esperan&ccedil;a de passar o fim do ano com a m&atilde;e e os cinco filhos. Para matar o tempo dentro da pris&atilde;o, voltou a estudar. &ldquo;Estou na sexta s&eacute;rie&rdquo;, relata. &ldquo;&Eacute; um caso cl&aacute;ssico da falta de assist&ecirc;ncia jur&iacute;dica. Se tivesse um defensor, ela n&atilde;o haveria passado um dia na pris&atilde;o. Poderia pegar apenas uma pena restritiva de direito&rdquo;, avalia Adeildo Nunes.</p>
<p>A Col&ocirc;nia Penal Feminina tem 665 presas, sendo 405 provis&oacute;rias, e capacidade para 150. No Pres&iacute;dio Pl&aacute;cido de Souza, em Caruaru, s&oacute; cabem 98 pessoas, mas h&aacute; 886, com 639 presos provis&oacute;rios.</p>
<p>A iniciativa integra o conjunto de a&ccedil;&otilde;es do programa Pacto pela Vida e pretende avaliar a situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica dos r&eacute;us que se encontram em reclus&atilde;o nas cadeias p&uacute;blicas, pres&iacute;dios, penitenci&aacute;rias e hospitais de cust&oacute;dia e tratamento psiqui&aacute;trico de Pernambuco. Posteriormente, o mutir&atilde;o beneficiar&aacute; presos condenados que respondam a outras a&ccedil;&otilde;es penais e que possam ou n&atilde;o progredir de regime prisional, al&eacute;m de detentos condenados com direito a progress&atilde;o de regime de cumprimento de pena ou com direito a sa&iacute;das tempor&aacute;rias.</p>
<p>* A foto &eacute; de Alexandro Auler/JCimagem<br />
</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 09:57:44 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Rio de Janeiro vai ter "placar da violência"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1091]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1091'>11.08.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>A ONG Rio de Paz vai instalar na praia de Copacabana, um dos cart&otilde;es postais mais conhecidos do mundo, um placar de viol&ecirc;ncia.&nbsp; De acordo com o blog <a href="http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime/"><strong>Rep&oacute;rter de Crime</strong></a><strong>, </strong>a ONG conseguiu autoriza&ccedil;&atilde;o da Prefeitura para instalar o painel.</p>
<p>Desejamos sucesso &agrave; iniciativa. O contador de homic&iacute;dios eletr&ocirc;nico que o PEbodycount manteve por um ano num dos cruzamentos mais movimentados do Recife, contribuiu para fomentar o debate em torno da Seguran&ccedil;a P&uacute;blica em Pernambuco e para o controle social da pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</p>
<p>Vale ressaltar que a taxa m&eacute;dia de homic&iacute;dios, utilizando os dados de 26 anos de Datasus (1980-2006), do Rio de Janeiro e de Pernambuco &eacute; de 41/100 mil habitantes, o que faz desses dois estados os mais violentos do Brasil no per&iacute;odo.</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 10:30:40 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Sinal de alerta: queda nos homicídios não foi acentuada em julho</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1090]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1090'>04.08.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Depois de sete meses seguidos de redu&ccedil;&atilde;o significativa no n&uacute;mero de homic&iacute;dios, Pernambuco teve um m&ecirc;s de julho t&atilde;o violento quanto o mesmo per&iacute;odo do ano passado. Foram 341 homic&iacute;dios este ano contra 345 no ano passado.</p>
<p>Essa diferen&ccedil;a de quatro v&iacute;timas &eacute; bem menor do que as redu&ccedil;&otilde;es mensais que vinham sendo alcan&ccedil;adas. Em junho, por exemplo, tivemos 69 assassinatos a menos do que o mesmo m&ecirc;s de 2008. Al&eacute;m disso,&nbsp;a varia&ccedil;&atilde;o&nbsp;&eacute; t&atilde;o pequena que&nbsp;o mais importante&nbsp;a ser analisado &eacute; o porqu&ecirc; desse mau resultado, j&aacute; que as mesmas pr&aacute;ticas continuam sendo adotadas.</p>
<p>Vale ressaltar que na virada do dia 31 de julho para o&nbsp;1&ordm; de agosto, tivemos crimes ocorridos em torno da meia-noite que foram computados j&aacute; em agosto, o que pode contribuir para essa d&uacute;vida no n&uacute;mero exato.</p>
<p>&Eacute; por isso que a transpar&ecirc;ncia em todo o processo se torna necess&aacute;ria. Com as pessoas acompanhando o que est&aacute; sendo feito, mesmo com um mau resultado &eacute; poss&iacute;vel agregar esfor&ccedil;os baseados na confian&ccedil;a de que o melhor foi feito at&eacute; ent&atilde;o.&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 15:24:03 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Polícia que prendeu viúva de boxeador agora diz que ela é inocente</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1089]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1089'>31.07.2009 - Arturo Gatti,crime,violência,polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>Dezoito dias depois de prender em flagrante a esposa do boxeador italo-canadense Arturo Gatti, 37 anos, Amanda Carine Barbosa Rodrigues (de &oacute;culos), 23, sob acusa&ccedil;&atilde;o de assassinar o marido, a Pol&iacute;cia Civil pernambucana chega &agrave; conclus&atilde;o que o pugilista se suicidou. Resultado, o delegado Paulo Alberes, que j&aacute; havia solicitado a pris&atilde;o tempor&aacute;ria da jovem, pediu a soltura dela, que ocorreu ontem &agrave; tarde.</p>
<p>Na coletiva de imprensa, o delegado disse que n&atilde;o tinha que pedir desculpas &agrave; mo&ccedil;a. Afirmou ser normal prender uma pessoa para averigua&ccedil;&atilde;o, at&eacute; porque ela tem dupla cidadania e poderia viajar para fora do pa&iacute;s se estivesse solta. </p>
<p>Concordo em parte. Tudo bem que seja normal prender a pessoa para investiga&ccedil;&atilde;o, at&eacute; porque Amanda era a &uacute;nica que estava no flat onde Gatti apareceu morto. Mas no flagrante, o delegado Josedite Ferreira n&atilde;o s&oacute; garantiu que ela havia cometido o homic&iacute;dio como descartou totalmente a possibilidade de suic&iacute;dio.</p>
<p>A&iacute;, nesse caso, acho que caberia um pedido de desculpas sim, seja do delegado ou mesmo da chefia de Pol&iacute;cia Civil. Caso no flagrante n&atilde;o tivesse ocorrido todo o alarde da Pol&iacute;cia Civil para dizer que Amanda era assassina, a hist&oacute;ria era outra.</p>
<p>A jovem agora estuda a possibilidade de processar o Estado por passar 18 dias presa injustamente. Vamos esperar para ver onde essa hist&oacute;ria vai terminar.</p>
<p><strong>* A foto foi gentilmente cedida por Clemilson Campos/JC Imagem</strong></p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 14:34:29 -0300</pubDate>
			<category>Arturo Gatti,crime,violência,polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Estudo mostra que academia só forma agentes de repressão</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1088]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1088'>27.07.2009 - polícia,segurança</a></b>
				<br><br>
				<strong>Do Jornal do Commercio<br />
</strong><br />
S&Atilde;O PAULO &ndash; Em vez de ensinar a investigar, mediar conflitos, preservar o local do crime ou proteger cidad&atilde;os, as academias de pol&iacute;cia do Brasil privilegiam o uso da for&ccedil;a f&iacute;sica e das armas, conclui um dos mais completos estudos j&aacute; realizados sobre o tema, em 15 pa&iacute;ses, coordenado pelo soci&oacute;logo brasileiro Jos&eacute; Vicente Tavares dos Santos. Segundo a pesquisa, no Brasil acabam sendo formados agentes de repress&atilde;o e n&atilde;o de seguran&ccedil;a p&uacute;blica.
<p>Financiados pelos Estados da federa&ccedil;&atilde;o, esses treinamentos investem em t&eacute;cnicas arcaicas, com curr&iacute;culos muitas vezes sigilosos. </p>
<p>No Brasil, Santos, que &eacute; professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade de Coimbra, visitou 20 institui&ccedil;&otilde;es. O especialista participa da produ&ccedil;&atilde;o de uma matriz curricular proposta pela Secretaria Nacional da Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. </p>
<p>A an&aacute;lise que ele faz das institui&ccedil;&otilde;es &eacute; incisiva: &ldquo;De modo geral, as escolas privilegiam a for&ccedil;a f&iacute;sica, o uso de viaturas e de armas. Atira melhor quem atinge o cora&ccedil;&atilde;o ou a cabe&ccedil;a do &lsquo;alvo&rsquo;. O que h&aacute; &eacute; um grande arca&iacute;smo pedag&oacute;gico. Est&atilde;o muito longe da tecnologia, da modernidade. N&atilde;o h&aacute; quadros docentes suficientes. Vejo militares aposentados ensinando e impedindo avan&ccedil;os. Fazem segredo at&eacute; de coisas banais, mesmo se tratando de dinheiro p&uacute;blico&rdquo;, avalia. </p>
<p>Para Santos, a chamada &ldquo;ordem unida&rdquo;, que domina os curr&iacute;culos das escolas da PM, &eacute; um simulacro da est&eacute;tica das For&ccedil;as Armadas, desnecess&aacute;ria para a execu&ccedil;&atilde;o concreta do trabalho policial, que &eacute; o de prestar servi&ccedil;os ao cidad&atilde;o. &ldquo;As pol&iacute;cias do Brasil s&atilde;o como um espelho deformado das For&ccedil;as Armadas. &Eacute; preciso introduzir o saber da modernidade cr&iacute;tica nessas escolas, ou estaremos jogando fora o dinheiro p&uacute;blico&rdquo;, afirma.</p>
<p>O secret&aacute;rio Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, Ricardo Balestreri, concorda com esse diagn&oacute;stico. Segundo ele, o atual modelo de funcionamento e treinamento das Pol&iacute;cias Civil e Militar do Pa&iacute;s guarda resqu&iacute;cios da ditadura.</p>
<p>Em sua opini&atilde;o, essas corpora&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se adequaram &agrave; vida democr&aacute;tica e a pol&iacute;cia est&aacute; longe da comunidade. Balestreri lamenta a m&eacute;dia anual de 45 mil homic&iacute;dios no Brasil. Diz que o governo federal tem feito sua parte, mas admite que os resultados n&atilde;o aparecem a curto prazo. Se diz otimista e argumenta que 180 mil policiais, guardas municipais e bombeiros j&aacute; participam de cursos t&eacute;cnicos e de forma&ccedil;&atilde;o human&iacute;stica organizados por sua secretaria. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 11:50:21 -0300</pubDate>
			<category>polícia,segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Pernambuco discute Segurança Pública</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1087]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1087'>24.07.2009 - Segurança Pública</a></b>
				<br><br>
				<p>Ap&oacute;s 14 confer&ecirc;ncias regionais, que serviram como encontro preparat&oacute;rios, Pernambuco realiza a sua 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Estadual de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. O evento que re&uacute;ne representantes de ONGs, policiais, gestores e sociedade civil tem como finalidade definir a agenda pernambucana para a 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional, que&nbsp;acontecer&aacute; em Agosto, em Bras&iacute;lia.</p>
<p>Melhor do que contar aqui as minhas impress&otilde;es &eacute; deixar que aqueles que participaram da confer&ecirc;ncia digam o que acharam do encontro. O <strong>PEbodycount</strong> conta com a participa&ccedil;&atilde;o dos leitores para disseminar os resultados do evento.</p>
<p>Por favor, comentem.&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 13:15:41 -0300</pubDate>
			<category>Segurança Pública</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Unicef disponibiliza estudo completo do IHA</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1086]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1086'>22.07.2009 - IHA,Índice de Homicídios na Adolescência,estatísticas,homicídios</a></b>
				<br><br>
				O site do Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia (Unicef) publicou o estudo completo do &Iacute;ndice de Homic&iacute;dios na Adolesc&ecirc;ncia (IHA). Veja a pesquisa no endere&ccedil;o http://www.unicef.org/brazil/pt/IHA.pdf
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 23:13:29 -0300</pubDate>
			<category>IHA,Índice de Homicídios na Adolescência,estatísticas,homicídios</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Saiba mais sobre o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA)</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1085]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1085'>22.07.2009 - Índice de Homicídios na Adolescência,IHA,violência,estatísticas,homicídios</a></b>
				<br><br>
				<strong>Do Diario de Pernambuco<br />
<br />
Por Renata Mariz<br />
</strong>
<p class="MsoNormal"><strong>Bras&iacute;lia</strong> - Depois do avan&ccedil;o no combate &agrave; mortalidade infantil - cuja taxa caiu de 58 &oacute;bitos, em 1990, para 22 a cada mil nascidos vivos -, as autoridades brasileiras precisam se mobilizar para combater outro drama social que amea&ccedil;a a vida das crian&ccedil;as no pa&iacute;s: a viol&ecirc;ncia. De cada mil meninos e meninas com 12 anos, dois ser&atilde;o assassinados antes de chegar aos 19.<br />
</p>
<p class="MsoNormal">No pa&iacute;s, tr&ecirc;s munic&iacute;pios pernambucanos figuram entre os 20 mais violentos para adolescentes: Olinda, em quarto lugar; Jaboat&atilde;o dos Guararapes, em 8&ordm; e Recife em 10&ordm; (veja quadro). Os dados constam no &Iacute;ndice de Homic&iacute;dios na Adolesc&ecirc;ncia (IHA), indicador apresentado ontem, em Bras&iacute;lia, pelo Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia (Unicef), pela Secretaria de Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica e pelo Observat&oacute;rio de Favelas. Estima-se que, se as condi&ccedil;&otilde;es sociais e de seguran&ccedil;a n&atilde;o mudarem, 33 mil adolescentes ter&atilde;o morrido de forma violenta entre 2006 e 2012. Uma m&eacute;dia de quase 400 por m&ecirc;s. &quot;S&atilde;o aproximadamente 22 avi&otilde;es como o da Air France caindo anualmente&quot;, compara Manuel Buvinich, coordenador de programas da Unicef, referindo-se ao acidente no Oceano Atl&acirc;ntico que vitimou 228 pessoas em 31 de maio. <br />
<br />
Segundo Buvinich, o dado causa pouco impacto porque as mortes n&atilde;o ocorrem de uma s&oacute; vez. &quot;Talvez a informa&ccedil;&atilde;o mais preocupante desse indicador seja a verifica&ccedil;&atilde;o que, j&aacute; aos 12 anos, a crian&ccedil;a come&ccedil;a a ser v&iacute;tima de viol&ecirc;ncia letal&quot;, afirma. O IHA cruza dados oficiais sobre vari&aacute;veis como taxa de homic&iacute;dios e popula&ccedil;&atilde;o por idade e local de resid&ecirc;ncia para estimar, num corte de mil adolescentes, quantos completam 12 anos, mas ser&atilde;o assassinados antes dos 19. Ign&aacute;cio Cano (foto), pesquisador do Laborat&oacute;rio de An&aacute;lise da Viol&ecirc;ncia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) que trabalhou na elabora&ccedil;&atilde;o do indicador, tra&ccedil;ou o IHA de todos os munic&iacute;pios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Entre os 10 munic&iacute;pios mais violentos, cinco encontram-se na Regi&atilde;o Sudeste. Tr&ecirc;s est&atilde;o no Esp&iacute;rito Santo - Cariacica, Linhares e Serra. O que mais chamou a aten&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores, no entanto, foi a presen&ccedil;a de Macei&oacute; (AL), em 9&ordm; lugar na lista de munic&iacute;pios e em primeiro no ranking de capitais mais violentas, empatada com o Recife. <br />
<br />
Ra&ccedil;as e g&ecirc;neros - Respons&aacute;vel por 45% das mortes de adolescentes entre 12 e 18 anos no pa&iacute;s, os homic&iacute;dios s&atilde;o mais frequentes entre homens, negros e moradores de periferias urbanas. Para se ter ideia, o risco de meninos serem v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia fatal &eacute; 11 vezes maior que o de meninas. Os negros t&ecirc;m quase tr&ecirc;s vezes mais chances de serem assassinados em rela&ccedil;&atilde;o aos brancos, segundo o estudo. No caso de Foz do Igua&ccedil;u (PR), apontado como o munic&iacute;pio com maior IHA do pa&iacute;s, o governo estadual reagiu. A Secretaria de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica do Paran&aacute; critica o estudo e alega que o n&uacute;mero de homic&iacute;dios de adolescentes caiu 36,7% em Foz do Igua&ccedil;u entre 2006 e 2009. Ign&aacute;cio Cano, pesquisador da Uerj que ajudou a elaborar o indicador, explica que os dados utilizados no estudo se referem aos mais atualizados disponibilizados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de sobre mortes no Brasil.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 10:59:16 -0300</pubDate>
			<category>Índice de Homicídios na Adolescência,IHA,violência,estatísticas,homicídios</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Três cidades do Estado entre as mais violentas para jovens</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1084]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1084'>21.07.2009 - Índice de Homicídios na Adolescência,IHA,violência,crime,estatísticas,homicídios,números</a></b>
				<br><br>
				<p>A hist&oacute;ria se repete. Mais um ranking da viol&ecirc;ncia no Brasil &eacute; divulgado e Pernambuco aparece de novo na ponta. O &Iacute;ndice de Homic&iacute;dios na Adolesc&ecirc;ncia (IHA), pesquisa realizada em conjunto pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Unicef e o Observat&oacute;rio de Favelas, apresentado hoje, em Bras&iacute;lia, mostra que Recife, empatada com Macei&oacute;, &eacute; a capital mais violenta do Pa&iacute;s para jovens, com IHA de 6,0.</p>
<p>As taxas s&atilde;o calculadas utilizando o n&uacute;mero de homic&iacute;dios de pessoas com idades entre 12 e 18 anos ocorridos em 2006.<br />
Ao todo, 267 cidades foram analisadas. Quando todos os munic&iacute;pios s&atilde;o considerados, a capital pernambucana cai para a 10&ordf; coloca&ccedil;&atilde;o no ranking, perdendo inclusive para Olinda (4&ordm;) e Jaboat&atilde;o dos Guararapes (8&ordm;).</p>
<p>Ou seja, das dez cidades com maiores &Iacute;ndices de Homic&iacute;dios na Adolesc&ecirc;ncia, tr&ecirc;s est&atilde;o em Pernambuco.</p>
<p>Arte: Hernanto&nbsp;Barbosa</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 16:05:56 -0300</pubDate>
			<category>Índice de Homicídios na Adolescência,IHA,violência,crime,estatísticas,homicídios,números</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Sociedade, governo e violência</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1083]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1083'>21.07.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Nas &uacute;ltimas semanas tivemos boas not&iacute;cias na Seguran&ccedil;a P&uacute;blica de Pernambuco com sete meses seguidos de queda no n&uacute;mero de homic&iacute;dios. Not&iacute;cias essas recebidas com descr&eacute;dito por grande parte da popula&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>A rea&ccedil;&atilde;o do Governo a isso foi mais propaganda. Todas as mudan&ccedil;as na atua&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia est&atilde;o sendo feitas sem a preocupa&ccedil;&atilde;o de colocar a popula&ccedil;&atilde;o a par das altera&ccedil;&otilde;es. Ali&aacute;s, prestar&nbsp;contas e&nbsp;dar acesso&nbsp;aos dados s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es que essa administra&ccedil;&atilde;o&nbsp;n&atilde;o tolera. Haja visto, a pol&ecirc;mica que foi para v&aacute;rias entidades conseguirem informa&ccedil;&otilde;es sobre o Pacto pela Vida.</p>
<p>Sem a popula&ccedil;&atilde;o&nbsp;ter conhecimento do que vem sendo feito, de como isso est&aacute; sendo feito e de que maneira &eacute; poss&iacute;vel acompanhar, os dados novos ser&atilde;o apenas uma dan&ccedil;a de n&uacute;meros e os balan&ccedil;os futuros, mesmo que alvissareiros, carecer&atilde;o de uma caracter&iacute;stica imprescind&iacute;vel: legitimidade.&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 11:04:15 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>A Polícia Científica de Pernambuco e os casos de repercussão internacional </title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1082]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1082'>13.07.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>O assassinato do pugilista italiano naturalizado canadense&nbsp; Arturo Gatti, em Porto de Galinhas e o trabalho de necropsia dos corpos das v&iacute;timas do acidente com o voo 447 deixaram em evid&ecirc;ncia a Pol&iacute;cia Cient&iacute;fica de Pernambuco.</p>
<p>No caso mais recente, os peritos que estiveram na cena do crime recolheram uma correia de bolsa e afirmaram que o objeto foi utilizado pela mulher da v&iacute;tima para esgan&aacute;-lo. A al&ccedil;a estava manchada de sangue, mas ap&oacute;s ser recolhida foi colocada no ch&atilde;o do estacionamento do flat para que a imprensa filmasse e fotografasse. </p>
<p>Horas depois, j&aacute; na sede do DHPP, os rep&oacute;rteres que foram buscar mais informa&ccedil;&otilde;es sobre o homic&iacute;dio viram a correia jogada no ch&atilde;o de uma sala. O tempo todo, o objeto foi manuseado sem a utiliza&ccedil;&atilde;o de luvas. A faca que a esposa do pugilista tamb&eacute;m teria usado para matar o marido estava &quot;guardada&quot; numa sacola de p&atilde;o.</p>
<p>No caso das v&iacute;timas da Air France, o tratamento foi outro. O IML passou por uam reforma&nbsp; para receber os passageiros do voo 447. &quot;Forro de gesso novinho,&nbsp;novas lumin&aacute;rias que realmente iluminam, novas sa&iacute;das de ar refrigerado no teto, e ainda pintaram o ch&atilde;o da sala de cinza pra esconder o emporcalhamento que aquele ch&atilde;o verde original aparentava com todo aquele sangue empo&ccedil;ado! E as mesas utilizadas nas necr&oacute;psias ficaram todas limpinhas e brilhando (inclusive at&eacute; as mesas de necr&oacute;psias que estavam em Caruaru solicitaram), como jamais se viu no Instituto de Medicina Legal de Recife! Coisa para franc&ecirc;s ver!&quot;, escreveu um funcion&aacute;rio do IML para o blog parceiro <a href="http://www.acertodecontas.blog.br"><strong><em>Acerto de Contas</em></strong></a>.</p>
<p>Os cad&aacute;veres das pessoas assassinadas em Pernambuco ou mortas em acidentes foram deslocados para os fundos do instituto.</p>
<p>A conclus&atilde;o &eacute; a seguinte: como os franceses vieram &quot;supervisionar&quot; o trabalho de necropsia, o IML mereceu uma reforma geral. J&aacute; a per&iacute;cia do local onde morreu o pugilista, sem&nbsp;&quot;controle&nbsp;de&nbsp; qualidade&quot; internacional,&nbsp; recebeu o tratamento normal de mais uma v&iacute;tima da viol&ecirc;ncia por essas paragens...&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 17:19:08 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Vítimas da Omissão</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1081]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1081'>08.07.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Conforme prometido, as mat&eacute;rias da s&eacute;rie V&iacute;timas da Omiss&atilde;o, assinada pela rep&oacute;rter Isly Viana, da TV Tribuna, j&aacute; est&atilde;o na internet. Vale a pena conferir a contundente reportagem. Disponibilizo abaixo os links das tr&ecirc;s mat&eacute;rias&nbsp;da s&eacute;rie.</p>
<p>V&iacute;timas da Omiss&atilde;o 1 - <a href="http://www.youtube.com/watch?v=C2aPieCrokM">http://www.youtube.com/watch?v=C2aPieCrokM</a><br />
</p>
<p>V&iacute;timas da Omiss&atilde;o 2 - <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Tlu6FO9zKK4&amp;feature=related">http://www.youtube.com/watch?v=Tlu6FO9zKK4&amp;feature=related</a><br />
</p>
<p>V&iacute;timas da Omiss&atilde;o 3 - http://www.youtube.com/watch?v=crOPnyCIMKs&amp;feature=related</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 11:55:35 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Sobre crack, prostituição e impotência</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1080]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1080'>07.07.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Nossa amiga Isly Viana, rep&oacute;rter da TV Tribuna, nos escreve para falar sobre um assunto dos mais cru&eacute;is: o crack. Fala de impot&ecirc;ncia diante do poder devastador da droga e da inefici&ecirc;ncia de programas sociais p&uacute;blicos&nbsp;para resgatar uma gera&ccedil;&atilde;o destru&iacute;da.</p>
<p>Em maio, Isly exibiu, na&nbsp;TV Tribuna, uma s&eacute;rie sobre prostitui&ccedil;&atilde;o infantil e crack. &quot;Fiquei muito feliz com o resultado, pois conseguimos flagrantes e den&uacute;ncias fortes. A mat&eacute;ria chamou a aten&ccedil;&atilde;o de autoridades para o problema.&quot;</p>
<p>Pronto. Parou por a&iacute;.</p>
<p>&quot;Hoje (dia 2 de julho), indo pro trabalho antes das 5h da manh&atilde;, vi v&aacute;rias das meninas que mostramos nas mat&eacute;rias l&aacute;, procurando programas ou compradores de crack.&quot;</p>
<p>O local &eacute; o giradouro de Olinda, na PE-15. Meninas se vendem para comprar o crack.<br />
&nbsp;<br />
&quot;Uma das meninas que mostramos na s&eacute;rie, de 14 anos,&nbsp; que inclusive vi hoje (dia 2 de julho)&nbsp;cedo no mesmo local, foi assassinada &agrave;&nbsp;tarde depois de mais um dos 10 ou 15 programas que ela costumava fazer por dia, ao custo de 5 ou 10 reais.&quot;</p>
<p>A rep&oacute;rter conta da revolta diante da falta de a&ccedil;&atilde;o dos poderes constitu&iacute;dos. &quot;Apesar da frieza que nos atinge por fazermos mat&eacute;rias policiais todos os dias, n&atilde;o tive como n&atilde;o me emocionar, entristecer e me&nbsp;revoltar. Senti um pouco do desespero daquela m&atilde;e que desmaiou ao ver o corpo magro, seco pelo crack, judiado pela mis&eacute;ria da castigada menina.&quot;</p>
<p>A&nbsp;jornalista&nbsp;informa que n&atilde;o vai deixar essa hist&oacute;ria morrer.&nbsp;&nbsp;<br />
&quot;&Eacute; isso! N&atilde;o quero deixar essa hist&oacute;ria morrer! Vou divulgar a s&eacute;rie no you tube e orkut, e tentar fazer um protesto, mesmo como uma formiguinha, em mem&oacute;ria dela, de quem vou tentar n&atilde;o esquecer!&quot;</p>
<p>O&nbsp;PEbodycount vai divulgar os links das mat&eacute;rias assim que estiverem disponibilizadas na internet.<br />
&nbsp;<br />
</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 10:50:29 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Petrolina consegue reduzir 35,5% número de homicídios</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1079]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1079'>04.07.2009 - violência,Petrolina,sertão,combate à violência</a></b>
				<br><br>
				<strong>Do Jornal do Commercio</strong><em><br />
<br />
Roseanne Albuquerque</em>
<p>PETROLINA &ndash; De janeiro a junho deste ano, Petrolina, no Sert&atilde;o, registrou redu&ccedil;&atilde;o de 35,5% no n&uacute;mero de homic&iacute;dios, em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano passado. Nos seis primeiros meses de 2009, ocorreram 50 crimes, enquanto no primeiro semestre de 2008 foram 76. As estat&iacute;sticas, apresentadas ontem pela Secretaria de Seguran&ccedil;a Cidad&atilde;, em parceria com as Pol&iacute;cias Militar e Civil, incluem dados sobre roubos, agress&otilde;es e instaura&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos. De acordo com o titular da pasta, Murilo Cavalcanti, a ideia &eacute; apresentar os dados relativos &agrave; seguran&ccedil;a p&uacute;blica a cada seis meses. </p>
<p>Para ele, a redu&ccedil;&atilde;o &eacute; resultado de parcerias entre todos os segmentos da sociedade. &ldquo;S&atilde;o a&ccedil;&otilde;es conjuntas de preven&ccedil;&atilde;o. A repress&atilde;o, puni&ccedil;&atilde;o de delinquentes e criminosos &eacute; importante, mas n&atilde;o &eacute; s&oacute; isso que ajuda. Os pais devem acompanhar mais seus filhos, saber se est&atilde;o na escola, o que fazem nos espa&ccedil;os p&uacute;blicos, ver a quest&atilde;o das drogas.&rdquo; </p>
<p>A secretaria tamb&eacute;m credita a diminui&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de assassinatos aos projetos de ilumina&ccedil;&atilde;o de vias p&uacute;blicas e melhoria de infraestrutura. Segundo Cavalcanti, o pr&oacute;ximo passo &eacute; atuar em bairros j&aacute; mapeados pelo poder p&uacute;blico. &ldquo;Constatamos que a maioria dos crimes ocorre entre quinta e domingo, das 22h &agrave;s 5h. Nossa preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; com os bares e restaurantes, que vendem bebidas a menores em qualquer hor&aacute;rio. Vamos discutir a quest&atilde;o e enviar para a C&acirc;mara Municipal projeto de lei para que esses locais tenham normas r&iacute;gidas de funcionamento.&rdquo;</p>
<p>As estat&iacute;sticas apresentadas ontem tamb&eacute;m mostram redu&ccedil;&atilde;o de 29,5% no n&uacute;mero de roubos. Entre janeiro e junho de 2008 foram registradas 671 ocorr&ecirc;ncias, contra 473 no mesmo per&iacute;odo deste ano. O &uacute;nico dado considerado desfavor&aacute;vel &eacute; de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica: houve acr&eacute;scimo de 6,4%. &ldquo;Isso n&atilde;o significa necessariamente que a viol&ecirc;ncia em casa aumentou. Pode apontar que as pessoas t&ecirc;m procurado mais a pol&iacute;cia. N&atilde;o podemos desprezar tamb&eacute;m o fator desemprego, que aumentou no Vale do S&atilde;o Francisco com a crise mundial, e isso fez com que muitos homens se voltassem para as bebidas, o que pode influenciar na viol&ecirc;ncia&rdquo;, explica o delegado Glauckus Menck. </p>
<p>O delegado ressalta mais um n&uacute;mero positivo: o de inqu&eacute;ritos conclu&iacute;dos e remetidos &agrave; Justi&ccedil;a. Em 2008, foram 7 casos. Este ano,j&aacute; s&atilde;o 29, o que representa um aumento de 314%. &ldquo;Tivemos refor&ccedil;o de policiais. S&oacute; t&iacute;nhamos um escriv&atilde;o e agentes que eram deslocados de suas fun&ccedil;&otilde;es e exerciam a fun&ccedil;&atilde;o de escriv&atilde;es. Agora, s&atilde;o 11 escriv&atilde;es e isso possibilita melhoria do trabalho.&rdquo; </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 11:25:18 -0300</pubDate>
			<category>violência,Petrolina,sertão,combate à violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Delegado espancado por capitão da PM</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1078]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1078'>03.07.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>A Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social e a Delegacia de Gravat&aacute; instauraram sindic&acirc;ncia e inqu&eacute;rito, respectivamente, para apurar um espancamento sofrido pelo delegado Ian Campos, do Departamento de Homic&iacute;dios e Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Pessoa (DHPP), no &uacute;ltimo s&aacute;bado, em Gravat&aacute;, agreste do Estado. </p>
<p>O espancamento teria sido comandado por um capit&atilde;o da Pol&iacute;cia Militar, identificado apenas como Gleidson, durante os festejos juninos do fim de semana.<br />
</p>
<p>De acordo com testemunhas, o delegado estaria na companhia de alguns amigos em Gravat&aacute;, quando viu o oficial da PM agir com trucul&ecirc;ncia na abordagem a um transeunte. O capit&atilde;o teria at&eacute; disparado um tiro no meio da multid&atilde;o. Ao tentar intervir, o policial civil diz que foi agredido, desarmado e colocado dentro da viatura da PM.<br />
</p>
<p>Os &acirc;nimos se exaltaram com a chegada dos policiais civis de plant&atilde;o na Delegacia de Gravat&aacute; e a confus&atilde;o se estendeu por v&aacute;rias horas. Os civis queriam autuar os PMs por furto da pistola pertencente &agrave; corpora&ccedil;&atilde;o e os militares n&atilde;o reconheciam a autoridade dos colegas.<br />
</p>
<p>No final das contas, os PMs entregaram a pistola ao delegado de plant&atilde;o e o inqu&eacute;rito por agress&atilde;o foi instaurado. <br />
</p>
<p>&ldquo;Vamos designar um delegado especial para a investiga&ccedil;&atilde;o criminal j&aacute; que o capit&atilde;o da PM atua em Gravat&aacute;. Os procedimentos administrativos ficar&atilde;o a cargo da Corregedoria-Geral da SDS&rdquo;, afirmou o diretor-geral de Opera&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;cia Civil, Osvaldo Morais.<br />
</p>
<p>O delegado Ian Campos passou por exame traumatol&oacute;gico no Instituto de Medicina Legal, onde teriam sido constatadas as marcas da agress&atilde;o. Apesar da viol&ecirc;ncia do epis&oacute;dio, o delegado n&atilde;o interrompeu suas atividades no Departamento de Homic&iacute;dios e Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Pessoa.<br />
&ldquo;Prefiro n&atilde;o fazer nenhum coment&aacute;rio sobre esse assunto. Vou aguardar a conclus&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o para me pronunciar&rdquo;, disse o delegado Ian Campos.<br />
</p>
<p>Osvaldo Morais garantiu que o confronto entre pol&iacute;cias em Gravat&aacute; n&atilde;o criou arestas entre as duas corpora&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Tratou-se um epis&oacute;dio isolado que n&atilde;o reflete as rela&ccedil;&otilde;es entre as duas pol&iacute;cias&rdquo;, concluiu o delegado. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 09:38:52 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Três mulheres assassinadas em menos de 8 horas</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1077]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1077'>02.07.2009 - violência,crime</a></b>
				<br><br>
				<p>Diferentes classes sociais, mas uma coisa em comum. Todas mulheres. Em menos de oito horas, a Pol&iacute;cia Civil registrou tr&ecirc;s homic&iacute;dios de mulheres na Regi&atilde;o Metropolitana do Recife. </p>
<p>O primeiro crime foi descoberto no in&iacute;cio da manh&atilde; desta quinta-feira (02/07). O corpo de uma jovem aparentando entre 18 e 20 anos foi encontrado carbonizado em terras do Engenho Caet&eacute;s, em Ipojuca. A pol&iacute;cia acredita que o local onde o corpo foi deixado &eacute; ponto de desova, ou seja, os suspeitos deixaram o corpo l&aacute; e atearam fogo em seguida. Havia marcas de pneu de caro nas proximidades.</p>
<p>Por volta das 10h, uma advogada trabalhista morreu a tiros dentro de seu escrit&oacute;rio, localizado &agrave;s margens da BR-101, em Igarassu. O assassino aguardou alguns minutos na recep&ccedil;&atilde;o para ser atendida por Karina L&iacute;gia Cruz Amorim, 41 anos. Ao entrar na sala da v&iacute;tima, disparou tr&ecirc;s tiros &agrave; queima roupa.</p>
<p>No come&ccedil;o da tarde, o cen&aacute;rio do crime foi um terreno baldio no Complexo Salgadinho, em Olinda. Uma adolescente de 15 anos foi morta com pancadas na cabe&ccedil;a. A m&atilde;e dela, que esteve no local, afirmou que a filha era viciada em crack e fazia programas na &aacute;rea.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 19:31:01 -0300</pubDate>
			<category>violência,crime</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Policial morto em serviço</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1076]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1076'>02.07.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Da Folha de Pernambuco</p>
<p>PRISCILLA AGUIAR &nbsp; </p>
<p>Um tiro nas costas, associado a um ato de covardia, marcou o fim da carreira do comiss&aacute;rio da Pol&iacute;cia Civil, Jos&eacute; Reginaldo da Silva Guimar&atilde;es J&uacute;nior, de 45 anos. O profissional foi assassinado durante uma opera&ccedil;&atilde;o de combate ao tr&aacute;fico de drogas, por volta das 15h30 de ontem, nas proximidades da rua Hilton Mendes Barbosa, no bairro de Tabatinga, em Camaragibe. O policial estava &agrave; servi&ccedil;o do Departamento de Repress&atilde;o ao Narcotr&aacute;fico (Denarc), na tentativa de identificar os respons&aacute;veis por um ponto de venda de drogas (boca-de-fumo), que funcionava na &aacute;rea.<br />
</p>
<p>&nbsp;</p>
Pouco depois do crime, Saulo Marinho Falc&atilde;o, 26, foi preso no Hospital Portugu&ecirc;s, na Paissandu, para onde se dirigiu em busca de atendimento alegando ter sido ferido durante um assalto. O suspeito deu entrada na unidade de sa&uacute;de com o nome falso de Mois&eacute;s, por&eacute;m foi reconhecido por um dos policiais que participou da opera&ccedil;&atilde;o. Nenhum dos outros tr&ecirc;s policiais que participavam da a&ccedil;&atilde;o foram feridos.<br />
<p>&nbsp;</p>
Todos estavam &agrave; paisana, sem farda e sem colete &agrave; prova de balas. Apesar da experi&ecirc;ncia de quase 22 anos na pol&iacute;cia, o comiss&aacute;rio integrava a equipe do Denarc h&aacute; apenas um m&ecirc;s. Ele teria sido surpreendido pelas costas durante uma troca de tiros, depois de entrar em um beco, e morreu na hora, deixando mulher e cinco filhos.<br />
<p>&nbsp;</p>
Cerca de 500 policiais, entre eles delegados, comiss&aacute;rios e agentes de diversos grupos e departamentos, a exemplo do Denarc, do Departamento de Homic&iacute;dios e Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Pessoa (DHPP) e do Grupo de Opera&ccedil;&otilde;es Especiais (GOE), chegaram, pouco a pouco, ao local do crime, para trabalhar ou acompanhar as buscas pelos envolvidos. Ainda abalados com a perda, os colegas reuniram uma equipe para realizar novas rondas pela regi&atilde;o, com o apoio da Pol&iacute;cia Militar.<br />
<p>&nbsp;</p>
Na manh&atilde; de ontem, o comiss&aacute;rio foi at&eacute; a For&ccedil;a Tarefa Sul do DHPP, onde normalmente trabalharia como plantonista, mas descobriu que, devido a mudan&ccedil;as na equipe, n&atilde;o estava escalado para o plant&atilde;o daquele dia. Em meio a brincadeiras, ele se despediu dos colegas afirmando que iria trabalhar (no Denarc). Carism&aacute;tico, o comiss&aacute;rio, conhecido entre os colegas como J&uacute;nior do GOE, ingressou na pol&iacute;cia em 17 de novembro de 1987, tendo como primeira lota&ccedil;&atilde;o a Corregedoria. Ele atuou em nove cidades do Interior do Estado, no servi&ccedil;o de intelig&ecirc;ncia, no GOE e em outras especializadas, como a Delegacia de Repress&atilde;o &agrave; Roubos e Furtos de Ve&iacute;culos, Delegacia de Repress&atilde;o ao Estelionato, DHPP e, h&aacute; cerca de um m&ecirc;s, ingressou na equipe da delegada Maria Helena Fazio, no Denarc.<br />
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda abalados com a not&iacute;cia, os familiares do comiss&aacute;rio n&atilde;o quiseram se pronunciar sobre o assunto. A assessoria de Imprensa da Pol&iacute;cia Civil estima que, este ano, outros dois policiais tenham sido assassinados em servi&ccedil;o, entre eles o delegado regional de Caruaru, Fernando Machado.</p>
<p>* Foto de Maur&iacute;cio Ferry</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 09:30:45 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Governo passa a identificar corpos com pulseiras numeradas</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1075]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1075'>01.07.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Desde o in&iacute;cio de junho, o controle estat&iacute;stico da viol&ecirc;ncia em Pernambuco foi refor&ccedil;ado pela implanta&ccedil;&atilde;o de pulseiras de identifica&ccedil;&atilde;o para cad&aacute;veres. Os lacres numerados s&atilde;o colocados nos corpos pelos peritos do Instituto de Criminal&iacute;stica e servem para tornar o controle estat&iacute;stico mais eficiente. </p>
<p>&ldquo;Muitas vezes, os peritos iam a um local de crime com mais de uma v&iacute;tima e nem todas estavam identificadas. Os cad&aacute;veres seguiam como desconhecidos e, posteriormente, ao serem identificados podiam acabar sendo contados duas vezes. Agora, todo o processo ocorre com a v&iacute;tima atrelada a um n&uacute;mero de ordem que n&atilde;o muda&rdquo;, explicou o gestor da Pol&iacute;cia Cient&iacute;fica, Evson Lira. </p>
<p>Mesmo ap&oacute;s a libera&ccedil;&atilde;o do corpo no Instituto de Medicina Legal, a orienta&ccedil;&atilde;o para as fam&iacute;lias &eacute; que o corpo seja sepultado com a pulseira, tornando poss&iacute;vel a confer&ecirc;ncia at&eacute; em casos de exuma&ccedil;&atilde;o. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 09:43:29 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Pernambuco tem seis meses de queda nos homicídios</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1074]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1074'>26.06.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>No &uacute;ltimo dia 31 de maio, Pernambuco completou seis meses seguidos de queda no n&uacute;mero de crimes violentos letais intencionais (CVLIs). Pela primeira vez, desde o per&iacute;odo de outubro de 2006 a mar&ccedil;o de 2007, o Estado ultrapassa seis meses com uma tend&ecirc;ncia consolidada de redu&ccedil;&atilde;o no somat&oacute;rio dos homic&iacute;dios dolosos, latroc&iacute;nios e les&otilde;es corporais seguidas de morte. No comparativo do semestre compreendido entre dezembro de 2008 e maio de 2009 e o per&iacute;odo de dezembro de 2007 a maio de 2008, houve um recuo de 5,5% no n&uacute;mero de CVLIs. Se o &iacute;ndice admitido for a taxa de CVLI (que considera o crescimento populacional), a queda chega a 6,4%. </p>
<p>Os dados sobre a redu&ccedil;&atilde;o na viol&ecirc;ncia ser&atilde;o divulgados oficialmente na pr&oacute;xima semana pela Ag&ecirc;ncia Condepe/Fidem. Os n&uacute;meros apresentados nessa reportagem est&atilde;o sujeitos &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o e foram obtidos na p&aacute;gina da Secretaria de Defesa Social na internet. </p>
<p>Os seis meses de recuo na viol&ecirc;ncia coincidem com o per&iacute;odo de implanta&ccedil;&atilde;o pelo governo de Pernambuco de um acompanhamento semanal das estat&iacute;sticas de CVLI nas 217 &aacute;reas integradas em que o Estado foi dividido. Agora, os gestores de cada &aacute;rea precisam prestar contas semanais sobre os crimes ocorridos em suas jurisdi&ccedil;&otilde;es, informar como andam as investiga&ccedil;&otilde;es e atualizar boletins de ocorr&ecirc;ncia eletr&ocirc;nicos. </p>
<p>Al&eacute;m disso, a SDS tem focalizado efetivo e recursos para os chamados &ldquo;pontos quentes&rdquo; da viol&ecirc;ncia. Em 2008, 37 comunidades onde se concentravam 44% dos homic&iacute;dios do Estado eram o alvo preferencial. Este ano, a quantidade de pontos quentes subiu para 44 e deve chegar a 77 em 2010. </p>
<p>A assessoria de comunica&ccedil;&atilde;o da SDS informou que s&oacute; vai comentar os seis meses de queda no n&uacute;mero de CVLIs ap&oacute;s a divulga&ccedil;&atilde;o dos dados pela Ag&ecirc;ncia Condepe/Fidem.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 10:23:50 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Desvio milionário em delegacia segue impune</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1073]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1073'>22.06.2009 - crime</a></b>
				<br><br>
				<p>H&aacute; dois anos e meio, o delegado Zanelli Alencar assumiu a Delegacia de Roubos e Furtos de Ve&iacute;culos (DRFV) e se deparou com um esquema milion&aacute;rio existente no local. As taxas que a popula&ccedil;&atilde;o deveria pagar para utilizar os servi&ccedil;os de vistoria de ve&iacute;culos da especializada n&atilde;o vinham sendo devidamente recolhidas.</p>
<p>Em 2006, ano anterior &agrave; chegada de Zanelli, a DRFV arrecadou R$ 70 mil em taxas para os cofres p&uacute;blicos. Em 2007, quando ele acabou com o esquema, a arrecada&ccedil;&atilde;o subiu para mais de R$ 1,3 milh&atilde;o. Isso mesmo, mais de R$ 1,2 milh&atilde;o de diferen&ccedil;a. Mais de R$ 1 milh&atilde;o que deixava de entrar na conta do estado por ano.</p>
<p>Para descobrir onde ia parar esse dinheiro foi designada a delegada de Crimes Contra a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, Cl&aacute;udia Freitas. At&eacute; hoje, o inqu&eacute;rito que apura o envolvimento de v&aacute;rios delegados no desvio citado repousa em uma gaveta.</p>
<p>Conversei com a delegada e ela falou que n&atilde;o concluiu ainda o caso devido ao grande volume de trabalho na Delegacia de Crimes Contra a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica. Questionei se ela vem sendo pressionada para n&atilde;o encerrar o inqu&eacute;rito por envolver outros delegados. &quot;N&atilde;o, mas tenho certeza que outros colegas nunca fariam esse trabalho&quot;.</p>
<p>Al&eacute;m da delegada Cl&aacute;udia Freitas, a Corregedoria-Geral da SDS e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico deveriam observar esse inqu&eacute;rito. Enquanto os desvios de fun&ccedil;&atilde;o envolvem soldados e agentes de pol&iacute;cia, essas institui&ccedil;&otilde;es mostram empenho nas exclus&otilde;es. Em um caso envolvendo delegados, ao que parece, est&aacute; todo mundo muito ocupado...</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 11:50:49 -0300</pubDate>
			<category>crime</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Fique seguro em 48 suaves prestações</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1072]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1072'>18.06.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>A empresa Security Blindados oferece em an&uacute;ncios nos jornais pernambucanos o servi&ccedil;o de blindagem automotiva em 48 presta&ccedil;&otilde;es. Eles chamam o servi&ccedil;o de cons&oacute;rcio de blindagem, com presta&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de R$ 990,00 por m&ecirc;s. </p>
<p>Funciona igual a um cons&oacute;rcio de ve&iacute;culos. Basta pagar as presta&ccedil;&otilde;es e aguardar ser sorteado ou dar um lance. O v&eacute;iculo leva 30 dias para ser blindado completamente: teto, pneus, vidros e lataria.</p>
<p>O vendedor que me atendeu afirmou que, devido &agrave; procura, n&atilde;o garante a entrega em um m&ecirc;s. O sucesso do cons&oacute;rcio j&aacute; empurrou a espera para 40 dias. &Eacute; a classe m&eacute;dia pernambucana acreditando que um carro &agrave; prova de balas vai livr&aacute;-la da viol&ecirc;ncia ou mudar a situa&ccedil;&atilde;o atual. </p>
<p>A tend&ecirc;ncia &eacute; essa. Mais c&acirc;meras, mais grades, mais cadeados, mais blindados. E mais viol&ecirc;ncia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 14:43:20 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Secretário diz que pulseira eletrônica é solução, mas licitação emperra no TJPE</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1071]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1071'>17.06.2009 - </a></b>
				<br><br>
				O secret&aacute;rio-executivo de Ressocializa&ccedil;&atilde;o, Humberto Vianna, ressaltou que &eacute; preciso diferenciar fuga de evas&atilde;o. &ldquo;Grande parte desses presos sai do pres&iacute;dio com autoriza&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a e n&atilde;o retorna. Isto &eacute; evas&atilde;o. N&atilde;o podemos dizer que foi uma fuga. N&atilde;o &eacute; correto.&rdquo; Ele reconheceu que o sistema de fiscaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; prec&aacute;rio. &ldquo;Historicamente, temos um sistema de fiscaliza&ccedil;&atilde;o prec&aacute;rio, mas vamos fazer o monitoramento eletr&ocirc;nico. Seremos o primeiro Estado a utilizar o servi&ccedil;o.&rdquo;
<p>Vianna informou que o processo licitat&oacute;rio sofreu alguns questionamentos do Tribunal de Justi&ccedil;a de Pernambuco. No entanto, o secret&aacute;rio assegurou que a Procuradoria-Geral do Estado j&aacute; foi acionada e, em breve, o problema deve ser resolvido.</p>
<p>O secret&aacute;rio fez quest&atilde;o de ressaltar que a fuga, ocorrida semana passada na Penitenci&aacute;ria Agroindustrial S&atilde;o Jo&atilde;o, &eacute; um caso pontual. &ldquo;Reconhecemos que houve um erro da dire&ccedil;&atilde;o da unidade em autorizar a abertura do buraco para passagem da mangueira que levaria &aacute;gua ao pres&iacute;dio. Mas j&aacute; tomamos as provid&ecirc;ncias. A diretora foi exonerada.&rdquo;</p>
<p>Ele negou que a unidade tenha ficado 15 dias sem &aacute;gua. &ldquo;Isso n&atilde;o existe. Tivemos um problema e a vaz&atilde;o diminuiu.&rdquo;</p>
<p><br />
</p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 21:28:21 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Antiga PAI é uma mãe: duas fugas por dia</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1070]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1070'>17.06.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Ontem &agrave; tarde, conversei com o juiz-titular da 1&ordm; Vara de Execu&ccedil;&otilde;es Penais, Adeildo Nunes. Ele anunciou que a Justi&ccedil;a come&ccedil;ou a publicar, na internet, a lista com os nomes de todos os foragidos da Penitenci&aacute;ria Agr&iacute;cola S&atilde;o Jo&atilde;o, antiga PAI, em Itamarac&aacute;. Pois bem.&nbsp; Fiquei sabendo que uma m&eacute;dia de dois detentos fogem da unidade&nbsp;por dia. </p>
<p>O magistrado utilizou como par&acirc;metro os registros de fugas dos meses de abril e maio deste ano. De acordo com relat&oacute;rio divulgado, 62 detentos conseguiram escapar em maio e 91 em abril. A penitenci&aacute;ria &eacute; de regime semiaberto. Dos 1.391 apenados da unidade prisional, 821 t&ecirc;m autoriza&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a para deixar a pris&atilde;o nos fins de semana. </p>
<p>No &uacute;ltimo dia 6, foi registrada uma fuga em massa. Vinte e nove conseguiram escapar por um buraco aberto com a autoriza&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria dire&ccedil;&atilde;o da penitenci&aacute;ria. At&eacute; agora, a pol&iacute;cia conseguiu recapturar 13 deles. Em raz&atilde;o da fuga, toda a diretoria da unidade prisional foi exonerada. Por determina&ccedil;&atilde;o do governador Eduardo Campos, uma sindic&acirc;ncia foi instaurada para apurar se houve facilita&ccedil;&atilde;o de algum servidor do Estado. </p>
<p>Ele criticou o sistema de fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos presos que possuem autoriza&ccedil;&atilde;o da Justi&ccedil;a para passar o fim de semana em casa. &ldquo;N&atilde;o h&aacute; fiscaliza&ccedil;&atilde;o. A quantidade de fuga &eacute; grande.&rdquo; O magistrado salientou que a publica&ccedil;&atilde;o desses nomes tamb&eacute;m servir&aacute; para a forma&ccedil;&atilde;o de um cadastro estat&iacute;stico. &ldquo;Os presos t&ecirc;m direito a 28 sa&iacute;das do pres&iacute;dio por ano, mas muitos saem e n&atilde;o voltam mais. Quando isso ocorre, &eacute; expedida uma ordem de pris&atilde;o e o detento passa a ser considerado foragido&rdquo;, explica o juiz. </p>
<p>Embora apresente poucas ocorr&ecirc;ncias de fugas, a Col&ocirc;nia Penal Feminina, no bairro do Engenho do Meio, Zona Oeste do Recife, tamb&eacute;m possui algumas detentas em regime semiaberto e, por isso, ser&aacute; inclu&iacute;da no servi&ccedil;o. A listagem oferece dados como filia&ccedil;&atilde;o do detento, n&uacute;mero do processo, data da fuga e de expedi&ccedil;&atilde;o do mandado de pris&atilde;o. </p>
<p>Em caso de informa&ccedil;&otilde;es sobre os foragidos, a Delegacia de Capturas de Pernambuco dever&aacute; ser acionada. Adeildo Nunes explicou que todos os presos recapturados voltam automaticamente a cumprir pena no regime fechado. &ldquo;Eles perdem os direitos e podem ficar no isolamento por 30 dias.&rdquo; O magistrado criticou a estrutura oferecida pela antiga PAI. &ldquo;As condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o p&eacute;ssimas. L&aacute;, por exemplo, fiquei sabendo que os presos ficaram 15 dias sem &aacute;gua. Essas situa&ccedil;&otilde;es estimulam o preso a fugir.&rdquo; </p>
<p>Daqui a pouco, publico a resposta do secret&aacute;rio-executivo de Ressocializa&ccedil;&atilde;o, Humberto Vianna.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 10:00:28 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>SDS desmonta circo no IML e libera entrada</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1069]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1069'>08.06.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Antes tarde do que nunca. A Secretaria de Defesa Social resolveu desinterditar de forma&nbsp;parcial as vias nas proximidades do&nbsp;Instituto de Medicina Legal (IML),&nbsp;em Santo Amaro, &aacute;rea central da cidade.&nbsp;A entrada de parentes tamb&eacute;m foi liberada.</p>
<p>Mas o melhor mesmo&nbsp;foi a justificativa dada pela SDS para a montagem do bloqueio no s&aacute;bado &agrave; tarde. A assessoria de imprensa do &oacute;rg&atilde;o comunicou que&nbsp;a secretaria recebeu&nbsp;a informa&ccedil;&atilde;o de que os corpos encontrados no Oceano Atl&acirc;ntico chegariam no domingo ao Recife. </p>
<p>S&oacute; a SDS&nbsp;recebeu esta informa&ccedil;&atilde;o. Os corpos foram localizados no s&aacute;bado de manh&atilde; &nbsp;a uma dist&acirc;ncia de&nbsp;849 quil&ocirc;metros de Fernando de Noronha e seriam trazidos por um navio que navega a 40 KM/H.</p>
<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; reforma no IML, o gerente geral de Pol&iacute;cia Cient&iacute;fica, Francisco Sarmento,&nbsp;comunicou que o &oacute;rg&atilde;o passa apenas por uma adequa&ccedil;&atilde;o da sala de necropsias para o recebimento dos corpos resgatados</p>
<p>A quantidade enorme de cad&aacute;veres que chega todos os dias ao IML &nbsp;n&atilde;o foi suficiente para perceber que o local precisaria de uma adequa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Mas agora &eacute; diferente.&nbsp;N&atilde;o podemos mostrar para o mundo como trabalham os nossos profissionais. N&atilde;o podemos mostrar como&nbsp;recebemos h&aacute; muito os cad&aacute;veres pernambucanos.</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 19:23:13 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Familiares de vítimas de violência no Estado barrados no IML</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1068]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1068'>07.06.2009 - </a></b>
				<br><br>
				Estive hoje de manh&atilde; no Instituto de Medicina Legal (IML). Mesmo com a previs&atilde;o de que os corpos encontrados no Oceano Atl&acirc;ntico pela Marinha s&oacute; chegariam ao Recife amanh&atilde; (08/06), a Secretaria de Defesa Social (SDS) interditou ruas nas proximidades do IML desde 15h de s&aacute;bado. Isto mesmo. Tudo fechado desde s&aacute;bado. E n&atilde;o teve acordo. Mas isso n&atilde;o &eacute; o pior. O mais grave &eacute; que familiares das v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia em Pernambuco foram barrados, na manh&atilde; de hoje, na porta do IML. N&atilde;o puderam entrar para proceder a libera&ccedil;&atilde;o dos corpos e nem para entregar os documentos necess&aacute;rios. <br />
<br />
A ordem dada pelos policiais civis que estavam no bloqueio era para n&atilde;o passar ningu&eacute;m. Quando questionados, repetiam o velho jarg&atilde;o: &quot;Estou cumprindo ordens.&quot; <br />
&quot;&Eacute; um absurdo. A prioridade s&atilde;o os franceses. E as fam&iacute;lias das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia em Pernambuco? A gente n&atilde;o vale nada&quot;. Esta frase &eacute; de um senhor aposentado. O filho dele havia sido assassinado na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, na madrugada. Levou cinco tiros. At&eacute; as 10h30, ele n&atilde;o conseguiu ter acesso ao IML.&nbsp; &quot;S&oacute; depois de ir de um lado para o outro e reclamar muito, deixaram eu entrar.&quot;<br />
Sentada no meio-fio,&nbsp; uma mulher esperava a libera&ccedil;&atilde;o do corpo do pai. &quot;Estou com a roupa aqui para colocar nele, mas n&atilde;o deixaram eu entrar.&nbsp; Para os ricos tudo&quot;, reclamou.<br />
Alguns policiais civis, que n&atilde;o quiseram se identificar, tamb&eacute;m reclamaram da opera&ccedil;&atilde;o. &quot;N&atilde;o faz nenhum sentido. Os corpos ainda nem chegaram em Fernando de Noronha e j&aacute; bloquearam tudo desde ontem. Vou ficar aqui at&eacute; 19h sem fazer nada&quot;, disse um deles.<br />
<br />
V&aacute;rias pessoas foram barradas. A imprensa tamb&eacute;m n&atilde;o teve acesso. &quot;V&aacute; falar com o secret&aacute;rio&quot;, orientou um policial. A opera&ccedil;&atilde;o de bloqueio envolveu v&aacute;rias viaturas da PM, do Corpo de Bombeiros e da Companhia de Tr&acirc;nsito e Transporte Urbano (CTTU). Mais de 30 homens participavam da opera&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Sem ter o que fazer, policiais formavam grupos para jogar conversa fora.<br />
A SDS mandou pintar uma parte do IML. Um jornalista franc&ecirc;s estranhou a interdi&ccedil;&atilde;o. <br />
&quot;Os corpos j&aacute; chegaram?&quot;, perguntou ao observar as barreiras montadas.<br />
N&atilde;o. Voc&ecirc; est&aacute; em Pernambuco.<br />
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 18:45:19 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>PEbodycount é destaque no Le Monde</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1067]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1067'>04.06.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Reproduzo abaixo mat&eacute;ria sobre o PEbodycount&nbsp;publicada na edi&ccedil;&atilde;o de hoje do jornal franc&ecirc;s&nbsp;Le Monde, um dos maiores e mais respeitados peri&oacute;dicos do mundo.&nbsp; A tradu&ccedil;&atilde;o &eacute; do site UOL. O link original &eacute; <em><a href="http://www.lemonde.fr/opinions/article/2009/06/03/le-compteur-des-morts-de-recife-par-jean-pierre-langellier_1201777_3232.html">http://www.lemonde.fr/opinions/article/2009/06/03/le-compteur-des-morts-de-recife-par-jean-pierre-langellier_1201777_3232.html</a></em></p>
<p>-------------------------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>Em pleno cora&ccedil;&atilde;o de Recife, a grande cidade do Nordeste brasileiro, no cruzamento das ruas Joaquim Nabuco com Guilherme Pinto, o &quot;contador de mortos&quot; chama a aten&ccedil;&atilde;o de motoristas e pedestres. Mas esse grande mostrador circular n&atilde;o tem nada a ver com os estragos da inseguran&ccedil;a das estradas. Seus n&uacute;meros contam os homic&iacute;dios cometidos no Estado de Pernambuco, cuja capital &eacute; Recife. Ou melhor, &quot;contavam&quot;, pois desde 1&ordm; de maio o contador est&aacute; desligado, por falta de dinheiro para sua manuten&ccedil;&atilde;o.<br />
<br />
</p>
Para continuar a ser informado em tempo real sobre a mortalidade de origem criminal no Pernambuco, &eacute; preciso ir at&eacute; a p&aacute;gina inicial do site PEbodycount, onde se encontra o mesmo contador. Tr&ecirc;s n&uacute;meros registram os homic&iacute;dios cometidos nas &uacute;ltimas 24 horas, no m&ecirc;s e no ano em curso. Em 31 de maio, j&aacute; se contavam 1.806 v&iacute;timas desde o in&iacute;cio do ano, sendo que a grande maioria era na cidade de Recife. Nesse ritmo, ser&atilde;o quase 4.500 homic&iacute;dios em 2009.<br />
<br />
O PEbodycount foi lan&ccedil;ado em mar&ccedil;o de 2007 por quatro jovens jornalistas de Recife: Rodrigo Carvalho, Eduardo Machado, Carlos Eduardo Santos e Jo&atilde;o Valadares. Todas as manh&atilde;s, inclusive aos domingos, um ou v&aacute;rios deles fazem cerca de 50 telefonemas &agrave;s delegacias, aos hospitais e aos necrot&eacute;rios de Pernambuco. Ao meio-dia, eles atualizam o contador.<br />
<br />
Com a ajuda de um modesto subs&iacute;dio - o equivalente a cerca de &euro; 500 (R$ 1.385) -, eles instalaram o famoso mostrador e lan&ccedil;ou o PEbodycount, &quot;o blog da seguran&ccedil;a p&uacute;blica&quot;. Eduardo Machado explica o sentido dessa iniciativa &quot;de protesto&quot;, independente e sem fins lucrativos: &quot;Ao contabilizar os cad&aacute;veres, chamamos a aten&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e do poder p&uacute;blico para a viol&ecirc;ncia de Pernambuco. Mas al&eacute;m da preocupa&ccedil;&atilde;o e da perplexidade passiva, contribu&iacute;mos para a busca de solu&ccedil;&otilde;es coletivas. &Eacute; dif&iacute;cil, mas &eacute; poss&iacute;vel&quot;.<br />
<br />
Na ocasi&atilde;o do lan&ccedil;amento de seu blog, os jornalistas quiseram causar uma como&ccedil;&atilde;o, conduzindo nas ruas, durante um m&ecirc;s, uma opera&ccedil;&atilde;o chamada &quot;As marcas da viol&ecirc;ncia&quot;.<br />
<br />
Assim que ficava sabendo de um assassinato, a equipe, vestida de camiseta preta, ia at&eacute; os lugares de carro, enchendo o porta-malas com material de pintura. Depois de obter informa&ccedil;&otilde;es junto &agrave;s testemunhas do drama ou &agrave; fam&iacute;lia, ela estendia no ch&atilde;o um boneco de pano de forma humana, no lugar exato, &agrave;s vezes ainda manchado de sangue, onde havia ca&iacute;do a v&iacute;tima. Ela desenhava com um pincel os contornos do cad&aacute;ver antes de pint&aacute;-lo com rolo em tinta vermelha, e de escrever sua mensagem em letras brancas: &quot;Basta&quot;.<br />
<br />
Isso se passava em um beco, em uma cal&ccedil;ada ou &agrave;s vezes no meio da rua, sob o olhar surpreso dos passantes. &Agrave;s vezes um parente do morto ajudava a equipe, como esse pai que acabara de perder, pela segunda vez, um filho, morto a tiros. Algumas dessas interven&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas foram filmadas. Elas podem ser vistas no site PEbodycount.<br />
<br />
&quot;Essas pessoas assassinadas n&atilde;o s&atilde;o simples n&uacute;meros&quot;, ressalta Eduardo Machado. Al&eacute;m da data e do local do homic&iacute;dio, o blog fornece alguns detalhes sobre a v&iacute;tima e as circunst&acirc;ncias de sua morte. &Eacute; o que mostram alguns desses exemplos pegos meio ao acaso, nos &uacute;ltimos dias.<br />
<br />
Gleibson Augusto de Amorim, 29, foi morto a tiros em Olinda, quando ele sa&iacute;a de sua casa com sua esposa e um sobrinho. Roberto Teixeira dos Santos, pescador em Itapissuma, 20, foi assassinado em sua casa com seu cunhado. Maria Helena dos Santos, 57, m&atilde;e de fam&iacute;lia, foi v&iacute;tima de um acerto de contas certamente ligado ao tr&aacute;fico de drogas em Santa Cruz do Capibaribe. Sandro Ricardo da Silva, 22, morto em Recife, havia cometido no passado alguns pequenos furtos. &Aacute;vila Naiara Santos do Nascimento, um beb&ecirc; de 7 meses, teve a cabe&ccedil;a esmagada com um peda&ccedil;o de pau por seu tio materno, um borracheiro, que havia brigado com seus pais.<br />
<br />
No blog tamb&eacute;m h&aacute; declara&ccedil;&otilde;es dos parentes das v&iacute;timas. Um m&eacute;dico e sua mulher, cujo filho Igor acabara de ser assassinado, dirigiu uma carta ao governador do Estado, Eduardo Campos: &quot;Proteja bem seus filhos para n&atilde;o sentir um dia a nossa indescrit&iacute;vel dor (...). E n&atilde;o se esque&ccedil;a de incluir o Igor em suas estat&iacute;sticas oficiais&quot;.<br />
<br />
Os organizadores do PEbodycount interpelam as autoridades, que se apressam em publicar as &quot;boas&quot; cifras e em dissimular as &quot;m&aacute;s&quot;, lembrando-os o tempo todo de seu dever de transpar&ecirc;ncia: &quot;Para combater um fen&ocirc;meno&quot;, eles observam, &quot;&eacute; preciso primeiro poder medi-lo com precis&atilde;o&quot;. Recife tem uma tradi&ccedil;&atilde;o antiga de viol&ecirc;ncia. Os homens sempre adoraram possuir uma arma, branca ou de fogo, e muitas vezes se massacram por bobagens. Hoje a cidade det&eacute;m o triste recorde nacional da criminalidade de v&iacute;timas entre 15 e 24 anos.<br />
<br />
Na favela Ayrton Senna, conta o jornalista Jo&atilde;o Valadares, garotos passeiam com seus &quot;buldogues&quot; (rev&oacute;lver de cano curto), ou suas &quot;espadas&quot; (um calibre 38). &quot;L&aacute;&quot;, diz nosso colega, &quot;o destino dos adolescentes est&aacute; praticamente tra&ccedil;ado: a pris&atilde;o ou o cemit&eacute;rio&quot;.<br />
<br />
<em>Tradu&ccedil;&atilde;o: Lana Lim</em>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 10:19:03 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Levantamento do MPPE mostra que 12 mil presos esperam julgamento no Estado</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1066]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1066'>03.06.2009 - números,presídios</a></b>
				<br><br>
				<p><strong><a href="http://www.jc.com.br">Do Jornal do Commercio</a></strong></p>
<p>Com a reforma realizada no C&oacute;digo de Processo Penal, ano passado, uma pessoa detida sob acusa&ccedil;&atilde;o de cometer algum crime deve ser julgada em, no m&aacute;ximo, 90 dias. A meta estipulada pela lei est&aacute; longe de ser cumprida no Estado. Levantamento divulgado, ontem, pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Pernambuco (MPPE), mostra que 62% da popula&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria aguardam julgamento. Desse total, n&uacute;mero que chega a 12.128 detentos, cerca de 90% est&atilde;o em unidades prisionais h&aacute; mais de tr&ecirc;s meses. Ou seja, a maioria mostra que a lei n&atilde;o est&aacute; sendo obedecida. </p>
<p>Diante dos n&uacute;meros, Minist&eacute;rio P&uacute;blico e Justi&ccedil;a se articulam para realizar uma for&ccedil;a-tarefa. A medida tem como objetivo cumprir a determina&ccedil;&atilde;o dos 90 dias e com isso reduzir a superlota&ccedil;&atilde;o no sistema prisional, que, ainda segundo o documento, enfrenta d&eacute;ficit de 11.152 vagas. </p>
<p>Durante o trabalho de campo, realizado entre dezembro de 2008 e maio deste ano, os promotores se depararam com situa&ccedil;&otilde;es extremas. Caso do homem preso em Caruaru, no Agreste, h&aacute; seis anos por homic&iacute;dio, mas que ainda espera ser julgado. Na Col&ocirc;nia Penal Feminina do Recife, Zona Oeste da Capital, uma mulher condenada h&aacute; tr&ecirc;s anos por furto, permanece na unidade mesmo j&aacute; tendo cumprido a pena h&aacute; nove meses. </p>
<p>De acordo com o promotor da Vara de Execu&ccedil;&otilde;es Penais, Marcellus Ugiette, cerca de 20% dos presos sumariados, se j&aacute; tivessem sido julgados, poderiam estar cumprindo pena alternativa, no regime semiaberto ou mesmo absolvidos da acusa&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>&ldquo;&Eacute; importante destacar que todos t&ecirc;m responsabilidade sobre a situa&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o &eacute; hora de unirmos esfor&ccedil;os nessa for&ccedil;a-tarefa&rdquo;, ressalta. Segundo Ugiette, o &iacute;ndice de rescind&ecirc;ncia no Brasil entre os presos em c&aacute;rcere passa dos 70%, enquanto os que recebem pena alternativa &eacute; de apenas 7%. </p>
<p>Para o promotor Luis S&aacute;vio Loureiro, que tamb&eacute;m participou do levantamento, os dados devem ser utilizados como subs&iacute;dio para que os &oacute;rg&atilde;os ligados ao sistema prisional revertam essa situa&ccedil;&atilde;o. </p>
<p><strong>MAIS PROBLEMAS </strong>Enquanto visitavam as unidades prisionais, os dois promotores identificaram mais problemas. Um deles &eacute; a superlota&ccedil;&atilde;o no Pres&iacute;dio Pl&aacute;cido de Souza, em Caruaru, que apresenta uma das piores propor&ccedil;&otilde;es de presos com quantidade de vagas do Brasil. A capacidade da unidade &eacute; de 98 detentos. Abriga atualmente mais de 800. </p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 11:48:26 -0300</pubDate>
			<category>números,presídios</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>"Confiei na informação que me foi repassada"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1065]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1065'>28.05.2009 - pebodycount</a></b>
				<br><br>
				<p>Conversei, ainda h&aacute; pouco, por telefone, com o ator Milton Gon&ccedil;alves, protagonista da pol&ecirc;mica&nbsp;propaganda do governo de Pernambuco sobre os dois anos do Pacto pela Vida. Extremamente educado e receptivo, o artista comentou que aceitou o trabalho por acreditar nas informa&ccedil;&otilde;es que foram fornecidas pelo Estado. Na&nbsp;breve conversa, Milton confidenciou que n&atilde;o tinha como contestar o conte&uacute;do do texto que interpretou. A seguir, trechos da entrevista exclusiva ao PEbodycount:</p>
<p><strong>PEbodycount </strong>- O que levou o senhor a protagonizar a propaganda do governo de Pernambuco sobre o Pacto pela Vida?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Milton Gon&ccedil;alves </strong>- Recebi o texto e achei que n&atilde;o havia nada de desabonador. Tenho uma hist&oacute;ria de trabalhos prestados &agrave; na&ccedil;&atilde;o, fui porta-voz das Diretas J&aacute;. Sempre estou do lado daquilo que acredito ser favor&aacute;vel &agrave; sociedade. Se fiz, foi porque era um bom momento e, gra&ccedil;as a Deus, tenho credibilidade.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>PEBC </strong>&ndash; N&atilde;o houve uma preocupa&ccedil;&atilde;o com a sua imagem?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>MG</strong> &ndash; Tenho uma hist&oacute;ria de vida que raramente esteve vinculada a programas partid&aacute;rio-ideol&oacute;gicos. Sou um militante pol&iacute;tico de longa data. J&aacute; levei at&eacute; tiro. Tenho 75 anos e at&eacute; hoje nunca fui questionado. Se algu&eacute;m me diz que diminuiu a viol&ecirc;ncia no Estado, isso para mim &eacute; uma not&iacute;cia alvissareira.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>PEBC</strong> &ndash; O senhor n&atilde;o procurou verificar se as informa&ccedil;&otilde;es repassadas eram, realmente, verdadeiras ou se omitiam algo?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>MG</strong> &ndash; Confiei nas informa&ccedil;&otilde;es e decidi fazer os institucionais. Fiz e assumo que fiz. N&atilde;o tenho como contestar aquilo que me foi repassado. Fiz porque acredito e n&atilde;o tenho como provar o contr&aacute;rio. &Eacute; um trabalho profissional como outro qualquer. Como atores n&atilde;o podemos nos dar ao luxo de verificar se a fonte &eacute; verdadeira ou n&atilde;o. Algumas vezes deixei de fazer um trabalho porque minha sensibilidade disse para n&atilde;o fazer. Nesse caso, n&atilde;o h&aacute; Deus que me fa&ccedil;a fazer.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>PEBC</strong> &ndash; Mas nem tudo o que diz o texto lido pelo senhor &eacute; verdade.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>MG</strong> &ndash; N&atilde;o tenho como contestar. Acredito na responsabilidade das pessoas. Para mim n&atilde;o importa se contrataram 5 mil ou 3 mil policiais. Quando se fala da redu&ccedil;&atilde;o da mortandade de pessoas isso &eacute; o que me toca.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>PEBC </strong>&ndash; Quem&nbsp;procurou&nbsp;o senhor?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>MG</strong> &ndash; A Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o de Pernambuco entrou em contato com a minha agente. Ela me repassou o texto. Li e decidi fazer o institucional.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>PEBC</strong> &ndash; O que mais motivou o senhor, as informa&ccedil;&otilde;es repassadas ou o retorno financeiro?</p>
<p class="MsoNormal"><strong>MG</strong> &ndash; As duas coisas, a quest&atilde;o financeira e as informa&ccedil;&otilde;es que constava no texto.&nbsp; Outra coisa, para n&oacute;s, atores negros, &eacute; dif&iacute;cil aparecer esse tipo de trabalho institucional. H&aacute; uma id&eacute;ia de que n&atilde;o agregamos valor &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es que a gente passa.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Thu, 28 May 2009 21:54:18 -0300</pubDate>
			<category>pebodycount</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Por um Recife melhor</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1064]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1064'>28.05.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>O Observat&oacute;rio do Recife, grupo formado por 28 institui&ccedil;&otilde;es (da &aacute;rea econ&ocirc;mica e social), lan&ccedil;a, na noite de hoje,&nbsp;no audit&oacute;rio Ben&iacute;cio Dias, na Funda&ccedil;&atilde;o Joaquim Nabuco, em Casa Forte, cat&aacute;logo com s&iacute;ntese de indicadores sociais de nossa cidade.&nbsp;O alto &iacute;ndice de mortes violentas no Recife&nbsp;faz parte do estudo. O&nbsp;PEbodycount ap&oacute;ia a&nbsp;iniciativa. Fica o convite.&nbsp; </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 28 May 2009 15:17:19 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>60 segundos e três mentiras</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1063]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1063'>26.05.2009 - estatísticas</a></b>
				<br><br>
				<p>A propaganda do Governo do Estado sobre os dois anos do Pacto pela Vida (veja <a href="http://www.youtube.com/watch?v=pLatU_d2qjs"><strong><em>aqui</em></strong></a>), protagonizada pelo ator M&iacute;lton Gon&ccedil;alves, conta tr&ecirc;s mentiras em 60 segundos.</p>
<p>Na TV, o ator fala em 5 mil novos policiais contratados, j&aacute; no r&aacute;dio,&nbsp;o n&uacute;mero cai para 3 mil recrutas. Dois mil policiais de diferen&ccedil;a&nbsp;entre uma pe&ccedil;a e outra &eacute; uma bobagem, n&atilde;o?</p>
<p>A publicidade fala tamb&eacute;m que &quot;at&eacute; 2006, a viol&ecirc;ncia s&oacute; fazia aumentar&quot;. O curioso &eacute; que em todos os documentos oficiais, o mundo come&ccedil;a em 2004. Ser&aacute; que isso se deve ao fato de que de 2003 para 2004 termos tido uma queda de 8,4% na taxa estadual de homic&iacute;dios?</p>
<p>Por fim, M&iacute;lton destaca que: &quot;J&aacute; deixamos de ser o estado mais violento do Brasil&quot;. Essa afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; verdadeira.&nbsp;Segundo dados do Datasus divulgados h&aacute; dois meses(os &uacute;nicos v&aacute;lidos para estabelecer rankings nacionais de viol&ecirc;ncia), &nbsp;Pernambuco perdeu o posto de mais violento do Brasil em 2006, quando foi superado por Alagoas e Esp&iacute;rito Santo. </p>
<p>Os dados do Datasus levam cerca de dois anos para serem divulgados. Ent&atilde;o, somente este ano se revelaram as estat&iacute;sticas de 2006. J&aacute;&nbsp;o texto da propaganda d&aacute; a entender que foi em 2008, que Pernambuco deixou de encabe&ccedil;ar a lista dos mais violentos.&nbsp;</p>
<p>Isso n&atilde;o quer dizer que de 2005 para 2006, os &iacute;ndices ca&iacute;ram aqui. Na verdade a taxa de homic&iacute;dios subiu nesse per&iacute;odo. No entanto, o crescimento foi ainda maior em Alagoas e no Esp&iacute;rito Santo.</p>
<p>Agora, que M&iacute;lton Gon&ccedil;alves se esfor&ccedil;a, eu tenho que reconhecer.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 26 May 2009 12:09:16 -0300</pubDate>
			<category>estatísticas</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Secretário de Imprensa responde carta e fala em luta partidária</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1061]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1061'>22.05.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Reproduzo abaixo carta-resposta do secret&aacute;rio de Imprensa de Pernambuco, Evaldo Costa, publicada na edi&ccedil;&atilde;o de hoje do JC.</p>
<p>-------------------------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>O governo do Estado compreende o desabafo do pai do jovem assassinado e manifesta sua solidariedade. Trata-se de manifesta&ccedil;&atilde;o produzida em momento de muita emo&ccedil;&atilde;o e como tal deve ser recebida. O governo est&aacute; inteiramente dispon&iacute;vel para fornecer informa&ccedil;&otilde;es sobre o andamento das investiga&ccedil;&otilde;es. Ao mesmo tempo, reafirma a disposi&ccedil;&atilde;o de continuar trabalhando para reduzir cada vez mais a viol&ecirc;ncia no Estado. Por fim, adverte que quest&otilde;es relacionadas a tema de tal gravidade n&atilde;o podem ser usadas como instrumento de luta pol&iacute;tica partid&aacute;ria, em respeito &agrave;s fam&iacute;lias e a quem trabalha pela seguran&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o. </p>
<p><em>&raquo; Evaldo Costa &ndash; Secret&aacute;rio de Imprensa &ndash; governo de Pernambuco</em><em></em><em></em></p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 22 May 2009 10:13:48 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Carta ao governador Eduardo Campos</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1060]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1060'>21.05.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Reproduzo abaixo carta do m&eacute;dico Pl&iacute;nio Duque e da funcion&aacute;ria p&uacute;blica aposentada Aleide Duque, pais de Igor Siqueira Duque, assassinado no bairro da&nbsp;Tamarineira, na semana passada, ao governador Eduardo Campos. A carta foi&nbsp;publicada&nbsp;na edi&ccedil;&atilde;o de ter&ccedil;a-feira do JC.&nbsp;</p>
<p>--------------------------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>Meu governador Eduardo Campos, pe&ccedil;o-lhe que cuide bem e proteja seus filhinhos, que s&atilde;o t&atilde;o lindos e queridos o quanto era o nosso Igor, brutalmente assassinado em assalto, ao meio-dia, na Avenida Norte, no dia 13 passado. Proteja-os, para n&atilde;o sentir a indescrit&iacute;vel dor da perda de um filho. N&atilde;o esque&ccedil;a, tamb&eacute;m, de incluir Igor na sua estat&iacute;stica do Pacto pela Vida que, segundo tenho lido, vai muito bem, obrigado. Pe&ccedil;o ainda, governador, que honre o nome do seu saudoso av&ocirc; materno. </p>
<p><em>&raquo; Pl&iacute;nio e Aleide Duque &ndash; Recife </em></p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 21 May 2009 09:39:29 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>MNDH não comparece à audiência e diz que encontro virou palco de embate político</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1059]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1059'>19.05.2009 - violência,segurança,Segurança Pública,Pacto pela Vida</a></b>
				<br><br>
				Muita gente estranhou a aus&ecirc;ncia de representantes do Movimento Nacional dos Direitos Humanos (MNDH) na audi&ecirc;ncia p&uacute;blica que discutiu os dois anos do Pacto pela Vida em Pernambuco. Mesmo convidada, a articula&ccedil;&atilde;o regional do movimento achou por bem n&atilde;o ir ao encontro, ocorrido na semana passada. <br />
<br />
Em conversa com Manoel Moraes, articulador regional do MNDH, ele me falou que as audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas sobre o programa tem ca&iacute;do no descr&eacute;dito. &quot;Virou briga pol&iacute;tica, partido contra partido. Um diz que quando era o outro governo a seguran&ccedil;a tinha mais aten&ccedil;&atilde;o. Outro diz que nesse a seguran&ccedil;a &eacute; prioridade&quot;, explica.<br />
<br />
Concordo com Moraes, mas de quem &eacute; a culpa disso tudo? Talvez do governo atual, que n&atilde;o vem agindo com a transpar&ecirc;ncia esperada. Ou do governo passado, que esqueceu totalmente da seguran&ccedil;a p&uacute;blica no Estado. Mas tamb&eacute;m pode ser dos deputados (tanto os de situa&ccedil;&atilde;o como os de oposi&ccedil;&atilde;o), que limitam a discuss&atilde;o a acusa&ccedil;&otilde;es, pensando apenas nas pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es.<br />
<br />
Enquanto isso, os n&uacute;meros de homic&iacute;dios em Pernambuco continuam alarmantes. Muita gente ainda n&atilde;o percebeu que j&aacute; passou da hora da seguran&ccedil;a p&uacute;blica ser tratada com seriedade nesse Estado.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 19 May 2009 20:07:16 -0300</pubDate>
			<category>violência,segurança,Segurança Pública,Pacto pela Vida</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Delegacia caindo aos pedaços</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1058]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1058'>18.05.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Tive a oportunidade de visitar a Delegacia de Paulista duas vezes em uma semana. Poucas vezes vi um lugar t&atilde;o indigno para se trabalhar. As paredes s&atilde;o imundas. H&aacute; infiltra&ccedil;&otilde;es por todos os lados, fia&ccedil;&atilde;o exposta, portas quebradas e goteiras. A fachada lembra um a&ccedil;ougue.&nbsp; Assusta. O cheiro &eacute; terr&iacute;vel. </p>
<p>&nbsp;&quot;Ainda cobram velocidade nas investiga&ccedil;&otilde;es. As pessoas deveriam nos fazer uma visitinha&quot;, reclamou um agente.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 18 May 2009 16:59:20 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Ciumeira na cúpula da Polícia Civil</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1057]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1057'>16.05.2009 - polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>A captura do fugitivo Adriano Vital de Freitas, 30 anos, acusado de assassinar a auditora da Receita Federal Jacira Dulce da Silva Xavier, causou ci&uacute;me na c&uacute;pula da Pol&iacute;cia Civil. O diretor de Opera&ccedil;&otilde;es da institui&ccedil;&atilde;o, Oswaldo Morais, n&atilde;o gostou nada de saber que a pris&atilde;o do suspeito foi comandada pelo seu antecessor, delegado Newson Motta. O fato &eacute; que a rela&ccedil;&atilde;o dos dois n&atilde;o &eacute; das mais amistosas.</p>
<p>Escanteado desde que a estrutura da Pol&iacute;cia Civil foi reformulada pelo atual governo, Motta ocupa hoje a seccional de Pol&iacute;cia do Prado. Para localizar e prender Adriano de Freitas, o delegado realizou uma investiga&ccedil;&atilde;o paralela &agrave; da titular do caso, a delegada Genezil Coelho.</p>
<p>Ao tomar conhecimento da pris&atilde;o, Oswaldo Morais&nbsp;teria ido&nbsp;tirar satisfa&ccedil;&atilde;o com&nbsp;a delegada&nbsp;Silvana L&eacute;lis, por acreditar que ela teria repassado informa&ccedil;&otilde;es privilegiadas a Newson Motta. Nos bastidores, no entanto, comenta-se que a pris&atilde;o foi m&eacute;rito de Motta. H&aacute; quem diga que ele &eacute; um farejador de bandidos. De concreto mesmo s&oacute; o clima tenso que se instalou dentro da institui&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><strong>Hist&oacute;rico</strong> - Adriano j&aacute; havia sido preso, mas conseguiu fugir de uma cela do Departamento de Homic&iacute;dios e Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Pessoa (DHPP), segundo ele, utilizando a mola da descarga sanit&aacute;ria para abrir dois cadeados. A Pol&iacute;cia apura se houve facilita&ccedil;&atilde;o por parte de policiais. O acusado foi localizado, esta semana, em um s&iacute;tio em Belo Jardim, interior do Estado.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sat, 16 May 2009 14:18:02 -0300</pubDate>
			<category>polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Jornal britânico aponta Recife como 'capital de assassinatos no Brasil'</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1056]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1056'>16.05.2009 - violência,segurança,homicídios,pebodycount</a></b>
				<br><br>
				<p class="ingress"><strong>Do site da BBC</strong> </p>
<p class="ingress">O jornal brit&acirc;nico<em> The Independent</em> publicou em sua edi&ccedil;&atilde;o desta sexta-feira uma reportagem sobre o alto &iacute;ndice de assassinatos em Recife, capital do Estado de Pernambuco, com o t&iacute;tulo &quot;Morte aos indesej&aacute;veis: A capital de assassinatos do Brasil&quot;. </p>
<p>A reportagem diz que apesar de atrair um milh&atilde;o de turistas estrangeiros, quase 3 mil pessoas foram mortas na cidade no ano passado e que muitas dessas mortes foram provocadas por policiais.</p>
<p>O rep&oacute;rter diz que conseguiu convencer um policial a falar sobre os assassinatos que cometeu. Ele &eacute; supostamente integrante de um esquadr&atilde;o da morte e estaria na corpora&ccedil;&atilde;o h&aacute; 20 anos.</p>
<p>&quot;Ele tinha matado pessoalmente mais de 30 pessoas e disse que sua 'equipe' tinha matado mais de 50&quot;, afirma o artigo.</p>
<p>De acordo com o rep&oacute;rter Evan Williams, o policial justificou sua a&ccedil;&atilde;o afirmando que n&atilde;o sente remorsos porque est&aacute; desempenhando &quot;um servi&ccedil;o social&quot;.</p>
<p>&quot;&Eacute; certo tomar uma vida humana nestes casos, porque leva muito tempo para que os processos judiciais aqui tramitem e o traficante ou assassino que n&oacute;s podemos prender como policiais podem ser libertados no dia seguinte e voltar para as ruas e matar e vender drogas de novo. Ent&atilde;o &eacute; muito melhor para n&oacute;s (...) mat&aacute;-los e resolver o problema assim&quot;, disse o integrante do esquadr&atilde;o da morte, de acordo com Williams.</p>
<p>Segundo a reportagem, o entrevistado, que n&atilde;o quis ter seu nome revelado, ca&ccedil;oou das iniciativas da c&uacute;pula da pol&iacute;cia para reprimir a atua&ccedil;&atilde;o dos esquadr&otilde;es da morte, que levaram &agrave; pris&atilde;o de centenas de suspeitos em todo o Estado.</p>
<p>&quot;O homem que entrevistamos sobre esta suposta repress&atilde;o riu e disse que ele n&atilde;o tem medo de ser preso porque v&aacute;rios dos policiais mais graduados est&atilde;o envolvidos&quot;, escreveu o rep&oacute;rter. </p>
<p>Williams disse que o integrante do esquadr&atilde;o da morte descreveu o processo da seguinte forma: &quot;Olha, funciona assim: o policial de n&iacute;vel de detetive ou coronel nos chama para uma reuni&atilde;o. Eles dizem: tem um cara de quem n&oacute;s queremos que voc&ecirc; cuide, que mate at&eacute; sexta-feira. N&oacute;s vamos e fazemos o servi&ccedil;o, ent&atilde;o muitos policiais est&atilde;o envolvidos.&quot;</p>
<p>O rep&oacute;rter afirma ainda que o Secret&aacute;rio de Defesa Social de Pernambuco, Servilho Silva de Paiva, disse que a pol&iacute;cia e o governo do Estado est&atilde;o seriamente empenhados na pris&atilde;o de qualquer policial envolvido em esquadr&otilde;es da morte, mas &quot;admite uma responsabilidade limitada sobre as a&ccedil;&otilde;es de policiais em esquadr&otilde;es da morte&quot;.</p>
<p>Segundo Williams, Paiva disse que pesa sobre as autoridades a responsabilidade quando um policial em servi&ccedil;o mata uma pessoa. </p>
<p>&quot;Se ele estiver de folga, n&atilde;o &eacute; nossa responsabilidade&quot;, afirmou o secret&aacute;rio, de acordo com o rep&oacute;rter brit&acirc;nico.</p>
<p>Williams ouviu ainda um assistente social, um representante de uma ONG e um menino de rua na reportagem que buscou mostrar tamb&eacute;m o perfil das v&iacute;timas dos esquadr&otilde;es da morte.</p>
<p>A reportagem ser&aacute; apresentada em v&iacute;deo no <em>Channel 4</em>, da TV brit&acirc;nica, nesta sexta-feira</p>
<p><strong>PS: A foto que ilustra a reportagem &eacute; de uma a&ccedil;&atilde;o do PE Body Count em que pintamos nas ruas do Recife um corpo vermelho com a palavra BASTA em todos os locais de homic&iacute;dios ocorridos no m&ecirc;s de outubro de 2007.</strong><br />
</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sat, 16 May 2009 10:25:39 -0300</pubDate>
			<category>violência,segurança,homicídios,pebodycount</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>I Curso de Extensão em Jornalismo Investigativo</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1055]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1055'>15.05.2009 - UFPE</a></b>
				<br><br>
				<p>O Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o (PPGCOM) da UFPE promove, de 18 a 29 de maio, o I Curso de Extens&atilde;o em Jornalismo Investigativo. Ministrado pelos jornalistas Adriana Santana (do Doutorado em Comunica&ccedil;&atilde;o da UFPE) e Eduardo Machado (Jornal do Commercio e PEbodycount), o curso tem por objetivo dotar os participantes de no&ccedil;&otilde;es aprofundadas das t&eacute;cnicas de apura&ccedil;&atilde;o no jornalismo contempor&acirc;neo. </p>
<p>As aulas ir&atilde;o aliar o conhecimento te&oacute;rico acad&ecirc;mico &agrave; pr&aacute;tica profissional cotidiana. No conte&uacute;do program&aacute;tico, haver&aacute; desde no&ccedil;&otilde;es sobre as origens da investiga&ccedil;&atilde;o na atividade jornalista e estabelecimento de par&acirc;metros do que &eacute; e como se d&aacute; a apura&ccedil;&atilde;o, como o uso de recursos da Computer Assisted Reporting (reportagem assistida por computador) e o gerenciamento eletr&ocirc;nico de informa&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>As inscri&ccedil;&otilde;es, no valor de R$ 250, podem ser feitas atrav&eacute;s de dep&oacute;sito banc&aacute;rio em conta do Banco do Brasil (ag&ecirc;ncia 1814-7 cc 5196-9, em nome de Adriana Santana), com comprovante de pagamento a ser enviado pelo e-mail cursojornalismoinvestigativo@gmail.com. Informa&ccedil;&otilde;es pelos fones 3269.6029 e 8894.6029. </p>
<p>Os participantes receber&atilde;o certificado emitido pela UFPE.&nbsp;&nbsp; <br />
Data: 18 a 29 de maio (segundas &agrave;s sextas)<br />
Local: Audit&oacute;rio do Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal de Pernambuco (PPGCOM/UFPE)<br />
Hor&aacute;rio: 18h30 &agrave;s 21h<br />
Investimento: R$ 250,00<br />
Carga hor&aacute;ria: 25horas/aula<br />
Inscri&ccedil;&otilde;es: cursojornalismoinvestigativo@gmail.com e [81] 32696029 e [81] 88946029<br />
Apoio: PPGCOM/UFPE e PEbodycount (www.pebodycount.com.br)<br />
&nbsp;<br />
Professores: <br />
Adriana Santana<br />
Jornalista, Mestre e Doutoranda em Comunica&ccedil;&atilde;o pela UFPE. Integra o Grupo de Pesquisa Jornalismo e Contemporaneidade, com tese sobre o rigor do m&eacute;todo de apura&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica. Com o conceito de 'jornalismo cordial', analisa a falta de investiga&ccedil;&atilde;o no jornalismo contempor&acirc;neo.<br />
</p>
<p>Eduardo Machado<br />
Jornalista (UFPE), rep&oacute;rter especial do Jornal do Commercio e editor do PEbodycount. Vencedor dos pr&ecirc;mios de jornalismo Esso, Embratel, Vladmir Herzog e Cristina Tavares com reportagens sobre Direitos Humanos e Seguran&ccedil;a P&uacute;blica.<br />
Objetivo<br />
Dotar os participantes de no&ccedil;&otilde;es aprofundadas das t&eacute;cnicas de apura&ccedil;&atilde;o no jornalismo contempor&acirc;neo, aliando o conhecimento te&oacute;rico acad&ecirc;mico &agrave; pr&aacute;tica profissional cotidiana. Produzir, como produto final, uma reportagem coletiva, que ser&aacute; publicada no site PEbodycount.</p>
<p>Ementa: <br />
Identificar origens da investiga&ccedil;&atilde;o na atividade jornalista;<br />
Estabelecer par&acirc;metros do que &eacute; e como se d&aacute; a apura&ccedil;&atilde;o;<br />
Discutir acerca da relev&acirc;ncia da pesquisa/apura&ccedil;&atilde;o no processo jornal&iacute;stico;<br />
Analisar mat&eacute;rias jornal&iacute;sticas sob o vi&eacute;s da investiga&ccedil;&atilde;o;<br />
Aplicar t&eacute;cnicas de apura&ccedil;&atilde;o para a constru&ccedil;&atilde;o de textos jornal&iacute;sticos</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 15 May 2009 10:05:11 -0300</pubDate>
			<category>UFPE</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Secretário divulga prisões, mas DHPP nega</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1054]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1054'>15.05.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>A trapalhada da Secretaria de Defesa Social foi maior do que se pensava. Depois de o secret&aacute;rio Servilho Paiva anunciar, durante audi&ecirc;ncia p&uacute;blica para avalia&ccedil;&atilde;o de dois anos do Pacto pela Vida a pris&atilde;o de duas pessoas supostamente envolvidas na morte do professor de ingl&ecirc;s Igor de Siqueira Duque, o DHPP negou a informa&ccedil;&atilde;o no fim da tarde de ontem. </p>
<p>&ldquo;N&atilde;o houve pris&atilde;o. Eles tamb&eacute;m n&atilde;o foram detidos. Foram conduzidos at&eacute; a delegacia. Encaminhamos os dois ao Instituto de Criminal&iacute;stica (IC) para realiza&ccedil;&atilde;o de exames residuogr&aacute;ficos (para verificar resqu&iacute;cios de p&oacute;lvora nas m&atilde;os ap&oacute;s disparo de arma de fogo). O exame deu negativo. Testemunhas tamb&eacute;m n&atilde;o reconheceram os dois. Ap&oacute;s estes procedimentos, eles foram liberados normalmente.&rdquo;&nbsp; Fez quest&atilde;o de dizer que n&atilde;o estava desmentindo o secret&aacute;rio. </p>
<p>&Eacute; isso. Seria interessante que a SDS respondesse com a mesma velocidade questionamentos sobre o Pacto pela Vida.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 15 May 2009 09:44:53 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>O que é transparência?</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1053]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1053'>15.05.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p><em>Reproduzo abaixo mat&eacute;ria de Eduardo Machado, publicada na edi&ccedil;&atilde;o de hoje do JC. Vale uma reflex&atilde;o sobre o que &eacute; ser transparente. </em></p>
<p><em>Do JC</em></p>
<p><em>Por Eduardo Machado </em>O balan&ccedil;o de dois anos do Pacto pela Vida, divulgado por quatro secret&aacute;rios, na manh&atilde; de ontem, na Assembleia Legislativa, n&atilde;o incluiu o &iacute;ndice de redu&ccedil;&atilde;o de homic&iacute;dios alcan&ccedil;ado pelo programa estadual de enfrentamento da viol&ecirc;ncia. Em um documento de 33 p&aacute;ginas, apresentado pelo secret&aacute;rio de Planejamento, Geraldo J&uacute;lio, gestor do pacto, n&atilde;o h&aacute; nenhuma cita&ccedil;&atilde;o &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de 2,2% obtida no segundo ano do projeto. A meta para o per&iacute;odo era de diminui&ccedil;&atilde;o de 12% desse tipo de crime. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O &iacute;ndice ressaltado foi de 7,3%, que compara os quatro primeiros meses de 2009, com o mesmo per&iacute;odo do ano passado. Estranhamente, apesar de ter sido ressaltada v&aacute;rias vezes a transpar&ecirc;ncia da atual gest&atilde;o, os dados dispon&iacute;veis na p&aacute;gina oficial da Secretaria de Defesa Social (SDS) somente mostram os dados mensais at&eacute; o m&ecirc;s de fevereiro de 2009. </p>
<p>&ldquo;Est&aacute; mais do que claro que, mais uma vez, o governo divulga os dados que lhes s&atilde;o convenientes. Quando a redu&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo do pacto ficou em 6,9%, at&eacute; nas propagandas, esse dado foi o utilizado. Agora, que a redu&ccedil;&atilde;o foi bem menor, essa informa&ccedil;&atilde;o &eacute; suprimida&rdquo;, afirmou o deputado Augusto Coutinho (DEM), l&iacute;der da oposi&ccedil;&atilde;o na assembleia e propositor da audi&ecirc;ncia p&uacute;blica sobre os dois anos do pacto. </p>
<p>Al&eacute;m de Geraldo J&uacute;lio, compareceram &agrave; audi&ecirc;ncia p&uacute;blica o secret&aacute;rio de Defesa Social, Servilho Paiva, o secret&aacute;rio de Articula&ccedil;&atilde;o Social, Waldemar Borges e o secret&aacute;rio de Ressocializa&ccedil;&atilde;o, Humberto Viana. </p>
<p>O audit&oacute;rio do anexo da assembleia ficou lotado das 9 &agrave;s 14h, per&iacute;odo em que se revezaram na tribuna, os secret&aacute;rios, representantes do governo, deputados, integrantes de Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o-Governamentais e de entidades de classe. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 15 May 2009 09:32:58 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Secretário de Defesa deixa delegada numa saia justa</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1052]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1052'>14.05.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Durante audi&ecirc;ncia p&uacute;blica para avalia&ccedil;&atilde;o dos dois primeiros anos do Pacto pela Vida, o secret&aacute;rio de Defesa Social, Servilho Paiva, precipitou-se e acabou deixando a delegada Josineide Confessor, que apura a morte do professor de ingl&ecirc;s Igor Siqueira Duque, numa saia justa.</p>
<p>Em entrevista ao vivo &agrave; Tv Globo, Servilho informou que dois homens j&aacute; haviam sido presos. N&atilde;o estava nos planos da delegada divulgar a informa&ccedil;&atilde;o naquele momento&nbsp;em raz&atilde;o de a investiga&ccedil;&atilde;o ainda ser recente. Prova disso &eacute; que, at&eacute; agora, a assessoria de imprensa da Pol&iacute;cia Civil ainda n&atilde;o divulgou nenhuma informa&ccedil;&atilde;o sobre a pris&atilde;o.</p>
<p>A Pol&iacute;cia Civil alegou que a delegada ainda est&aacute; realizando dilig&ecirc;ncias e a divulga&ccedil;&atilde;o poderia atrapalhar o trabalho policial. Os dois suspeitos, inclusive, podem ser soltos por falta de provas, conforme comunicou a assessoria.</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 14 May 2009 15:43:06 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Segura mais essa Mílton!</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1051]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1051'>12.05.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>A coletiva sobre os dois anos do Pacto pela Vida, marcada para&nbsp;esta&nbsp;quarta-feira &nbsp;pela assessoria da Secretaria de Defesa Social, foi cancelada. Mais uma vez,&nbsp; informar sobre os detalhes do projeto de enfrentamento da viol&ecirc;ncia ficou em segundo plano.</p>
<p>A meta do segundo ano do plano era de&nbsp;queda de 12% na taxa de homic&iacute;dios, mas o resultado obtido foi uma redu&ccedil;&atilde;o em torno de 2%.</p>
<p>O governo da transpar&ecirc;ncia gosta mesmo &eacute; de propaganda. Acho que vou ligar para M&iacute;lton Gon&ccedil;alves ( o ator que tece loas ao Pacto pela Vida na TV) e perguntar a ele o que houve para o resultado do segundo ano do pacto ter ficado em menos de 20% do esperado...</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 12 May 2009 17:44:56 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Meta do pacto cada vez mais distante</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1050]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1050'>09.05.2009 - segurança</a></b>
				<br><br>
				<p>Depois de um primeiro ano com uma redu&ccedil;&atilde;o de 6,9% na taxa de homic&iacute;dios, o Pacto pela Vida fecha seu segundo ano com uma diminui&ccedil;&atilde;o de 2,2% no &iacute;ndice de assassinatos. Ainda mais longe dos 12% estipulados como meta pelo Governo do Estado.</p>
<p>Logo ap&oacute;s o balan&ccedil;o de um ano, v&aacute;rias entidades passaram a solicitar formalmente ao Governo do Estado informa&ccedil;&otilde;es sobre o pacto. Informa&ccedil;&otilde;es relevantes como or&ccedil;amento, andamento dos projetos e avalia&ccedil;&otilde;es sobre o n&atilde;o-cumprimento da meta.</p>
<p>Ap&oacute;s meses ignorando as solicita&ccedil;&otilde;es, o Governo afirmou que elas se encontravam na internet.&nbsp;N&atilde;o est&atilde;o. Pior. Os respons&aacute;veis pelo pacto acham que t&ecirc;m o direito de decidir o que pode e o que n&atilde;o pode ser perguntado sobre o programa. &Eacute; um direito leg&iacute;timo de qualquer pernambucano ser informado sobre um projeto bilion&aacute;rio (bilh&otilde;es esses que saem de nossos bolsos) e que mexe com um tema t&atilde;o vital quanto a seguran&ccedil;a p&uacute;blica.</p>
<p>Nos dois anos do Pacto pela Vida s&oacute; houve uma entrevista coletiva onde foi poss&iacute;vel debater o projeto. Fora isso, tivemos pronunciamentos e exposi&ccedil;&otilde;es. E propaganda.</p>
<p>Se no primeiro ano, com uma redu&ccedil;&atilde;o de pouco mais da metade da meta j&aacute; era necess&aacute;rio abrir as informa&ccedil;&otilde;es para que ficasse claro onde estavam os erros e acertos, agora com menos de 20% da meta cumprida, a transpar&ecirc;ncia precisa&nbsp;deixar de ser item&nbsp;publicit&aacute;rio e se tornar real.&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sat, 09 May 2009 20:07:28 -0300</pubDate>
			<category>segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Vergonha ao quadrado</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1049]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1049'>05.05.2009 - prevenção</a></b>
				<br><br>
				<p>Em julho do ano passado, quando apareceu nas p&aacute;ginas do Jornal do Commercio, em uma mat&eacute;ria assinada por Jo&atilde;o Valadares, o &quot;traficante de livros&quot;, Kcal Gomes deu uma li&ccedil;&atilde;o &agrave;s autoridades e &agrave; sociedade pernambucana.</p>
<p>Sobrevivendo de bicos, Kcal conseguiu juntar centenas de livros e montar uma livroteca numa palafita da comunidade do Bode,&nbsp;uma das mais violentas da Zona Sul do&nbsp;Recife. Ao&nbsp;transformar um barraco em biblioteca, ele mostrava que TODO MUNDO pode fazer alguma coisa para enfrentar a viol&ecirc;ncia. </p>
<p>Por outro lado, aquela iniciativa era um tiro de canh&atilde;o na omiss&atilde;o dos poderes constitu&iacute;dos. Aqueles que estavam de costas n&atilde;o s&oacute; para&nbsp;os pobres do Pina, mas do Brasil inteiro.</p>
<p>Com a divulga&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias&nbsp;sobre o&nbsp;livreiro da palafita, os aproveitadores de plant&atilde;o passaram a rondar o terreno para sugar um pouco daquela hist&oacute;ria fant&aacute;stica.</p>
<p>O c&uacute;mulo desse cinismo se deu na &uacute;ltima quinta-feira, quando foi inaugurada a &quot;Livroteca Brincante do Pina&quot;. A cerim&ocirc;nia contou com a presen&ccedil;a de representantes do Minist&eacute;rio da Cultura, do Governo do&nbsp;Estado e at&eacute; do prefeito Jo&atilde;o da Costa.</p>
<p>A comitiva inaugurou&nbsp;o &quot;ponto de leitura&quot; com os seguintes equipamentos:&nbsp;tr&ecirc;s puffs, uma impressora, um computador (sem internet), dois ventiladores, um kit com 650 livros e&nbsp;dez&nbsp;estantes (sendo duas improvisadas de madeira). Tudo isso dentro de uma garagem.</p>
<p>Em compara&ccedil;&atilde;o com uma palafita pode parecer com um pal&aacute;cio, mas na verdade &eacute; uma agress&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; sequer uma mesa para as crian&ccedil;as apoiarem os livros na hora da leitura. Ontem, n&atilde;o havia uma gota d'&aacute;gua. Ali&aacute;s, n&atilde;o providenciaram sequer os bebedouros para os&nbsp;usu&aacute;rios.</p>
<p>O que deveria marcar uma nova pol&iacute;tica de preven&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia, mostrou&nbsp;na verdade, a mentalidade dos nossos homens p&uacute;blicos das tr&ecirc;s esferas. Fizeram uma coisa pobre, porque para essas autoridades, para pobres qualquer coisa serve.</p>
<p>N&atilde;o sei qual foi o investimento na Livroteca Brincante do Pina, mas deve ter ficado bem perto do valor gasto com as passagens a&eacute;reas da comitiva que veio de Bras&iacute;lia inaugurar o espa&ccedil;o.</p>
<p>Mais uma vez, aqueles que podiam iniciar um processo real de enfrentamento da viol&ecirc;ncia&nbsp;jogaram contra.&nbsp;S&oacute; mesmo&nbsp;a exist&ecirc;ncia de gente como o traficante de livros Kcal &eacute; que ainda nos deixam com um fio de esperan&ccedil;a&nbsp;de que algum dia as coisas v&atilde;o mudar.&nbsp;</p>
<p>Assinam a placa de inaugura&ccedil;&atilde;o da Livroteca Brincante do Pina: Minist&eacute;rio da Cultura, Fundarpe, Prefeitura do Recife e Centro Luiz Freire.</p>
<p>Obs.: As carteiras escolares vistas ao fundo na foto foram levadas por Kcal para a nova livroteca. As bancas faziam parte do acervo da palafita.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 05 May 2009 11:27:50 -0300</pubDate>
			<category>prevenção</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Após um ano, contador de homicídios é desativado</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1048]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1048'>04.05.2009 - contador</a></b>
				<br><br>
				<p>Ap&oacute;s registrar 4.433 homic&iacute;dios em um ano, o contador de rua do <strong>PEbodycount </strong>foi desativado, no &uacute;ltimo s&aacute;bado. O painel, que mostrava os registros de homic&iacute;dios do dia, do m&ecirc;s e do ano, n&atilde;o est&aacute; mais na esquina das Ruas Guilherme Pinto e Joaquim Nabuco, nas Gra&ccedil;as.</p>
<p>O terreno onde o equipamento estava instalado precisou ser devolvido pela Faculdade Maur&iacute;cio de Nassau aos propriet&aacute;rios e o contrato de patroc&iacute;nio, de um ano, encerrou-se na &uacute;ltima quinta-feira. Vale ressaltar, que n&atilde;o s&oacute; pagar os custos, mas instalar o contador dentro de sua &aacute;rea f&iacute;sica foi uma atitude corajosa da Maur&iacute;cio de Nassau, tendo em vista todas as implica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas de apoiar essa causa.</p>
<p>Isso fica ainda mais claro ap&oacute;s um ano porque, mesmo com toda a informa&ccedil;&atilde;o sobre o desligamento do contador por falta de patrocinador, nenhuma outra empresa, institui&ccedil;&atilde;o ou pessoa f&iacute;sica se disp&ocirc;s a abra&ccedil;ar o projeto.</p>
<p>O balan&ccedil;o que fazemos da trajet&oacute;ria do contador &eacute; que ele atingiu seu objetivo ao fomentar o debate e tornar&nbsp;mais dif&iacute;cil a quem quer que seja, ignorar as vergonhosas estat&iacute;sticas pernambucanas da viol&ecirc;ncia.</p>
<p>O equipamento foi guardado em um dep&oacute;sito e continuamos acreditando que se trata de um valioso instrumento de controle social das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de seguran&ccedil;a. Sabemos que h&aacute; pessoas que acham importante e outras que n&atilde;o. Esse debate nos interessa, n&atilde;o a unanimidade. Esperamos que seja poss&iacute;vel reativ&aacute;-lo em breve.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 04 May 2009 14:12:09 -0300</pubDate>
			<category>contador</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Entre 15 instituições, PM é a 3ª de maior credibilidade e Polícia Civil última</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1047]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1047'>30.04.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (30/04) pelo Instituto Maur&iacute;cio de Nassau estabeleceu um ranking da credibilidade das institui&ccedil;&otilde;es entre os Recifenses. Das 15 institui&ccedil;&otilde;es citadas, a que det&eacute;m maior confian&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; a igreja com 22,5%, seguida da fam&iacute;lia com 9,4% e a PM, com 6,5%. </p>
<p>A Pol&iacute;cia Civil, empatada com a Prefeitura, a ONU e a Aeron&aacute;utica aparecem empatadas com 0,5% das opini&otilde;es. Foram entrevistadas 815 pessoas nos dias 14 e 15 de abril, nas seis regi&otilde;es administrativas da capital pernambucana. </p>
<p>A pesquisa &eacute; a segunda edi&ccedil;&atilde;o do &quot;Term&ocirc;metro da Viol&ecirc;ncia&quot; realizado pelo <a href="http://www.mauriciodenassau.edu.br/">Instituto Maur&iacute;cio de Nassau</a>. </p>
<p>A credibilidade da PM tamb&eacute;m bate o Ex&eacute;rcito, a Pol&iacute;cia Federal, o Corpo de Bombeiros e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico. A pesquisa n&atilde;o foi estimulada e contabilizou as institui&ccedil;&otilde;es mais citadas pelas pessoas ouvidas. Vale ressaltar ainda que 18% dos entrevistados afirmaram n&atilde;o confiar em nenhuma institui&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>* O gr&aacute;fico que ilustra esse post foi feito por Ana Carolina Soriano. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 11:56:38 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>E agora Instituto de Criminalística?</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1044]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1044'>24.04.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>A nova per&iacute;cia da Pol&iacute;cia Federal sobre o acidente de tr&acirc;nsito que resultou na morte da t&eacute;cnica em laborat&oacute;rio Aurinete Gomes, 33 anos, joga por &aacute;gua abaixo o laudo do Instituto de Criminal&iacute;stica sobre o caso. Com uma apresenta&ccedil;&atilde;o extremamente t&eacute;cnica, os peritos da PF explicaram que uma simples imagem ampliada - a mesma que foi descartada pelo IC - ajudou na conclus&atilde;o de que o universit&aacute;rio Alisson Jerrar, 21, al&eacute;m de embriagado, ultrapassou o sinal vermelho a, pelo menos, 101 km/h.</p>
<p>A PF levou tr&ecirc;s meses para concluir o laudo. O IC menos de 10 dias. Pra que tanta pressa do nosso Instituto de Criminal&iacute;stica? Como se explica a conclus&atilde;o do IC de que o culpado pelo acidente foi o marido da v&iacute;tima e n&atilde;o o universit&aacute;rio? As interroga&ccedil;&otilde;es s&atilde;o muitas e as respostas poucas. Um dia antes da apresenta&ccedil;&atilde;o da PF, o gestor do IC, Evson Lira, afirmou que o &oacute;rg&atilde;o realiza centenas de per&iacute;cias por dia. Agora, coloca a culpa na CTTU, que teria informado errado o plano semaf&oacute;rico da esquina onde aconteceu a colis&atilde;o.</p>
<p>A&iacute; surgem outras perguntas. Por que a Pol&iacute;cia Federal &quot;encontrou&quot; o sem&aacute;foro na imagem gravada pela c&acirc;mera de um edif&iacute;cio e o IC n&atilde;o? Ser&aacute; t&atilde;o dif&iacute;cil assim ampliar uma imagem? Dizem que a Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social estaria interessada em comparar os dois laudos para saber onde e por que o IC errou. Esperamos que sim.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 09:51:25 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Uma proposta para municípios responsáveis</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1043]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1043'>18.04.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				O assassinato de uma adolescente dentro de um motel em Sucupira, Jaboat&atilde;o dos Guararapes, na manh&atilde; deste s&aacute;bado deveria servir para que os munic&iacute;pios pernambucanos colocassem em pr&aacute;tica uma medida para prevenir a viol&ecirc;ncia.<br />
<br />
A sugest&atilde;o &eacute; que as prefeituras passassem a realizar uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica em todos os estabelecimentos comerciais onde ocorressem epis&oacute;dios de viol&ecirc;ncia.<br />
<br />
Bares, casas noturnas e m&oacute;teis onde homic&iacute;dios fossem registrados teriam que apresentar alvar&aacute;s de funcionamento para n&atilde;o serem fechados e, al&eacute;m disso, passar por uma avalia&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria.<br />
<br />
O motel Horizonte, onde ocorreu a execu&ccedil;&atilde;o de uma adolescente e outra ficou ferida (cujo dono j&aacute; podia responder&nbsp; a processo por permitir a entrada de menores) n&atilde;o tinha as m&iacute;nimas condi&ccedil;&otilde;es de higiene. Assim como muitos bares onde ocorrem brigas, seguidas de viol&ecirc;ncia.<br />
<br />
Essa &eacute; uma medida que as prefeituras podiam adotar para contribuir com o enfrentamento da viol&ecirc;ncia. Sem precisar de altera&ccedil;&atilde;o na constitui&ccedil;&atilde;o. S&oacute; cumprindo sua obriga&ccedil;&atilde;o fiscalizadora.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 19:29:54 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Ministério da Justiça recompõe parte do orçamento do Pronasci</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1042]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1042'>14.04.2009 - segurança</a></b>
				<br><br>
				<strong class="cEZTFont1"></strong>
<p><strong>Da assessoria do MJ&nbsp;</strong></p>
<p>Bras&iacute;lia, 13/04/09 (MJ) &ndash; As 94 a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e enfrentamento &agrave; viol&ecirc;ncia do Programa Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica com Cidadania (Pronasci) est&atilde;o garantidas em 2009. Em reuni&atilde;o nesta segunda-feira (13), os ministros da Justi&ccedil;a, Tarso Genro, e do Planejamento, Paulo Bernardo, acertaram que os recursos do programa ser&atilde;o mantidos integralmente.</p>
<p>O acerto incluiu um planejamento da execu&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria. At&eacute; setembro, ser&atilde;o investidos R$ 900 milh&otilde;es, dos quais R$ 275 milh&otilde;es ser&atilde;o liberados imediatamente. Em 1&ordm; de setembro, haver&aacute; outra reuni&atilde;o das equipes t&eacute;cnicas dos dois minist&eacute;rios para programar as novas libera&ccedil;&otilde;es, de acordo com os empenhos realizados at&eacute; essa data.</p>
<p>&ldquo;O acordo &eacute; satisfat&oacute;rio, pois o formato de libera&ccedil;&atilde;o dos recursos n&atilde;o interromper&aacute; o andamento do Pronasci&rdquo;, afirmou o ministro Tarso Genro, explicando que a maior parte dos empenhos do minist&eacute;rio ocorre nos tr&ecirc;s &uacute;ltimos meses do ano.</p>
<p>O Or&ccedil;amento de 2009 do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, aprovado pelo Congresso Nacional, totaliza R$ 2,9 bilh&otilde;es. No dia 30 de mar&ccedil;o, o Minist&eacute;rio do Planejamento havia anunciado um contingenciamento de R$ 1,2 bilh&atilde;o. O corte, correspondente a 41% do or&ccedil;amento do minist&eacute;rio, equivalia ao total de recursos previstos para o Pronasci neste ano.</p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 12:02:46 -0300</pubDate>
			<category>segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Mar de lágrimas pelas mais de mil pessoas assassinadas em Pernambuco este ano</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1041]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1041'>08.04.2009 - Servilho Paiva,violência</a></b>
				<br><br>
				<p>O P&aacute;tio do Carmo amanheceu esta quarta-feira tomado por um mar de len&ccedil;os brancos. Exatos 1.174 len&ccedil;os, representando as pessoas assassinadas em Pernambuco, de 1&ordm; de janeiro at&eacute; a manh&atilde; do dia 7 de mar&ccedil;o.</p>
<p>A manifesta&ccedil;&atilde;o, inspirada em a&ccedil;&otilde;es semelhantes da ONG carioca Rio de Paz, foi realizada pelo <strong>PEbodycount</strong>, em parceria com a Pastoral da Sa&uacute;de da Arquidiocese de Olinda e Recife.</p>
<p>O P&aacute;tio do Carmo tamb&eacute;m foi o ponto da segunda esta&ccedil;&atilde;o da Prociss&atilde;o da Via Sacra, comandada pelo padre Jo&atilde;o Carlos, pelas ruas do Centro do Recife, na Quarta-Feira da Semana Santa.</p>
<p>Os participantes da prociss&atilde;o receberam len&ccedil;os brancos e penduraram no varal armado em frente &agrave; Bas&iacute;lica do Carmo. O secret&aacute;rio de Defesa Social, Servilho Paiva participou da prociss&atilde;o e exp&ocirc;s para o p&uacute;blico as a&ccedil;&otilde;es que v&ecirc;m sendo feitas pelo Governo para tentar diminuir a viol&ecirc;ncia em Pernambuco.</p>
<p>* A foto &eacute; de Renato Spencer/JC Imagem</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 10:47:03 -0300</pubDate>
			<category>Servilho Paiva,violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Contador externo será desativado no fim do mês</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1040]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1040'>06.04.2009 - violência,polícia,homicídios</a></b>
				<br><br>
				<p>No pr&oacute;ximo dia 30 de abril, o contador externo de homic&iacute;dios do <strong>PEbodycount</strong> (o &uacute;nico do mundo), localizado no cruzamento das ruas Guilherme Pinto e Joaquim Nabuco, bairro das Gra&ccedil;as, ser&aacute; desativado. O equipamento mostra &agrave; sociedade, diariamente, o n&uacute;mero de assassinatos em nosso Estado.</p>
<p>A Faculdade Maur&iacute;cio de Nassau, que arcava com os custos de manuten&ccedil;&atilde;o do equipamento, nos informou que no exerc&iacute;cio 2009/2010 n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria para manter o contador.</p>
<p>Lamentamos ter que dar essa not&iacute;cia. Acreditamos que o contador externo &eacute; uma ferramenta democr&aacute;tica de controle social da viol&ecirc;ncia. Infelizmente, nossa sociedade vai perder esse instrumento nos pr&oacute;ximos dias.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 10:22:54 -0300</pubDate>
			<category>violência,polícia,homicídios</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Na disputa de poder entre a mãe do PAC e o pai do Pronasci, perde o Brasil</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1039]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1039'>02.04.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>O an&uacute;ncio do corte dos recursos do Pronasci, na &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira, explicitou a divis&atilde;o do Governo Lula provocada pela sucess&atilde;o do ano que vem.</p>
<p>Como Dilma Rousseff &eacute; a favorita do presidente para suced&ecirc;-lo, o ministr Tarso Genro, que j&aacute; almejou a mesma posi&ccedil;&atilde;o, est&aacute; na sombra e foi surpreendido pelo esvaziamento de recursos da sua pasta.</p>
<p>Ontem, em Vit&oacute;ria (ES), durante a abertura do F&oacute;rum Brasileiro de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, o secret&aacute;rio Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, Ricardo Balestrelli, afirmou que diante dos cortes, o &uacute;nico programa do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a assegurado &eacute; a bolsa-forma&ccedil;&atilde;o que paga R$ 400 a mais para os policiais que fazem um curso de reciclagem oferecido pela Senasp.</p>
<p>Enquanto o PAC, o filho de Dilma,&nbsp;mant&eacute;m os recursos, a Seguran&ccedil;a P&uacute;blica mais uma vez ocupa o segundo plano.&nbsp;O que nunca aconteceria se o candidato de Lula fosse Tarso Genro.&nbsp;</p>
<p>Todo aquele discurso da prioridade para as onze regi&otilde;es metropolitanas mais violentas. Todo o papel e tinta gasto em folderes, cartilhas, semin&aacute;rios foram jogados fora.&nbsp;Prioridade mesmo s&oacute; a elei&ccedil;&atilde;o de 2010.&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 10:02:44 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Delegado que combatia grupos de extermínio é assassinado em Palmares</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1038]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1038'>22.03.2009 - </a></b>
				<br><br>
				
<p>Do JC online<br />
</p>
<p>Assassinado a tiros na manh&atilde; deste domingo em Palmares, o delegado Fernando Machado, 39 anos, era um dos que estavam &agrave; frente das investiga&ccedil;&otilde;es que levou &agrave; pris&atilde;o ano passado de 34 pessoas acusadas de integrar um grupo de exterm&iacute;nio que agia na Zona da Mata e na Regi&atilde;o Metropolitana do Recife.</p>
<p>A opera&ccedil;&atilde;o, denominada Dragagem, deteve, entre outros, quatro guardas municipais e dois policiais militares. Na &eacute;poca, abril de 2008, foram cumpridos 32 mandados de pris&atilde;o, al&eacute;m de duas deten&ccedil;&otilde;es realizadas em flagrante. A maioria das pris&otilde;es foi efetuada em Ribeir&atilde;o, onde ficava a base da quadrilha e cidade que tinha como delegado Fernando Machado.</p>
<p>Os policiais tamb&eacute;m realizaram pris&otilde;es em Escada, Gameleira, Rio Formoso e &Aacute;gua Preta, tamb&eacute;m na Mata Sul, Cabo de Santo Agostinho e Jaboat&atilde;o dos Guararapes, na Regi&atilde;o Metropolitana, em Caruaru, no Agreste, e na capital.</p>
<p>Com os acusados, as equipes apreenderam armas, proj&eacute;teis, coletes &agrave; prova de bala, documentos falsos e capuzes. De acordo com a pol&iacute;cia, o bando agia sob encomenda - chegava a cobrar entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por homic&iacute;dio &ndash;, praticava assaltos, alugava armas e traficava drogas.</p>
<p>Al&eacute;m de passar por Ribeir&atilde;o, Fernando Machado j&aacute; trabalhara na delegacia de Catende e, apesar de hoje atuar em Caruaru, residia em&nbsp; Palmares, a cerca de 200 metros da delegacia local. E foi na resid&ecirc;ncia onde ele foi alvejado.</p>
<p>Machado estava com sua filha de 3 anos quando&nbsp;dois homens ainda n&atilde;o identificados entraram e efetuararam v&aacute;rios disparos contra ele. O delegado ainda trocou tiros com os criminosos, mas conseguiram fugir. Machado foi encaminhado ao Hospital Regional de Palmares, mas n&atilde;o resistiu aos ferimentos.</p>
<p>Na investida, a filha do delegado foi atingida de rasp&atilde;o na testa - a bala foi encontrada entre os cabelos da menina. Ela passa bem.</p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 21:05:49 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Governo não atinge meta de redução de homicídios. E o silêncio continua.</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1037]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1037'>21.03.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Reproduzo abaixo mat&eacute;ria assinada por Eduardo Machado na edi&ccedil;&atilde;o de domingo do Jornal do Commercio. O que chama a aten&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m do fato de mais uma vez o governo n&atilde;o alcan&ccedil;ar&nbsp;a meta estabelecida para redu&ccedil;&atilde;o de homic&iacute;dios, &eacute; o sil&ecirc;ncio. Um sil&ecirc;ncio que j&aacute; virou marca registrada da Secretaria de Defesa Social.&nbsp; E assim, sempre&nbsp;na sombra, segue o Pacto pela Vida.&nbsp;</p>
<p>-------------------------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>Por Eduardo Machado</p>
<p>Dois bilh&otilde;es de reais em investimentos. Mais de 2,7 mil novos policiais civis e militares contratados. Frota renovada e multiplicada por dez. Essas foram algumas das a&ccedil;&otilde;es adotadas na Seguran&ccedil;a P&uacute;blica de Pernambuco, desde maio de 2007. Apesar disso, na &uacute;ltima sexta-feira, 40 dias antes de o Pacto pela Vida completar dois anos, j&aacute; se podia dizer que a meta de redu&ccedil;&atilde;o de homic&iacute;dios, fixada em 12%, n&atilde;o ser&aacute; novamente atingida.<br />
Para o segundo ano do Pacto, a meta de redu&ccedil;&atilde;o da taxa de homic&iacute;dios foi mantida. Isso significa que, de maio de 2008 a abril de 2009, o &iacute;ndice teria que cair de 52,2 homic&iacute;dios por 100 mil habitantes, anotado nos 12 meses anteriores, para 45,9 homic&iacute;dios por 100 mil habitantes no per&iacute;odo atual. Em n&uacute;meros absolutos, de maio de 2008 a abril de 2009 s&oacute; poderiam ocorrer 3.927 assassinatos para que a redu&ccedil;&atilde;o ficasse em 12%. Ressalte-se que o c&aacute;lculo da taxa de homic&iacute;dios leva em conta o crescimento populacional.<br />
O problema &eacute; que, na &uacute;ltima sexta-feira, quarenta dias antes do t&eacute;rmino do segundo ano do Pacto pela Vida, os homic&iacute;dios registrados em Pernambuco chegaram ao limite de 3.927 casos, de acordo com dados oficiais da Secretaria de Defesa Social. A SDS tem n&uacute;meros atualizados at&eacute; o dia 17 de mar&ccedil;o. Para o per&iacute;odo de 18 a 20 de mar&ccedil;o foram utilizados dados do site PEbodycount.<br />
&ldquo;Se, pelo segundo ano consecutivo, a meta estipulada n&atilde;o foi atingida, fica mais uma vez claro que est&aacute; ocorrendo um desses dois erros: ou o &iacute;ndice foi hiperdimensionado ou h&aacute; falha na execu&ccedil;&atilde;o, seja porque os meios n&atilde;o estejam sendo providos, seja porque os executores n&atilde;o tenham obtido sucesso&rdquo;, avaliou o professor da Universidade Federal de Lavras (MG), Wilson Magela, um dos maiores especialistas brasileiros em planejamento estrat&eacute;gico.<br />
Em maio de 2008, no balan&ccedil;o do primeiro ano do Pacto pela Vida, o governo do Estado se ocupou em comemorar a redu&ccedil;&atilde;o da taxa de homic&iacute;dios em 6,9%, obtida no per&iacute;odo, em vez de avaliar as causas para que a meta de 12% n&atilde;o tivesse sido alcan&ccedil;ada. Sem maiores explica&ccedil;&otilde;es, o &iacute;ndice foi mantido e, no segundo ano da iniciativa, a probabilidade &eacute; que a redu&ccedil;&atilde;o seja ainda menor, ficando abaixo de 4%.<br />
Os comparativos s&atilde;o realizados considerando o per&iacute;odo de maio de um ano at&eacute; abril do ano seguinte, porque o Pacto pela Vida foi lan&ccedil;ado em 1&ordm; de maio de 2007. As avalia&ccedil;&otilde;es, por parte do governo, das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de seguran&ccedil;a tamb&eacute;m t&ecirc;m utilizado esse per&iacute;odo como base.<br />
Os c&aacute;lculos sobre o crescimento ou redu&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia utilizam a taxa de homic&iacute;dios por 100 mil habitantes como referencial. Esse &iacute;ndice &eacute; utilizado internacionalmente para medir a criminalidade, por considerar n&atilde;o s&oacute; o n&uacute;mero de assassinatos, mas o tamanho da popula&ccedil;&atilde;o do local analisado.<br />
SIL&Ecirc;NCIO<br />
A reportagem do Jornal do Commercio entrou em contato com a assessoria de comunica&ccedil;&atilde;o da Secretaria de Defesa Social por telefone e correio eletr&ocirc;nico para que o conte&uacute;do dessa mat&eacute;ria fosse comentado. At&eacute; o fechamento desta edi&ccedil;&atilde;o, a assessoria n&atilde;o enviou qualquer resposta.<br />
O sil&ecirc;ncio a respeito dos n&uacute;meros do Pacto pela Vida vem causando pol&ecirc;mica desde o lan&ccedil;amento do plano. Em junho do ano passado, o cientista pol&iacute;tico Jorge Zaverucha solicitou dados do projeto e nunca obteve resposta. Os mesmos dados foram pedidos pela Ordem dos Advogados do Brasil e pela Associa&ccedil;&atilde;o dos Oficiais da Pol&iacute;cia Militar e nunca chegaram. H&aacute; 40 dias, o deputado Augusto Coutinho, l&iacute;der da oposi&ccedil;&atilde;o na Assembleia Legislativa, amparado num documento assinado por dez entidades civis interessadas em acompanhar a execu&ccedil;&atilde;o do pacto, requisitou as mesmas informa&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m foi ignorado.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sat, 21 Mar 2009 13:11:59 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Governo recua e Polícia Civil não fará greve. Agora vai...</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1036]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1036'>17.03.2009 - polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>Um leitor do blog falou comigo por telefone h&aacute; poucos minutos e contou que a reuni&atilde;o entre o Sindicato dos Policiais Civis e&nbsp;representantes das Secretarias de Administra&ccedil;&atilde;o e de Defesa Social,&nbsp;se encerrou com o recuo do governo no caso da fixa&ccedil;&atilde;o da jornada semanal da categoria em 44 horas.</p>
<p>Isso significa que n&atilde;o vai ser realizada a passeata dos policiais civis marcada para hoje, nem muito menos a greve, que poderia ser iniciada a partir de 0h desta quarta-feira.</p>
<p>A fixa&ccedil;&atilde;o da jornada da categoria s&oacute; ser&aacute; definida com o plano de cargos publicado em forma de lei. N&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o de prazo para que isso aconte&ccedil;a.</p>
<p>Enquanto n&atilde;o acontece, tudo como dantes no Quartel de Abrantes. S&oacute; falta essa sintonia entre o Sinpol e o governo se transformar em resultado nos n&uacute;meros da viol&ecirc;ncia...</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 16:17:37 -0300</pubDate>
			<category>polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Policiais civis avaliam hoje se entram em greve</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1035]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1035'>12.03.2009 - polícia</a></b>
				<br><br>
				<p>Uma portaria conjunta das Secretarias de Administra&ccedil;&atilde;o e de Defesa Social &quot;comunicou&quot; os policiais civis pernambucanos que a jornada semanal deles &eacute; de 44 horas. O an&uacute;ncio mexeu com a categoria que tinha um acordo de trabalhar 30 horas por semana. Hoje, &agrave;s 19h, a categoria realiza assembleia para discutir se entra em greve.</p>
<p>O presidente do Sinpol, Cl&aacute;udio Marinho, diz que al&eacute;m das oito horas di&aacute;rias, o Governo quer as quatro horas restantes para que os policiais civis fa&ccedil;am blitzes e rondas ostensivas. &quot;Isso &eacute; um desvio de fun&ccedil;&atilde;o&quot;, diz o sindicalista.</p>
<p>Ainda n&atilde;o tenho detalhes dessa situa&ccedil;&atilde;o, mas acredito que existia entre o Governo e a categoria um acordo informal para que a jornada fosse de 30 horas semanais. Sem nada documentado, a SDS agora exige o que est&aacute; previsto para a categoria que &eacute; de 44 horas semanais. </p>
<p>Veremos agora se&nbsp; a popula&ccedil;&atilde;o aceita os argumentos da categoria ou do Governo.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 11:37:49 -0300</pubDate>
			<category>polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Sapatos sem dono, diante da Basílica do Carmo, lembram vítimas de homicídios </title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1034]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1034'>10.03.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>No &uacute;ltimo s&aacute;bado, a Pastoral da Sa&uacute;de da Arquidiocese de Olinda e Recife realizou um protesto diferente diante da Bas&iacute;lica do Carmo, no centro da capital pernambucana. Centenas de pares de sapato, representando as 768 pessoas assassinadas em Pernambuco do in&iacute;cio do ano, at&eacute; a semana passada.</p>
<p>O protesto fez parte do lan&ccedil;amento da Campanha da Fraternidade 2009, que traz o tema: Fraternidade e Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, a paz &eacute; fruto da Justi&ccedil;a.</p>
<p>Em setembro do ano passado, o PEbodycount fez uma parceria com a Pastoral da Sa&uacute;de e realizou a campanha &quot;N&atilde;o Matar&aacute;s&quot;. Durante cinco semanas, os nomes das pessoas assassinadas em Pernambuco passaram a ser lidos durante as missas nas par&oacute;quias da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife. Foi uma prepara&ccedil;&atilde;o para a Campanha da Fraternidade de 2009, que prop&otilde;e uma reflex&atilde;o sobre a criminalidade no Brasil.</p>
<p>Tanto a campanha N&atilde;o Matar&aacute;s, quanto o protesto com os sapatos serviram para mostrar &agrave;s pessoas, a dimens&atilde;o da viol&ecirc;ncia em nosso estado e o quanto &eacute; importante que esse problema n&atilde;o continue sendo ignorado.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 16:15:18 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Dados oficiais mostram que o Carnaval 2009 teve 81 homicídios</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1033]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1033'>03.03.2009 - estatísticas</a></b>
				<br><br>
				<p>A divulga&ccedil;&atilde;o dos dados oficiais da Secretaria de Defesa Social, quase uma semana ap&oacute;s o encerramento do carnaval 2009 confirma o que j&aacute; hav&iacute;amos adiantado na semana passada: a folia deste ano foi mais violenta que o mesmo per&iacute;odo do ano passado.</p>
<p>De sexta &agrave; ter&ccedil;a de Carnaval, 81 pessoas foram assassinadas em Pernambuco. No mesmo per&iacute;odo do ano passado, foram anotados 58&nbsp;homic&iacute;dios. Isso&nbsp;significa um aumento de 39% na viol&ecirc;ncia.</p>
<p>No <strong>PEbodycount</strong>, diariamente contabilizamos os homic&iacute;dios pesquisando nas delegacias, batalh&otilde;es da Pol&iacute;cia Militar, hospitais e IMLs. Com esse procedimento, j&aacute; na Quarta-Feira de&nbsp;Cinzas chegamos ao total de 66 execu&ccedil;&otilde;es. O que, na ocasi&atilde;o, serviu para podermos afirmar que a viol&ecirc;ncia havia aumentado.</p>
<p>Esse crescimento de quase 40% no n&uacute;mero de homic&iacute;dios no Carnaval de 2009 explica porque a Secretaria de Defesa Social fez quest&atilde;o de n&atilde;o mencionar o total de mortes e s&oacute; mencionou dois casos de assassinatos, ocorridos em focos de folia.</p>
<p>Faz muita diferen&ccedil;a entre divulgar os&nbsp;dados de viol&ecirc;ncia sem qualquer comparativo na p&aacute;gina da internet (como fez a SDS) e comentar e se submeter a uma avalia&ccedil;&atilde;o, como eles deveriam ter feito no dia da coletiva.</p>
<p>Sem um contador, ficaria dif&iacute;cil discernir informa&ccedil;&atilde;o de propaganda.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 10:27:33 -0300</pubDate>
			<category>estatísticas</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Para o Governo, tergiversar é ser transparente</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1032]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1032'>27.02.2009 - estatísticas</a></b>
				<br><br>
				<p>Tergiversar: Usar de evasivas, de subterf&uacute;gios.</p>
<p>O Governo da transpar&ecirc;ncia. &Eacute; assim que enchem o peito as autoridades pernambucanas para falar de seus n&uacute;meros. N&uacute;meros estes que servem para a popula&ccedil;&atilde;o, legitimamente,&nbsp;medir a dist&acirc;ncia entre o discurso e a realidade.</p>
<p>No ano passado, quando os n&uacute;meros do Carnaval foram favor&aacute;veis, na Quarta-Feira de Cinzas o balan&ccedil;o j&aacute; estava pronto. Al&eacute;m de uma redu&ccedil;&atilde;o de 34% nos HOMIC&Iacute;DIOS, ainda foi alardeado que era a folia mais tranquila desde 2004.</p>
<p>Este Carnaval, at&eacute; me animei vendo algumas mudan&ccedil;as no comportamento da SDS para o evento. Planejamento, tecnologia, aumento de efetivo, inova&ccedil;&otilde;es. No entanto, na hora de apresentar os resultados, as mesmas pr&aacute;ticas de sempre. Estique, puxa, encolhe e esconde os n&uacute;meros dos HOMIC&Iacute;DIOS porque simplesmente eles cresceram.</p>
<p>O argumento &eacute; que os dados estariam na p&aacute;gina da SDS na internet. quem quisesse que contasse. E nenhuma observa&ccedil;&atilde;o sobre o aumento da viol&ecirc;ncia, mas um discurso preparado de que a criminalidade diminuiu nos focos de folia, mesmo com duas mortes em blocos, inclusive uma no Galo da Madrugada.</p>
<p>Detalhe, at&eacute; agora os n&uacute;meros de homic&iacute;dios no per&iacute;odo do Carnaval n&atilde;o est&atilde;o na p&aacute;gina da SDS na internet.</p>
<p>&Eacute; isso o que eles chamam de transpar&ecirc;ncia.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 10:24:27 -0300</pubDate>
			<category>estatísticas</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>SDS marca coletiva, mas não divulga homicídios no período carnavalesco</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1031]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1031'>26.02.2009 - violência,crime,SDS,Carnaval</a></b>
				<br><br>
				<p>Acabo de chegar da coletiva de imprensa na Secretaria de Defesa Social sobre a Opera&ccedil;&atilde;o Carnaval 2009. Estranhamente, o &oacute;rg&atilde;o divulgou apenas as mortes em focos de folia. Dois homic&iacute;dios, um no Galo da Madrugada e outro em Igarassu.</p>
<p>Causou estranheza porque no ano passado, a SDS realizou a mesma coletiva sobre viol&ecirc;ncia no Carnaval e esse dado foi divulgado. Foram 58 homic&iacute;dios da 0h da sexta-feira &agrave; meia-noite da Ter&ccedil;a Gorda. Na ocasi&atilde;o, houve uma redu&ccedil;&atilde;o de 34% no n&uacute;mero de assassinatos em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior. Na &eacute;poca, chegaram a dizer que tratava-se do Carnaval mais tranquilo desde 2004.</p>
<p>Hoje, questionei o secret&aacute;rio Servilho Paiva o porqu&ecirc; dos n&uacute;meros n&atilde;o serem apresentados e ele respondeu que tratava-se de uma coletiva sobre a Opera&ccedil;&atilde;o Carnaval, ent&atilde;o, por isso, s&oacute; havia informa&ccedil;&otilde;es sobre focos de folia. Disse ainda que os dados dos hom&iacute;dios em todo o Estado est&atilde;o sendo consolidados e seria divulgado no site da SDS ainda hoje.</p>
<p>S&atilde;o 16h30 e at&eacute; agora apenas os homic&iacute;dios da sexta e s&aacute;bado &ndash; 30, por enquanto &ndash; foram divulgados. Vale lembrar que o <strong>PEbodycount</strong> computou 66 assassinatos nesse mesmo per&iacute;odo. Estamos de olho.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 16:26:01 -0300</pubDate>
			<category>violência,crime,SDS,Carnaval</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Mais mortes no campo</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1030]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1030'>26.02.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Os conflitos agr&aacute;rios em Pernambuco continuam fazendo suas v&iacute;timas. Durante o Carnaval, quatro seguran&ccedil;as da Fazenda Jaboticaba, em S&atilde;o Joaquim do Monte, no Agreste, foram assassinados a tiros por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O movimento alegou leg&iacute;tima defesa.<br />
No momento do crime, Jo&atilde;o Arnaldo da Silva, 40, Jos&eacute; Wedson da Silva, 20, Rafael Erasmo da Silva, 20, e Wagner Lu&iacute;s da Silva, 25, seguran&ccedil;as da Fazenda Jaboticaba, estavam na Fazenda S&atilde;o Jos&eacute;, do mesmo propriet&aacute;rio, para tomar as fotos e grava&ccedil;&otilde;es que os sem-terra teriam feito dos homens carregando armas para proteger a propriedade.<br />
Dois dias antes da chacina, trabalhadores rurais ligados ao movimento haviam sido expulsos do local. Na sexta, houve amea&ccedil;a de reocupa&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea. Os sem-terra exigiam uma nova medi&ccedil;&atilde;o do tamanho da fazenda que, segundo documentos do Instituto Nacional de Col&ocirc;nia e Reforma Agr&aacute;ria (Incra), media 240 hectares. Os trabalhadores afirmam que a &aacute;rea mede 800 hectares.<br />
O caso deve ser apurado com todo o rigor. &Eacute; preciso ficar claro o que realmente ocorreu. Sou defensor da reforma agr&aacute;ria e reconhe&ccedil;o a legitimidade dos movimentos sociais de luta pela terra. No entanto, n&atilde;o podemos defender qualquer tipo de a&ccedil;&atilde;o que resulte em mortes. </p>
<p>Foram quatro vidas perdidas. E isso basta.&nbsp;A Justi&ccedil;a tem obriga&ccedil;&atilde;o de punir exemplarmente todos os respons&aacute;veis. At&eacute; agora, foram autuados Aluciano Ferreira dos Santos e Paulo Alves Cursino. Outros dois sem-terra tamb&eacute;m acusados das mortes est&atilde;o foragidos.&nbsp; Vamos acompanhar&nbsp;os resultados das investiga&ccedil;&otilde;es. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 14:33:32 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Carnaval teve pelo menos 66 homicídios</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1029]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1029'>26.02.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>O balan&ccedil;o da viol&ecirc;ncia da 0h da sexta-feira at&eacute;&nbsp;a meia-noite da Ter&ccedil;a-Feira de Carnaval&nbsp;teve, pelo menos, 66 homic&iacute;dios em Pernambuco. Um aumento de 13,7% com rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do Carnaval do ano passado, quando foram anotadas 58 mortes.</p>
<p>O caso que mais chamou a aten&ccedil;&atilde;o foi a execu&ccedil;&atilde;o do vidraceiro Marcos Ant&ocirc;nio Vitorino, 37 anos, (foto), assassinado com tiros de pistola em plena Rua da Palma no dia do&nbsp;desfile do Galo da Madrugada.&nbsp;</p>
<p>Hoje, a Secretaria de Defesa Social divulgar&aacute; os n&uacute;meros oficiais.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 12:33:37 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Nem ex-prefeito escapa da violência no Carnaval</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1028]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1028'>24.02.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p style="FONT-SIZE: 12px"><strong>Do PE360 graus</strong></p>
<p style="FONT-SIZE: 12px">O ex-prefeito do Recife, Jo&atilde;o Paulo, sofreu um furto enquanto conferia o Carnaval na Pra&ccedil;a do Arsenal, no Bairro do Recife, na noite de domingo (22). De acordo com a assessoria do pol&iacute;tico, foram levados a carteira com documentos como identidade e habilita&ccedil;&atilde;o.<br style="FONT-SIZE: 12px" />
<br style="FONT-SIZE: 12px" />
Ainda de acordo com assessoria de imprensa do pol&iacute;tico, n&atilde;o havia dinheiro na carteira de Jo&atilde;o Paulo. Os documentos foram encontrados por um grupo de amigos e levados para a Central do Carnaval, no Marco Zero, onde foram devolvidos &agrave; Jo&atilde;o Paulo.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 10:34:48 -0300</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Políticas públicas de segurança salvam vidas</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1027]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1027'>15.02.2009 - </a></b>
				<br><br>
				














<p class="MsoNormal">Publico abaixo parte de um artigo de Glaucio Ary Soares, um dos principais pesquisadores do Brasil no tema seguran&ccedil;a p&uacute;blica. Para ver o texto na &iacute;ntegra, j&aacute; publicado no Jornal do Brasil, v&aacute; &agrave; se&ccedil;&atilde;o <a href="javascript:void(0);/*1234742205171*/"><strong>Artigos</strong></a> do blog. Boa leitura.<br />
</p>
<p class="MsoNormal"></p>
<p class="MsoNormal">-----------------------------------------------------------------------------------</p>
<p class="MsoNormal">







<p class="MsoNormal"><br />
</p>
<p class="MsoNormal"><strong>As Pol&iacute;ticas Estaduais de Seguran&ccedil;a e as Tend&ecirc;ncias do Crime e da Viol&ecirc;ncia nos Munic&iacute;pios</strong> <br />
</p>
</p>
<p class="MsoNormal"><br />
</p>
<p class="MsoNormal">Uma compara&ccedil;&atilde;o entre diferentes tipos de trajet&oacute;rias municipais elucida o pensamento e contribui para a constru&ccedil;&atilde;o de teorias.</p>
<p class="MsoNormal"><br />
Em dois munic&iacute;pios, Macei&oacute; e Salvador, o n&uacute;mero absoluto de homic&iacute;dios explodiu de 2002 a 2006: 511 em 2002; 520; 559; 620 em 2005 e 899 em 2006. Os homic&iacute;dios em Salvador <em>dobraram </em>durante esses anos: 585, 730, 739, 1.062 e 1.176, respectivamente. N&atilde;o obstante, Macei&oacute; &eacute; uma cidade muito mais violenta, com uma taxa de 81 homic&iacute;dios por cem mil habitantes, em compara&ccedil;&atilde;o com 36 em Salvador. Porto Seguro, tamb&eacute;m na Bahia, quadruplicou os homic&iacute;dios durante o per&iacute;odo: 32; 37; 53; 92 e 124. Com 86 homic&iacute;dios por 100 mil habitantes, j&aacute; &eacute; o 16&ordm; munic&iacute;pio mais violento do Brasil. Esses s&atilde;o munic&iacute;pios nos quais os crimes violentos crescem rapidamente.H&aacute; v&aacute;rios outros munic&iacute;pios nesses estados apresentando r&aacute;pido crescimento da viol&ecirc;ncia. <br />
</p>
<p class="MsoNormal"><br />
</p>
<p class="MsoNormal">No Estado de Alagoas a taxa de vitimiza&ccedil;&atilde;o masculina cresceu muito: de 38 por 100 mil homens em 1999, para 48 em 2000, 56 em 2001, 65 em 2002 e 77 em 2005. Dobrou em seis anos. Em 2007, pela primeira vez, o n&uacute;mero absoluto dos homic&iacute;dios superou a marca de dois mil. Na Bahia, se estabeleceu uma tend&ecirc;ncia ao crescimento a partir de 1999. As taxas masculinas saltaram de menos de 13 por 100 mil a mais de 39 em 2005; a taxa de 2006 &eacute; o triplo da de seis anos antes.<br />
</p>
<p class="MsoNormal"><br />
</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Leia mais na se&ccedil;&atilde;o Artigos do blog</strong></p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 20:58:38 -0300</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>"Faria tudo outra vez"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1026]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1026'>11.02.2009 - segurança</a></b>
				<br><br>
				
<p>Encerrando a s&eacute;rie de entrevistas com os ex-secret&aacute;rios de Defesa Social, conversei com o delegado da Pol&iacute;cia Federal Romero Meneses que passou nove meses &agrave; frente da pasta. Romero foi o primeiro secret&aacute;rio do Governo Eduardo campos. Confira a entrevista:</p>
<p><strong>- Como o senhor recebeu o convite para ser secret&aacute;rio de Defesa Social de Pernambuco?</strong></p>
<p><strong>- ROMERO MENESES -</strong> Eu estava dando uma palestra em Sergipe, quando recebi o telefonema. O convite foi feito pelo pr&oacute;prio, ent&atilde;o governador eleito, Eduardo Campos.</p>
<p><strong>- O senhor sentiu uma resist&ecirc;ncia &agrave; sua nomea&ccedil;&atilde;o?</strong></p>
<p><strong>- ROMERO MENESES -</strong> Senti de grupos isolados. Isso &eacute; natural e eu sabia que iria acontecer isso. Com o passar do tempo fui ficando &agrave; vontade porque sabia que eram pequenos grupos que queriam benef&iacute;cios particulares. No geral, a grande maioria acreditou e se engajou no novo projeto.</p>
<p><strong>- Antes de o Pacto pela Vida ter sido iniciado, o senhor focalizou o combate aos grupos de exterm&iacute;nio como prioridade. Qual das duas estrat&eacute;gias &eacute; a mais eficiente?</strong></p>
<p><strong>- ROMERO MENESES -</strong> H&aacute; uma simbologia em priorizar o combate aos grupos de exterm&iacute;nio. O Pacto pela Vida j&aacute; &eacute; um segundo momento. &Eacute; claro que precisamos de mais tempo para que o pacto apresente todos os resultados esperados. Encontramos a secretaria com dados desorganizados. N&atilde;o os dados de criminalidade, mas dados de gest&atilde;o. Da m&aacute;quina das corpora&ccedil;&otilde;es. Considero que com o pacto, Pernambuco teve uma van&ccedil;o. Passou a ter um referencial. &Eacute; claro que precisa de ajustes, mas avalio como um avan&ccedil;o.</p>
<p><strong>- Como o senhor avalia a integra&ccedil;&atilde;o entre as corpora&ccedil;&otilde;es?</strong></p>
<p><strong>- ROMERO MENESES -</strong> Nesse assunto posso fazer um paralelo com o Governo Federal. Temos as Pol&iacute;cias Federal e Rodovi&aacute;ria Federal que n&atilde;o trabalham integradas. A Academia da Pol&iacute;cia Federal em Bras&iacute;lia forma policiais de outros pa&iacute;ses e n&atilde;o forma os policiais rodovi&aacute;rios federais. &Eacute; um problema cultural. Aqui em Pernambuco n&atilde;o se pode negar o &oacute;bvio, mas melhorou bastante nos &uacute;ltimos anos.</p>
<p><strong>- Qual seria a sa&iacute;da para superar esse problema?</strong></p>
<p><strong>- ROMERO MENESES -</strong> Aposto na forma&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o. Uma academia de pol&iacute;cia &uacute;nica, que forme militares e civis. Quando voc&ecirc; interage com um colega de corpora&ccedil;&atilde;o, seja no ingresso na carreira ou numa capacita&ccedil;&atilde;o posterior, o trabalho integrado flui muito mais. T&iacute;nhamos a pretens&atilde;o de instalar aqui uma escola nacional de intelig&ecirc;ncia. Um centro que formaria policiais de todo o Brasil. Infelizmente n&atilde;o prosperou e a mesma ideia vai ser colocada em pr&aacute;tica no Rio Grande do Sul.</p>
<p><strong>- O senhor passou nove meses &agrave; frente da SDS, qual foi a maior crise enfrentada?</strong></p>
<p><strong>- ROMERO MENESES -</strong> Logo no in&iacute;cio. Naquela semana pr&eacute;-carnavalesca, quando houve o desfile do bloco Balan&ccedil;a Rolha e toda aquela confus&atilde;o (arrast&otilde;es, tiroteios, brigas generalizadas e falta de efetivo para conter a multid&atilde;o) em Boa Viagem. Ao analisar o ocorrido, vi que algu&eacute;m tinha mentido para mim. Esse foi um momento dif&iacute;cil, mas que depois serviu para que pass&aacute;ssemos a planejar o policiamento de grandes eventos, como o Carnaval, com muito mais anteced&ecirc;ncia.</p>
<p><strong>- O senhor tem algum arrependimento?</strong></p>
<p><strong>- ROMERO MENESES -</strong> Nenhum. Faria tudo outra vez.</p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 16:25:53 -0200</pubDate>
			<category>segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>"Conviveria tranquilo com um contador de homicídios"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1025]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1025'>10.02.2009 - segurança</a></b>
				<br><br>
				
<p>O delegado da Pol&iacute;cia Federal Rodney Miranda foi o &uacute;ltimo secret&aacute;rio de Defesa Social da gest&atilde;o Jarbas/Mendon&ccedil;a. Substituiu Jo&atilde;o Braga, que deixou o cargo para disputar um mandato de deputado estadual. Rodney j&aacute; havia sido secret&aacute;rio no Esp&iacute;rito Santo e, ap&oacute;s deixar a SDS em Pernambuco, voltou ao mesmo cargo no Governo capixaba. Confira a entrevista:</p>
<p><strong>- O senhor deixou Pernambuco com um sentimento de que teve pouco tempo para realizar um trabalho eficiente?</strong></p>
<p><strong>- RODNEY MIRANDA -</strong> Foi um per&iacute;odo muito curto. E ainda mais atrapalhado por ser uma &eacute;poca de elei&ccedil;&atilde;o. Ainda havia outro complicador para mim porque vim de fora e precisava de um tempo para descobrir quem &eacute; quem. Apesar disso, passei todo o tempo bastante entusiasmado porque percebi um esfor&ccedil;o da equipe em fazer o trabalho.</p>
<p><strong>- O senhor participou de v&aacute;rias opera&ccedil;&otilde;es pessoalmente. Qual era o seu objetivo com essa atitude?</strong></p>
<p><strong>- RODNEY MIRANDA -</strong> Fa&ccedil;o isso no intuito de incentivar. Acompanhar as opera&ccedil;&otilde;es era uma maneira de fazer com que a equipe percebesse a import&acirc;ncia do trabalho e que est&aacute;vamos atentos &agrave;s necessidades. Lembro que fui acompanhar uma a&ccedil;&atilde;o no interior e os policiais mostraram que os postos de patrulhamento possu&iacute;am uma cobertura inadequada para o clima da regi&atilde;o e isso foi corrigido.</p>
<p><strong>- Como o senhor viu a quest&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o entre as pol&iacute;cias em Pernambuco?</strong></p>
<p><strong>- RODNEY MIRANDA -</strong> Tive menos dificuldade em Pernambuco do que no Esp&iacute;rito Santo. O que eu tive que contornar logo no come&ccedil;o em Pernambuco foi uma crise entre Pol&iacute;cia Civil e Minist&eacute;rio P&uacute;blico e isso foi feito com a ajuda do chefe de Pol&iacute;cia Civil, Djalma Raposo, e o procurador-geral de Justi&ccedil;a, Francisco Sales.</p>
<p><strong>- O que o senhor faria diferente, se voltasse ao cargo?</strong></p>
<p><strong>- RODNEY MIRANDA -</strong> Acho que a maneira que implantamos a lei seca poderia ter sido diferente. Continuo defendendo a lei seca, mas cobraria uma participa&ccedil;&atilde;o mais efetiva dos munic&iacute;pios nesse processo. </p>
<p><strong>- O senhor conheceu a realidade de Pernambuco e agora est&aacute; em outro estado que figura entre os mais violentos do pa&iacute;s. O senhor acredita que existe solu&ccedil;&atilde;o para mudar a situa&ccedil;&atilde;o de medo nesses dois estados?</strong></p>
<p><strong>- RODNEY MIRANDA -</strong> O &uacute;nico estado brasileiro que tem uma redu&ccedil;&atilde;o consolidada de homic&iacute;dios &eacute; S&atilde;o Paulo. Isso &eacute; o resultado de uma pol&iacute;tica que vem sendo mantida desde o Governo de M&aacute;rio Covas. Hoje, eles est&atilde;o colhendo os frutos dessa continuidade. Comparo com a economia brasileira dos anos 80 e in&iacute;cio dos anos 90. Cada ministro que chegava, chegava com uma f&oacute;rmula pra resolver o problema e fracassava. A seguran&ccedil;a P&uacute;blica &eacute; a economia do s&eacute;culo XXI. &Eacute; preciso tempo, apoio da sociedade, participa&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios, do Governo Federal e e continuidade nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</p>
<p><strong>- Como o senhor conviveria com um contador de homic&iacute;dios na internet e na rua, no estado em que fosse secret&aacute;rio de seguran&ccedil;a?</strong></p>
<p><strong>- RODNEY MIRANDA -</strong> Isso seria tranquilo pra mim. Um dos passos importantes &eacute; mostrar o problema como ele &eacute;. Prefiro mil vezes ser confrontado com um n&uacute;mero desfavor&aacute;vel, do que com a acusa&ccedil;&atilde;o de esconder informa&ccedil;&otilde;es. Aqui (no Esp&iacute;rito Santo) tenho um contador pr&oacute;prio e acompanho os n&uacute;meros diariamente.</p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 12:44:23 -0200</pubDate>
			<category>segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Citado em entrevista, Soldado Moisés rebate crítica do coronel Iran Pereira</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1024]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1024'>09.02.2009 - Soldado Moisés,SDS</a></b>
				<br><br>
				Citado na entrevista do ex-secret&aacute;rio de Defesa Social coronel Iran Pereira, dentro da s&eacute;rie SDS - 10 anos, feita pelo colega Eduardo Machado, o deputado estadual Soldado Mois&eacute;s (PSB) pede direito de resposta. Como o <strong>PEbodycount</strong> &eacute; um blog democr&aacute;tico e que incentiva o debate sobre a seguran&ccedil;a p&uacute;blica em nosso Estado, segue abaixo o texto enviado pelo parlamentar:<br />
<br />
&quot;Prezados Jornalistas do PE Body Count:<br />
&nbsp;<br />
Gostaria, inicialmente,&nbsp;de parabenizar este Blog, e de dizer que li a entrevista do ex-secret&aacute;rio de Defesa Social, Cel. Iran Pereira, publicada no &uacute;ltimo dia 05&nbsp;e achei estranho ele afirmar que, como sou governista, fico calado. Fa&ccedil;o sim, parte do Governo. Mas agora, a Seguran&ccedil;a P&uacute;blica tem um projeto como o Pacto Pela Vida, &uacute;nico no mundo que conseguiu trazer resultados, reduzindo o &iacute;ndice de&nbsp;viol&ecirc;ncia em 7% em um ano&nbsp;e tamb&eacute;m agora existe uma&nbsp;integra&ccedil;&atilde;o da PM, Corpo de Bombeiros e a Pol&iacute;cia Civil, com as comunidades e as entidades de Direitos Humanos, o que n&atilde;o havia na gest&atilde;o dele. Antes, a pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica era apenas de visualiza&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o se investia no material humano dos seus profissionais.<br />
&nbsp;<br />
Atenciosamente,<br />
&nbsp;<br />
Deputado Soldado Mois&eacute;s.&quot;
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 22:03:38 -0200</pubDate>
			<category>Soldado Moisés,SDS</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>"Eu botava a cara no problema"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1023]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1023'>09.02.2009 - segurança</a></b>
				<br><br>
				
<p>Quinto secret&aacute;rio de Defesa Social de Pernambuco, o engenheiro Jo&atilde;o Braga passou dois anos e dois meses &agrave; frente da pasta. Sempre &agrave; vontade no contato com a imprensa, Jo&atilde;o Braga acabou protagonizando v&aacute;rios epis&oacute;dios como secret&aacute;rio que renderam pol&ecirc;micas. Confira a entrevista:</p>
<p><strong>- O senhor j&aacute; havia sido secret&aacute;rio da Prefeitura do Recife e ocupado outros cargos de gest&atilde;o durante sua vida p&uacute;blica. Como foi ser secret&aacute;rio de Defesa Social?</strong></p>
<p><strong>- JO&Atilde;O BRAGA -</strong> Esse foi o cargo de maior press&atilde;o que eu exerci. Nos outros voc&ecirc; ainda tem uma folga. Um fim-de-semana, um feriado. Na Defesa Social, todos os dias tem uma not&iacute;cia ruim.</p>
<p><strong>- Dessas not&iacute;cias ruins, qual marcou o pior momento do senhor no cargo?</strong></p>
<p><strong>- JO&Atilde;O BRAGA -</strong> A morte do psicanalista Ant&ocirc;nio Carlos Escobar. Veja s&oacute;, toda morte &eacute; um fato a se lamentar, mas a repercuss&atilde;o que esse caso teve foi realmente fora do comum. Est&aacute;vamos num momento bom da secretaria. No dia anterior &agrave; morte, eu tinha recebido uma homenagem como o melhor secret&aacute;rio do Governo. V&aacute;rios &iacute;ndices estavam em queda e a&iacute; aconteceu esse caso e zerou tudo. Houve uma mobiliza&ccedil;&atilde;o muito forte e acho que erramos na condu&ccedil;&atilde;o do caso. Erramos nos primeiros contatos com os amigos e parentes. De lado a lado tivemos posi&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o contribu&iacute;ram para minimizar os problemas.</p>
<p><strong>- No quesito pol&ecirc;mica, o senhor acabou tendo que administrar tens&otilde;es com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico...</strong></p>
<p><strong>- JO&Atilde;O BRAGA -</strong> J&aacute; existia um problema entre o chefe de Pol&iacute;cia Civil An&iacute;bal Moura e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico por causa do Caso Serrambi. Quando assumi e o inqu&eacute;rito foi devolvido de novo, pedi para a Pol&iacute;cia Federal entrar na investiga&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o quis nem saber o que estava sendo feito. Eles tiveram total liberdade e, no final, obtiveram o mesmo resultado.</p>
<p><strong>- Depois veio a lei seca...</strong></p>
<p><strong>- JO&Atilde;O BRAGA -</strong> A lei seca foi pol&ecirc;mica, mas foi boa. Essas coisas repercutiam muito e ca&iacute;am em cima de mim porque eu colocava o cara na pol&ecirc;mica. Sempre fui acess&iacute;vel e n&atilde;o me escondi das minhas responsabilidades. A grande cr&iacute;tica contra a lei seca foi porque eu n&atilde;o fiz tantas reuni&otilde;es quantas foram feitas em Diadema. Minha avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; que a lei seca foi vitoriosa porque onde foi aplicada diminuiu a viol&ecirc;ncia. Diminuiu at&eacute; mesmo o n&uacute;mero de atendimentos nas emerg&ecirc;ncias. Hoje eu ando na rua e encontro pessoas que dizem que na &eacute;poca foram contra a lei seca, mas se arrependem. Elas viram a viol&ecirc;ncia crescer novamente na sua vizinhan&ccedil;a.</p>
<p><strong>- O senhor se arrepende de algum posicionamento da &eacute;poca?</strong></p>
<p><strong>- JO&Atilde;O BRAGA -</strong> Acho que eu n&atilde;o escreveria um artigo que mandei para o Jornal do Commercio, intitulado: &quot;O charme da m&aacute; not&iacute;cia&quot;. Isso acirrou os &acirc;nimos da imprensa contra mim. Cada um tem a sua fun&ccedil;&atilde;o. Isso &eacute; que deve ficar claro. Criei um problema desnecess&aacute;rio.</p>
<p><strong>- O senhor j&aacute; havia trabalhado como secret&aacute;rio de Jarbas na Prefeitura do Recife. No caso da Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, o senhor acha que era uma estrat&eacute;gia ficar mudando de secret&aacute;rio todas as vezes que o desgaste se tornava grande?</strong></p>
<p><strong>- JO&Atilde;O BRAGA -</strong> N&atilde;o. Acho que n&atilde;o. &Eacute; o jeito de Jarbas. Ele sempre foi assim. Sempre deu muita liberdade &agrave; equipe. A&iacute; quem se mexe, chama o notici&aacute;rio. Nunca liguei para Jarbas para ele n&atilde;o dizer: &quot;venha imediatamente&quot;. Tivemos dificuldades financeiras para desenvolver os projetos, mas nunca deixei de ter o apoio necess&aacute;rio.</p>
<p><strong>- Agora, estando de fora como o senhor avalia uma sa&iacute;da para a quest&atilde;o da viol&ecirc;ncia em Pernambuco?</strong></p>
<p><strong>- JO&Atilde;O BRAGA -</strong> O investimento na pol&iacute;cia precisa continuar a ser feito, mas tenho certeza que se n&atilde;o se investir na gera&ccedil;&atilde;o que hoje tem menos de dez anos e come&ccedil;ar a melhorar a escola pra essas crian&ccedil;as, oferecer esporte, cultura, afast&aacute;-los do contato com os criminosos, vamos permanecer na mesma situa&ccedil;&atilde;o. Essa responsabilidade tem que ser retirada unicamente das costas da pol&iacute;cia.</p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 12:12:59 -0200</pubDate>
			<category>segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>"Deveria ter iniciado a construção dos núcleos pelos bairros mais violentos"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1022]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1022'>06.02.2009 - segurança</a></b>
				<br><br>
				
<p>A entrevista de hoje &eacute; com o quarto secret&aacute;rio de Defesa Social, Gustavo Lima. Ao assumir a SDS, em abril de 2001, Gustavo Lima era procurador de Justi&ccedil;a. Atualmente &eacute; desembargador do Tribunal de Justi&ccedil;a de Pernambuco. Assumiu o cargo de secret&aacute;rio ao lado do colega Renato da Silva Filho, tamb&eacute;m procurador, e fizeram uma gest&atilde;o compartilhada. Confira a entrevista:</p>
<p><strong>- Como o senhor foi convidado para o cargo de secret&aacute;rio de Defesa Social?</strong></p>
<p><strong>- GUSTAVO LIMA -</strong> Na verdade, quem foi convidado para o cargo foi Renato (da Silva Filho). Ele estava envolvido em outros projetos naquele momento e disse que n&atilde;o poderia ficar &agrave; frente da secretaria. Ele me indicou e aceitou ser o secret&aacute;rio-executivo.</p>
<p><strong>- Como foi a conversa com o governador, no momento em que aceitou o cargo?</strong></p>
<p><strong>- GUSTAVO LIMA -</strong> O governador Jarbas me falou que a secretaria de Defesa Social era suprapartid&aacute;ria e que ningu&eacute;m estava autorizado a falar em nome dele, pedindo qualquer coisa. N&atilde;o haveria inger&ecirc;ncia. Recebemos carta branca para iniciar o trabalho.</p>
<p><strong>- Logo no come&ccedil;o, ficou a impress&atilde;o que existia um conflito, ou, no m&iacute;nimo, uma rela&ccedil;&atilde;o tensa entre o senhor e o seu adjunto, Renato da Silva Filho. Isso era a realidade?</strong></p>
<p><strong>- GUSTAVO LIMA -</strong> Sempre nos demos bem e nos damos bem at&eacute; hoje. A gente dividiu bem as atribui&ccedil;&otilde;es. Renato tratava mais dos assuntos internos, do expediente, da burocracia. Os contatos institucionais ficavam ao meu cargo.</p>
<p><strong>- O que o senhor considera que foi feito de importante na sua gest&atilde;o?</strong></p>
<p><strong>- GUSTAVO LIMA -</strong> Bem, demos continuidade aos n&uacute;cleos e foram quase todos constru&iacute;dos na nossa gest&atilde;o. Estabelecemos o boletim &uacute;nico de ocorr&ecirc;ncia. Fizemos a compatibiliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas entre as dua pol&iacute;cias. Formamos mais de cinco mil policiais nos cursos de policiamento comunit&aacute;rio. Acho que esses foram os principais projetos.</p>
<p><strong>- O que o senhor destacaria como seu pior momento no cargo?</strong></p>
<p><strong>- GUSTAVO LIMA -</strong> Acho que o maior desgaste que tivemos foi com o Caso Serrambi (o assassinato das adolescentes Tarsila Gusm&atilde;o e Maria Eduarda Dourado, em maio de 2003, em Ipojuca). Est&aacute;vamos em um bom momento porque os v&aacute;rios casos de seq&uuml;estro que estavam ocorrendo diminu&iacute;ram com a pris&atilde;o daquele grupo que agia no Ibura. E a&iacute;, esse caso foi politizado e acabou prejudicando o resultado de toda uma investiga&ccedil;&atilde;o. Tenho certeza que a autoria est&aacute; definida desde o primeiro momento. N&atilde;o tenho a menor d&uacute;vida que foram os kombeiros.</p>
<p><strong>- O que o senhor faria diferente?</strong></p>
<p><strong>- GUSTAVO LIMA -</strong> Acho que manteria o projeto dos n&uacute;cleos, mas iniciaria as constru&ccedil;&otilde;es pelos bairros mais violentos. Foi um erro estrat&eacute;gico.</p>
<p><strong>- O senhor &eacute; uma pessoa de h&aacute;bitos simples, como foi passar quase dois anos com escolta 24 horas?</strong></p>
<p><strong>- GUSTAVO LIMA -</strong> Fazia parte do cargo. Eu n&atilde;o gostava, mas fazia parte.</p>
<p><strong>- Existe uma hist&oacute;ria de que o senhor deu um drible na seguran&ccedil;a durante um carnaval...</strong></p>
<p><strong>- GUSTAVO LIMA -</strong> &Eacute; verdade. Eu falei que n&atilde;o iria sair num dia de Carnaval que estava de folga e fui com a minha mulher para Olinda. Os dois vestidos de alma. Foi muito bom, mas uma certa hora passamos a ser hostilizados porque as fantasias eram muito bem feitas e em um lugar que passamos ficaram jogando bebida. A&iacute; fomos para o Recife Antigo e o clima era totalmente diferente. Posamos pra fotos com os turistas e tudo. </p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 17:58:51 -0200</pubDate>
			<category>segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>"O pior momento foi a greve"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1021]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1021'>05.02.2009 - segurança</a></b>
				<br><br>
				
<p>Caros leitores, </p>
<p>Fiz uma viagem na semana passada e precisei interromper a s&eacute;rie de entrevistas com os ex-secret&aacute;rios de Defesa Social. A proposta tem continuidade a partir de hoje, com a entrevista do terceiro secret&aacute;rio de Defesa Social, o coronel Iran Pereira. Primeiro e &uacute;nico secret&aacute;rio oriundo de uma das corpora&ccedil;&otilde;es que comp&otilde;em a SDS, Iran Pereira ap&oacute;s deixar o cargo, ainda foi nomeado comandante da Pol&iacute;cia Militar. Atualmente, o coronel est&aacute; na reserva e trabalha como diretor de uma empresa de seguran&ccedil;a privada.</p>
<p><strong>- Como o senhor foi convidado para assumir a Secretaria de Defesa Social?</strong></p>
<p><strong>- IRAN PEREIRA -</strong> Eu era o chefe do Estado-Maior da Pol&iacute;cia Militar (cargo correspondente ao de subcomandante), na gest&atilde;o do comandante Roberto Carvalho. Fui chamado ao pal&aacute;cio e recebi o convite do pr&oacute;prio governador (Jarbas Vasconcelos). Aceitei e ele me pediu um plano emergencial para 30 dias.</p>
<p><strong>- E o que o senhor fez?</strong></p>
<p><strong>- IRAN PEREIRA -</strong> Primeiro convidei o delegado Newson Motta para ser meu adjunto. Achei que era necess&aacute;rio ter uma pessoa da Pol&iacute;cia Civil comigo na secretaria. Foi a&iacute; que apresentamos o plano de a&ccedil;&otilde;es integradas de Defesa Social. Al&eacute;m disso, investimos na compra de equipamentos. Lembro que pela primeira vez foram comprados coletes para a Pol&iacute;cia Civil.</p>
<p><strong>- Como foi a sua recep&ccedil;&atilde;o diante da tropa?</strong></p>
<p><strong>- IRAN PEREIRA -</strong> Havia uma resist&ecirc;ncia forte ao novo modelo. As duas pol&iacute;cias nunca tinham sido subordinadas a ningu&eacute;m. Agora os comandantes n&aacute;o tinham mais autonomia. As associa&ccedil;&otilde;es de pra&ccedil;as e oficiais batiam todo o dia na seguran&ccedil;a. O curioso &eacute; que hoje Feitosa e Mois&eacute;s (Alberto Feitosa e Soldado Mois&eacute;s ambos deputados estaduais) n&atilde;o d&atilde;o mais um pio sobre seguran&ccedil;a p&uacute;blica. Agora eles s&atilde;o Governo, n&atilde;o &eacute;?</p>
<p><strong>- Qual projeto o senhor acha que foi bem sucedido em sua gest&atilde;o?</strong></p>
<p><strong>- IRAN PEREIRA -</strong> N&oacute;s iniciamos o trabalho de instala&ccedil;&atilde;o dos n&uacute;cleos de seguran&ccedil;a comunit&aacute;ria. Foi um projeto importante de aproxima&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia com o cidad&atilde;o, iniciado na nossa administra&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><strong>- O que o senhor faria de diferente?</strong></p>
<p><strong>- IRAN PEREIRA -</strong> Eu construiria uma aproxima&ccedil;&atilde;o maior com as associa&ccedil;&otilde;es. Faltou isso durante a minha gest&atilde;o. A falta de um di&aacute;logo mais presente tornou mais dif&iacute;cil o processo de negocia&ccedil;&atilde;o e culminou na greve. O que me impressiona tamb&eacute;m &eacute; que hoje, Feitosa (Alberto Feitosa, oficial da PM atualmente deputado estadual) e Mois&eacute;s (Soldado Mois&eacute;s, pra&ccedil;a da Pol&iacute;cia Militar tamb&eacute;m deputado, atualmente) n&atilde;o falam uma v&iacute;rgula de seguran&ccedil;a. Agora eles s&atilde;o governo.</p>
<p><strong>- Qual foi o pior momento da sua gest&atilde;o?</strong></p>
<p><strong>- IRAN PEREIRA -</strong> Sem d&uacute;vida, foi a greve. Foi preciso muita habilidade para conduzir aquele processo de uma forma que a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o sentisse. A maior dificuldade &eacute; que faltavam lideran&ccedil;as nas associa&ccedil;&otilde;es que fossem capaz de negociar efetivamente. Quem parou foram os pra&ccedil;as e n&atilde;o a pol&iacute;cia toda, como na greve de 97.</p>
<p><strong>- Ap&oacute;s deixar a secretaria, o senhor voltou &agrave; PM como comandante. Como foi esse retorno?</strong></p>
<p><strong>- IRAN PEREIRA -</strong> Foi dif&iacute;cil. Houve uma esp&eacute;cie de rebeli&atilde;o dos coron&eacute;is antigos. Eles passaram a jogar contra. Era um grupo de sete ou oito. A&iacute; veio a famosa Lei Detefon (lei estadual que criou uma esp&eacute;cie de aposentadoria compuls&oacute;ria para os coron&eacute;is com determinado tempo na patente) e isso foi contornado.</p>
<p><strong>- Foi nessa &eacute;poca que o senhor foi acusado de utilizar caminhonetes da corpora&ccedil;&atilde;o...</strong></p>
<p><strong>- IRAN PEREIRA -</strong> Tentaram abrir a minha vida pessoal de todas as maneiras. Tudo foi devidamente esclarecido e ficou provado que eu n&atilde;o fiz nada de errado.</p>
<p><strong>- Por fim, o senhor ainda enfrentou um desgaste por causa daquela hist&oacute;ria de chamar os PMs que trabalhavam no patrulhamento a p&eacute; de manequins...</strong></p>
<p><strong>- IRAN PEREIRA -</strong> Isso foi um mal entendido. A jornalista que escreveu isso foi quem utilizou o termo manequim. O que eu falei &eacute; que queria acabar com os policiais est&aacute;ticos. Aqueles que n&atilde;o s&atilde;o pr&oacute;-ativos. Essa foi a minha observa&ccedil;&atilde;o, mas acabou sendo mal interpretada.</p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 18:41:23 -0200</pubDate>
			<category>segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Mais um mapa da violência. Mais uma vez Recife...</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1020]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1020'>05.02.2009 - violência,estatísticas,homicídios,Mapa da Violência,Superinteressante</a></b>
				<br><br>
				Pois &eacute;. Mais uma vez a capital pernambucana &eacute; destaque nacional no quesito homic&iacute;dios. A revista Superinteressante - conhecida por trabalhar de forma muito competente com elementos gr&aacute;ficos - dedicou um infogr&aacute;fico de duas p&aacute;ginas para a viol&ecirc;ncia no Brasil na edi&ccedil;&atilde;o de fevereiro.<br />
<br />
A foto de uma pia de porcelana, por onde o sangue - que forma as regi&otilde;es do Pa&iacute;s - escorre pelo ralo revela um Mapa da Morte. Tomando como base o Mapa da Viol&ecirc;ncia dos Munic&iacute;pios Brasileiros (2008), do Instituto Sangari, j&aacute; divulgado por este blog, a revista tece coment&aacute;rios sobre os n&uacute;meros.<br />
<br />
E quando mostra como se morre no Nordeste (70% arma de fogo, 18% objeto cortante, 5% objeto contundente, 1% estrangulamento e 6% outros), segue abaixo um &uacute;nico coment&aacute;rio sobre a regi&atilde;o.<br />
<br />
&quot;Recife (PE) &eacute; a capital mais mortal do Brasil, com 90,5 mortes violentas por 1000 habitantes - o triplo de S&atilde;o Paulo, por exemplo.)<br />
<br />
E tem gente que ainda n&atilde;o entende porque contamos homic&iacute;dios.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 12:19:13 -0200</pubDate>
			<category>violência,estatísticas,homicídios,Mapa da Violência,Superinteressante</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Empresa de PE assina a carteira de ex-detentos</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1019]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1019'>03.02.2009 - violência,crime,presídios</a></b>
				<br><br>
				<p><a href="javascript:void(0);/*1233705856796*/"><strong>Por Carol Carvalho e Felipe Lima, do Blog de Jamildo</strong></a><br />
<br />
At&eacute; quem cometeu o pior dos crimes tem oportunidade de trabalhar na Brastex.</p>
<p>Desde 2000, essa ind&uacute;stria pernambucana do setor t&ecirc;xtil assinou a carteira de trabalho de 14 ex-detentos, sendo destes quatro homicidas.</p>
<p>E se depender do atual diretor da empresa, esse n&uacute;mero s&oacute; aumentar&aacute;.</p>
<p>Para Antonio Cl&aacute;udio Cysneiros Cavalcanti J&uacute;nior, os que carregam o peso de ter tirado a vida de outro ser humano s&atilde;o os que mais precisam de uma nova oportunidade de resgatar sua cidadania.</p>
<p>Nesta segunda-feira (02) foi a vez de Edinaldo Gomes da Silva, 57 anos, condenado a 60 anos de pris&atilde;o por homic&iacute;dio e solto ap&oacute;s ter cumprido 22. Agora ele &eacute; oficialmente um funcion&aacute;rio da Brastex.</p>
<p>A empresa &eacute; conveniada &agrave; Chefia de Apoio a Egressos e Liberados (CAEL), parte integrante da Secretaria Executiva de Justi&ccedil;a e Direitos Humanos de Pernambuco, respons&aacute;vel por tentar ressocializar os detentos.</p>
<p>&Agrave; frente da empresa h&aacute; um ano e quatro meses, Cavalcanti J&uacute;nior decidiu manter a pol&iacute;tica do antigo dono de receber reeducandos&nbsp; - presidi&aacute;rios que fazem de sua for&ccedil;a de trabalho a ferramenta para se reinserir na sociedade - e contrat&aacute;-los com todos os direitos trabalhistas quando o juiz concede o alvar&aacute; de soltura.</p>
<p>Atualmente, a Brastex possui 53 reeducandos em seu quadro de funcion&aacute;rios. Dezessete trabalham dentro da Col&ocirc;nia Penal Feminina do Recife e o restante nas instala&ccedil;&otilde;es da f&aacute;brica, na cidade de Paulista, no Grande Recife.</p>
<p>&quot;Eu prefiro trabalhar com o reeducando homicida. Porque a pior coisa que algu&eacute;m pode fazer &eacute; tirar a vida de outra. Essa pessoa est&aacute; l&aacute; embaixo. Ent&atilde;o eu quero dar oportunidade para quem est&aacute; realmente precisando. &Eacute; a participa&ccedil;&atilde;o que eu acho que todo o empres&aacute;rio tem que dar. N&atilde;o s&oacute; reclamar do governo, seja federal, estadual ou municipal, mas tamb&eacute;m fazer alguma coisa. Se a pessoa foi julgada, condenada e pagou sua pena, tamb&eacute;m tem que ter uma chance. Eu quero dar uma oportunidade a esse pessoal. Nunca tive problemas com nenhum deles. E na minha f&aacute;brica n&atilde;o existe discrimina&ccedil;&atilde;o por cor, credo ou posi&ccedil;&atilde;o social. Eu, por exemplo, como no mesmo refeit&oacute;rio, a comida da mesma panela e utilizando os mesmos talheres e pratos que eles&quot;, resume.</p>
<p>A Brastex &eacute; uma empresa como outra qualquer: busca o lucro, possui planos de expans&atilde;o, prospecta novos clientes e prepara o lan&ccedil;amento de novos produtos. </p>
<p>Ano passado, quando oito ex-presidi&aacute;rios foram contratados, o faturamento da empresa foi de R$ 10 milh&otilde;es. Para 2009, o objetivo &eacute; dobrar esse valor e tornar duas vezes maior tamb&eacute;m a capacidade de produ&ccedil;&atilde;o da unidade, que &eacute; de 1 milh&atilde;o de pe&ccedil;as de tecidos por m&ecirc;s.</p>
<p>&quot;Isso ser&aacute; obtido com o aumento no n&uacute;mero de funcion&aacute;rios e a implementa&ccedil;&atilde;o de um terceiro turno. Meu desejo &eacute; que os reeducandos se tornem um dia 40% do total de pessoas que trabalham na empresa&quot;, explica Cavalcanti J&uacute;nior.</p>
<p>Por lei, a Brastex n&atilde;o pode assinar a carteira dos detentos que ainda cumprem pena, sendo assim, economiza aproximadamente R$ 318 mil por ano, j&aacute; que n&atilde;o precisa arcar com os encargos trabalhistas. Cavalcanti J&uacute;nior, no entanto, n&atilde;o abre m&atilde;o do &quot;seu compromisso moral&quot; de contratar os reeducandos quando libertos.</p>
<p>&quot;Minha satisfa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; s&oacute; econ&ocirc;mica. Se fosse isso, eu simplesmente afastaria a pessoa quando ela fosse solta e contrataria outro reeducando. Admito que a economia &eacute; significativa, mas meu objetivo &eacute; participar da diminui&ccedil;&atilde;o da criminalidade no Estado&quot;.</p>
<p>Cavalcanti J&uacute;nior acredita que pagar um sal&aacute;rio a um ex-presidi&aacute;rio para que ele possa sustentar sua mulher e filhos &eacute; um meio eficaz&nbsp; de afast&aacute;-lo do mundo do crime. Isso reflete diretamente na seguran&ccedil;a p&uacute;blica, comenta.</p>
<p>Para tanto, ele entregou na &uacute;ltima semana, ao Secret&aacute;rio Executivo de Justi&ccedil;a e Direitos Humanos, Rodrigo Pellegrino de Azevedo, um projeto que sugere ao Governo do Estado, atrav&eacute;s do Pacto pela Vida, estimular a participa&ccedil;&atilde;o de grandes empresas que atuam em Pernambuco em programas semelhantes ao da Brastex.</p>
<p>A partir de hoje, os leitores atentos do Blog de Jamildo poder&atilde;o conferir posts di&aacute;rios sobre o tema. Vamos dar detalhes de como funciona a empresa, o que seus clientes acham dessa iniciativa e as hist&oacute;rias de vida dos reeducandos e dos funcion&aacute;rios ex-presidi&aacute;rios, como a de Edinaldo Gomes da Silva.</p>
O Blog de Jamildo correr&aacute; atr&aacute;s tamb&eacute;m do Governo, falar&aacute; sobre o trabalho que j&aacute; &eacute; desenvolvido nos pres&iacute;dios do Estado e mostrar&aacute; ainda o que os especialistas e a sociedade civil pensam sobre o assunto. N&atilde;o percam por esperar mais informa&ccedil;&otilde;es, v&iacute;deos, &aacute;udios de entrevistas e galerias de fotos.&nbsp;
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 21:57:25 -0200</pubDate>
			<category>violência,crime,presídios</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Número de homicídios cai. Mas em São Paulo</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1018]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1018'>31.01.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>O n&uacute;mero de crimes cometidos em 2008 no Estado de S&atilde;o Paulo diminuiu ante 2007, segundo relat&oacute;rio anual divulgado&nbsp;nesta sexta&nbsp;pela Coordenadoria de An&aacute;lise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. Os homic&iacute;dios, roubos e sequestros apresentaram quedas significativas, de 10,4%, 13,41% e 36,17%, respectivamente. Em contrapartida, houve crescimento no n&uacute;mero de estupros e latroc&iacute;nios, de 21,4% e de 4,16%, respectivamente. <br />
</p>
<p>O n&uacute;mero de mortes por homic&iacute;dios culposos (sem inten&ccedil;&atilde;o) superou o n&uacute;mero de homic&iacute;dios dolosos registrados no Estado. Em 2008, foram constatados 4.426 homic&iacute;dios dolosos contra 4.979 culposos, uma diferen&ccedil;a de 553 registros. Ainda segundo o relat&oacute;rio, &eacute; a primeira vez nos &uacute;ltimos dez anos que o n&uacute;mero de crimes dolosos &eacute; superado pelo de culposos, cuja grande maioria decorre de acidentes de tr&acirc;nsito. Segundo a secretaria, no entanto, os dados n&atilde;o significam um aumento no n&uacute;mero de homic&iacute;dios culposos, que apresentaram uma queda de 3,63% ante 2007, mas um decr&eacute;scimo hist&oacute;rico nos crimes de natureza dolosa que, no acumulado dos &uacute;ltimos nove anos, apresentou uma baixa de 70%.</p>
<p>Em 1999, em um dos picos de viol&ecirc;ncia no Estado, foram registrados 12.818 crimes de car&aacute;ter doloso contra os 4.426 observados no ano passado. De acordo com o relat&oacute;rio, o &iacute;ndice j&aacute; est&aacute; dentro da casa dos 10 homic&iacute;dios por 100 mil habitantes - n&iacute;vel considerado aceit&aacute;vel pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS). O resultado representa menos da metade da m&eacute;dia nacional de homic&iacute;dios dolosos, que &eacute; de 24,5 mortes por 100 mil habitantes. Segundo o coronel Daniel Rodriguero, subcomandante da Pol&iacute;cia Militar,&quot;as quedas dos &iacute;ndices fazem parte de um processo de longo prazo da seguran&ccedil;a no Estado e da integra&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;cias de S&atilde;o Paulo no combate &agrave; criminalidade&quot;.</p>
<p>O relat&oacute;rio tamb&eacute;m indica a queda de 13,41% em casos de roubos de ve&iacute;culos registrados no mesmo per&iacute;odo de an&aacute;lise. Enquanto a frota paulista alcan&ccedil;ou em 2008 seis milh&otilde;es de ve&iacute;culos, o n&uacute;mero de unidades furtadas ou roubadas diminuiu. Em rela&ccedil;&atilde;o a 1999, os roubos de ve&iacute;culos tiveram queda de 60,25%, enquanto furtos de ve&iacute;culos apresentaram redu&ccedil;&atilde;o de 43,32%. Somados, os ve&iacute;culos roubados e furtados em 2008 totalizaram 159.199.</p>
<p>Os furtos em geral apresentaram queda de 7,45% em rela&ccedil;&atilde;o a 2007. O n&uacute;mero de extors&otilde;es mediante sequestro tamb&eacute;m manteve a tend&ecirc;ncia de queda. No ano passado, foram 60 casos, contra 94 em 2007 - diminui&ccedil;&atilde;o de 36,17%.</p>
<p>O&nbsp;n&uacute;mero de latroc&iacute;nios (roubo seguido de morte) tamb&eacute;m apresentou queda em compara&ccedil;&atilde;o a 1999 - de 670 casos para 267 em 2008. Em compara&ccedil;&atilde;o a 2007, no entanto, houve um aumento de 21 4%. Segundo o delegado-geral-adjunto Paulo Bicudo, o latroc&iacute;nio acontece geralmente quando o ladr&atilde;o percebe um esbo&ccedil;o de rea&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima. &quot;Por isso, n&atilde;o vale a pena o enfrentamento em um momento de roubo&quot;, recomenda.</p>
<p>Al&eacute;m de crimes de latroc&iacute;nio, os casos de estupro tamb&eacute;m apresentaram crescimento. Em 2008, foram relatados 8,18 casos para cada 100 mil habitantes, 4,16% a mais que em 2007.</p>
<p><em>Fonte: Ag&ecirc;ncia Estado</em></p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Sat, 31 Jan 2009 11:58:33 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Uma morte mais que anunciada</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1017]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1017'>30.01.2009 - violência,crime,polícia,Manoel Mattos</a></b>
				<br><br>
				Por causa de problemas t&eacute;cnicos - como relatado no post anterior - s&oacute; agora comentamos a execu&ccedil;&atilde;o do advogado e vice-presidente estadual do PT, Manoel Mattos, 40 anos. Sem d&uacute;vida, a morte de Mattos vem sendo anunciada h&aacute; cerca de dez anos.<br />
<br />
Em documentos da CPI dos Grupoas de Exterm&iacute;nio, a v&iacute;tima j&aacute; relatou algumas vezes a preocupa&ccedil;&atilde;o com a pr&oacute;pria vida. O sargento Fl&aacute;vio In&aacute;cio Pereira, detido em um batalh&atilde;o da PM em Jo&atilde;o Pessoa, vinha anunciando aos quatro ventos a inten&ccedil;&atilde;o de matar o advogado.<br />
<br />
O homic&iacute;dio de Mattos &eacute; uma prova de que o crime organizado continua agindo na divisa de Pernambuco e Para&iacute;ba. A Pol&iacute;cia Civil paraibana j&aacute; tem o caso praticamente conclu&iacute;do, com o mandante (sargento Fl&aacute;vio) preso e os executores identificados.<br />
<br />
&Eacute; preciso agora que as pol&iacute;cias dos dois estados - e por que n&atilde;o a Pol&iacute;cia Federal - realizem um trabalho permanente naquela regi&atilde;o. H&aacute; dez anos a v&iacute;tima denuncia a a&ccedil;&atilde;o de grupos de exterm&iacute;no na regi&atilde;o, sendo muitos deles ligados a &quot;gente grande&quot; da regi&atilde;o.<br />
<br />
A execu&ccedil;&atilde;o de Manoel Mattos, que &eacute; ex-vereador de Itamb&eacute; e trabalhava como assessor do deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), foi um duro golpe na luta pelos direitos humanos em Pernambuco. Nem CPI, nem a presen&ccedil;a da relatora da ONU, nem prote&ccedil;&atilde;o da PF foram suficientes para preservar a vida de um homem que lutava contra as injustii&ccedil;as em nosso Estado.<br />
<br />
O <strong>PEbodycount</strong>, que acima de tudo defende o direito &agrave; vida dos pernambucanos, se solidariza com familiares, amigos e defensores dos direitos humanos. Que a morte de Manoel Mattos n&atilde;o nos cale, mas nos d&ecirc; mais for&ccedil;as para lutar contra a viol&ecirc;ncia em Pernambuco.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 10:47:33 -0200</pubDate>
			<category>violência,crime,polícia,Manoel Mattos</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Estamos de volta</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1016]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1016'>28.01.2009 - </a></b>
				<br><br>
				O PEbodycount esclarece que ficamos dois dias fora do ar por problemas t&eacute;cnicos no&nbsp;nosso servidor.&nbsp;Ao contr&aacute;rio do fato&nbsp;ocorrido no&nbsp;ano passado, n&atilde;o sofremos nenhuma invas&atilde;o.&nbsp;&nbsp;O problema j&aacute; foi completamente resolvido. Pedimos desculpas a todos os nossos leitores por esse pequeno transtorno.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 17:14:58 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>"Cada um tem que fazer a sua parte"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1015]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1015'>26.01.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Hoje, publico a entrevista com o procurador Paulo de Biase, que foi secret&aacute;rio de Defesa Social de Pernambuco durante tr&ecirc;s meses, em 1999, na transi&ccedil;&atilde;o entre o general Bueno e o coronel Iran Pereira.</p>
<p><strong>- O senhor era adjunto do general Adalberto Bueno e acabou ocupando o cargo por quase tr&ecirc;s meses, ap&oacute;s a sa&iacute;da repentina do titular. Como o senhor foi convidado para fazer parte da c&uacute;pula da SDS?</strong></p>
<p><strong>- PAULO DE BIASE -</strong> No in&iacute;cio da instala&ccedil;&atilde;o da secretaria, participei de algumas reuni&otilde;es por ser procurador do Estado. Era preciso construir a SDS observando os princ&iacute;pios jur&iacute;dicos e passei a ter um contato freq&uuml;ente com o general Bueno. Nesse conv&iacute;vio, ele me convidou para ser seu adjunto. Quando ele saiu da secretaria, assumi como interino, mas sabia desde o in&iacute;cio, enquanto uma outra pessoa era encontrada pelo governo.</p>
<p><strong>- Ent&atilde;o, desde o come&ccedil;o o senhor sabia que n&atilde;o seria efetivado no cargo?</strong></p>
<p><strong>- PAULO DE BIASE -</strong> Sabia. N&atilde;o era uma preocupa&ccedil;&atilde;o minha ser efetivado como secret&aacute;rio. Estava apenas aguardando uma pessoa com um perfil mais adequado, do ponto de vista t&eacute;cnico, ser indicado.</p>
<p><strong>- Dez anos depois do seu per&iacute;odo como secret&aacute;rio, o oitavo titular da pasta enfrenta as mesmas dificuldades. Sobretudo, com rela&ccedil;&atilde;o aos homic&iacute;dios. O modelo da SDS n&atilde;o contribui para que se supere esse problema?</strong></p>
<p><strong>- PAULO DE BIASE -</strong> N&atilde;o acredito que seja o organograma da secretaria que influencie no n&uacute;mero de homic&iacute;dios. Acho muito interessante esse programa Pacto pela Vida. O caminho &eacute; esse, de envolver todos. Se eu, como pai, n&atilde;o educo os meus filhos, n&atilde;o me esfor&ccedil;o para que eles tenham condi&ccedil;&otilde;es de se desenvolver, como &eacute; que vou querer que eles sejam seres humanos decentes? Cada um tem que fazer sua parte a partir de seu n&uacute;cleo familiar.</p>
<p><strong>- Quando o senhor chegou na SDS, a secretaria existia s&oacute; no papel. Como o senhor avalia a pasta hoje?</strong></p>
<p><strong>- PAULO DE BIASE -</strong> A SDS tem hoje uma estrutura onde &eacute; poss&iacute;vel trabalhar, planejar, investir. Isso &eacute; resultado de v&aacute;rias gest&otilde;es. &Eacute; como Suape, que se desenvolveu com o trabalho de v&aacute;rios governadores.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 14:00:25 -0200</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Sabotagem? "Não descarto!"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1014]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1014'>25.01.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>A s&eacute;rie sobre os dez anos da Secretaria de Defesa Social segue com a primeira entrevista com um ex-secret&aacute;rio. Abaixo, uma conversa com general Adalberto Bueno da Cruz, primeiro a ocupar a cadeira de secret&aacute;rio de Defesa Social de Pernambuco. O general mora hoje em Manaus e leciona em uma faculdade particular.<br />
</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>- Como o senhor recebeu o convite para ser o primeiro secret&aacute;rio de Defesa Social de Pernambuco?</strong></p>
<p><strong>GENERAL ADALBERTO BUENO DA CRUZ -</strong> O general Zenildo (Lucena), que era o ministro da Defesa, na &eacute;poca, me telefonou e disse que em Pernambuco estava sendo colocado em pr&aacute;tica um novo modelo de seguran&ccedil;a e perguntou se eu aceitava ser o secret&aacute;rio. Eu comandava a 12&ordf; Regi&atilde;o Militar, em Manaus, naquele momento. A partir da&iacute; tive contato com o vice-governador Mendon&ccedil;a Filho e entramos em entendimento.</p>
<p><strong>- O que o senhor encontrou quando chegou aqui?</strong></p>
<p><strong>GENERAL BUENO -</strong> A secretaria n&atilde;o existia. Tudo ainda estava sendo criado. Os comandos das corpora&ccedil;&otilde;es eram separados e est&aacute;vamos iniciando uma secretaria &uacute;nica.</p>
<p><strong>- Como foi a rea&ccedil;&atilde;o que o senhor encontrou nas tropas, ao novo modelo?</strong></p>
<p><strong>GENERAL BUENO -</strong> Eu j&aacute; tinha lidado com problemas sociais graves no Ex&eacute;rcito. Comandei a 23&ordf; Brigada em Marab&aacute;, no Par&aacute;, e conheci de perto conflitos graves envolvendo os sem-terra, garimpeiros, grileiros, mas nada disso se compara com o desafio de reunir as pol&iacute;cias Militar e Civil sob um mesmo comando. Foi uma rea&ccedil;&atilde;o enorme. A todo o instante me criavam obst&aacute;culos. Tanto que resolvi sair, para dar lugar a algu&eacute;m que tivesse mais condi&ccedil;&otilde;es de dar prosseguimento &agrave; tarefa.</p>
<p><strong>- A maior crise que o senhor enfrentou foi o assassinato do prefeito de Floresta, Oscar Ferraz, em maio de 99. O prefeito foi executado depois que os PMs que faziam sua escolta retornaram aos seus quart&eacute;is de origem por determina&ccedil;&atilde;o do senhor. Os seus subordinados n&atilde;o alertarem o senhor sobre o fato de que algumas autoridades realmente necessitavam de seguran&ccedil;as foi um ato deliberado contra a sua gest&atilde;o?</strong></p>
<p><strong>GENERAL BUENO -</strong> Pode ter sido. N&atilde;o descarto, mas o caso &eacute; que t&iacute;nhamos um grave problema de falta de efetivo e quase a tropa de um batalh&atilde;o inteiro da PM &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de autoridades. Determinei que eles retornassem aos seus postos de origem porque n&atilde;o era atribui&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;cia Militar fazer seguran&ccedil;a particular.</p>
<p><strong>- O senhor tem algum arrependimento? Algo que o senhor fez ou deixou de fazer durante sua gest&atilde;o?</strong></p>
<p><strong>GENERAL BUENO -</strong> Analisando hoje, tudo o que aconteceu, eu acho que deveria ter agido com mais rigor diante dos comandantes de cada corpora&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o pod&iacute;amos ter convivido com tantas rea&ccedil;&otilde;es. No Ex&eacute;rcito n&atilde;o &eacute; preciso mandar e sim comandar.</p>
<p><strong>- Depois que o senhor deixou a SDS, nunca mais voltou a Pernambuco. O senhor ficou decepcionado com as pessoas que conviveu aqui?</strong></p>
<p><strong>GENERAL BUENO -</strong> N&atilde;o com as pessoas. O povo de Pernambuco me recebeu muito bem. Fiquei decepcionado no campo profissional. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 22:02:26 -0200</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>"A SSP era trampolim político"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1013]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1013'>24.01.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Iniciamos a s&eacute;rie sobre os dez anos da Secretaria de Defesa Social com uma entrevista com o senador Jarbas Vasconcelos. A SDS foi criada em sua primeira gest&atilde;o como governador, &nbsp;no dia 28 de janeiro de 1999.</p>

<p><strong>- Dez anos ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o da Secretaria de Defesa Social, o senhor acredita que foi uma medida acertada no campo da Seguran&ccedil;a P&uacute;blica?</strong></p>
<p><strong>JARBAS VASCONCELOS -</strong> Acho que foi um passo importante. Nossa inten&ccedil;&atilde;o era mudar a estrutura da Secretaria de Seguran&ccedil;a, n&atilde;o s&oacute; o nome. Em todo o Brasil, as secretarias estavam desgastadas e sem credibilidade. Em Pernambuco, a secretaria era um trampolim pol&iacute;tico. Decidimos buscar a integra&ccedil;&atilde;o, sob um comando &uacute;nico. Era um desafio grande. Procuramos um nome junto ao Minist&eacute;rio da Defesa e veio o general, um militar exemplar.</p>
<p><br />
<strong>- O seu governo teve cinco secret&aacute;rios diferentes. H&aacute; quem diga que era uma estrat&eacute;gia trocar os secret&aacute;rios quando as crises se instalavam. O que o senhor acha disso?</strong></p>
<p><strong>JARBAS&nbsp;-</strong> O ideal era ter tido um ou, no m&aacute;ximo, dois secret&aacute;rios. Tivemos muitos problemas nas duas corpora&ccedil;&otilde;es. Lembro que no dia 6 de janeiro de 1999 fui &agrave; posse de Manoel Carneiro, na Pol&iacute;cia Civil e disse que n&atilde;o iria avaliar um delegado de pol&iacute;cia pelo crit&eacute;rio de ele ser, ou n&atilde;o, do meu partido. A pol&iacute;cia estava totalmente politizada. Cheia de ci&uacute;mes, brigas e despeitos. Propor uma a&ccedil;&atilde;o conjunta nesse cen&aacute;rio, era dif&iacute;cil.</p>
<p><strong>- Mas e por que tantas mudan&ccedil;as de secret&aacute;rios?</strong></p>
<p><strong>JARBAS -</strong> Foram independentes da minha vontade. O general entregou o cargo. O coronel Iran estava muito desgastado com as corpora&ccedil;&otilde;es depois da greve. Coloquei os procuradores (Gustavo Lima e Renato da Silva Filho), depois um gestor p&uacute;blico (Jo&atilde;o Braga). Sempre busquei acertar.</p>
<p><strong>-&nbsp;O governador Eduardo Campos afirma sempre que a responsabilidade da condu&ccedil;&atilde;o da Seguran&ccedil;a P&uacute;blica &eacute; dele. O senhor acha que &eacute; uma indireta?</strong></p>
<p><strong>JARBAS -</strong> Essa foi uma promessa de campanha dele. N&atilde;o vejo diferen&ccedil;a na Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. Sei governar colegiado. N&atilde;o iria colocar um secret&aacute;rio que eu tenha que dizer a ele todos os dias o que ele tem que fazer. Avan&ccedil;amos muito diante das condi&ccedil;&otilde;es em que recebemos o Estado. As viaturas que existiam nem podiam rodar porque ningu&eacute;m queria vender combust&iacute;vel, por falta de pagamento. Al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o da SDS, fizemos grandes transforma&ccedil;&otilde;es como a institui&ccedil;&atilde;o da corregedoria-geral, a centraliza&ccedil;&atilde;o da intelig&ecirc;ncia das pol&iacute;cias. Agora, n&atilde;o vou fazer com Eduardo, o que ele fez comigo. N&atilde;o vou responsabiliz&aacute;-lo pela viol&ecirc;ncia em Pernambuco. Isso tudo s&oacute; vai mudar quando o Governo Federal, os estados e munic&iacute;pios fa&ccedil;am parte de um plano nacional contra a viol&ecirc;ncia. N&atilde;o vai ser um xerife que vai resolver.</p>
<p>&nbsp;</p>

				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 13:16:13 -0200</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>"Não é possível ser polícia e político"</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1012]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1012'>23.01.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Reproduzo abaixo entrevista que fiz com o adido para assuntos de seguran&ccedil;a p&uacute;blica da embaixada dos EUA no Brasil. Membro do FBI h&aacute; dez anos, David Brassanini, 42 anos, &eacute; o homem escalado pelo governo americano para repassar conhecimentos policiais, a partir de abril, a v&aacute;rios Estados do Nordeste, sobretudo, a Pernambuco. A entrevista foi publicada na edi&ccedil;&atilde;o de hoje no Jornal do Commercio</p>
<p>JC &ndash; <strong>O problema mais grave de Pernambuco, do ponto de vista da criminalidade, &eacute; o n&uacute;mero elevado de homic&iacute;dios. Em apenas um ano, s&atilde;o mais de 4.500 cad&aacute;veres. Somos l&iacute;deres da matan&ccedil;a no Brasil. Apesar das tentativas, este n&uacute;mero insiste em ficar em patamares absurdos. Qual &eacute; a maior dificuldade de combater este tipo de crime?</strong> </p>
<p>DAVID BRASSANINI &ndash; Acho que s&atilde;o v&aacute;rios fatores. Olha, o fato &eacute; que o crime acontece porque existem pessoas que n&atilde;o cumprem a lei. Quando elas n&atilde;o cumprem a lei, n&atilde;o existe ningu&eacute;m que consiga par&aacute;-las. A n&atilde;o ser que exista um trabalho integrado. Obviamente, por muitos anos, nos EUA, a gente vinha fazendo o trabalho separado. Eu fico aqui e voc&ecirc; l&aacute;. N&atilde;o interfira no meu trabalho. Esta era a regra. Aquilo n&atilde;o era o processo certo. N&atilde;o consegu&iacute;amos resolver os problemas. O que n&oacute;s fizemos? Juntamos. Juntamos todo o mundo. Juntamos as for&ccedil;as, os or&ccedil;amentos e as finan&ccedil;as e fomos ao trabalho. Para que, em conjunto, pud&eacute;ssemos resolver. Os resultados apareceram. A gente viu que funcionou quando a gente juntou for&ccedil;as. Ficamos mais fortes. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>Aqui, a Secretaria de Defesa Social (SDS) foi criada justamente para isso. Para integrar as for&ccedil;as. Dez anos depois, ainda n&atilde;o conseguimos colocar promotores, policiais civis e militares para trabalhar com a m&iacute;nima integra&ccedil;&atilde;o. Qual o segredo para vencer esta resist&ecirc;ncia? </strong></p>
<p>DAVID &ndash; N&oacute;s tamb&eacute;m n&atilde;o vencemos totalmente esta resist&ecirc;ncia. Sempre existe um ou outro que n&atilde;o se encaixa. &Eacute; uma quest&atilde;o de personalidade tamb&eacute;m. Em 2001, nos EUA, tivemos uma mudan&ccedil;a radical. Vimos que, se a gente n&atilde;o acertasse os passos para trabalhar juntos, n&oacute;s ir&iacute;amos assistir a algo pior do que aquele estado de calamidade. Temos que trabalhar juntos. Decidimos. &Eacute; pelo bem da comunidade e do nosso povo. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>Em Pernambuco, &eacute; impressionante o n&uacute;mero de inqu&eacute;ritos que voltam do Minist&eacute;rio P&uacute;blico para que a pol&iacute;cia fa&ccedil;a mais dilig&ecirc;ncias. Grande parte &eacute; remetida sem ind&iacute;cios de autoria justamente por n&atilde;o ser bem apurada. Acabamos fazendo o mesmo trabalho mais de uma vez. Como melhorar esta situa&ccedil;&atilde;o? Trabalhar com o promotor desde o in&iacute;cio &eacute; a sa&iacute;da? </strong></p>
<p>DAVID &ndash; Temos que perceber que h&aacute; uma quest&atilde;o de legisla&ccedil;&atilde;o. A legisla&ccedil;&atilde;o brasileira &eacute; diferente da americana. N&oacute;s temos a liberdade de, por exemplo, fazer escolha de um caso ou n&atilde;o. Podemos n&atilde;o iniciar a investiga&ccedil;&atilde;o naquele momento porque temos tantos outros casos maiores para investigar. Temos casos federais e estaduais. Fazemos uma escolha que fica a crit&eacute;rio da procuradoria. Ela define que casos devem ser levados &agrave; Justi&ccedil;a de forma priorit&aacute;ria. Isto &eacute; muito importante. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>O senhor poderia detalhar como funciona, desde o in&iacute;cio, o sistema americano de investiga&ccedil;&atilde;o policial? </strong></p>
<p>DAVID &ndash; A investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; aberta atrav&eacute;s do policial ou por meio do procurador. A&iacute; come&ccedil;amos a fazer a coleta de dados em conjunto, a coleta de informa&ccedil;&otilde;es, a an&aacute;lise forense das evid&ecirc;ncias. &Agrave;s vezes, o promotor fala para mim que a prova n&atilde;o funciona. Diz assim: David, eu preciso, para que o juiz aceite minha argumenta&ccedil;&atilde;o, de um outro tipo de evid&ecirc;ncia. Esta que voc&ecirc; me trouxe n&atilde;o &eacute; boa, n&atilde;o serve. O procurador aponta que tipo de prova eu tenho que ir atr&aacute;s. E eu vou &agrave; procura de algo melhor. Claro que tudo dentro da lei. E vou trazer outras evid&ecirc;ncias, outros fatos para a investiga&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>JC &ndash; <strong>N&oacute;s temos um problema grave de informa&ccedil;&atilde;o. Vivemos num Estado que acumula mais de 4.500 cad&aacute;veres todos os anos e n&atilde;o temos sequer um diagn&oacute;stico oficial sobre o perfil dessas v&iacute;timas. &Eacute; na base do ach&ocirc;metro. Essa base de informa&ccedil;&atilde;o s&oacute;lida &eacute; fundamental para o sucesso de qualquer plano de seguran&ccedil;a p&uacute;blica? </strong></p>
<p>DAVID &ndash; &Eacute; muito importante mesmo. Conversei com o governador (Eduardo Campos) e aqui est&aacute; sendo trabalhado isso. Ele e outras autoridades da regi&atilde;o, com que estamos em contato, disseram para mim que querem transpar&ecirc;ncia. Essa transpar&ecirc;ncia &eacute; vital em qualquer tipo de investiga&ccedil;&atilde;o. Para come&ccedil;ar a investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; preciso de dados, sim. A gente precisa de um lugar de informa&ccedil;&atilde;o para come&ccedil;ar. Se voc&ecirc; n&atilde;o tiver informa&ccedil;&otilde;es para come&ccedil;ar, nunca vai conseguir chegar ao fim. Eu vi com o governador que transpar&ecirc;ncia &eacute; vital. Notei que o governador e todos as outras autoridades est&atilde;o tentando fazer isso aqui. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>Voltando &agrave; quest&atilde;o das promotorias. No nosso sistema, o governador indica o procurador-geral de Justi&ccedil;a de uma lista tr&iacute;plice, mesmo que ele n&atilde;o tenha sido o mais votado. Isto n&atilde;o restringe a independ&ecirc;ncia funcional? Como &eacute; o sistema nos EUA? </strong></p>
<p>DAVID &ndash; Eles s&atilde;o indicados tamb&eacute;m. Tanto pela Justi&ccedil;a Federal como pelo presidente. O procurador-geral de cada Estado &eacute; indicado. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>N&atilde;o &eacute; um fator negativo? </strong></p>
<p>DAVID &ndash; Acho que &eacute; um ponto positivo. &Eacute; muito bom. Mostra realmente a transpar&ecirc;ncia, para que se possa ajudar a resolver os problemas. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>A exemplo de Nova Iorque, a SDS tamb&eacute;m realizou a divis&atilde;o do territ&oacute;rio por &aacute;reas. No entanto, n&atilde;o conseguimos implementar um sistema eficaz de cobran&ccedil;a de resultado das pol&iacute;cias. Como funciona esse mecanismo na pol&iacute;cia americana? </strong></p>
<p>DAVID &ndash; Acho muito importante. E eles v&atilde;o conseguir fazer isso aqui. J&aacute; temos isso implantado h&aacute; mais tempo e temos tido tamb&eacute;m os nossos problemas. Mas tudo &eacute; uma quest&atilde;o de tempo. &Eacute; preciso oferecer a oportunidade para que as coisas flores&ccedil;am. Nos EUA, temos pontos altos e baixos. Mas o mecanismo de cobran&ccedil;a funciona muito bem. &Eacute; muito importante porque ele mostra o objetivo, a meta da investiga&ccedil;&atilde;o. Aonde a investiga&ccedil;&atilde;o vai chegar. Se voc&ecirc; cobra, voc&ecirc; est&aacute; iniciando o objetivo e recebendo relat&oacute;rio dos resultados. Sei que v&aacute;rios lugares dos EUA fazem investiga&ccedil;&atilde;o interna para aqueles que n&atilde;o cumprem as metas. Isso ajuda na transpar&ecirc;ncia. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>Outro inimigo do sucesso dos programas de seguran&ccedil;a p&uacute;blica &eacute; a corrup&ccedil;&atilde;o policial. &Eacute; uma realidade presente em v&aacute;rias pol&iacute;cias no mundo. Aqui n&atilde;o &eacute; diferente. Mas os EUA conseguiram implementar um programa eficiente de combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o policial. Qual a f&oacute;rmula?</strong> </p>
<p>DAVID &ndash; N&oacute;s temos visto que este programa de combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o em si ajuda na efici&ecirc;ncia da pol&iacute;cia. Eu, por exemplo, sou obrigado, a cada cinco anos, a providenciar todas as minhas informa&ccedil;&otilde;es pessoais e remet&ecirc;-las para an&aacute;lises. Preciso informar onde morei neste tempo, quem s&atilde;o meus amigos, minhas contas banc&aacute;rias. Todas as informa&ccedil;&otilde;es. A cada cinco anos, preciso mostrar isso novamente para que essa sindic&acirc;ncia seja realizada e eles possam investigar as declara&ccedil;&otilde;es da minha vida pessoal. De ano em ano, tamb&eacute;m tenho que provar como est&atilde;o minhas finan&ccedil;as. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>E como &eacute; o n&iacute;vel de corrup&ccedil;&atilde;o policial nos EUA? &Eacute; baixo? </strong></p>
<p>DAVID &ndash; A corrup&ccedil;&atilde;o existe. Existe em todas as pol&iacute;cias do mundo. Mas nos EUA o &iacute;ndice &eacute; muito baixo. Justamente porque existe um controle rigoroso. Somos punidos se fugirmos da lei. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>O senhor acha que o n&iacute;vel de corrup&ccedil;&atilde;o &eacute; baixo pelo rigor no controle ou pelo fato de os policiais serem bem remunerados?</strong> </p>
<p>DAVID &ndash; Talvez seja pelo rigor. Os policiais sabem que &eacute; um controle s&eacute;rio. Sabem que &eacute; um fato de suma import&acirc;ncia. &Eacute; por causa disso que funciona. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>Temos um alto &iacute;ndice de homic&iacute;dio, mas a popula&ccedil;&atilde;o demonstra indiferen&ccedil;a. Temos dez mortos num dia e um sil&ecirc;ncio profundo, sobretudo da classe m&eacute;dia. Queria que o senhor falasse da import&acirc;ncia das organiza&ccedil;&otilde;es populares no combate &agrave; viol&ecirc;ncia. Sei que h&aacute; uma rede volunt&aacute;ria muito forte nos EUA. Como as pessoas se organizam e cobram resultados l&aacute;? </strong></p>
<p>DAVID &ndash; &Eacute; vital essa cobran&ccedil;a. A popula&ccedil;&atilde;o cobra resultado dos policiais e do Judici&aacute;rio fielmente. E n&oacute;s queremos que essa cobran&ccedil;a seja feita. Sentimos que &eacute; uma colabora&ccedil;&atilde;o fundamental entre a popula&ccedil;&atilde;o e a pol&iacute;cia. Eu quero, como policial, que o p&uacute;blico a que eu sirvo tenha confian&ccedil;a em mim. E com isso quero servir de uma forma que vou conquistar essa confian&ccedil;a. Eles querem os resultados. S&atilde;o muitos rigorosos. Precisam participar. Nos EUA, a participa&ccedil;&atilde;o popular &eacute; vigorosa e feita com f&ocirc;lego. Temos colhido resultados muito positivos. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>Qual o principal entrave que faz com que os n&uacute;meros de homic&iacute;dios permane&ccedil;am sempre altos? </strong></p>
<p>DAVID &ndash; Isto varia muito de uma cidade para outra. Nos EUA, se o governo n&atilde;o se interessa pelo povo e n&atilde;o investe no povo, em infraestrutura por exemplo, realmente, vamos continuar com esse problema. Pelo que tenho visto aqui, eles est&atilde;o bem interessados e o foco &eacute; na seguran&ccedil;a p&uacute;blica. &Eacute; um foco tremendo. Sou otimista. Se baixarmos um assassinato, significa que uma pessoa se salvou. Uma pessoa foi o resultado positivo. Se uma pessoa &eacute; salva, &eacute; ajudada, ou uma comunidade, um bairro, j&aacute; &eacute; importante. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>Se pegarmos os &iacute;ndices de homic&iacute;dios de anos anteriores, verificamos que h&aacute; uma oscila&ccedil;&atilde;o grande. O governo atual conseguiu reduzir 3% de 2007 para 2008. J&aacute; tivemos redu&ccedil;&otilde;es de um ano para outro de mais de 10% e depois voltou a subir. &Eacute; uma febre alta que oscila. O governo simplesmente n&atilde;o sabe o que ocorreu nestes anos de queda. N&atilde;o &eacute; preciso estudar o que ocorreu para que os crimes ca&iacute;ssem nesses anos? N&atilde;o &eacute; preciso aprender com o passado? </strong></p>
<p>DAVID &ndash; Temos que partir de um ponto. E o governador j&aacute; falou. Eles est&atilde;o abrindo as informa&ccedil;&otilde;es na internet para o povo olhar. &Eacute; desse ponto para frente. Olhar para tr&aacute;s &eacute; bom em certos aspectos, mas &eacute; importante partirmos daquilo que n&oacute;s temos agora. &Eacute; importante o governo divulgar o n&uacute;mero de mortos e ele (Eduardo Campos) se mostrou interessado em divulgar. O governador e seus assessores j&aacute; est&atilde;o divulgando. Mostraram para n&oacute;s onde est&atilde;o os dados. Achei fant&aacute;stico isso. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>JC &ndash; <strong>Vivemos num Estado em que pol&iacute;tica e pol&iacute;cia se misturam. O que o senhor acha disso? </strong></p>
<p>DAVID &ndash; N&atilde;o pode acontecer. N&atilde;o podemos fazer parte da vida pol&iacute;tica ou de outra carreira. Se quisermos ser pol&iacute;ticos, temos que sair da vida policial. N&atilde;o posso fazer as duas coisas. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel ser pol&iacute;cia e pol&iacute;tico. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 16:06:11 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>PEbodycount discute a primeira década da Secretaria de Defesa Social</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1011]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1011'>23.01.2009 - segurança</a></b>
				<br><br>
				<p>A partir de amanh&atilde;, o <strong>PEbodycount</strong> vai discutir os dez anos de cria&ccedil;&atilde;o da Secretaria de Defesa Social. Entrevistas com os ex-secret&aacute;rios, evolu&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de criminalidades e as perspectivas da secretaria criada para integrar as pol&iacute;cias e reduzir a viol&ecirc;ncia em Pernambuco.</p>
<p>Contamos com a participa&ccedil;&atilde;o de todos nesse debate.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 15:37:52 -0200</pubDate>
			<category>segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Violência policial crônica</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1010]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1010'>16.01.2009 - violência,polícia</a></b>
				<br><br>
				<p><strong>Por Jayme Asfora</strong></p>
<p>&Eacute; uma estat&iacute;stica assombrosa e tamb&eacute;m vergonhosa. Uma situa&ccedil;&atilde;o que perpassa governos, gestores e pol&iacute;ticas. Uma quest&atilde;o que precisa e deve ser encarada de frente para que nosso Estado n&atilde;o conste mais de publica&ccedil;&otilde;es internacionais de forma t&atilde;o pouco condizente com nossas tradi&ccedil;&otilde;es, nossa riqueza cultural e nossa beleza natural.</p>
<p>Pois, esta semana, Pernambuco configurou na m&iacute;dia como um dos Estados que mais colabora com a &quot;viol&ecirc;ncia policial cr&ocirc;nica&quot; existente no Brasil segundo o relat&oacute;rio anual da ONG Human Rights Watch - uma das mais conceituadas em todo o mundo - que trata da viola&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos no planeta.</p>
<p>Segundo o documento, &quot;as &aacute;reas metropolitanas brasileiras s&atilde;o assoladas pela viol&ecirc;ncia cometida por gangues criminosas e policiais abusivos&quot;. E para refor&ccedil;ar a sua constata&ccedil;&atilde;o, a ONG utilizou-se de informa&ccedil;&otilde;es referentes aos abusos cometidos no Rio de Janeiro e, justamente, em Pernambuco.</p>
<p>No relat&oacute;rio, est&aacute; posto que existe uma estimativa que 70% dos homic&iacute;dios s&atilde;o cometidos por esquadr&otilde;es da morte com a suposta participa&ccedil;&atilde;o de policiais. Ora, estamos falando de um total de 4.525 homic&iacute;dios em todo o Estado no ano passado, segundo dados do Pebodycount.</p>
<p>&Eacute; preciso reconhecer os v&aacute;rios e positivos esfor&ccedil;os realizados pela pol&iacute;cia pernambucana para extirpar de suas entranhas os criminosos de farda. Esse c&acirc;ncer que, h&aacute; anos, fragiliza a nossa seguran&ccedil;a p&uacute;blica. S&atilde;o homens que deveriam estar atuando na seguran&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o e, muitas vezes, se ocupam de realizar a&ccedil;&otilde;es criminosas como extors&otilde;es, roubos e assassinatos.</p>
<p>Mas precisamos ir al&eacute;m. A atividade correcional na &aacute;rea de seguran&ccedil;a p&uacute;blica precisa ser ainda mais fortalecida e dotada da autonomia necess&aacute;ria para atuar sem temor. E &eacute; necess&aacute;rio garantir uma Defensoria P&uacute;blica estruturada para que os processos contra esses policiais n&atilde;o atrasem.</p>
<p>&Eacute; fundamental que o &oacute;rg&atilde;o priorize sempre as investiga&ccedil;&otilde;es sobre policiais civis e militares envolvidos nessas organiza&ccedil;&otilde;es criminosas e assassinas e tamb&eacute;m aqueles que atuam ilegalmente como s&oacute;cios e/ou empregados em empresas de seguran&ccedil;a privada. N&atilde;o &eacute; pequeno o n&uacute;mero de policiais envolvidos com essas empresas e acreditamos que essa &eacute; uma quest&atilde;o fundamental para combater a criminalidade e a corrup&ccedil;&atilde;o dentro das institui&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>Um ponto positivo, por exemplo, foi o conv&ecirc;nio que regulamenta o servi&ccedil;o de seguran&ccedil;a privada no Estado, assinado por sindicatos, Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, DRT e Pol&iacute;cia Federal. Por fim, o nosso sistema penitenci&aacute;rio precisa ser dotado de vagas o suficiente para garantir a pris&atilde;o dos criminosos.</p>
<p>Precisamos, sem d&uacute;vida, excluir nosso Estado das estat&iacute;sticas mais perversas e garantir o cumprimento do artigo 3&ordm; da Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos - que completou 60 anos no &uacute;ltimo m&ecirc;s de dezembro: &quot;Todo indiv&iacute;duo tem direito &agrave; vida, &agrave; liberdade e &agrave; seguran&ccedil;a pessoal&quot;.</p>
<p>PS: Jayme Asfora &eacute; presidente da OAB-PE e escreveu este artigo para o Blog de Jamildo<br />
</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 10:58:53 -0200</pubDate>
			<category>violência,polícia</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Combate à violência dá o tom a encontro entre governador e prefeito de Jaboatão</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1009]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1009'>15.01.2009 - violência,crime,polícia,segurança</a></b>
				<br><br>
				<strong>Do JC On Line</strong><br />
<br />
O combate &agrave; criminalidade no munic&iacute;pio da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife tomou boa parte do encontro entre o governador Eduardo Campos&nbsp;e o&nbsp;prefeito de Jaboat&atilde;o dos Guararapes, Elias Gomes (foto).&nbsp;O munic&iacute;pio&nbsp;&eacute; a segunda cidade em n&uacute;meros de homic&iacute;dios do estado (Recife &eacute; a primeira), respondendo por 11,2% do total de assassinatos de Pernambuco e 21% da RMR.
<p>O bairro de Prazeres, com cerca 185 mil habitantes (o equivalente a 28% da popula&ccedil;&atilde;o da cidade), e com os maiores &iacute;ndices de viol&ecirc;ncia da cidade, receber&aacute;, em abril, o Programa Governo Presente. A iniciativa integra a&ccedil;&otilde;es de diversas secretarias de Estado e atua de forma preventiva no combate &agrave; viol&ecirc;ncia.</p>
<p>Outro assunto&nbsp;discutido durante a reuni&atilde;o foi o projeto de requalifica&ccedil;&atilde;o da PE-08. A Estrada da Batalha, como &eacute; mais conhecida, ganhar&aacute;, at&eacute; setembro de 2010, uma terceira faixa de tr&acirc;nsito em toda a extens&atilde;o nas duas vias, um t&uacute;nel, dois viadutos, uma pra&ccedil;a de esportes e um centro cultural. A obra, contida no Prodetur Nacional, tem o valor total m&aacute;ximo estimado em R$ 148 milh&otilde;es e prev&ecirc; melhorias em seis quil&ocirc;metros da pista, que liga o Aeroporto Internacional dos Guararapes &agrave; BR-101 Sul.</p>
<p>A abertura dos envelopes com as propostas de pre&ccedil;os das empresas concorrentes acontece nesta sexta-feira (16). O Governo tamb&eacute;m vai repassar para a Prefeitura de Jaboat&atilde;o uma lista com os im&oacute;veis que ser&atilde;o desapropriados na reuni&atilde;o do pr&oacute;ximo dia 09.</p>
<p>&quot;Dia 30, todos os levantamentos dos im&oacute;veis e cadastramento ter&atilde;o sido feitos. Determinamos que essa lista seja passada ao prefeito imediatamente para fazermos uma a&ccedil;&atilde;o coordenada para esse processo acontecer o quanto antes. Queremos chegar a fevereiro com o contrato assinado para que possamos aproveitar ainda o final do ver&atilde;o e, para isso, a gente tem que fazer as desapropria&ccedil;&otilde;es&quot;, afirmou Eduardo.</p>
<p>Ainda no que diz respeito &agrave; mobilidade urbana, prefeito e governador trataram das obras dos entornos de Barra de Jangada e da Praia do Paiva. As duas localidades ganhar&atilde;o uma cara nova com a conclus&atilde;o da Parceria P&uacute;blico-Privada que vai construir um complexo de casas de veraneio no Paiva e duas novas pistas de acesso, al&eacute;m de um bin&aacute;rio.</p>
&nbsp;A conten&ccedil;&atilde;o do avan&ccedil;o do mar, a constru&ccedil;&atilde;o das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), as obras do sistema Pirapama, a requalifica&ccedil;&atilde;o da Lagoa do N&aacute;utico, e os preparativos para o inverno tamb&eacute;m foram tema do encontro entre Eduardo e Elias Gomes.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 10:52:22 -0200</pubDate>
			<category>violência,crime,polícia,segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Governador não garante seleção pública para agentes penitenciários</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1008]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1008'>12.01.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Na semana passada, tive a oportunidade de entrevistar o governador Eduardo Campos. Entre outros assuntos, perguntei se a sele&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica para agentes penitenci&aacute;rios estava garantida para este ano.</p>
<p>O governador informou&nbsp;que ainda n&atilde;o tinha como assegurar o concurso para agentes.&nbsp; De acordo com ele, algumas quest&otilde;es burocr&aacute;ticas precisam ser vencidas. N&atilde;o achei o governador muito animado em rela&ccedil;&atilde;o ao assunto.&nbsp;</p>
<p>Informou&nbsp;apenas que estava garantido&nbsp;a publica&ccedil;&atilde;o de um edital para mais uma sele&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica com o objetivo de contratar 2,2 mil policiais militares.</p>
<p>No fim do ano passado,&nbsp;&nbsp;o&nbsp;secret&aacute;rio-executivo de Ressocializa&ccedil;&atilde;o, Humberto Vianna, garantiu que o prometido concurso para mil agentes penitenci&aacute;rios e 800 t&eacute;cnicos iria&nbsp;se tornar realidade. A sele&ccedil;&atilde;o deveria ter sido realizada&nbsp;ainda em 2007.</p>
<p>O fato &eacute; que&nbsp;o assunto se encontra no Conselho Superior de Pol&iacute;tica de Pessoal, ligado &agrave; Secretaria de Administra&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Resta aguardar e torcer pela paz nos pres&iacute;dios pernambucanos.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 13:32:43 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Bonitinha, mas....</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1007]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1007'>10.01.2009 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Reproduzo abaixo mat&eacute;ria de Eduardo Machado, publicada na edi&ccedil;&atilde;o de hoje do JC,&nbsp;sobre a rec&eacute;m inaugurada Delegacia de Boa Viagem.</p>
<p>&nbsp;-------------------------------------------------------------------------------------------------------<br />
O governo do Estado investiu R$ 1,5 milh&atilde;o na reforma das Delegacias de Boa Viagem, Peixinhos e Piedade. Apesar das inova&ccedil;&otilde;es e da beleza das instala&ccedil;&otilde;es, a unidade de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, inaugurada h&aacute; menos de um m&ecirc;s, j&aacute; tem infiltra&ccedil;&otilde;es em quatro salas, janelas soltas e fia&ccedil;&atilde;o acondicionada na calha destinada ao escoamento da &aacute;gua da chuva. </p>
<p>&ldquo;Estive na delegacia dois dias depois da inaugura&ccedil;&atilde;o, acompanhando um cliente. Nem os pr&oacute;prios policiais acreditavam no que viam: esquadrias das janelas soltas, paredes minando &aacute;gua e uma instala&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica no meio da calha que recolhe a &aacute;gua da chuva&rdquo;, afirmou um advogado criminalista, que preferiu n&atilde;o ser identificado. </p>
<p>O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Cl&aacute;udio Marinho, reconheceu que as novas delegacias passaram por reformas estruturais importantes, mas o acabamento das constru&ccedil;&otilde;es deixou a desejar. </p>
<p>&ldquo;As tr&ecirc;s novas delegacias ganharam instala&ccedil;&otilde;es voltadas para o trabalho investigativo, mas j&aacute; t&iacute;nhamos recebido reclama&ccedil;&otilde;es de policiais denunciando a quest&atilde;o das infiltra&ccedil;&otilde;es e da instala&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica em Boa Viagem&rdquo;, afirmou Marinho. </p>
<p>O presidente do Sinpol comentou tamb&eacute;m o atraso no cronograma de entrega das delegacias. &ldquo;&Eacute; sempre bom ter novas delegacias sendo entregues, mas &eacute; preciso ter em mente que existem casos grav&iacute;ssimos de unidades, cujas reformas ou constru&ccedil;&otilde;es sequer foram iniciadas. Entre elas est&atilde;o as Delegacias de Paulista e Prazeres&rdquo;, concluiu Marinho. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 12:44:10 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>A Política de Segurança de Pernambuco e o Hamas</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1006]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1006'>07.01.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>O notici&aacute;rio est&aacute; dominado nas &uacute;ltimas semanas pelos confrontos na Faixa de Gaza. Palestinos e Israelenses voltam a se enfrentar no Oriente M&eacute;dio e as aten&ccedil;&otilde;es est&atilde;o focadas naquele confronto. Assistindo uma reportagem sobre a estrat&eacute;gia militar de cada lado, vi que Israel tem ca&ccedil;as, tanques, m&iacute;sseis e helic&oacute;pteros de &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o. O Hamas tem foguetes que partem do solo e caem sem dire&ccedil;&atilde;o em territ&oacute;rio israelense. </p>
<p>Ent&atilde;o, a t&aacute;tica do grupo palestino consiste em ativar um foguete e torcer pra que ele atinja alguma coisa do outro lado da fronteira. &Eacute; um chute de guerra. Atira e aguarda pra ver se deu certo.</p>
<p>Acho que, apesar de as autoridades locais dizerem o contr&aacute;rio, ainda estamos aqui, atirando foguetes. </p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 10:44:32 -0200</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Contamos 4.525 homicídios em 2008</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1005]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1005'>06.01.2009 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Mais um ano acabou e a quantidade de pessoas assassinadas em Pernambuco permanece um esc&acirc;ndalo. Contamos (na verdade, a imensa maioria desses dados foi obtida pelo trabalho do rep&oacute;rter Diogo Menezes) 4.525 homic&iacute;dios em 2008. Em 2007, foram 4.592 e em 2006, 4.638. </p>
<p>Sim, trata-se de uma linha decrescente, sem d&uacute;vida. &Eacute; bem melhor do que se estiv&eacute;ssemos vendo as cifras aumentarem, mas tamb&eacute;m &eacute; muito desalentador escutar que est&atilde;o sendo feitas revolu&ccedil;&otilde;es por minuto na &aacute;rea de seguran&ccedil;a para um resultado que no final n&atilde;o faz&nbsp;diferen&ccedil;a.</p>
<p>Raciocinar que 78 pessoas a menos (pelas contas do Governo, pelas nossas, foram 67) perderam a vida n&atilde;o quer dizer que foram salvos 78 seres humanos. Continuamos tendo mais de 4.500 assassinatos. &Eacute; um patamar que coloca nosso estado entre os locais mais violentos do mundo. S&atilde;o poucos os pa&iacute;ses que tem tantos crimes de morte por ano. A mudan&ccedil;a t&atilde;o apregoada precisa come&ccedil;ar de verdade.</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 13:06:55 -0200</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Secretário promete novamente contratar agentes e acabar com a figura do chaveiro</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1004]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1004'>05.01.2009 - </a></b>
				<br><br>
				Do Jornal do Commercio<br />
<br />

<p>Levantamento realizado pela Secretaria-Executiva de Ressocializa&ccedil;&atilde;o apontou que existem 32 chaveiros nos cinco maiores pres&iacute;dios e penitenci&aacute;rias da Regi&atilde;o Metropolitana do Recife. A situa&ccedil;&atilde;o mais complicada &eacute; a do Pres&iacute;dio An&iacute;bal Bruno, no Sancho, Zona Oeste do Recife. A unidade, que possui a maior popula&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria da Am&eacute;rica Latina, conseguiu transferir 17 chaveiros, mas ainda conta com outros 17.</p>
<p>O secret&aacute;rio-executivo de Ressocializa&ccedil;&atilde;o, Humberto Vianna, repetiu o discurso de sempre para justificar a perman&ecirc;ncia dos chaveiros no sistema prisional de Pernambuco. &quot;J&aacute; come&ccedil;amos a fazer a retirada dos chaveiros. Mas o fato &eacute; que este processo requer prud&ecirc;ncia. Esta situa&ccedil;&atilde;o foi constru&iacute;da ao longo de 15 anos e n&atilde;o podemos retir&aacute;-los do dia para a noite. &Eacute; uma prud&ecirc;ncia&quot;, avaliou.</p>
<p>De acordo com ele, at&eacute; o fim do ano, o Pres&iacute;dio An&iacute;bal Bruno vai ser dividido em tr&ecirc;s pris&otilde;es independentes. &quot;Quando estivermos com as tr&ecirc;s unidades independentes conclu&iacute;das, n&atilde;o vamos ter mais nenhum chaveiro. Posso assegurar que, se at&eacute; l&aacute;, n&atilde;o tivermos retirado os chaveiros, vamos fazer isso quando a obra for inaugurada&quot;, garantiu.</p>
<p>Segundo especialistas em sistema prisional, os chaveiros existem, sobretudo, porque h&aacute; um enorme d&eacute;ficit de agentes penitenci&aacute;rios no Estado. O secret&aacute;rio-executivo de Ressocializa&ccedil;&atilde;o, Humberto Vianna, garantiu que o prometido concurso para mil agentes penitenci&aacute;rios e 800 t&eacute;cnicos vai se tornar realidade. A sele&ccedil;&atilde;o deveria ter sido realizada no ano passado.</p>
<p>&quot;O efetivo de hoje n&atilde;o &eacute; suficiente. Fizemos gest&atilde;o em 2008 para realizar o concurso. Agora, o assunto j&aacute; se encontra no Conselho Superior de Pol&iacute;tica de Pessoal, vinculado &agrave; Secretaria de Administra&ccedil;&atilde;o.&quot;</p>
<p>No ano passado, em entrevista ao JC, um chaveiro da Penitenci&aacute;ria Barreto Campelo, em Itamarac&aacute;, no Grande Recife, alegou que cobrava taxas dos detentos de seu pavilh&atilde;o porque coordenava servi&ccedil;os de manuten&ccedil;&atilde;o da cadeia. &quot;Se n&atilde;o fossem os chaveiros, os pres&iacute;dios j&aacute; tinham desmoronado. Estavam podres e a crise seria gigante. Agora, est&atilde;o falando mal dos chaveiros. Dizem que a culpa por tudo &eacute; da gente. Isso &eacute; mentira. A culpa &eacute; do governo que paga os nossos sal&aacute;rios. A gente &eacute; quem segura essa bomba. Se a gente quiser, explode o sistema.&quot; Questionado sobre como o sistema seria implodido, o chaveiro avisou que &quot;os cabe&ccedil;as&quot; das pris&otilde;es est&atilde;o com eles. &quot;Controlamos a for&ccedil;a.&quot;</p>
<p>Logo ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o da reportagem, o juiz titular da Vara de Execu&ccedil;&otilde;es Penais, Ade&iacute;ldo Nunes, baixou portaria estabelecendo um prazo para que o governo acabasse com a &quot;categoria&quot;. E, at&eacute; agora, nada.</p>

				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 21:36:12 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Novo ano e os chaveiros continuam dando as cartas nos presídios</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1003]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1003'>05.01.2009 - </a></b>
				<br><br>
				
<p>Do Jornal do Commercio</p>
<p>Por Jo&atilde;o Valadares</p>
<p>Mais de um ano depois de o juiz titular da 1&ordf; Vara de Execu&ccedil;&otilde;es Penais, Ade&iacute;ldo Nunes, baixar portaria dando um prazo para extinguir a figura do chaveiro no sistema prisional de Pernambuco, nada mudou. Os chaveiros, que t&ecirc;m poder de abrir e fechar celas dos demais presos, cobrar taxas para manuten&ccedil;&atilde;o dos pavilh&otilde;es e punir aqueles que cometem &quot;irregularidades&quot; nas cadeias, continuam dando as cartas. E o pior: ganham sal&aacute;rio para isso. Recebem do Estado o carimbo de for&ccedil;a paralela de gest&atilde;o. Permanecem com os mesmos adjetivos. Detentos privilegiados, legitimados pelas autoridades, cristalizam atribui&ccedil;&otilde;es claras de poder p&uacute;blico. Na semana passada, a novela dos chaveiros, piv&ocirc; de grande parte das rebeli&otilde;es ocorridas nas pris&otilde;es, ganhou uma nova face e exp&ocirc;s os poderes constitu&iacute;dos. O promotor das Execu&ccedil;&otilde;es Penais, Marcellus Ugiette, e o juiz titular da 1&ordf; Vara de Execu&ccedil;&otilde;es Penais, Ade&iacute;ldo Nunes, trocaram acusa&ccedil;&otilde;es. E a vida nas cadeias segue como sempre. Sem solu&ccedil;&atilde;o. No meio da discuss&atilde;o, o Estado diz que recorreu da portaria editada pelo juiz e espera posicionamento do Conselho da Magistratura sobre o assunto. O prazo j&aacute; foi esticado por duas vezes.</p>
<p>O juiz Ade&iacute;ldo Nunes declarou que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico &eacute; omisso em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quest&atilde;o. &quot;N&atilde;o fez nada para tentar resolver o problema. O Minist&eacute;rio P&uacute;blico &eacute; omisso em rela&ccedil;&atilde;o a isso. Na verdade, sempre foi omisso.&quot; De acordo com o magistrado, a institui&ccedil;&atilde;o deveria ter entrado com uma a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica contra o Estado, para que a figura ilegal dos chaveiros fosse banida de uma vez por todas. &quot;Eu j&aacute; fiz minha parte. Baixei portaria para tentar acabar com o problema. Mas o Estado recorreu. Agora, quem decide &eacute; o Conselho da Magistratura. N&atilde;o tenho mais o que fazer.&quot;</p>
<p>Questionado se a situa&ccedil;&atilde;o havia melhorado, o juiz &eacute; enf&aacute;tico. &quot;N&atilde;o. O fato &eacute; que eles continuam no sistema. &Eacute; claro que est&aacute; demorando muito. Mas s&oacute; vai se resolver com uma a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica.&quot;</p>
<p>O promotor Marcellus Ugiette, que acumula as promotorias da 1&ordf; e 2&ordf; Varas de Execu&ccedil;&otilde;es Penais, rebate as declara&ccedil;&otilde;es do juiz. &quot;N&atilde;o sou omisso em rela&ccedil;&atilde;o a isso. A portaria de Ade&iacute;ldo n&atilde;o resolve os problemas. N&atilde;o fui convidado para nenhuma dessas reuni&otilde;es. Na minha opini&atilde;o, o problema deve ser resolvido s&oacute; com o An&iacute;bal Bruno.&quot; Ugiette disse que fez sua parte. &quot;Mandei of&iacute;cio a todas as inst&acirc;ncias poss&iacute;veis e imagin&aacute;veis. Como promotor de Execu&ccedil;&otilde;es Penais, n&atilde;o tenho atribui&ccedil;&atilde;o para propor uma a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica para esse fim.&quot; Ugiette afirmou que todos precisam participar para que a situa&ccedil;&atilde;o seja resolvida. &quot;N&atilde;o basta jogar a culpa nos outros e aparecer na m&iacute;dia. Eu visito e inspeciono as unidades todos os meses. Eu n&atilde;o falo do gabinete e n&atilde;o baixo a cabe&ccedil;a para press&atilde;o de A ou B&quot;, disse.</p>
<p>Na &eacute;poca em que foi editada, em dezembro de 2007, a ordem judicial seria direcionada, inicialmente, ao Pres&iacute;dio An&iacute;bal Bruno, no Sancho, Zona Oeste do Recife. &Eacute;, justamente, a unidade que comporta, hoje, o maior n&uacute;mero de chaveiros. &quot;Depois, vamos estender a medida para todas as pris&otilde;es do Estado&quot;, assegurou, na &eacute;poca, Ade&iacute;ldo Nunes. A portaria, no entanto, ficou restrita &agrave; unidade.</p>
<p>&nbsp;</p>

				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 14:48:17 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Violência na favela causa depressão</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1002]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1002'>04.01.2009 - violência,segurança,favela,Complexo do Alemão,Médicos sem Fronteiras</a></b>
				<br><br>
				<p><strong>Do Jornal do Commercio</strong></p>
<p><strong>Fabiana Cimiere (Ag&ecirc;ncia Estado)</strong></p>
<p>Depois de um ano de funcionamento do posto da organiza&ccedil;&atilde;o M&eacute;dicos Sem Fronteiras (MSF) no Complexo do Alem&atilde;o, os mission&aacute;rios conclu&iacute;ram que a viol&ecirc;ncia da guerra do tr&aacute;fico provoca dist&uacute;rbios psicol&oacute;gicos em quase todos os 97 mil moradores, que, segundo o IBGE, habitam o conjunto de 12 favelas na Zona Norte do Rio.</p>
<p>&quot;O conflito &eacute; mais intenso e menos frequente do que imagin&aacute;vamos, mas o que nos impressionou durante o dia-a-dia foi a quantidade de v&iacute;timas indiretas&quot;, disse a chefe da miss&atilde;o Elodie Andrault, 35 anos. Elodie explicou que o MSF decidiu instalar a miss&atilde;o porque os &iacute;ndices mostravam uma viol&ecirc;ncia muito grande - entre maio e agosto de 2007, 44 pessoas morreram (19 delas num &uacute;nico dia) e 81 ficaram feridas - e a aus&ecirc;ncia completa de servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>&quot;Todos os homens de 25 a 50 anos s&atilde;o suspeitos de alguma coisa e precisam de ajuda psicol&oacute;gica&quot;, avalia a francesa, que &eacute; advogada e m&atilde;e de dois filhos. &quot;A depress&atilde;o &eacute; o maior problema para os adultos, a maioria n&atilde;o sai de dentro do complexo. Mas lidamos tamb&eacute;m com crian&ccedil;as que muito pequenas passaram por dist&uacute;rbios p&oacute;s-traum&aacute;ticos provocados por alguma situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia armada&quot;, conta Elodie, que, por sigilo profissional, n&atilde;o quis detalhar os casos.</p>
<p>Para dar conta da demanda, os M&eacute;dicos Sem Fronteira trabalham no esquema de terapia r&aacute;pida. S&atilde;o dez sess&otilde;es por paciente, de uma a duas vezes por semana. Cada um dos dois psic&oacute;logos atendem a 30 pacientes simultaneamente. &quot;Ampliar o atendimento psicol&oacute;gico ser&aacute; uma das nossas prioridades na pr&oacute;xima unidade&quot;, diz Elodie. At&eacute; mar&ccedil;o, o MSF abre um novo posto na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, vizinho ao Alem&atilde;o.</p>
<p>Desde novembro de 2007, quando entrou em funcionamento, a unidade da ONG no Complexo do Alem&atilde;o j&aacute; realizou 15.520 atendimentos m&eacute;dicos - que v&atilde;o desde emerg&ecirc;ncias por ferimentos a bala ou infartos at&eacute; crises de bronquite em crian&ccedil;as - e 2 mil psicol&oacute;gicos. Apesar de ter quase 100 mil moradores, n&atilde;o existe nenhum posto de sa&uacute;de dentro do conjunto. O Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia tamb&eacute;m n&atilde;o entra nas comunidades, que ser&atilde;o beneficiadas pelo Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC).</p>
<p>Na unidade do MSF, o crit&eacute;rio de atendimento obedece ao grau de urg&ecirc;ncia do paciente. Eles passam por uma triagem onde recebem um cart&atilde;o com as cores verde, amarelo ou vermelho - para os casos de vida ou morte. O trabalho dos MSF em casos graves &eacute; feito apenas nas primeiras horas, para salvar a vida do paciente. Depois de estabilizado, ele &eacute; transferido para uma unidade de refer&ecirc;ncia.</p>
<p>&quot;H&aacute; casos em que o paciente n&atilde;o quer ir para o hospital p&uacute;blico e sabemos que &eacute; porque ele sabe que l&aacute; vai ter pol&iacute;cia. N&atilde;o transferimos para outro local, deixamos claro que depois daquele primeiro momento ele seguir&aacute; por sua conta e risco&quot;, explicou Elodie.</p>
<p><strong>* Foto de Tasso Marcelo/AE tirada em junho de 2007&nbsp;durante a&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia no Complexo Alem&atilde;o que terminou com 19 mortos.</strong></p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 12:05:44 -0200</pubDate>
			<category>violência,segurança,favela,Complexo do Alemão,Médicos sem Fronteiras</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>O que esperar de 2009 na Segurança Pública</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1001]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1001'>31.12.2008 - segurança</a></b>
				<br><br>
				Participei de uma entrevista com o governador Eduardo Campos, na semana passada, e ele assegurou que 2009 ser&aacute; o ano em que os resultados ser&atilde;o colhidos na &aacute;rea da Seguran&ccedil;a P&uacute;blica.<br />
<br />
Com mudan&ccedil;as cruciais nas estruturas das pol&iacute;cias, contrata&ccedil;&otilde;es de quase tr&ecirc;s mil novos quadros, investimentos no campo dos bilh&otilde;es, Pernambuco fecha mais um ano com&nbsp; quase 4.600 assassinatos.<br />
<br />
Diante disso, muitos dizem que n&atilde;o tem jeito. Que a guerra contra a viol&ecirc;ncia est&aacute; perdida e que estamos fadados a continuar vivendo acuados. Companheiros do medo.<br />
<br />
Estou do lado dos que discordam disso. Acho que &eacute; poss&iacute;vel reduzir a criminalidade a n&iacute;veis suport&aacute;veis. Mas para isso, estamos ainda comprando os equipamentos para o in&iacute;cio da jornada.<br />
<br />
Continuamos com uma pol&iacute;cia burocr&aacute;tica, que, apesar de estar mais do que provado que a maioria dos crimes ocorrem nos fins-de-semana mant&eacute;m delegacias e batalh&otilde;es abertos apenas no hor&aacute;rio comercial.<br />
<br />
Moramos em um estado de policiais-pol&iacute;ticos, que nem contribu&iacute;ram com a Seguran&ccedil;a P&uacute;blica quando estavam em suas corpora&ccedil;&otilde;es e continuam longe de contribuir com sua atua&ccedil;&atilde;o parlamentar.<br />
<br />
Temos uma imprensa e um empresariado longe de cumprir com sua cota de responsabilidade nessa grande engrenagem que move a viol&ecirc;ncia cotidiana.<br />
<br />
Por fim, temos uma sociedade preocupada em resolver apenas o seu problema. A mesma sociedade que reclama da pol&iacute;cia, mas n&atilde;o v&ecirc; nada demais em pagar propina na blitz e furar fila pra prestar queixa (por ser amigo de um amigo de um policial).<br />
<br />
No dia em que tudo isso mudar e nada acontecer, a&iacute; eu passo a dizer que Pernambuco n&atilde;o tem jeito.<br />
<br />
Feliz 2009.&nbsp;
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 31 Dec 2008 21:50:04 -0200</pubDate>
			<category>segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Romero Meneses é exonerado definitivamente do cargo</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1000]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=1000'>31.12.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<strong>Do Jornal do Commercio</strong><br />
<br />
O governo aproveitou as folgas do fim de ano para demitir dirigentes envolvidos em den&uacute;ncias nos seus principais &oacute;rg&atilde;os de investiga&ccedil;&atilde;o. Depois da queda de Paulo Lacerda do comando da Abin, ontem foi a vez do delegado Romero Meneses, da Pol&iacute;cia Federal. Acusado de vazar informa&ccedil;&otilde;es sigilosas da Opera&ccedil;&atilde;o Toque de Midas, ele foi retirado definitivamente do cargo de diretor-executivo, o segundo na hierarquia da institui&ccedil;&atilde;o, do qual estava afastado temporariamente desde setembro. Em seu lugar, assume o delegado Luiz Pontel, que chefiava a divis&atilde;o de Gest&atilde;o de Pessoal da PF.
<p>Assim como Lacerda, Romero &eacute; alvo de investiga&ccedil;&otilde;es ainda em andamento. Ele responde a um inqu&eacute;rito e um processo disciplinar que correm em sigilo na Corregedoria-Geral da PF. No entanto, a situa&ccedil;&atilde;o do delegado se complicou no m&ecirc;s passado, quando a Justi&ccedil;a Federal do Amap&aacute; aceitou a den&uacute;ncia do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal e abriu a&ccedil;&atilde;o penal contra ele por quebra de sigilo funcional e concuss&atilde;o (uso do cargo p&uacute;blico para obter vantagem indevida).</p>
<p>Numa situa&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita na hist&oacute;ria da PF, Romero chegou a ser preso em 16 de setembro na sede da institui&ccedil;&atilde;o, em Bras&iacute;lia, ap&oacute;s ser alvo de escutas durante 20 dias em seu gabinete. A voz de pris&atilde;o foi dada pelo pr&oacute;prio diretor-geral do &oacute;rg&atilde;o, Luiz Fernando Corr&ecirc;a, mas o delegado foi solto na madrugada do dia seguinte gra&ccedil;as a um habeas corpus.</p>
<p>De acordo com o MP, Romero vazou informa&ccedil;&otilde;es confidenciais da opera&ccedil;&atilde;o que apura poss&iacute;veis fraudes cometidas pela mineradora MMX, do empres&aacute;rio Eike Batista, na licita&ccedil;&atilde;o de uma estrada de ferro no Amap&aacute;. O irm&atilde;o do delegado, Jos&eacute; Gomes de Meneses J&uacute;nior, prestava servi&ccedil;os de seguran&ccedil;a e limpeza &agrave; mineradora e tamb&eacute;m chegou a ser preso. Por causa do suposto vazamento, a superintend&ecirc;ncia da PF no Amap&aacute; foi obrigada a antecipar a opera&ccedil;&atilde;o, que prendeu funcion&aacute;rios de alto escal&atilde;o do governo do Estado e cumpriu mandados de busca e apreens&atilde;o na casa e no escrit&oacute;rio de Eike no Rio.</p>
<p>No dia seguinte &agrave; sua pris&atilde;o, o delegado exonerado recebeu a solidariedade do ministro da Justi&ccedil;a, Tarso Genro, que classificou sua pris&atilde;o de &ldquo;desnecess&aacute;ria&rdquo;. Internamente, Romero disse ter sido alvo de persegui&ccedil;&atilde;o por discordar de decis&otilde;es do superintendente da PF no Amap&aacute;, Anderson Rui Fontel. Romero n&atilde;o comentou a exonera&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Tamb&eacute;m ontem, foi oficializado o afastamento de Paulo Lacerda e de seus assessores mais pr&oacute;ximos na Abin. Al&eacute;m do delegado, deixam a c&uacute;pula da ag&ecirc;ncia o diretor-adjunto Jos&eacute; Milton Campana, o assessor especial Renato da Porci&uacute;ncula e o diretor de Contra-Intelig&ecirc;ncia Paulo Maur&iacute;cio Fortunato.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 31 Dec 2008 16:42:13 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Sargento da PM mata desafeto na porta do Cotel</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=999]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=999'>23.12.2008 - crime,marcas,polícia,segurança,estatísticas,números,homicídios,pebodycount,contagem,contador,descaso,hospital,Orismar,colunista,pesquisa,drogas,São Paulo,política,congresso,Pronasci,ministro,Lengruber,PM,assalto,reforço,Philip,Alston,relatório,ONU,Tropa de Elite,trilha sonora</a></b>
				<br><br>
				Uma da tarde. Quatro equipes de reportagem aguardavam a sa&iacute;da do empres&aacute;rio Alysson Jerrar do Cotel, em Abreu e Lima, quando um homem com duas armas em punho chega no local de moto e come&ccedil;a a discutir com outro. <br />
<br />
A v&iacute;tima tenta correr para dentro do Centro de Triagem, mas &eacute; atingido por seis tiros de rev&oacute;lver calibre 38. Ap&oacute;s atirar, o assassino ainda pisa na cabe&ccedil;a do alvo v&aacute;rias vezes. Rep&oacute;rteres e cinegrafistas tentam se proteger&nbsp; se jogando no ch&atilde;o. A guarda da unidade chega e&nbsp; prende o atirador. &Eacute; o sargento da PM&nbsp; Daniel Azevedo, 43 anos, lotado no&nbsp; 17 BPM. <br />
<br />
O sargento &eacute; rendido e diz que matou para vingar o pai, executado pela v&iacute;tima, o a&ccedil;ougueiro Isaac Domingos dos Santos, 37. Isaac tinha ido ao Cotel acompanhando um colega que fora visitar o irm&atilde;o.<br />
<br />
Uma cena que diz muito sobre a viol&ecirc;ncia em Pernambuco.
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 16:25:48 -0200</pubDate>
			<category>crime,marcas,polícia,segurança,estatísticas,números,homicídios,pebodycount,contagem,contador,descaso,hospital,Orismar,colunista,pesquisa,drogas,São Paulo,política,congresso,Pronasci,ministro,Lengruber,PM,assalto,reforço,Philip,Alston,relatório,ONU,Tropa de Elite,trilha sonora</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>O "traficante de livros" do Bode ganha prêmio nacional do jornal O Globo</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=998]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=998'>22.12.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p>E ele chegou l&aacute;. Ricardo Gomes Ferraz, o traficante de livros da comunidade do Bode, no Pina, Zona Sul do Recife, &eacute; o grande vencedor da categoria Pa&iacute;s do Pr&ecirc;mio Faz Diferen&ccedil;a, concedido todos os anos pelo jornal carioca O Globo a pessoas que tentam, de alguma maneira, construir um Brasil melhor.<br />
</p>
<p>Kcal, como &eacute; mais conhecido, estava concorrendo com o procurador regional eleitoral Rog&eacute;rio Nascimento e com o ex-morador de rua Ubirajara Gomes da Silva. O procurador promoveu, no Rio, uma campanha por elei&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas, limpas. Trabalhou pela cassa&ccedil;&atilde;o dos registros dos fichas-sujas e for&ccedil;ou os partidos a adotarem mais transpar&ecirc;ncia. Ubirajara, que morava nas ruas do Recife, cursou o supletivo em escolas p&uacute;blicas e conseguiu passar em quatro concursos. </p>
<p>Concorriam ao pr&ecirc;mio em outras categorias gente como os m&uacute;sicos Caetano Veloso e Jo&atilde;o Donato, o cineasta Fernando Meirelles, o jornalista Caco Barcelos, o ator Marco Nanini, o estilista de moda Ronaldo Fraga e o publicit&aacute;rio Nizan Guanaes. O resultado final foi divulgado no dia 20 de dezembro.</p>
<p>A hist&oacute;ria de Kcal, que tenta transformar a comunidade violenta do Bode pela for&ccedil;a dos livros, ganhou o Brasil depois de ser contada no JC e reproduzida aqui no blog. &Eacute; uma hist&oacute;ria de esperan&ccedil;a e uma aula a prefeitos, governadores, ministros e presidentes. &Eacute; a prova mais clara de que, quando se quer fazer alguma coisa, basta um pouquinho de vontade. H&aacute; v&aacute;rias maneiras de amenizar o problema da viol&ecirc;ncia. Kcal j&aacute; encontrou a sua e segue tocando este sonho ao seu modo. </p>
<p>No site de O Globo Kcal diz que ficou orgulhoso com o pr&ecirc;mio e diz que quem mais vai ganhar &eacute; a comunidade do Bode.</p>
<p>&quot;De minha parte, continuo do mesmo jeito. Pobre, liso e desempregado.&quot;</p>
<p>Para quem n&atilde;o viu, reproduzo abaixo a mat&eacute;ria publicada no JC em julho deste ano.<br />
</p>
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<p><br />
Entre a mis&eacute;ria e a li&ccedil;&atilde;o dos livros</p>
<p>Jo&atilde;o Valadares</p>
<p>A esperan&ccedil;a de uma comunidade inteira mora, apertada, numa palafita do Bode, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife. L&aacute;, bem na beira do rio, lugar onde a mis&eacute;ria insiste em se equilibrar para sempre, repousam em poucas prateleiras e, tamb&eacute;m no ch&atilde;o, Machado de Assis, Cec&iacute;lia Meireles, Lima Barreto, Manuel Bandeira, Clarice Lispector, entre outros tesouros da literatura. Dif&iacute;cil de acreditar. A pobreza com um Augusto dos Anjos nas m&atilde;os. Quem n&atilde;o tem nada, agora j&aacute; conhece Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes. </p>
<p>E foi assim, sem nada ao redor, s&oacute; com livros, que o auxiliar de &aacute;udio Ricardo Gomes Ferraz, o Kcal Gomes, 34 anos, morador de palafita do Bode, ergueu h&aacute; um ano o que apelidou de sonho comunit&aacute;rio. &Eacute; a Livroteca Guardi&atilde;, ref&uacute;gio das crian&ccedil;as pouco lembradas. Muitas n&atilde;o sabem nem ler. Pegam livros por curiosidade. Passam as p&aacute;ginas para olhar as figuras. Joana, 8 anos, estava com um Manuel Bandeira na m&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o sei ler.&rdquo; O que importa &eacute; crian&ccedil;a tocando nos livros. &ldquo;N&atilde;o tenho nada, mas fa&ccedil;o tudo. Minha irm&atilde; vende crack na comunidade. Eu sou traficante de livros&rdquo;, se autodefine Kcal. </p>
<p>A hist&oacute;ria dele &eacute; um livro. Cheia de frases de efeito. &ldquo;Sou um louco respons&aacute;vel. Eu sou apenas mais um brasileiro. Dividido entre a escola, o sonho e o emprego. Se eu estudar serei um s&aacute;bio com fome. Se eu trabalhar, mais um cidad&atilde;o sem nome&rdquo;, apresenta-se em forma de poema. Nascido na palafita, j&aacute; viu de tudo. Perdeu uns 15 amigos assassinados no Bode. Por muitos anos, usou drogas e colocou um p&eacute; na criminalidade. &ldquo;J&aacute; usei drogas. Agora, s&oacute; uso livro&rdquo;, diverte-se. </p>
<p>Aos 11 anos, leu o primeiro. Eram poemas de Cec&iacute;lia Meireles. Apaixonou-se e n&atilde;o parou mais. Conheceu Lispector e ficou ainda mais viciado nas letras. Um leitor compulsivo. &ldquo;Ele fica lendo oito horas seguidas. Dorme &agrave;s 5h&rdquo;, comenta a mulher, Valqu&iacute;ria de Carvalho, 31. N&atilde;o sabe precisar quantos livros j&aacute; leu. &ldquo;Mais de cem&rdquo;, chuta. Acolhido por uma institui&ccedil;&atilde;o chamada Crian&ccedil;a Urgente, que atende adolescentes no bairro do Pina, enfrentou dificuldades por causa das drogas. &ldquo;Sofreu muito, mas virou exemplo&rdquo;, conta a irm&atilde; da Igreja do Pina Anat&iacute;lica de Souza Viana, respons&aacute;vel pela entidade. </p>
<p>Kcal continuou lendo tudo o que via pela frente e passou a freq&uuml;entar os sebos do recife. Juntava alguns trocados e seguia para o centro da cidade. Algumas vezes teve que voltar caminhando do centro at&eacute; o Bode. O dinheiro da passagem se transformou em um livro de Machado de Assis. &ldquo;Comprei na ponte de ferro. S&oacute; tinha o dinheiro do &ocirc;nibus. Demorei muito para chegar em casa e minha mulher brigou comigo. Mas tudo vale a pena, n&atilde;o &eacute;?&rdquo;, pergunta. </p>
<p>A palafita, onde morava com a mulher e dois filhos, ficou pequena por causa dos livros. &ldquo;Transformei minha casa, numa casa de ler. Aluguei uma por R$ 200 aqui no Bode. Um poeta italiano, amigo meu, manda R$ 100 para ajudar. Trabalho num est&uacute;dio no Pina e a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito complicada. Mas n&atilde;o sou coitado, sou um guerreiro.&rdquo; Mais de 20 crian&ccedil;as passam por l&aacute; todos os dias. Adriana Almeida, 12, j&aacute; leu mais de 20 livros. &ldquo;A gente sempre vem para c&aacute;. Eu at&eacute; j&aacute; sonhei com a hist&oacute;ria que tinha lido&rdquo;, conta. Ao lado, Aline Maria indicava para as amigas o livro A Hist&oacute;ria de Cada Um. &ldquo;&Eacute; sobre o retrato de sua fam&iacute;lia&rdquo;, contou. Quem quiser ajudar pode encaminhar livros para o endere&ccedil;o Rua Eurico Vitr&uacute;vio, 124, Pina. </p>
<p>Para onde se olha, as letras est&atilde;o l&aacute;. Os recados, que saem dos livros, s&atilde;o pintados nas paredes forradas de jornal. &ldquo;N&atilde;o somos pobres, somos roubados&rdquo; &eacute; uma das mensagens. Ao lado, est&aacute; escrito na janela &ldquo;Todos n&oacute;s estamos sentados na lama, mas alguns de n&oacute;s est&atilde;o olhando estrelas.&rdquo; </p>
<p>A supervisora do Programa Educa&ccedil;&atilde;o Para Cidadania do Gabinete de Apoio &agrave;s Organiza&ccedil;&otilde;es Populares (Gajop), Edna Jatob&aacute;, esteve ontem no local. Aproveitou e leu algumas hist&oacute;rias para as crian&ccedil;as. &ldquo;A nossa id&eacute;ia &eacute; que a juventude se re&uacute;na aqui para discutirmos pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de seguran&ccedil;a.&rdquo; Em v&aacute;rios momentos da entrevista, o auxiliar de &aacute;udio parou como se n&atilde;o acreditasse no que estava vendo. Ficou em sil&ecirc;ncio quando foi questionado quantos amigos j&aacute; haviam sido assassinados na comunidade. Algumas crian&ccedil;as ouviram ele recitar o poema Rio Vermelho. O fim tr&aacute;gico ainda &eacute; a hist&oacute;ria mais contada no Bode. </p>
<p>A foto &eacute; de Clemilson Campos/JCImagem</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Mon, 22 Dec 2008 10:58:49 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Mortes no trânsito entram no contador de homicídios?</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=997]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=997'>17.12.2008 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Recebi essa pergunta de alguns leitores por email. Motivada pela repercuss&atilde;o de&nbsp;dois casos recentes: os sete romeiros de Igarassu atropelados quando iam para a Festa de Nossa&nbsp;Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o e o acidente envolvendo uma caminhonete e um Fiat Palio, no &uacute;ltimo fim de semana.</p>
<p>Acredito que essas ocorr&ecirc;ncias devem ser contabilizadas como homic&iacute;dios caso&nbsp;os respons&aacute;veis sejam condenados&nbsp;por homic&iacute;dio doloso. Temos inicialmente um ju&iacute;zo dos investigadores respons&aacute;veis que apontam para homic&iacute;dio doloso, mas n&atilde;o a decis&atilde;o judicial, que pode acabar entendendo o caso como homic&iacute;dio culposo.</p>
<p>Classifica&ccedil;&atilde;o &agrave; parte,&nbsp;o enfrentamento da &nbsp;viol&ecirc;ncia no tr&acirc;nsito &eacute; um dos caminhos&nbsp;pelos quais a maioria dos pa&iacute;ses&nbsp;que reduziu&nbsp;seus &iacute;ndices de criminalidade encontrou para come&ccedil;ar sua mudan&ccedil;a de comportamento. Seguran&ccedil;a tamb&eacute;m passa pelo tr&acirc;nsito.&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 13:14:44 -0200</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>MPPE investiga convênios da Polícia Militar</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=996]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=996'>11.12.2008 - PM</a></b>
				<br><br>
				<strong>Do Di&aacute;rio de Pernambuco</strong><br />
<br />
A Promotoria de Patrim&ocirc;nio P&uacute;blico do Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Pernambuco instaurou procedimento para investigar as den&uacute;ncias envolvendo conv&ecirc;nios celebrados com a Secretaria de Defesa Social (SDS), entre os anos de 2000 e 2006, na gest&atilde;o do governador Jarbas Vasconcelos, onde o efetivo da Pol&iacute;cia Militar teria ficado &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de empresas privadas para fazer seguran&ccedil;a. A promotora Andr&eacute;a Nunes solicitou c&oacute;pias dos documentos mostrados pelo deputado Isaltino Nascimento (PT), atual l&iacute;der da bancada governista, h&aacute; uma semana, durante audi&ecirc;ncia p&uacute;blica sobre seguran&ccedil;a realizada na Assembl&eacute;ia Legislativa. <br />
<br />
Na ocasi&atilde;o, o parlamentar leu v&aacute;rios pareceres da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Todos traziam posi&ccedil;&otilde;es contr&aacute;rias aos conv&ecirc;nios para colocar PMs do 13&ordm; Batalh&atilde;o fazendo policiamento ostensivo na &aacute;rea externa do Shopping Tacaruna, no bairro de Santo Amaro. E tamb&eacute;m contra o deslocamento de policiais da Companhia Independente de Opera&ccedil;&otilde;es Especiais na Caatinga (Ciosac) que faziam escolta a carros-fortes da Preserve Seguran&ccedil;a de Valores. <br />
<br />
A promotora Andr&eacute;a Nunes lembrou que a Lei de Improbidade Administrativa permite que sejam apurados atos de pessoas que j&aacute; sa&iacute;ram da gest&atilde;o. Segundo ela, o objetivo da investiga&ccedil;&atilde;o ser&aacute; verificar se houve danos aos cofres p&uacute;blicos. &quot;Se forem constatadas irregularidades, os respons&aacute;veis ter&atilde;o que devolver ao er&aacute;rio aquilo que causou preju&iacute;zo&quot;, explicou. A promotora comentou, ainda, que os envolvidos poder&atilde;o perder o cargo, serem proibidos de contratar com o poder p&uacute;blico e de receberem incentivos fiscais e credif&iacute;cios, al&eacute;m de terem suspensos os direitos pol&iacute;ticos. &quot;S&oacute; depois de comprovadas as den&uacute;ncias, &eacute; que poderemos entrar com uma a&ccedil;&atilde;o de responsabilidade contra as autoridades e empresas envolvidas&quot;, esclareceu. <br />
<br />
Isaltino Nascimento refor&ccedil;ou, ontem, as cr&iacute;ticas aos conv&ecirc;nios fechados com a Pol&iacute;cia Militar. &quot;&Eacute; inadimiss&iacute;vel que policiais, que est&atilde;o a servi&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o, sejam disponibilizados para fazer seguran&ccedil;a particular&quot;, criticou. Segundo o parecer 29/2000 da Procuradoria Geral do Estado, divulgado pelo deputado, os conv&ecirc;nios afrontavam os princ&iacute;pios da impessoalidade e da legalidade. Uma das cl&aacute;usulas do contrato, entre o Shopping Tacaruna e a PM, por exemplo, previa o pagamento individual de R$ 650, em vales alimenta&ccedil;&atilde;o, a t&iacute;tulo de incentivo ao pessoal empregado. &quot;Ocorre que ao desempenhar o policiamento ostensivo, a PM n&atilde;o pode em virtude de obriga&ccedil;&otilde;es assumidas em conv&ecirc;nio, dispensar especial aten&ccedil;&atilde;o e dar maior &ecirc;nfase &agrave; seguran&ccedil;a da &aacute;rea externa de determinado im&oacute;vel particular&quot;, alegou o procurador Zadig Costa de Oliveira. <br />
<br />
J&aacute; no contrato firmado com a Preserve Seguran&ccedil;a de Valores, a empresa teria fornecido tr&ecirc;s ve&iacute;culos por comodato. Dois dos carros eram utilizados para fazer escolta de carros-fortes nas BRs que cortam o estado e o terceiro ve&iacute;culo fazia rondas na Rua Afonso Pena, na Boa Vista, base da Preserve. <br />
<br />
O procurador geral do estado, Tadeu Alencar, informou que a PGE considerou os conv&ecirc;nios ilegais porque colocou o servi&ccedil;o p&uacute;blico a favor de empresas privadas, sob pena de estar privatizando o policiamento. &quot;A partir do momento em que o funcion&aacute;rio p&uacute;blico recebia seus vencimentos por uma empresa particular, ficou claro que houve um desvio de responsabilidade com o servidor&quot;, argumentou. Segundo Alencar, O PGE pediu o cancelamento de todos os conv&ecirc;nios em janeiro do ano passado. <br />
<br />
Em 22 de janeiro do ano passado, a Ger&ecirc;ncia de Assuntos Jur&iacute;dicos da SDS emitiu parecer condenando tamb&eacute;m a celebra&ccedil;&atilde;o dos contratos. Segundo a gestora de assuntos jur&iacute;dicos, M&aacute;rcia Cavalcanti, na &eacute;poca em que os documentos foram assinados, n&atilde;o houve uma an&aacute;lise por parte da ger&ecirc;ncia. &quot;Entendo ser poss&iacute;vel a doa&ccedil;&atilde;o das viaturas, o empr&eacute;stimo, para uso policial por parte da iniciativa privada, por&eacute;m o que n&atilde;o se pode admitir &eacute; a limita&ccedil;&atilde;o do uso de tais equipamentos&quot;. A assessoria de Jarbas Vasconcelos informou o senador s&oacute; ir&aacute; falar sobre o caso, ap&oacute;s ser acionado judicialmente.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 10:05:32 -0200</pubDate>
			<category>PM</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Timoneiro fantasma X imediato sem poder</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=995]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=995'>05.12.2008 - segurança</a></b>
				<br><br>
				<p>Depois de participar da audi&ecirc;ncia p&uacute;blica sobre o Pacto pela Vida&nbsp;na Assembl&eacute;ia Legislativa nesta&nbsp;quinta-feira,&nbsp;ficou claro para mim que o programa estadual de combate &agrave; viol&ecirc;ncia anda a passos lentos por falta de uma lideran&ccedil;a clara.</p>
<p>Inicialmente, demorou quase seis meses para que o primeiro gestor (o vice-governador Jo&atilde;o Lyra Neto) fosse escolhido. Em seguida, o bast&atilde;o foi passado para o secret&aacute;rio Geraldo J&uacute;lio.</p>
<p>No entanto, &eacute; mais do que &oacute;bvio que quem est&aacute; &agrave; frente do pacto &eacute; o professor Jos&eacute; Luiz Ratton. &Eacute; ele ( e cada vez que acompanho uma apresenta&ccedil;&atilde;o do pacto tenho mais certeza que s&oacute; ele) quem conhece todos os detalhes do plano. S&oacute; que falta ao professor Ratton o status de supersecret&aacute;rio para fazer com que um projeto que engloba v&aacute;rias pastas progrida.</p>
<p>Ou se amplia o poder do professor Ratton ou o gestor atual precisaria estar realmente encabe&ccedil;ando o processo.</p>
<p>Se n&atilde;o for assim, o &quot;bom garoto&quot;, como o&nbsp;secret&aacute;rio Servilho Paiva se referiu ao pacto,&nbsp;ainda vai demorar muito para mostrar a que veio. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 16:19:15 -0200</pubDate>
			<category>segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Eduardo Campos diz que imprensa não contribui no combate à violência</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=994]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=994'>03.12.2008 - violência</a></b>
				<br><br>
				<p>Reproduzo abaixo os principais trechos do discurso do governador Eduardo Campos, durante a inaugura&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;dio da Pol&iacute;cia Civil na Rua da Aurora.</p>
<p><strong>Autoridade&nbsp;Moral</strong></p>
<p>Estamos dando passos consistentes (na Seguran&ccedil;a P&uacute;blica). Primeiro tratar desse assunto com transpar&ecirc;ncia, com profissionalismo. Ningu&eacute;m pode dizer que o nosso governo politizou no mau sentido, a Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. Ningu&eacute;m pode dizer que n&atilde;o tivemos a capacidade de tratar com transpar&ecirc;ncia, tudo o que &eacute; efetivamente referente &agrave; Seguran&ccedil;a P&uacute;blica. Quando muitas pessoas falam de transpar&ecirc;ncia, s&oacute; pode falar de transpar&ecirc;ncia quem praticou transpar&ecirc;ncia. N&atilde;o tem autoridade pol&iacute;tica, nem moral, nem vai ficar sem resposta quem vier cobrar o que n&atilde;o fez. Autoridade tem a popula&ccedil;&atilde;o, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, pra fazer as cobran&ccedil;as que t&ecirc;m que fazer e n&oacute;s temos como homens p&uacute;blicos, como gestores p&uacute;blicos, todos n&oacute;s como qualquer cidad&atilde;o temos que estar dispostos a dar todos os esclarecimentos necesss&aacute;rios sobre todas as quest&otilde;es. </p>
<p><strong>Homic&iacute;dios</strong></p>
<p>E &eacute; importante que se veja que se tem um estado que n&atilde;o tem problema quando conta CVLI (crimes violentos letais intencionais) &nbsp;&eacute; o estado de Pernambuco.&nbsp;&nbsp;Que essa casa (Pol&iacute;cia Civil) articulada com a Pol&iacute;cia Militar, atua com o Condepe, que &eacute; um &oacute;rg&atilde;o conceituado e t&eacute;cnico e atua dando total transpar&ecirc;ncia aos n&uacute;meros duros e dif&iacute;ceis do CVLI, quando j&aacute; houve um tempo em que se escondia esses n&uacute;meros ou n&atilde;o se sabia contar esses n&uacute;meros. Se contava de maneira equivocada que n&atilde;o permitia uma a&ccedil;&atilde;o articulada e inteligente para resolv&ecirc;-los. Essa &eacute; uma verdade absoluta que demonstra nossa inten&ccedil;&atilde;o de construir com a sociedade um caminho.</p>
<p><strong>Imprensa</strong></p>
<p>O caminho da seguran&ccedil;a anda. Com o esfor&ccedil;o de todos aqueles que queiram ajudar. Com a sua cr&iacute;tica, com o seu apoio, com a sua sugest&atilde;o. Como foi bem dito aqui, Pacto n&atilde;o &eacute; uma coisa que envolve s&oacute; um lado. Pacto envolve todos. N&oacute;s estamos com a consci&ecirc;ncia tranquila que estamos dando a nossa contribui&ccedil;&atilde;o. Vamos procurar melhorar no que for poss&iacute;vel. Mas tem muita gente que precisa dar sua contribui&ccedil;&atilde;o. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o precisam contribuir e n&atilde;o t&ecirc;m contribu&iacute;do como poderiam. E olhe que eu tenho uma hist&oacute;ria de vida de defesa das liberdades, defesa da democracia, defesa da liberdade de express&atilde;o do qual a minha fam&iacute;lia foi v&iacute;tima e n&oacute;s estamos precisando ter esse debate e eu estou procurando ter aqui e fora daqui com o Brasil. </p>
<p><strong>Elite pernambucana</strong></p>
<p>Esse &eacute; um processo. Esse processo da quest&atilde;o da seguran&ccedil;a virar pol&iacute;tica p&uacute;blica, que o pa&iacute;s convive h&aacute; duas d&eacute;cadas. E convive por qu&ecirc;? Porque o modelo de desenvolvimento a que foi submetido o pa&iacute;s jogou muita gente na desiguladade e na mis&eacute;ria. Tem uma conversa que a elite de Pernambuco precisa ouvir e as vezes fica ouvindo de cara feia, mas eu digo de maneira muito educada. Vivemos na capital mais desigual do pa&iacute;s. Um milh&atilde;o e 600 mil habitantes e um milh&atilde;o de pobres. E tem muita gente que reclama de seguran&ccedil;a, mas que olha com uma indiferen&ccedil;a enorme pra fome e pra mis&eacute;ria pro descaminho de muita seguran&ccedil;a de muita m&atilde;e que segura quatro cinco filhos e nunca teve direito a um gesto cidad&atilde;o para minorar isso. Pol&iacute;ciais que est&atilde;o aqui sabem e conhecem como poucos servidores p&uacute;blicos nessa nossa periferia. At&eacute; porque, quando encolheram o Estado, praticamente so sobrou a pol&iacute;icia nessas &aacute;reas da cidade. Faltava escola, sa&uacute;de, qualifica&ccedil;&atilde;o, era s&oacute; a pol&iacute;cia como &uacute;nica refer&ecirc;ncia p&uacute;blica nessas comunidadas. &Eacute; uma realidade que d&oacute;i nos ouvidos, mas precisa ser dita porque n&atilde;o se constr&oacute;i uma rela&ccedil;&atilde;o madura em cima de mentira, nem de conveni&ecirc;ncias. </p>
<p><strong>Romero Meneses</strong></p>
<p>Compreendemos companheiros que quando um policial erra, ele &eacute; exposto na sua categoria a toda a sanha do preconceito, muitas vezes. &Agrave;s vezes aos julgamentos precipitados e sum&aacute;rios, contrariando a democracia, a constitui&ccedil;&atilde;o, onde todos tem o direito de defesa. E coisa dif&iacute;cil &eacute; voc&ecirc; ser julgado sumariamente &eacute; voc&ecirc; ter a consciencia de que voc&ecirc; n&atilde;o cometeu nenhuma sorte de erro. &Eacute; voc&ecirc; n&atilde;o ter o direito das pessoas lhe ouvirem, &eacute; voc&ecirc; estar sendo fuzilado por um julgamento precipitado. Essa &eacute; uma das coisas que mais d&oacute;i na vida de um ser humano. Eu sei o que &eacute; isso. A gente v&ecirc; logo o julgamento. Agora quando um policial dobra dois ou tr&ecirc;s noites, salva uma vida ou v&aacute;rias vidas. Dificlmente aparece algu&eacute;m pra dar uma palavra de incentivo.</p>
<p><strong>Exemplo</strong></p>
<p>Pra voc&ecirc;s verem como &eacute; dif&iacute;cil que se reconhe&ccedil;a isso. Ontem, eu e o presidente Lula participamos de uma cerim&ocirc;nia do Unicef que premiou mais de 200 prefeituras. Entre os premiados, estava a prefeita de Salgueiro Cleusa Pereira (PSB). Quando ela assumiu, Salgueiro tinha 180 mortes de crian&ccedil;as para cada 1000 nascidas vivas. Um neg&oacute;cio completamente absurdo quando na Europa &eacute; de 5,6,7. Agora ela vai deixar o cargo com um &iacute;ndice de 18. Eu disse l&aacute; na frente do presidente quando aparece um prefeito fazendo uma corrup&ccedil;&atilde;o, se apropriando do dinheiro p&uacute;blico. Num instante aparece da maneira mais ampla poss&iacute;vel a divulga&ccedil;&atilde;o. mas aqueles que estavam ali. De todos os partidos que est&atilde;o salvando vidas em todo o semi-&aacute;rido n&atilde;o receberam nada. </p>
<p><strong>De novo imprensa</strong></p>
<p>Hoje na Argentina um dos programas mais assistidos &eacute; um que mostra os bons resultados da pol&iacute;cia. Ou seja, &eacute; preciso compreender que cultura de paz se faz tamb&eacute;m com os meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Se os meios de comunica&ccedil;&atilde;o usam um largo espa&ccedil;o simplesmente para colocar quase um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es que &eacute; desprovida muitas vezes de valorizar a Paz e a media&ccedil;&atilde;o de conflitos, entre a manchete e o conceitual eu fico com a manchete, a gente n&atilde;o est&aacute; tendo o cumprimento do pacto pelo lado daqueles que tem um enorme papel e que pode efetivamente nos ajudar. Quero dizer isso e posso dizer de forma muito tranquila e democratica porque nunca reclamei do que a imprensa falou de mim em qualquer epoca da minha vida. Nunca. Nunca me esquivei de dar qualquer esclarecimento&nbsp;&agrave; imprensa e a imprensa precisa ter respeito &aacute; opini&atilde;o p&uacute;blica e capacidade de ouvir sobretudo de quem tem coragem de dizer que ningu&eacute;m aqui &eacute; dono da verdade. Nem os pol&iacute;ticos, nem o governo, nem a pol&iacute;cia civil, nem a imprensa. A verdade nos consttruimos juntos.</p>
<p><strong>Pol&iacute;cia privatizada</strong></p>
<p>Estamos aqui priorizando um caminho que valoriza a vida, a intelig&ecirc;ncia, &eacute; um caminho que tem a coragem de desbaratar exatamente verdadeiras quadrilhas que n&oacute;s t&iacute;nhamos assassinando nas periferias &eacute; o caminho da profissionaliza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;cias, n&atilde;o &eacute; o caminho de privatizar as pol&iacute;cias como n&oacute;s assistimos por muitos anos, no Brasil afora, a pol&iacute;cia entregue a meia d&uacute;zia de poderosos, mas a pol&iacute;cia ser entregue &agrave; sociedade. O policial ser servidor com carreira, que serve n&atilde;o ao Governo, mas ao estado e romper essas coisas sem ter os elogios que voc&ecirc;s reclamam, sem ter o reconhecimento e voc&ecirc;s sabem que isso &eacute; casa de marimbondo pra gente mexer com isso tem que ter hist&oacute;ria, ter que ter for&ccedil;a no povo, tem que ter capacidade pol&iacute;tica, tem que ter crit&eacute;rio e n&atilde;o s&oacute; fizemos essas mudan&ccedil;as. Fizemos juntos e vamos fazer&nbsp;outras at&eacute; porque se fosse pra continuar tudo do jeito que estava n&atilde;o era pra ser eu o governador.</p>
<p><strong>Modelo</strong></p>
<p>Vai sair daqui de Pernambuco, como j&aacute; saiu tanta coisa boa desse estado, num momento t&atilde;o extraordin&aacute;rio, um modelo que o Brasil vai copiar como fazer e vai aprender com os policiais de pol&iacute;cia de nosso estado como fazer a vit&oacute;ria da paz sobre aqueles que querem a inseguran&ccedil;a. Pra isso o papel de cada um &eacute; fundamental para que a gente tenha esse conjunto de vit&oacute;rias. Ontem eu falei uma frase de S&atilde;o Francisco de Assis que &eacute; muito bonita. Ele diz que a gente come&ccedil;a fazendo o necess&aacute;rio, daqui a pouco estamos fazendo o poss&iacute;vel e de repente a gente faz o imposs&iacute;vel. Acho que a gente j&aacute; fez o necess&aacute;rio, estamos fazendo o poss&iacute;vel e n&oacute;s juntos vamos fazer o que aos olhos dos desanimados e dos que querem infelizmente torcer contra, n&oacute;s vamos fazer o imposs&iacute;vel juntos.</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 21:58:34 -0200</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Lula chega ao Recife para transformar Santo Amaro em Território de Paz</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=993]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=993'>02.12.2008 - violência,crime,segurança</a></b>
				<br><br>
				<p><strong>Por Wagner Sarmento, do Jornal do Commercio</strong><br />
</p>
<p>Santo Amaro, &aacute;rea central do Recife, ser&aacute; o primeiro bairro no Brasil a se transformar em Territ&oacute;rio de Paz. O lan&ccedil;amento ocorre ao meio-dia de hoje, no Campo do Onze, com a presen&ccedil;a do presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva e do ministro da Justi&ccedil;a, Tarso Genro. A a&ccedil;&atilde;o, que faz parte do Programa Nacional de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica com Cidadania (Pronasci), consiste na implementa&ccedil;&atilde;o de 29 projetos simult&acirc;neos de enfrentamento &agrave; viol&ecirc;ncia e a&ccedil;&otilde;es sociais na regi&atilde;o. Na quinta-feira (4), o Territ&oacute;rio de Paz chegar&aacute; ao Complexo do Alem&atilde;o, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O evento de hoje contar&aacute; com a presen&ccedil;a de 400 jovens de Santo Amaro inseridos no Projeto de Prote&ccedil;&atilde;o de Jovens em Territ&oacute;rio Vulner&aacute;vel (Protejo), voltado para um p&uacute;blico de 15 a 24 anos, entre moradores de rua, v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica ou urbana e adolescentes em conflito com a lei. Eles far&atilde;o curso de forma&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, com dura&ccedil;&atilde;o de 800 horas divididas em 12 meses, e receber&atilde;o bolsa mensal de R$ 100. At&eacute; o final do pr&oacute;ximo ano, ser&atilde;o investidos R$ 7,4 milh&otilde;es no Protejo, com 2.800 jovens contemplados na cidade.</p>
<p>O policiamento comunit&aacute;rio tamb&eacute;m ser&aacute; desenvolvido no bairro. Inicialmente, 12 policiais militares formados na Rede Nacional de Altos Estudos em Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (Renaesp) atuar&atilde;o no novo posto a ser instalado em Santo Amaro. Os PMs funcionar&atilde;o como agentes multiplicadores. &ldquo;O policial manter&aacute; uma nova rela&ccedil;&atilde;o com a comunidade, baseada na confian&ccedil;a&rdquo;, prometeu o secret&aacute;rio-executivo do Pronasci, Ronaldo Teixeira. O programa j&aacute; capacitou 15 mil policiais em todo o Pa&iacute;s.</p>
<p>Outro projeto de destaque &eacute; o Mulheres da Paz, que investe R$ 1,4 milh&atilde;o na sele&ccedil;&atilde;o de 1.100 lideran&ccedil;as femininas pernambucanas, das quais 90 de Santo Amaro. Elas ser&atilde;o capacitadas para prevenir conflitos locais e afastar os jovens da criminalidade. As mulheres receber&atilde;o incentivo de R$ 190 por m&ecirc;s. &ldquo;Haver&aacute; a chegada de um conjunto de projetos. N&atilde;o queremos pecar pelo deslocamento do crime, resolvendo em um local e criando em outro. O Pronasci chega para ficar e ser&aacute; ampliado para outras &aacute;reas&rdquo;, frisou. O secret&aacute;rio-executivo ressaltou que a escolha de Pernambuco para o lan&ccedil;amento do Territ&oacute;rio de Paz n&atilde;o teve motiva&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Segundo ele, a decis&atilde;o ocorreu pelo fato de o Estado ter se antecipado no envio de projetos.</p>
<p>Este ano, o Pronasci est&aacute; investindo em Pernambuco mais de R$ 77 milh&otilde;es. O valor inicial era de R$ 70 milh&otilde;es, mas novos recursos foram liberados para aquisi&ccedil;&atilde;o de um helic&oacute;ptero. Teixeira adiantou que o Estado ter&aacute; no m&iacute;nimo a mesma quantia garantida para 2009. Al&eacute;m do Recife, o programa desenvolve projetos em Olinda, Jaboat&atilde;o dos Guararapes, Paulista e Cabo de Santo Agostinho.</p>
<p>O Pronasci est&aacute; presente em 18 Estados, sendo 15 regi&otilde;es metropolitanas e 84 munic&iacute;pios. O or&ccedil;amento assegurado at&eacute; 2012 &eacute; de R$ 6,7 bilh&otilde;es. Ao todo, s&atilde;o 94 projetos. Novas propostas ser&atilde;o aceitas a partir de mar&ccedil;o do ano que vem. Atualmente, a taxa nacional de homic&iacute;dios &eacute; de 32 para cada 100 mil habitantes. A meta, informou Teixeira, &eacute; reduzir em um ter&ccedil;o esse &iacute;ndice nos pr&oacute;ximos quatro anos. </p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 11:30:47 -0200</pubDate>
			<category>violência,crime,segurança</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>O "traficante de livros" do Bode é finalista de prêmio nacional</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=992]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=992'>29.11.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Lembram de Ricardo Gomes Ferraz, o traficante de livros da comunidade do Bode, no Pina, na Zona Sul do Recife, que ergueu h&aacute; um ano a Livroteca Guardi&atilde; na palafita onde morava? Pois bem. Ele &eacute; um dos tr&ecirc;s indicados na categoria Pa&iacute;s do Pr&ecirc;mio Faz Diferen&ccedil;a, concedido todos os anos pelo jornal carioca O Globo a pessoas que tentam, de alguma maneira, construir um Brasil melhor. O an&uacute;ncio dos finalistas nas 15 categorias ocorreu sexta-feira, no Rio de Janeiro.&nbsp; Kcal, como &eacute; mais conhecido,&nbsp;concorre com o procurador regional eleitoral Rog&eacute;rio Nascimento e com o ex-morador de rua Ubirajara Gomes da Silva. O procurador promoveu, no Rio, uma campanha por elei&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas, limpas. Trabalhou pela cassa&ccedil;&atilde;o dos registros dos fichas-sujas e for&ccedil;ou os partidos a adotarem mais transpar&ecirc;ncia. Ubirajara, que morava nas ruas do Recife, cursou o supletivo em escolas p&uacute;blicas e conseguiu passar em quatro concursos. </p>
<p>O homem pobre do Bode, que separa parte do sal&aacute;rio m&iacute;nimo que recebe para comprar livros nos sebos do Recife, &eacute; um dos indicados ao lado de gente gra&uacute;da como os m&uacute;sicos Caetano Veloso e Jo&atilde;o Donato, o cineasta Fernando Meirelles, o jornalista Caco Barcelos, o ator Marco Nanini, o estilista de moda Ronaldo Fraga e o publicit&aacute;rio Nizan Guanaes. O resultado ser&aacute; divulgado no dia 20 de dezembro.</p>
<p>A hist&oacute;ria de Kcal, que tenta transformar a comunidade violenta do Bode pela for&ccedil;a dos livros, foi contada no JC e reproduzida aqui no blog. Para quem n&atilde;o viu, reproduzo a mat&eacute;ria assinada por mim na edi&ccedil;&atilde;o do dia 16 de julho deste ano. &Eacute; uma hist&oacute;ria de esperan&ccedil;a e uma aula a prefeitos, governadores, ministros e presidentes. &Eacute; a prova mais clara de que, quando se quer fazer alguma coisa, basta um pouquinho de vontade. H&aacute; v&aacute;rias maneiras de amenizar o problema da viol&ecirc;ncia. Kcal j&aacute; encontrou a sua e segue tocando este sonho ao seu modo.</p>
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<p><br />
Entre a mis&eacute;ria e a li&ccedil;&atilde;o dos livros</p>
<p>Jo&atilde;o Valadares</p>
<p>A esperan&ccedil;a de uma comunidade inteira mora, apertada, numa palafita do Bode, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife. L&aacute;, bem na beira do rio, lugar onde a mis&eacute;ria insiste em se equilibrar para sempre, repousam em poucas prateleiras e, tamb&eacute;m no ch&atilde;o, Machado de Assis, Cec&iacute;lia Meireles, Lima Barreto, Manuel Bandeira, Clarice Lispector, entre outros tesouros da literatura. Dif&iacute;cil de acreditar. A pobreza com um Augusto dos Anjos nas m&atilde;os. Quem n&atilde;o tem nada, agora j&aacute; conhece Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes. </p>
<p>E foi assim, sem nada ao redor, s&oacute; com livros, que o auxiliar de &aacute;udio Ricardo Gomes Ferraz, o Kcal Gomes, 34 anos, morador de palafita do Bode, ergueu h&aacute; um ano o que apelidou de sonho comunit&aacute;rio. &Eacute; a Livroteca Guardi&atilde;, ref&uacute;gio das crian&ccedil;as pouco lembradas. Muitas n&atilde;o sabem nem ler. Pegam livros por curiosidade. Passam as p&aacute;ginas para olhar as figuras. Joana, 8 anos, estava com um Manuel Bandeira na m&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o sei ler.&rdquo; O que importa &eacute; crian&ccedil;a tocando nos livros. &ldquo;N&atilde;o tenho nada, mas fa&ccedil;o tudo. Minha irm&atilde; vende crack na comunidade. Eu sou traficante de livros&rdquo;, se autodefine Kcal. </p>
<p>A hist&oacute;ria dele &eacute; um livro. Cheia de frases de efeito. &ldquo;Sou um louco respons&aacute;vel. Eu sou apenas mais um brasileiro. Dividido entre a escola, o sonho e o emprego. Se eu estudar serei um s&aacute;bio com fome. Se eu trabalhar, mais um cidad&atilde;o sem nome&rdquo;, apresenta-se em forma de poema. Nascido na palafita, j&aacute; viu de tudo. Perdeu uns 15 amigos assassinados no Bode. Por muitos anos, usou drogas e colocou um p&eacute; na criminalidade. &ldquo;J&aacute; usei drogas. Agora, s&oacute; uso livro&rdquo;, diverte-se. </p>
<p>Aos 11 anos, leu o primeiro. Eram poemas de Cec&iacute;lia Meireles. Apaixonou-se e n&atilde;o parou mais. Conheceu Lispector e ficou ainda mais viciado nas letras. Um leitor compulsivo. &ldquo;Ele fica lendo oito horas seguidas. Dorme &agrave;s 5h&rdquo;, comenta a mulher, Valqu&iacute;ria de Carvalho, 31. N&atilde;o sabe precisar quantos livros j&aacute; leu. &ldquo;Mais de cem&rdquo;, chuta. Acolhido por uma institui&ccedil;&atilde;o chamada Crian&ccedil;a Urgente, que atende adolescentes no bairro do Pina, enfrentou dificuldades por causa das drogas. &ldquo;Sofreu muito, mas virou exemplo&rdquo;, conta a irm&atilde; da Igreja do Pina Anat&iacute;lica de Souza Viana, respons&aacute;vel pela entidade. </p>
<p>Kcal continuou lendo tudo o que via pela frente e passou a freq&uuml;entar os sebos do recife. Juntava alguns trocados e seguia para o centro da cidade. Algumas vezes teve que voltar caminhando do centro at&eacute; o Bode. O dinheiro da passagem se transformou em um livro de Machado de Assis. &ldquo;Comprei na ponte de ferro. S&oacute; tinha o dinheiro do &ocirc;nibus. Demorei muito para chegar em casa e minha mulher brigou comigo. Mas tudo vale a pena, n&atilde;o &eacute;?&rdquo;, pergunta. </p>
<p>A palafita, onde morava com a mulher e dois filhos, ficou pequena por causa dos livros. &ldquo;Transformei minha casa, numa casa de ler. Aluguei uma por R$ 200 aqui no Bode. Um poeta italiano, amigo meu, manda R$ 100 para ajudar. Trabalho num est&uacute;dio no Pina e a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito complicada. Mas n&atilde;o sou coitado, sou um guerreiro.&rdquo; Mais de 20 crian&ccedil;as passam por l&aacute; todos os dias. Adriana Almeida, 12, j&aacute; leu mais de 20 livros. &ldquo;A gente sempre vem para c&aacute;. Eu at&eacute; j&aacute; sonhei com a hist&oacute;ria que tinha lido&rdquo;, conta. Ao lado, Aline Maria indicava para as amigas o livro A Hist&oacute;ria de Cada Um. &ldquo;&Eacute; sobre o retrato de sua fam&iacute;lia&rdquo;, contou. Quem quiser ajudar pode encaminhar livros para o endere&ccedil;o Rua Eurico Vitr&uacute;vio, 124, Pina. </p>
<p>Para onde se olha, as letras est&atilde;o l&aacute;. Os recados, que saem dos livros, s&atilde;o pintados nas paredes forradas de jornal. &ldquo;N&atilde;o somos pobres, somos roubados&rdquo; &eacute; uma das mensagens. Ao lado, est&aacute; escrito na janela &ldquo;Todos n&oacute;s estamos sentados na lama, mas alguns de n&oacute;s est&atilde;o olhando estrelas.&rdquo; </p>
<p>A supervisora do Programa Educa&ccedil;&atilde;o Para Cidadania do Gabinete de Apoio &agrave;s Organiza&ccedil;&otilde;es Populares (Gajop), Edna Jatob&aacute;, esteve ontem no local. Aproveitou e leu algumas hist&oacute;rias para as crian&ccedil;as. &ldquo;A nossa id&eacute;ia &eacute; que a juventude se re&uacute;na aqui para discutirmos pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de seguran&ccedil;a.&rdquo; Em v&aacute;rios momentos da entrevista, o auxiliar de &aacute;udio parou como se n&atilde;o acreditasse no que estava vendo. Ficou em sil&ecirc;ncio quando foi questionado quantos amigos j&aacute; haviam sido assassinados na comunidade. Algumas crian&ccedil;as ouviram ele recitar o poema Rio Vermelho. O fim tr&aacute;gico ainda &eacute; a hist&oacute;ria mais contada no Bode. </p>
<p>A foto &eacute; de Clemilson Camps/JCImagem</p>
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 16:30:32 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Brasil é o quinto na morte de jovens</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=991]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=991'>26.11.2008 - violência,crime,homicídios</a></b>
				<br><br>
				<strong>Do Jornal do Commercio de hoje (26/11)<br />
</strong><br />
BRAS&Iacute;LIA &ndash; O Brasil &eacute; o oitavo pa&iacute;s do mundo em mortes violentas, com uma taxa de 49,1 &oacute;bitos por 100 mil, segundo dados de 2005. Comparado a outros 82 pa&iacute;ses, o Brasil &eacute; o quinto com a maior propor&ccedil;&atilde;o de jovens (de 15 a 24 anos) mortos de forma violenta, uma taxa de 79,6 por 100 mil. Os n&uacute;meros fazem parte do relat&oacute;rio Mapa da viol&ecirc;ncia: os jovens da Am&eacute;rica Latina, da Rede de Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica Latino-Americana (Ritla), divulgado ontem em parceria com o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a e o Instituto Sangari. As mortes violentas somam as ocorr&ecirc;ncias de homic&iacute;dios, suic&iacute;dios e acidentes de tr&acirc;nsito.
<p>Os pa&iacute;ses com piores taxas de homic&iacute;dio juvenil s&atilde;o El Salvador, com 92,3 mortos em 100 mil, Col&ocirc;mbia, com 73,4, Venezuela, 64,2, Guatemala, 55,4, e Brasil, onde 51,6 adolescentes de cada 100 mil s&atilde;o assassinados. O Brasil &eacute; o terceiro pa&iacute;s do mundo em &iacute;ndice de vitimiza&ccedil;&atilde;o juvenil no quesito homic&iacute;dios: a taxa de jovens mortos por assassinato &eacute; 170% maior do que a de brasileiros com menos de 15 e mais de 24 anos. Segundo o estudo, a desigualdade de renda explica 63,5% das mortes de brasileiros jovens. Para o conjunto da popula&ccedil;&atilde;o, a concentra&ccedil;&atilde;o de renda explica 59,7% das taxas de homic&iacute;dio. </p>
<p>&ldquo;O jovem est&aacute; mais exclu&iacute;do dos empregos. &Eacute; o grupo que mais sofre mortes violentas no Brasil&rdquo;, diz Jorge Werthein, diretor-executivo da Ritla. Na Am&eacute;rica Latina, um jovem tem 30 vezes mais chance de morrer assassinado do que um jovem europeu. A taxa de mortalidade violenta entre eles na Am&eacute;rica Latina &eacute; de 43,4 por 100 mil. Nas demais faixas et&aacute;rias, de 20,8 por 100 mil. </p>
<p>Na Europa, 7,9 em 100 mil, a mais baixa do planeta. &ldquo;Mais do que a pobreza absoluta ou generalizada &eacute; a pobreza dentro da riqueza, s&atilde;o os contrastes entre ambas, com sua seq&uuml;ela de maximiza&ccedil;&atilde;o e visibilidade das diferen&ccedil;as, a que teria maior poder de determina&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de homic&iacute;dio de um pa&iacute;s&rdquo;, diz o relat&oacute;rio. </p>
<p>&ldquo;A Am&eacute;rica Latina &eacute; a regi&atilde;o mais desigual do mundo. A exclus&atilde;o social &eacute; um forte indicativo, n&atilde;o o &uacute;nico, mas se observa correla&ccedil;&atilde;o clara entre exclus&atilde;o e viol&ecirc;ncia&rdquo;, diz Werthein. </p>
<p>&ldquo;&Eacute; a injusti&ccedil;a social que explica esse drama juvenil que est&aacute; virando a Am&eacute;rica Latina. Nos pa&iacute;ses de baixa concentra&ccedil;&atilde;o de renda morrem mais n&atilde;o-jovens&rdquo;, observa Julio Jacobo Waiselfisz, autor do estudo. </p>
<p>Para a Ritla, a redu&ccedil;&atilde;o de homic&iacute;dios no Brasil a partir de 2003 coincide com a campanha do desarmamento. De 2003 a 2004, h&aacute; queda de 5,5% nos &oacute;bitos com armas de fogo. Em 2005, 1,2% a menos, com rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior, e em 2006, 1,8%. </p>
<p>Werthein diz que deve haver campanhas permanentes, principalmente nas escolas e citou programas de sucesso no Rio, como AfroReggae, Viva Rio, Comit&ecirc; de Democratiza&ccedil;&atilde;o da Informa&ccedil;&atilde;o. A Ritla usou dados oficiais mais recentes de cada pa&iacute;s, enviados &agrave; Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS). Os dados brasileiros s&atilde;o de 2005. </p>

				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 12:27:00 -0200</pubDate>
			<category>violência,crime,homicídios</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Rua Sofrimento</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=990]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=990'>21.11.2008 - </a></b>
				<br><br>
				Esta &eacute; Auristela Francisca de Lima, 72 anos. Moradora da Rua Mauro Mendes, na Muribeca, Jaboat&atilde;o dos Guararapes. Teve cinco filhos. S&oacute; restam dois. Ela levanta-se e mostra a fotografia dos mortos, que estavam empilhadas num canto. &quot;&Eacute; uma amargura sem fim. Vivo porque &eacute; o jeito.&quot;&nbsp; Na casa ao lado, mora Quit&eacute;ria Maria da Concei&ccedil;&atilde;o, 79 anos. Viu quatro filhos assassinados. O &uacute;ltimo, Gildo Carlos de Fran&ccedil;a, 34, morreu h&aacute; dois meses. Ela n&atilde;o saiu de casa para olhar o corpo. Tamb&eacute;m n&atilde;o foi ao enterro. &quot;N&atilde;o tenho for&ccedil;a.&quot; Foi a &uacute;nica frase que disse durante toda a entrevista. Na casa da frente, mora Djanira Maria de Barros Lima, 66. Apenas confirmou o assassinato de tr&ecirc;s filhos. Preferiu o sil&ecirc;ncio.<br />
<br />
A foto &eacute; de Marcos Michael/JCimagem.
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 16:10:39 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Desabafo</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=989]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=989'>21.11.2008 - </a></b>
				<br><br>
				N&atilde;o, Rodrigo n&atilde;o pensa diferente de Jo&atilde;o. Pelo menos no que se refere &agrave; indiferen&ccedil;a cotidiana com que n&oacute;s, classe m&eacute;dia, tratamos a periferia. N&atilde;o tenho procura&ccedil;&atilde;o para falar por ningu&eacute;m, mas acredito que, da mesma forma, Eduardo Machado e Carlos Eduardo Santos compartilham das provocantes palavras anteriormente escritas por Jo&atilde;o Valadares.
<p class="MsoNormal">Algu&eacute;m me tachou preconceituoso por ter postado a not&iacute;cia do arrast&atilde;o no Rosarinho. Esquece que o blog se prop&otilde;e a discutir seguran&ccedil;a p&uacute;blica em todos os seus aspectos. A not&iacute;cia da a&ccedil;&atilde;o criminosa em um bairro nobre da cidade foi apenas mais uma entre tantas outras publicadas ao longo deste um ano e meio de exist&ecirc;ncia do <strong style="mso-bidi-font-weight: normal">PEbodycount</strong>.</p>
<p class="MsoNormal">A prop&oacute;sito, amigo, caso reflita um pouco, perceber&aacute; que a maioria das nossas postagens aborda, justamente, a viol&ecirc;ncia nas classes menos favorecidas. Ali&aacute;s, h&aacute; quem nos classifique de hip&oacute;critas. Repito, nos manteremos firmes no prop&oacute;sito de discutir a criminalidade, independentemente, de onde ou de quem ela atinja.</p>
<p class="MsoNormal">Publiquei a not&iacute;cia do inusitado arrast&atilde;o n&atilde;o por ter ocorrido em um bairro nobre, mas por acreditar que se inseria perfeitamente em nossa proposta de debate. Assim como s&atilde;o extremamente pertinentes as observa&ccedil;&otilde;es expostas por Jo&atilde;o, no texto &ldquo;Provoca&ccedil;&atilde;o&rdquo;. N&atilde;o h&aacute; conflito de pensamentos e, mesmo que existisse, consideraria saud&aacute;vel a pluralidade de id&eacute;ias.</p>
<p class="MsoNormal">Ratifico cada palavra postada por Valadares. Como ele sabiamente exp&ocirc;s, &ldquo;n&atilde;o defendo uma guerra entre os que t&ecirc;m muito e os que n&atilde;o t&ecirc;m nada&rdquo;. O fato de discutir a viol&ecirc;ncia em um bairro abastado n&atilde;o anula a minha revolta e rep&uacute;dio &agrave; criminalidade que vitima diariamente a esquecida periferia. A rec&iacute;proca tamb&eacute;m &eacute; verdadeira.</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 13:19:16 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Provocação</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=988]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=988'>20.11.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Sempre ela. Nossa querida classe m&eacute;dia, na qual me incluo. Apertou, gritamos. Bateu no nosso vidro, esquecemos a nossa&nbsp;passividade quase bovina&nbsp;e bradamos aos&nbsp;quatro cantos o absurdo que &eacute; viver no Recife. &quot;N&atilde;o temos policiamento, n&atilde;o temos nada aqui. N&atilde;o podemos sair de casa. Cad&ecirc; o Pacto pela Vida?&quot;&nbsp;Tocou em mim, eu grito. Chegou aqui no Espinheiro, Aflitos, Casa Forte, Rosarinho,&nbsp;eu grito.&nbsp;</p>
<p>Mas, no meu humilde olhar de integrante desta casta recifense, acredito que&nbsp;s&oacute; vamos come&ccedil;ar a mudar o problema da viol&ecirc;ncia quando conseguimos chorar a morte de quem sequer existe.&nbsp;Daqueles que morrem escondidos na periferia da nossa cidade, que n&atilde;o ganham nem nota de p&eacute; de p&aacute;gina nos jornais quando recebem dois tiros na cabe&ccedil;a. E n&atilde;o s&atilde;o poucos. Precisamos nos importar tamb&eacute;m&nbsp;com o que acontece nos Coelhos, Ibura, Coque, Iputinga e tantos outros lugares situados na sombra da vergonha. </p>
<p>Precisamos sentir a dor de In&ecirc;s Maria da Silva, 69 anos, moradora do Coque, que teve cinco filhos, um neto e um sobrinho&nbsp;assassinados em circunst&acirc;ncias diferentes. Todos no Coque.&nbsp;Vez por outra, os assassinos passam na rua de sua casa e&nbsp;sopram um bom dia.&nbsp;&Eacute; um bom exerc&iacute;cio tentarmos cobrar por algo que nos parece distante. Cobrar&nbsp;a&ccedil;&otilde;es por algo que parece n&atilde;o nos atingir. Mostramos isso todos os dias. Quando a gente n&atilde;o apenas se importar com a morte no sinal de Boa Viagem ou Casa Forte, a&iacute; sim, acho que vamos come&ccedil;ar a iniciar a grande mudan&ccedil;a.&nbsp; N&atilde;o precisamos recorrer a dores cariocas ou paulistas. Temos em Pernambuco uma dor imensa. &Eacute; preciso sentir.</p>
<p>Que fique claro.&nbsp;N&atilde;o estou defendendo uma guerra entre os que t&ecirc;m muito e os que n&atilde;o t&ecirc;m nada. Ou&nbsp;defendendo que tranquem ruas,&nbsp;em qualquer que seja o bairro,&nbsp;e roubem moradores. N&atilde;o &eacute; isso.&nbsp;Muito pelo contr&aacute;rio. Digo apenas que o&nbsp;Recife precisa se conhecer.&nbsp;Precisa se incomodar com a hist&oacute;ria de M&aacute;rcia Maria Gomes, uma mulher pobre de 47 anos, moradora do Ibura. Todos os dias vai ao IML revirar as pernas dos mortos&nbsp; para&nbsp;tentar encontrar o corpo do filho. Mais de tr&ecirc;s meses e nada. Nada de investiga&ccedil;&atilde;o. E ela continua l&aacute;, sozinha, fazendo o que o governo n&atilde;o faz. Mas ningu&eacute;m sabe. E ningu&eacute;m se importa. </p>
<p>Escrevo para dizer que apenas&nbsp;acho estranho uma gritaria generalizada quando ladr&otilde;es roubam celulares e carteiras&nbsp;de um de n&oacute;s&nbsp;e o nosso&nbsp;sil&ecirc;ncio profundo todos os dias depois de 8, 9, 10 assassinatos no Estado. Numa rua do Rosarinho,&nbsp;oito carros foram assaltados. Manchetes de jornal, not&iacute;cia em tudo quanto &eacute; canto. Saibam voc&ecirc;s, que na Rua&nbsp;Mauro Mendes, em Muribeca-Rua, Jaboat&atilde;o dos Guararapes, tr&ecirc;s m&atilde;es, vizinhas, perderam dez filhos. Todos assassinados. Ningu&eacute;m sabe. E, no Recife, s&oacute; se escuta o grito dos celulares e das carteiras roubados nos nossos bairros. <br />
</p>
<p>Esta &eacute; a diferen&ccedil;a. <br />
</p>
<p>In&ecirc;s Maria da Silva &eacute; esta da foto.&nbsp;Foi clicada por Marcos Michael/JCImagem.<br clear="all" />
<br />
</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 13:18:39 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Encurralados pela violência, literalmente</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=987]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=987'>18.11.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Reproduzimos, aqui, mat&eacute;ria que o nosso rep&oacute;rter&nbsp;<strong>Diogo Menezes</strong> escreveu para o Jornal do Commercio. O texto mostra que artimanhas de bandidos v&ecirc;m driblando o pouco policiamento nas ruas&nbsp;e aterrorizando a popula&ccedil;&atilde;o. Cada um que tire suas conclus&otilde;es...</p>
<p>--------------------------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>Em mais uma a&ccedil;&atilde;o marcada pela ousadia, oito homens armados realizaram um arrast&atilde;o e roubaram motoristas e passageiros de oito carros, por volta das 19h30 de ontem, na Rua Teles J&uacute;nior, uma das mais nobres do bairro do Rosarinho, Zona Norte do Recife. De acordo com testemunhas, quatro homens em um Corolla - possivelmente roubado - fecharam a rua, obrigando quem vinha atr&aacute;s a parar na via. Ap&oacute;s os oito carros pararem, outro ve&iacute;culo com mais quatro bandidos veio e parou atr&aacute;s da fila de ve&iacute;culos, deixando as v&iacute;timas sem sa&iacute;da. Em seguida, os bandidos desceram dos ve&iacute;culos e roubaram todas as pessoas que estavam em seus carros, at&ocirc;nitas, sem ter como sair. </p>
<p>Antes de fugir com os pertences de todas as v&iacute;timas, os assaltantes levaram as chaves dos ve&iacute;culos, impossibilitando, dessa forma, que deixassem o local. &ldquo;N&atilde;o podemos mais andar em lugar algum que corremos o risco de ter uma arma apontada contra a cabe&ccedil;a. O pior &eacute; que est&aacute; virando moda e ningu&eacute;m faz nada. Onde est&aacute; o t&atilde;o falado Pacto Pela Vida? Se ele existe, n&atilde;o chegou na Rua Teles J&uacute;nior e demais ruas dessa regi&atilde;o, onde os assaltos s&atilde;o constantes, a qualquer hora do dia&rdquo;, desabafou a m&eacute;dica Deuzeny Ten&oacute;rio, que mora na Teles J&uacute;nior h&aacute; 28 anos. Ela se referiu &agrave;s Ruas Carneiro Vilela e Rui Cola&ccedil;a, onde, segundo conta, os assaltos tamb&eacute;m s&atilde;o constantes. &ldquo;Chegamos a comemorar quando s&atilde;o registrados apenas tr&ecirc;s assaltos por semana aqui na rua&rdquo;, completou. </p>
<p>Segundo o porteiro de um dos pr&eacute;dios da Teles J&uacute;nior, que preferiu n&atilde;o se identificar, os bandidos est&atilde;o diversificando a forma de abordar as v&iacute;timas. &ldquo;J&aacute; vi muitos assaltos aqui na rua, mas ultimamente os assaltantes est&atilde;o mudando a forma de agir. Agora, deixaram as pessoas encurraladas, sem a&ccedil;&atilde;o, e passaram botando o terror&rdquo;, contou. </p>
<p>Um outro morador, em reserva, contou que estava no supermercado quando recebeu um telefonema de casa avisando do assalto. &ldquo;Foi uma coisa absurda. Recebi um telefonema dizendo para n&atilde;o ir para minha casa, para n&atilde;o ser assaltado&rdquo;, afirmou. De acordo com a assessoria de imprensa da Pol&iacute;cia Militar, o policiamento na &aacute;rea &eacute; feito por PMs em duas viaturas, 24 horas por dia. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 10:00:48 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Governo faz ouvido de mercador e deixa repórter sem resposta</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=986]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=986'>16.11.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Pernambuco tem um governador que diz colocar no colo a quest&atilde;o da&nbsp;seguran&ccedil;a p&uacute;blica como nunca antes na hist&oacute;ria deste Estado,&nbsp;um assessor especial espec&iacute;fico para a &aacute;rea, um vice-governador, que era gestor do Pacto, um secret&aacute;rio de&nbsp;Planejamento que agora &eacute; o respons&aacute;vel pelo plano de seguran&ccedil;a.&nbsp; Pois bem. S&atilde;o tantos e parecem t&atilde;o poucos.&nbsp;O fato &eacute; que&nbsp;ningu&eacute;m fala sobre o assunto. Todos calados.&nbsp;Faz lembrar aquelas ordens malucas de Eurico Miranda, ex-presidente do Vasco da Gama. Ap&oacute;s ser derrotado num cl&aacute;ssico, costumava&nbsp;bradar para seus comandados: &quot;Ningu&eacute;m fala aqui. Ningu&eacute;m deve satisfa&ccedil;&atilde;o a rep&oacute;rter.&quot;&nbsp;</p>
<p>Mas o que causa estranhamento &eacute; que a postura &eacute; bem diferente do in&iacute;cio do governo. As perguntas s&atilde;o feitas e todos fazem ouvido de mercador.&nbsp;Continuam fechados, trancados. At&eacute; o&nbsp;falante e respeitado&nbsp;professor Jos&eacute; Luiz Ratton, que sempre gostou de entrevista, anda sumido. Nunca mais saiu no jornal. &Eacute; estranho. &nbsp;Mas at&eacute; j&aacute; escutei que ele s&oacute; deve satisfa&ccedil;&atilde;o ao governador Eduardo Campos. N&atilde;o deve respostas &agrave; imprensa. Tudo bem. Olhem o&nbsp;que foi publicado numa mat&eacute;ria vinculada assinada pelo rep&oacute;rteres Paulo Reb&ecirc;lo e Josu&eacute; Nogueira&nbsp;na edi&ccedil;&atilde;o de hoje do Diario de Pernambuco.</p>
<p><em>&quot;<strong>Consultor do governo para quest&otilde;es de seguran&ccedil;a p&uacute;blica, o soci&oacute;logo e professor Jos&eacute; Luiz Ratton n&atilde;o respondeu ao e-mail que lhe foi enviado. Segundo o Pal&aacute;cio do Campo das Princesas, ele, que &eacute; um dos coordenadores do Pacto, est&aacute; no Chile em miss&atilde;o do governo. A assessoria de comunica&ccedil;&atilde;o do governo foi procurada durante dois dias, mas n&atilde;o designou algu&eacute;m para falar com a reportagem. &quot;</strong></em></p>
<p>Al&ocirc;..Evaldo Costa. Onde andam os homens do Pacto pela Vida?&nbsp;Custa muito pouco uma satisfa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Dessa vez, nem Isaltino Nascimento, l&iacute;der do&nbsp;governo na Assembl&eacute;ia, apareceu. Como sempre, o blog continua aberto. Estamos esperando as informa&ccedil;&otilde;es sobre o Pacto.&nbsp;Lembro bem&nbsp;que Ratton prometeu a lista completa das a&ccedil;&otilde;es um dia depois da coletiva realizada em maio, no Pal&aacute;cio do Campo das Princesas.&nbsp;&quot;&Eacute; s&oacute; uma quest&atilde;o de compila&ccedil;&atilde;o dos dados&quot;, disse para mim. Agora, a resposta oficial&nbsp;&eacute; que os dados est&atilde;o no site do governo.&nbsp;N&atilde;o se trata do balan&ccedil;o dos mortos. E o governo sabe disso. </p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 12:07:25 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>O Pacto pelo Silêncio continua...</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=985]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=985'>16.11.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Reproduzo abaixo mat&eacute;ria publicada na edi&ccedil;&atilde;o de hoje (16/11/2008) na editoria de Pol&iacute;tica do Diario de Pernambuco.</p>
<p>----------------------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>Por Paulo Reb&ecirc;lo</p>
<p>Insatisfa&ccedil;&atilde;o generalizada e reclama&ccedil;&atilde;o recorrente contra a falta de informa&ccedil;&otilde;es sobre seguran&ccedil;a p&uacute;blica em Pernambuco. O conflito declarado entre governo estadual, ONGs e associa&ccedil;&otilde;es de defesa dos direitos humanos, sobre n&uacute;meros e a&ccedil;&otilde;es do Pacto pela Vida, esconde um debate maior. A falta de transpar&ecirc;ncia com informa&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas &eacute;, de longe, um dos principais entraves do Brasil no cen&aacute;rio internacional. E na maioria dos estados, segue-se o mesmo exemplo da Uni&atilde;o.<br />
<br />
Um ano e meio ap&oacute;s o lan&ccedil;amento do Pacto pela Vida - programa que visa conter o alto &iacute;ndice de homic&iacute;dios em Pernambuco -, cerca de dez entidades de classe ainda tentam, sem &ecirc;xito, obter informa&ccedil;&otilde;es oficiais sobre a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas citadas na apresenta&ccedil;&atilde;o do programa. Um documento foi elaborado e entregue ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico, para que o mesmo pressione o governo. A papelada ainda n&atilde;o chegou aos gabinetes do Pal&aacute;cio.<br />
<br />
O coordenador do Movimento Brasil Sem Armas, Murilo Cavalcanti, lembraque o caso de Pernambuco &eacute; emblem&aacute;tico diante dos graves n&uacute;meros de viol&ecirc;ncia registrados nos &uacute;ltimos anos. &quot;N&atilde;o se trata de uma exclusividade desta gest&atilde;o, estamos falando de &iacute;ndices alt&iacute;ssimos nos &uacute;ltimos 15 anos. O governo fala em metas atingidas e metas n&atilde;o-atingidas. Mas porque n&atilde;o atingiu? Para onde est&atilde;o indo os recursos? N&atilde;o temos di&aacute;logo e a pr&oacute;pria Secretaria de Defesa Social (SDS) n&atilde;o aceita qualquer cr&iacute;tica contra o trabalho deles. N&atilde;o h&aacute; justificativa e a viol&ecirc;ncia est&aacute; dizimando os jovens&quot;, pondera.<br />
<br />
Em entrevista recente, o governador Eduardo Campos (PSB) rebateu os argumentos ao dizer que n&uacute;meros e informa&ccedil;&otilde;es requisitadas est&atilde;o na internet, no Portal da Transpar&ecirc;ncia. No entanto, at&eacute; agora, as &uacute;nicas informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis s&atilde;o planilhas gen&eacute;ricas, como a apresenta&ccedil;&atilde;o do programa, o diagn&oacute;stico, as linhas de a&ccedil;&atilde;o e tr&ecirc;s boletins com n&uacute;meros de homic&iacute;dios. Em outra se&ccedil;&atilde;o do site, no demonstrativo de gastos do governo, n&atilde;o h&aacute; n&uacute;meros sobre o programa.<br />
<br />
Nos bastidores, reclama-se de disputa pol&iacute;tica quando se discute o Pacto, al&eacute;m de supostas vaidades acad&ecirc;micas entre atores envolvidos na elabora&ccedil;&atilde;o do projeto e agentes externos. Tereza Guimar&atilde;es, presidente do Instituto Ant&ocirc;nio Carlos Escobar (IACE), recha&ccedil;a a insinua&ccedil;&atilde;o de que h&aacute; fatura pol&iacute;tica. &quot;A gente escuta sobre a&ccedil;&otilde;es isoladas, como esta agora de Santo Amaro com adolescentes, situa&ccedil;&otilde;es pontuais demais. Pedimos apenas transpar&ecirc;ncia, nada demais&quot;, critica.<br />
<br />
O cientista pol&iacute;tico Jos&eacute; Maria N&oacute;brega (UFPE) &eacute; um dos principais cr&iacute;ticos da car&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es para estudos em seguran&ccedil;a p&uacute;blica. &quot;&Eacute; preciso elaborar dados informacionais concretos, para estudos e aplica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de seguran&ccedil;a. Hoje isso n&atilde;o existe aqui. H&aacute; delegacias que n&atilde;o possuem sequer computador, n&atilde;o h&aacute; banco de dados, n&atilde;o h&aacute; como mapear as ocorr&ecirc;ncias corretamente&quot;.<br />
<br />
&quot;H&aacute; uma reserva muito grande da SDS. A gente entende a preocupa&ccedil;&atilde;o sobre o setor de intelig&ecirc;ncia, mas &eacute; preciso definir o que &eacute; sigiloso ou p&uacute;blico. H&aacute; dados p&uacute;blicos que s&atilde;o considerados como sigilosos e fica tudo por isso mesmo&quot;, pontua Murilo Cavalcanti.<br />
<br />
No primeiro ano do Pacto, a meta do governo foi reduzir a taxa de homic&iacute;dios em 12%, mas o &iacute;ndice ficou em 6,9%. Para o segundo, manteve-se a meta, mas nos seis primeiros meses deste ano, os homic&iacute;dios aumentaram, segundo c&aacute;lculos do site Pebodycount (www.pebodycount.com.br), baseados em relat&oacute;rios do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) e do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. <br clear="all" />
</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 11:29:06 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Um outro olhar</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=984]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=984'>13.11.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Come&ccedil;a hoje a Janela Internacional de Cinema do Recife. Fa&ccedil;o um convite a todos que costumam passar por aqui para assistirem ao document&aacute;rio premiado&nbsp;Menino-Aranha, da jornalista pernambucana Mariana Lacerda. &Eacute; uma bela oportunidade de conhecer,&nbsp; com&nbsp;um olhar especial, a hist&oacute;ria daquele que ficou conhecido na cidade por escalar pr&eacute;dios para roubar. Conhecer uma outra hist&oacute;ria. Ou a mesma hist&oacute;ria com olhos&nbsp;diferentes. Como n&atilde;o vi o filme, reproduzo abaixo um texto que escrevi em 2006. O desenho foi feito por Jo&atilde;o Tiago, aos 12 anos, quando estava na Fundac.</p>
<p>--------------------------------------------------------------------------------------------------<br />
<br />
Por Jo&atilde;o Valadares </p>
<p>No enterro, o mesmo abandono da vida. Apenas o pai alco&oacute;latra, empurrado para o Recife pela mis&eacute;ria da zona canavieira de Pernambuco, segurava o caix&atilde;o. N&atilde;o teve choro nem flores. De longe, tr&ecirc;s psic&oacute;logas da Funda&ccedil;&atilde;o da Crian&ccedil;a e do Adolescente (Fundac) acompanhavam o cortejo solit&aacute;rio. Hoje, a &uacute;nica lembran&ccedil;a que a fam&iacute;lia guarda &eacute; a certid&atilde;o de &oacute;bito, esp&eacute;cie de carimbo da fal&ecirc;ncia do sistema de ressocializa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o existe sequer uma fotografia do menino. A maior frustra&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o Tiago da Silva, morto aos 18 anos em Boa Viagem, no fim do ano passado com mais de 20 tiros de pistola, era nunca ter conseguido lembrar da fisionomia da m&atilde;e. Preso na Fundac, passava horas tentando imagin&aacute;-la. Depois do esfor&ccedil;o em v&atilde;o, chorava durante o resto do dia. Ela, portadora de transtorno mental, ficava a maior parte do tempo no Hospital Psiqui&aacute;trico Ulysses Pernambucano, na Tamarineira, Zona Norte do Recife. Em uma das poucas vezes em que estava em casa, um barraco na Favela do Vietn&atilde;, em Jaboat&atilde;o dos Guararapes, morreu, gr&aacute;vida de sete meses, nos bra&ccedil;os do filho mais velho, com 13 anos na &eacute;poca. Antes, havia perdido dois filhos. Tiago tinha 6 anos. Dois meses depois da morte da m&atilde;e, o menino foge de casa e vai morar no meio da rua. Nunca foi &agrave; escola e, com tempo livre, aprendeu a escalar pr&eacute;dios de classe m&eacute;dia, na Zona Sul, para furtar em apartamentos. Foram muitos roubos. Na primeira pris&atilde;o, aos 7 anos, ganhou o apelido de menino-aranha e passou a freq&uuml;entar o notici&aacute;rio. Aos 10, aparece com uma arma na comunidade. A fam&iacute;lia acredita que ele nunca matou. Os outros dois irm&atilde;os mais velhos eram mais experientes no crime. Ano passado, um deles sumiu depois de ser atendido com ferimentos &agrave; bala no Hospital da Restaura&ccedil;&atilde;o (HR). O pai acredita que foi executado por um grupo de exterm&iacute;nio. O irm&atilde;o mais velho do menino-aranha, Oziel Jo&atilde;o da Silva, 27, &eacute; o &uacute;nico sobrevivente dos tr&ecirc;s filhos. Tornou-se evang&eacute;lico, ao 19, porque foi sentenciado na comunidade onde morava. &ldquo;Estou vivo por um milagre de Deus. Tivemos um pai alco&oacute;latra e uma m&atilde;e doente mental. Pulamos a inf&acirc;ncia e a adolesc&ecirc;ncia. Viramos adultos muito cedo. N&atilde;o tivemos comida nem valores morais. Deixei o crime porque iria morrer. Optei pela vida e estou aqui contando essa hist&oacute;ria. Meus irm&atilde;os continuaram e fizeram op&ccedil;&atilde;o pela morte. &Eacute; inevit&aacute;vel. Para cada garoto que mata e morre existe uma hist&oacute;ria&rdquo;, lamenta. Tiago morreu justamente quando estava sob a tutela do Estado. O crime ocorreu horas depois de ele ter fugido do HR, onde estava internado sob cust&oacute;dia de um agente da Fundac. A institui&ccedil;&atilde;o informou que, durante a madrugada, o agente algemou Tiago na cama e foi ao banheiro. Quando voltou, o rapaz n&atilde;o estava l&aacute;. Tiago, que tinha no curr&iacute;culo sucessivas fugas de unidades da Fundac, &eacute; apenas mais um que n&atilde;o escapou do exterm&iacute;nio. A delegada Ivonete Silva conta que as caracter&iacute;sticas do assassinato sinalizam a vontade de extermin&aacute;-lo. &ldquo;Contamos seis tiros numa m&atilde;o.&rdquo; -------------------------------------------------------------------------------------------------------- SERVI&Ccedil;O: <br />
Janela Internacional de Cinema do Recife<br />
Mostra Competitiva Nacional<br />
Sess&atilde;o: De Fato1 (nas margens e de cima)<br />
&nbsp;<br />
DIA 13 - 19:30 - CINEMA DO PARQUE (sess&atilde;o de abertura do evento)<br />
DIA 14 - 19:00 - CINEMA DA FUNDA&Ccedil;&Atilde;O<br />
DIA 15 - 17:00 - CINEMA DO PARQUE</p>
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 13:03:06 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Entidades aguardam posicionameto do MPPE e MPF sobre Pacto pela Vida</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=983]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=983'>13.11.2008 - violência</a></b>
				<br><br>
				Passados mais de 15 dias da solicita&ccedil;&atilde;o de 10 entidades de classe e de defesa dos direitos humanos - entre elas o PEbodycount - para que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico de Pernambuco e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (Procuradoria da Rep&uacute;blica Regional da 5&ordf; Regi&atilde;o) requisitem informa&ccedil;&otilde;es oficiais sobre o Pacto pela Vida, n&atilde;o se fala mais no assunto.<br />
<br />
Isso porque, o MPPE e o MPF ainda n&atilde;o se pronunciaram sobre o caso. O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual informou que o procurador-geral, Paulo Varej&atilde;o, ir&aacute; se pronunciar assim que tiver analisado o documento. J&aacute; a Procuradoria da Rep&uacute;blica Regional da 5&ordf; Regi&atilde;o disse que o of&iacute;cio ainda n&atilde;o chegou &agrave;s m&atilde;os da pessoa &quot;respons&aacute;vel&quot; para analis&aacute;-lo.<br />
<br />
Haja burocracia!!!!!!!!!!!!
				<br><br>
  					]]> 
				
  			</description>
			<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 11:17:08 -0200</pubDate>
			<category>violência</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Novos relatos de tortura. Agora na Polícia Civil</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=982]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=982'>13.11.2008 - </a></b>
				<br><br>
				<p>Reproduzo abaixo mat&eacute;ria de um dos nossos editores, Carlos Eduardo Santos, publicada na edi&ccedil;&atilde;o de hoje do JC. S&atilde;o novas den&uacute;ncias de tortura. Agora, numa delegacia da Pol&iacute;cia Civil. Os relatos remontam aos tempos da ditadura. Confiram. Mais tarde vamos postar a entrevista do servente. Ele afirma que levou choque el&eacute;trico, teve um saco pl&aacute;stico colocado em sua cabe&ccedil;a e foi espancado.</p>
<p>--------------------------------------------------------------------------------------------------------</p>
<p>Por Carlos Eduardo Santos</p>
<p>Saco pl&aacute;stico na cabe&ccedil;a, choque el&eacute;trico e amea&ccedil;a. A cena remonta aos tempos da ditadura ou mesmo a um trecho do filme Tropa de Elite &ndash; em que policiais aparecem agredindo presos. Um jovem de 18 anos, no entanto, diz ter sofrido essas torturas em uma unidade policial de Pernambuco. O fato teria acontecido h&aacute; uma semana na Delegacia de Gl&oacute;ria do Goit&aacute;, na Zona da Mata. Os respons&aacute;veis pelas agress&otilde;es seriam policiais civis. A Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) est&aacute; investigando o caso. A acusa&ccedil;&atilde;o surge em meio a den&uacute;ncias de rituais de supl&iacute;cio praticados por PMs e divulgados atrav&eacute;s do You Tube &ndash; site de compartilhamento de v&iacute;deos na internet.</p>

<p>No caso de Gl&oacute;ria do Goit&aacute;, o jovem &ndash; que trabalha como servente e preferiu n&atilde;o ser identificado &ndash; terminou na delegacia sob acusa&ccedil;&atilde;o de furto. Passou a noite do &uacute;ltimo dia 5, madrugada e manh&atilde; do dia 6 na unidade. Nesse per&iacute;odo, diz ter vivido o maior pesadelo da sua vida. Sem comprova&ccedil;&atilde;o do flagrante, foi liberado por volta das 11h. As escoria&ccedil;&otilde;es pelo corpo chamaram a aten&ccedil;&atilde;o do pai do servente, um agricultor de 64 anos.</p>
<p>&ldquo;Soube apenas pela manh&atilde; que meu filho estava preso. O agente me disse que soltaria quando quisesse. &Agrave;s 11h, soltou e disse: &lsquo;N&atilde;o saia por a&iacute; dizendo que foi a pol&iacute;cia&rsquo;. N&atilde;o entendi o recado. Foi quando meu filho me mostrou os ferimentos. O rosto ainda estava vermelho, a perna ferida e havia marcas dos choques nos bra&ccedil;os&rdquo;, relembrou o agricultor.</p>
<p>Indignado com o que viu, o pai levou o rapaz ao f&oacute;rum da cidade. L&aacute;, os dois foram atendidos pela ju&iacute;za Wilka Pinto Vilela. A magistrada afirmou ter ouvido o depoimento do servente e encaminhado o caso ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico. &ldquo;Ele realmente esteve aqui e contou que havia sido agredido por policiais. Disse que eles poderiam ir &agrave; corregedoria. Agora, estou aguardando que o caso volte em forma de inqu&eacute;rito&rdquo;, explicou.</p>
<p>O promotor da cidade, Rivaldo Guedes de Fran&ccedil;a, informou que recebeu o comunicado da Justi&ccedil;a e encaminhou anteontem of&iacute;cio &agrave; Corregedoria-Geral da SDS. &ldquo;Peguei as declara&ccedil;&otilde;es do rapaz e do pai dele. Solicitei &agrave; delegacia a realiza&ccedil;&atilde;o do exame de corpo de delito. Sei que eles j&aacute; foram &agrave; corregedoria, mas enviei of&iacute;cio para l&aacute; para refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia de investigar esse caso&rdquo;, disse. De acordo com a corregedoria, este ano, 14 policiais civis foram demitidos por m&aacute; conduta. No ano passado, esse n&uacute;mero chegou a 19.</p>
<p>AUTORIZA&Ccedil;&Atilde;O - O pai do jovem afirmou que a delegacia n&atilde;o quis fornecer o documento que autoriza a realiza&ccedil;&atilde;o do exame de corpo de delito. Mesmo assim, decidiram seguir no &uacute;ltimo s&aacute;bado para o Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife. L&aacute;, n&atilde;o conseguiram fazer o exame por n&atilde;o terem a solicita&ccedil;&atilde;o da delegacia. Foi quando um comiss&aacute;rio da Pol&iacute;cia Civil, que estava no IML, informou a pai e filho que a corregedoria poderia lavrar o documento. Os dois seguiram para a institui&ccedil;&atilde;o, onde relataram o fato e conseguiram autoriza&ccedil;&atilde;o para realizar o exame. O resultado ainda n&atilde;o foi divulgado.</p>
<p>O delegado de Gl&oacute;ria do Goit&aacute;, Fernando R&eacute;gis, garantiu que o jovem n&atilde;o sofreu agress&otilde;es na unidade. Disse ainda que o servente foi ouvido e depois liberado porque n&atilde;o houve configura&ccedil;&atilde;o de flagrante. &ldquo;Ele continua respondendo por furto qualificado. As acusa&ccedil;&otilde;es que ele faz &eacute; para se defender do crime que cometeu. E faz da pior maneira poss&iacute;vel, acusando a pol&iacute;cia de forma mentirosa&rdquo;, concluiu.</p>
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			<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 10:57:57 -0200</pubDate>
			<category></category>

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            <title>Quando o show da PM merece aplausos</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=981]]> </link>

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				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=981'>12.11.2008 - </a></b>
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Reproduzo abaixo mat&eacute;ria publicada na edi&ccedil;&atilde;o de hoje do JC. &Eacute; o lado bom da Pol&iacute;cia Militar de Pernambuco. Os policiais est&atilde;o levando m&uacute;sica para comunidades marcadas pela viol&ecirc;ncia. &Eacute; um sopro de esperan&ccedil;a. Este show n&oacute;s aplaudimos.<br />
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A Banda de M&uacute;sica da Pol&iacute;cia Militar de Pernambuco completa 135 anos de atua&ccedil;&atilde;o com um concerto no Teatro Santa Isabel, &agrave;s 19h30 de amanh&atilde;, para convidados. Al&eacute;m da comemora&ccedil;&atilde;o, o evento marca uma nova fase do grupo. A partir de agora, a sinf&ocirc;nica far&aacute; apresenta&ccedil;&otilde;es em comunidades com alto &iacute;ndice de viol&ecirc;ncia, numa tentativa de levar a cultura da paz pela m&uacute;sica.
<p>Com isso, o comando da PMPE pretende mostrar &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que os policiais tamb&eacute;m sabem transmitir seguran&ccedil;a usando outros m&eacute;todos. Os concertos nas comunidades est&atilde;o inseridos no Programa Pol&iacute;cia Amiga, que integram a C&acirc;mara de Preven&ccedil;&atilde;o Social do Pacto pela Vida. &ldquo;Vamos revelar a sensibilidade de homens e mulheres da corpora&ccedil;&atilde;o. Eles tocam de m&uacute;sica cl&aacute;ssica a can&ccedil;&otilde;es populares&rdquo;, diz o tenente-coronel Carlos Feitosa.</p>
<p>Criada por decreto no dia 5 de novembro de 1873, a Banda de M&uacute;sica da PMPE, originalmente, se apresentava em solenidades da corpora&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Com o passar dos anos, o grupo passou a ser requisitado por diversos setores da sociedade, para eventos militares e civis, al&eacute;m de retretas. Hoje, a banda &eacute; um patrim&ocirc;nio Cultural de Pernambuco&rdquo;, comenta o tenente-coronel. </p>
<p>A sinf&ocirc;nica &eacute; composta por 113 integrantes, entre oficiais, sub-tenentes, sargentos, cabos e soldados. Conforme Carlos Feitosa, o conjunto musical da PMPE presta homenagem a um antigo regente da banda, o capit&atilde;o Jos&eacute; Louren&ccedil;o da Silva, conhecido como Capit&atilde;o Zuzinha, que empresta o nome &agrave; banda da institui&ccedil;&atilde;o e a uma rua de Boa Viagem, Zona Sul do Recife.</p>
<p>Capit&atilde;o Zuzinha conduziu a banda nos anos 30 e 40 do s&eacute;culo 20 e tamb&eacute;m comp&ocirc;s a melodia do Hino da Cidade de Olinda. &ldquo;Era considerado um dos melhores maestros da sua &eacute;poca&rdquo;, destaca o tenente-coronel. Atualmente, o regente da banda &eacute; o capit&atilde;o Exdras Fran&ccedil;a dos Santos, 49 anos, que ingressou na Pol&iacute;cia Militar em 1980.</p>
<p>Al&eacute;m das apresenta&ccedil;&otilde;es nas comunidades com grau elevado de viol&ecirc;ncia &ndash; muitas delas sem pra&ccedil;as p&uacute;blicas, quadras esportivas ou outras &aacute;reas de lazer p&uacute;blica &ndash; o grupo participar&aacute; de um circuito musical por v&aacute;rias regi&otilde;es do Estado. O engajamento no programa foi acertado recentemente, pelo comandante da Pol&iacute;cia Militar, coronel Jos&eacute; Lopes de Souza. </p>
<p>Em 1974, a banda tocou no Concerto dos Mil, no Parque 13 de Maio, dirigido pelos maestros Isaac Karabtchevsky e Cl&eacute;o Goulart.</p>

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			<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 08:26:49 -0200</pubDate>
			<category></category>

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            <title>PM pede ajuda da população para combater tortura</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=980]]> </link>

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				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=980'>11.11.2008 - crime,violência,Rocam,humilhação</a></b>
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				Do Jornal do Commercio <br />
<br />
Puni&ccedil;&atilde;o exemplar dos policiais envolvidos e retirada imediata dos v&iacute;deos postados na internet. Essas foram as medidas anunciadas ontem pela Pol&iacute;cia Militar diante das cenas de tortura psicol&oacute;gica de pessoas presas em Pernambuco. As imagens, gravadas por PMs e denunciadas pelo Jornal do Commercio no &uacute;ltimo domingo, est&atilde;o dispon&iacute;veis no site You Tube. Para identificar os PMs que protagonizam os rituais de humilha&ccedil;&atilde;o, a corpora&ccedil;&atilde;o pede &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que denuncie.
<p>Em nota oficial, a Pol&iacute;cia Militar solicita &ldquo;&agrave;s pessoas mostradas nos v&iacute;deos, bem como &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em geral, que denunciem abusos como esses junto &agrave; Corregedoria de Defesa Social ou &agrave; PM, para que possamos punir os respons&aacute;veis exemplarmente expulsando-os da corpora&ccedil;&atilde;o e conduzindo-os &agrave; Justi&ccedil;a&rdquo;.</p>
<p>O comandante da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) &ndash; companhia de policiamento cujos PMs aparecem em, pelo menos, dois v&iacute;deos &ndash;, capit&atilde;o Afonso Queiroga, afirmou que um policial j&aacute; foi afastado do batalh&atilde;o ap&oacute;s den&uacute;ncias da comunidade.</p>
<p>&ldquo;&Eacute; importante que a popula&ccedil;&atilde;o denuncie. N&atilde;o coaduno com a mediocridade e maldade dos supostos policiais envolvidos nesse tipo de a&ccedil;&atilde;o. Vou solicitar a retirada desses v&iacute;deos do site&rdquo;, destacou o comandante.</p>
<p>De acordo com ele, que assumiu a Rocam em novembro do ano passado, desde junho de 2007, quando ainda trabalhava na Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social, 90 policiais foram afastados da companhia, sendo 45 por suspeita de desvio de conduta em abordagens e o restante &ldquo;por n&atilde;o se adequar ao servi&ccedil;o&rdquo;.</p>
<p>Em rela&ccedil;&atilde;o a um dos v&iacute;deos, no qual um policial obriga dois suspeitos se beijarem na boca e depois repetirem a frase &ldquo;A Rocam &eacute; f...&rdquo;, o capit&atilde;o se mostrou indignado. &ldquo;A pessoa que faz isso tem alguma doen&ccedil;a. Desconfio que essa cena tenha sido gravada por algum desses policiais j&aacute; afastados.&rdquo;</p>
<p>Durante a manh&atilde;, capit&atilde;o Afonso Queiroga reuniu parte do efetivo e mostrou a reportagem. &ldquo;Aproveitei para reunir o Grupo T&aacute;tico Especial da Rocam e realizar uma palestra para mostrar a situa&ccedil;&atilde;o que a gente n&atilde;o admitia. E dizer tamb&eacute;m que eu acreditava que n&atilde;o era uns dos que estavam ali presentes na companhia. Mas explicar que qualquer atitude nesse sentido, sem sombra de d&uacute;vida, o PM ser&aacute; responsabilizado&rdquo;, afirmou.</p>
<p>Em um outro v&iacute;deo que faz refer&ecirc;ncia &agrave; Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas, policiais mandam tr&ecirc;s jovens dan&ccedil;arem e cantarem &ldquo;A Rocam &eacute; f..., a Rocam &eacute; f...&rdquo;</p>
<p>Consciente do problema, capit&atilde;o Queiroga disse que foi retirado da Corregedoria, onde passou quatro anos, para cumprir um objetivo na Rocam. &ldquo;Vim para c&aacute; com a miss&atilde;o de colocar o neg&oacute;cio nos trilhos. Quando vaza um v&iacute;deo desses &eacute; porque deve acontecer mais coisas por a&iacute;. Mas estamos atentos e mudando essa realidade&rdquo;, destacou.</p>
<p>No You Tube tamb&eacute;m podem ser vistas imagens de PMs do Grupo de A&ccedil;&otilde;es T&aacute;ticas Itinerantes (Gati) rindo de um detento na cidade de Limoeiro, no Agreste do Estado, ou a exposi&ccedil;&atilde;o de cad&aacute;veres de homens acusados de assaltar carros fortes no Sert&atilde;o cravados de balas sendo exibidos como trof&eacute;us. Um dia ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria, esse &uacute;ltimo havia sido retirado do site.</p>
<p>Cenas que chocam at&eacute; mesmo quem est&aacute; na corpora&ccedil;&atilde;o h&aacute; d&eacute;cadas. O assessor de comunica&ccedil;&atilde;o da PM, major Leonardo Tavares, disse que em 25 anos de Pol&iacute;cia Militar, nunca viu cenas dessa natureza. &ldquo;Essas pessoas n&atilde;o s&atilde;o policiais. O policial deve proteger a sociedade e n&atilde;o realizar torturas. Como eu, v&aacute;rios policiais est&atilde;o indignados com essa situa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, desabafou.</p>
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  			</description>
			<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 22:14:11 -0200</pubDate>
			<category>crime,violência,Rocam,humilhação</category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Vídeos de PMs em rituais de suplício ganham repercussão nacional</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=979]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=979'>11.11.2008 - violência,crime,Rocam,humilhação</a></b>
				<br><br>
				Os v&iacute;deos de PMs pernambucanos humilhando presos no You Tube ganharam repercuss&atilde;o nacional. Ap&oacute;s den&uacute;ncia do Jornal do Commercio, as imagens foram mostradas no Jornal Hoje, Globo News, Record News, passou quase toda a ter&ccedil;a-feira como capa do site G1 e foi destaque tamb&eacute;m na UOL.<br />
<br />
Isso s&oacute; mostra a gravidade do problema. Gostaria de aproveitar para reiterar o que o colega Jo&atilde;o Valadaes postou anteriormente. N&atilde;o estamos aqui defendendo bandido. Vivemos em um estado democr&aacute;tico de direito, onde as leis precisam ser respeitadas.<br />
<br />
N&atilde;o podemos querer que a pol&iacute;cia se iguale aos bandidos. Se continuar assim, s&oacute; iremos aumentar essa bola de neve que nos persegue. O problema precisa ser combatido com uma pol&iacute;cia legalista e com pol&iacute;ticas sociais s&eacute;rias.
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  			</description>
			<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 22:03:06 -0200</pubDate>
			<category>violência,crime,Rocam,humilhação</category>

          </item>
  
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            <title>Em defesa de uma polícia cumpridora de seus deveres constitucionais</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=978]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=978'>10.11.2008 - </a></b>
				<br><br>
				Tenho acompanhado as rea&ccedil;&otilde;es diante da reportagem de um dos nossos editores, Carlos Eduardo Santos, publicada na edi&ccedil;&atilde;o de domingo do JC, sobre as torturas realizadas por policiais militares pernambucanos. &Eacute; preciso deixar claro: aqui ningu&eacute;m defende o crime. Defendemos sim a legalidade. O nosso lado &eacute; este. N&atilde;o queremos que os nossos policiais se igualem aos bandidos. Pol&iacute;cia n&atilde;o pode praticar atos criminosos. N&atilde;o &eacute; esta a sua fun&ccedil;&atilde;o. Se o faz, torna-se bandida. &Eacute; isto que Carlos Eduardo Santos denunciou com muita clareza, coragem e honestidade.<br />
N&atilde;o tenho procura&ccedil;&atilde;o para falar em nome dos demais editores do blog, mas tomo a iniciativa de dizer que o grupo que faz o PEbodycount defende uma pol&iacute;cia cumpridora de seus deveres constitucionais. Uma pol&iacute;cia que prenda e use o rigor da lei. N&atilde;o defendemos torturadores e nem bandidos, fardados ou n&atilde;o. Defendemos que a Pol&iacute;cia Militar de Pernambuco expulse de seus quadros aqueles que extrapolem os princ&iacute;pios sagrados do estado democr&aacute;tico de direito.<br />
Sabemos das dificuldades enfrentadas pela pol&iacute;cia pernambucana. Sabemos dos baixos sal&aacute;rios e da p&eacute;ssima estrutura oferecida aos soldados.&nbsp; E sempre denunciamos aqui. Mas n&atilde;o podemos apoiar este tipo de atitude. Somos vigilantes e vamos continuar sendo. Se n&oacute;s n&atilde;o denunciarmos qualquer ritual de supl&iacute;cio e tortura que chegue ao nosso conhecimento poderemos rasgar os diplomas. N&atilde;o aplaudimos show de horror. N&atilde;o vivemos na Idade M&eacute;dia, como bem lembrou Carlos Eduardo Santos. Por fim, gostaria de dizer que estamos esperando e acreditando na identifica&ccedil;&atilde;o de todos os policiais que cometeram atos que n&atilde;o condizem com a honra dos policiais militares pernambucanos.&nbsp; &Eacute; isso.
				<br><br>
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  			</description>
			<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 19:34:11 -0200</pubDate>
			<category></category>

          </item>
  
          <item>

            <title>Bandidos usam dinamite para roubar delegacia no interior de SP</title>
            <link><![CDATA[  http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=977]]> </link>

			<description>
	
				<![CDATA[  
				<p>
				<b><a href='http://www.pebodycount.com.br/post/postUnico.php?post=977'>10.11.2008 - violência,crime</a></b>
				<br><br>
				<p>Do site <a href="http://www.g1.com.br"><strong>G1</strong></a></p>
<p>Criminosos invadiram a Delegacia de Entorpecentes de Botucatu, a 238 km de S&atilde;o Paulo, na madrugada desta segunda-feira (10). Quando deixavam o local, eles usaram dinamite para destruir o pr&eacute;dio, que corre o risco de desabar. Dois carros da pol&iacute;cia tamb&eacute;m ficaram danificados.</p>
<p>Eles chegaram em uma caminhonete, arrombaram a porta da frente, roubaram o cofre onde ficavam guardadas as drogas apreendidas e tamb&eacute;m levaram as armas. Depois, queimaram todos os inqu&eacute;ritos e boletins de ocorr&ecirc;ncia que estavam na delegacia.</p>
<p>O pr&eacute;dio corre o risco de desabar. Assim que o trabalho da per&iacute;cia for encerrado, parte da delegacia deve ser demolida. Um grupo especializado em explosivos da pol&iacute;cia de S&atilde;o Paulo foi enviado &agrave; cidade para ajudar nas investiga&ccedil;&otilde;es. Os criminosos levaram tamb&eacute;m a central de alarmes da delegacia, que poderia mostrar o hor&aacute;rio d