Por causa de problemas técnicos - como relatado no post anterior - só agora comentamos a execução do advogado e vice-presidente estadual do PT, Manoel Mattos, 40 anos. Sem dúvida, a morte de Mattos vem sendo anunciada há cerca de dez anos.
Em documentos da CPI dos Grupoas de Extermínio, a vítima já relatou algumas vezes a preocupação com a própria vida. O sargento Flávio Inácio Pereira, detido em um batalhão da PM em João Pessoa, vinha anunciando aos quatro ventos a intenção de matar o advogado.
O homicídio de Mattos é uma prova de que o crime organizado continua agindo na divisa de Pernambuco e Paraíba. A Polícia Civil paraibana já tem o caso praticamente concluído, com o mandante (sargento Flávio) preso e os executores identificados.
É preciso agora que as polícias dos dois estados - e por que não a Polícia Federal - realizem um trabalho permanente naquela região. Há dez anos a vítima denuncia a ação de grupos de extermíno na região, sendo muitos deles ligados a "gente grande" da região.
A execução de Manoel Mattos, que é ex-vereador de Itambé e trabalhava como assessor do deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), foi um duro golpe na luta pelos direitos humanos em Pernambuco. Nem CPI, nem a presença da relatora da ONU, nem proteção da PF foram suficientes para preservar a vida de um homem que lutava contra as injustiiças em nosso Estado.
O PEbodycount, que acima de tudo defende o direito à vida dos pernambucanos, se solidariza com familiares, amigos e defensores dos direitos humanos. Que a morte de Manoel Mattos não nos cale, mas nos dê mais forças para lutar contra a violência em Pernambuco.
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